Mês: dezembro 2011



Deixe sua luz brilhar!

Nos últimos dias do ano fazemos um balanço da vida ate ali. Avaliamos onde acertamos, erramos, o que deixamos de fazer, o que fizemos em exesso. Para algumas pessoas tal avaliação pode ser bastante dolorosa, mas ela chega a ser inevitável em tal época.  Assim, sempre fazemos promessas para o ano novo, o que será diferente, de que maneira, em que e etc.

Fazer planos é bacana e importante na vida. Mas cabe pensar por que alguns destes propósitos se repentem toda virada de ano mas não se cumprem? O que esta falhando? Será que você quer realmente fazer isto? Sera que você acredita realmente que pode? Ou será que numa boa parte do tempo se sente inferior, incapaz? Em que partes de sua vida, de sua personalidade os seus olhos tem se focado no bom ou no ruim? As dificuldades existem na vida de toooooodos nos! Sempre! Mas no que você se focará em 2012?

Capacidades você tem, habilidades também, não duvide elas estão ai, dentro de você! Podem estar um pouco escondidas, enferrujadas pela falta de uso, mas estão! Pare, pense em você, sem focar nos seus problemas tente ver o que houve de bom, onde acertou. É uma tendência humana lembrar mais das durezas do que das belezas. Porém, é o bom que nos proporciona forças para continuar. Assim, deixa brilhar a luz que há em você!

Para finalizar reflita na música abaixo, vale a pena!

http://www.youtube.com/watch?v=_pQobXG2X2I&feature=youtube_gdata_player

Feliz 2012!!!!!!

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Os sentimentos natalinos

O Natal é uma das datas mais esperadas do ano, há sobre ele uma expectativa e até mesmo uma idealização de que neste dia tudo é lindo, mágico e feliz. Porem, nem sempre é assim. Esta é a imagem comercial do Natal, a prática indica outras emoções. Não necessariamente ruins, mas diferentes.

Talvez seja assim pelo fato de que o foco do Natal é o estar com a família. E raramente as famílias são tão felizes assim. Há os que já não habitam entre nós e fazem uma falta tremenda, principalmente neste dia. Há os relacionamentos melindrados, as mágoas, as ofensas de outros dias que no Natal se tenta deixar de lado. Há os que moram longe e não podem ir até os familiares. Há os separados e que ainda gostam, há os filhos de pais separados que tem que se dividir entre pai e mãe. Enfim, há tantas configurações que explicam que nem sempre esta é uma data tão feliz como a mídia vende nos comerciais.

Viver em família é uma das coisas mais difícies que existe. É onde somos mais conhecidos e por isto mais exigidos, onde somos mais amados e por isso tão corrigidos, onde somos mais desejados e por isso tão cobrados. Entender os atos do outro requer muita boa vontade, muita disposição e capacidade de compreensão.

A vantagem do Natal é que surge a possibilidade de sentir amado mais uma vez, de retomar amizades, de perdoar ofensas, de se re-aproximar. E, talvez, ao invés de cobrar acietar o outro como é, não determinando verdades sobre esta pessoa e sim acreditar em seus potenciais. Não foi isto que Jesus Cristo, o grande motivo do Natal, nos ensinou? Talvez através deste foco esta data possa ser saboreada de forma doce e agradável.

Feliz Natal!

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Ritmo de férias

É ritmo, ritmo de férias, ritmo, ritmo de férias!!!! Hoje estou neste clima, pego férias a partir de amanhã. Conversando com algumas pessoas que pegarão na mesma época que eu estão todos com algum tipo de doença: gripe, mal estar, conjuntivite…. Há uma explicação médica para isto: quando o corpo relaxa, sai da pressão a adrenalina cai e deixa a imunidade que já estava baixa reagir, com isto os anticorpos fazem a festa. Por isso é tão comum ficar com no mínimo gripe nas férias.

E a “imunidade emocional”, será que há? Creio que sim. Há pessoas mais saudáveis emocionalmente e outras bastante adoecidas. Ao longo do ano de trabalho as situações difíceis, que mexem com nossas emoções, vão acontecendo e a pessoa vai levando como é possível, mas quando chega as férias, as coisas podem ficar muito piores. O tão esperado descanso se transforma em mais cansaço e a pessoa não vê a hora de voltar a trabalhar. Conheço muitas pessoas que preferem mil vezes o trabalho ao lar, o fazer algo a estar consigo mesmo.

Por que isto acontece? Talvez pela “imunidade emocional”. Tal como o corpo as emoções precisam ser cuidadas. Parar, pensar sobre as circunstâncias, como aquilo esta mexendo com você, que sentimentos esta te despertando, o que esta te movendo a reagir, esta reação tem realmente haver com este momento ou é o reflexo de questões do passado? Tais perguntas agem como vitamina C para o corpo: blindam o psiquismo, expandem o pensamento e nos possibilitam ser menos reativos. Com isto, na hora das férias o estar mais folgado, com mais tempo para conviver com a família, para conviver com as dificuldades e com você mesmo podem ser prazeroso e não doentio.

