Novos valores

A maior parte dos