Acho que pode valer a pena não é mesmo?!

Estarei em férias e por isso não escreveri no blog com tanta frequência…. Tenho alguns posts que preparei  para reflexões referentes ao Natal e Ano Novo, depois disto vou postar matérias de forma mais aleatória ok? Mas dia 16/01 eu retomo….

 

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A guarda compatilhada

Hoje participei do Programa Destaque – Rede Massa – com Fernanda Leone http://www.redemassa.com.br/destaquetibagi/index.php, conversamos sobre a guarda compartilhada do ponto de vista psicológico. Gostaria de deixar aqui também as reflexões que fizemos lá.

A guarda compartilhada é uma opção a mais para os pais separados, esta em vigor desde 2008. A ideia central desta guarda é a possibilidade dos pais compartilharem as decisões e cuidados com o filho. Desta maneira o genitor que não mora com o filho além de pagar a pensão, tem a liberdade para estar com ele com mais frequencia não apensa nos fins de semana alternados. Bem como decisões escolares, sociais e familiares são tomadas em conjunto. O filho tem a liberdade de visitar o pai/mãe quando tem vontade, sem a regra de dias específicos, ficando a  cargo dos pais este combinado.

Se levarmos em conta que uma o casal se separa mas os pais não, com certeza esta pratica é a mais adequada. Filhos precisam de pais presentes, o que siginifica que tanto o pai quanto a mãe devem fazer parte de sua vida, saber de suas vivências, participar de sua educação, bater papo, brincar, levar bronca é o que faz uma família existir. Independente de morarem todos na mesma casa ou não. Até mesmo porque muitos pais são casados e apenas um é responsável pela criação dos filhos talvez porque o outro genitro trabalhe demais, ou não saiba (talvez nem queira!) se fazer presente.

O grande problema da separação são que as mágoas que separaram o casal fique mais em foco do que as necessidades dos filhos. Neste caso a criança sofre muito. Manter-se equilibrado, paciente e comunicativo com o ex-parceiro(a) não é tarefa fácil. Em geral as separações acontecem devido aos disturbios de comunicação do casal, assim aprender a se comunicar de forma saudável apos o divorcio nem sempre é possível. Mas há que se tentar, por amor aos filhos. Quando isto é possivel a criança aprender muito com esta postura dos pais: é possivel se respeitar, se comunicar mesmo não se gostando mais, mesmo tendo grandes difenças de temperamento, personalidade e etc. Que aprendizado ótimo para a vida não é mesmo? Quantas pessoas na vida adulta esse filho encontrará e terá que conviver mesmo sem gostar.

É preciso levar em conta que criança precisa de rotina. Horário para dormir, acordar, almoçar, banho, estudar…. O que pode ou não comer, regras sociais e até emocionais. São paramentos para a vida futura. Se os pais são muito opostos nestas questões isto gera confusão na mente da criança (até mesmo do adolescente!). Por isso com a guarda compartilhada, os pais tem a possibilidade de conversar sobre estas coisas e manter mais ou menos um mesmo padrão de conduta com o filho, algo que o ajudará muito a se desenvolver de forma madura e satisfatória. Nem preciso dizer então dos pais não mandarem recados malcriados um para o outro através dos filhos, assim como NUNCA criticar o/a ex na frente do filho. Isto é respeito ao amor que o filho tem pelo genitor, os pais podem não se amar mais (mesmo com grandes motivos) mas o filho continua amando. Ter isto em mente faz toda a diferença!

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O autismo

O autismo é uma transtorno mental sério e com grandes influencias na vida da pessoa e sua familia. Segundo Gauderer (autor do livro Autismo e outros atrasos do desenvolvimento) o autismo é uma disfunção global do desenvolvimento, crônica, incapacitante que compromete o desenvolvimento normal de uma criança e se manifesta tipicamente antes do terceiro ano de vida. Caracteriza-se por lesar e diminuir o ritmo do desenvolvimento psiconeurológico, social e lingüístico. Estas crianças também apresentam reações anormais a sensações diversas como ouvir, ver, tocar, sentir, equilibrar e degustar. A linguagem é atrasada ou não se manifesta. Relacionam-se com pessoas, objetos ou eventos de uma maneira não usual, tudo levando a crer que haja um comprometimento orgânico do Sistema Nervoso Central.  Não se sabe exatamente todas as causas que levam ao Autismo, conseqüentemente não se consegue explicar corretamente o porquê do atraso do desenvolvimento. Sabe-se, porém, que ele é devido a um comprometimento neurológico central, com alterações no funcionamento de enzimas que levam as células cerebrais a não funcionarem adequadamente, acarretando, quando comprometidas, problemas diversos.

A Associação de Amigos do Autista (AMA) fornece um excelente trabalho para a criança e a família. E por eles foi produzido um vídeo com a turma da Mônica que explica o assunto, vale a pena assistir….

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E a culpa é de quem?

Outro dia escutei uma frase do Pastor Marcelo Gomes que falou que um povo corrompido, mais dia, menos dia, será governado por uma pessoa extremamente corrompida. Ele se referia ao reinado de Acabe e Jezabel considerados pela Bíblia como o pior casal a governar Israel no antigo testamento. Contudo, sua referencia pode ser aplicada na atualidade. Os países em que existem as maiores atrocidades são governadas por péssimos elementos, o foco vai sempre para esses grandes, mas se buscar conhecer a cultura do local será percebido que o povo age ou pensa de forma semelhante, só não tem o poder nas mãos. O holocausto não aconteceu somente por causa de Hitler! As guerras no Oriente Médio não são culpa apenas dos governantes! É assim, todo país tem suas razões, que não estão apenas na mão de quem o governa, de alguma forma o povo apoia aquilo, seja no silêncio ou na atuação conjunta.

O mal está encalacrado no homem. Há pulsões dentro de nós: de morte, de violência, de agressão, de sadismo. Se não nos atentamos para estas pulsões, se não as controlamos elas podem fazer grandes estragos na nossa vida e na de quem está a nossa volta.

Num extrato menor podemos olhar para os absurdos que acontecem no nosso país. Tanta corrupção, abuso de poder, impunidade! Nos indignamos, criticamos, mas efetivamente o que fazemos para mudar isto? Há tempos atrás escrevi um post sobre a corrupção, em que defendi que somos tão corruptos quantos os que passam na TV, quantas leis infringimos? quantas multas não pagamos? e os pequenos subornos? e o jeitinho brasileiro? o gato do vizinho? a água que é desviada? o imposto que é sonegado? onde fica tudo isto? quando o outro faz é errado, mas quando é você não?!

Se indignar, se inflar perante os amigos e meter a boca é fácil. Mas o que realmente temos feito para mudar esse país? Que povo temos sido? Muita coisa já mudou no Brasil, pois o povo vem mudando, exigindo mais, tolerando menos. Algo ótimo. E que continue assim! Mas não adianta acreditar que a mudança é de cima pra baixo, acredito que ela seja de todos os lados. O seu, o meu, o papel deles (políticos / governantes) precisa ser feito. Pois não existe um único culpado. O culpado é cada um de nós!

 

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O que esta em nosso poder?

Segundo o dicionário poder é o direito de deliberar, agir e mandar. Dependendo do contexto, é, também, a faculdade de exercer a autoridade, a soberania, ou o império de dada circunstância ou a posse do domínio, da influência ou da força. É uma definição interessante, mas dificil de ser vivida, pois na vida sobre o que temos poder? No que ou em quem conseguimos mandar, dominar? Claro que no ambiente de trabalho há coisas que ficam sobre o poder de alguém, seja ele o chefe ou encarregado. Contudo, quantas coisas são mandadas e não são feitas? E aqui não digo apenas de funcionários que não obedecem, mas também de coisas que não funcionam, como máquinas que quebram ou não funcionam adequadamente.

Se pararmos para olhar de maneira minunciosa sobre essas questões perceberemos o quanto não temos poder sobre nada. Isso machuca nosso narcisismo, perceber que somos tão impotentes diante da vida pode ser bastante incomodo e até desamparador.

Não temos controle sobre as coisas a nossa volta, não temos controle sobre a natureza, não temos controle sobre as pessoas – nem mesmo os familiares!

Entender isso pode assustar, mas também pode nos libertar. Quando nos libertamos da ideia do controle sobre a vida podemos aprender a viver o hoje pelo hoje. Esperar menos do amanha ou de quem esta a nossa volta, pode facilitar o convívio e tornar agradável as surpresas da vida. Quando espero menos o que recebo é lucro!

Não é algo fácil, mas talvez seja a única forma possível de encarar a vida.

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Deixe a raiva secar

O texto abaixo tem rolado na internet a algum tempo, a ideia do texto é válida, assim deixo como reflexão e ao final volto com volto com algumas considerações.

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Mariana ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Julia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar. Mariana não podia porque ia sair com sua mãe naquela manhã. Julia, então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio. Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme pôr aquele brinquedo tão especial.

Ao regressar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão. Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada. Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou: Esta vendo, mamãe, o que a Julia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão. Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Julia pedir explicações. Mas a mamãe, com muito carinho, ponderou:

– Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar a sua casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra do que a vovó falou? Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro. Depois ficava mais fácil limpar. Pois e, minha filha! Com a raiva e a mesma coisa. Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo.

Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu ir para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha. Era Julia, toda sem graça, com um embrulho na mão. Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

– Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Ai ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado. Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você. Espero que você não fique com raiva de mim. Não foi minha culpa.

Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou. E, tomando a sua coleguinha pela mão, levou-a para o quarto para contar história do vestido novo que havia sujado de barro.

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Quando reagimos a uma situação na hora a chance de ficar mais complicado do que já está é grande. Assim, esperar pode nos acalmar e possibilitar coisas novas e boas acontecerem. Vale o esforço!

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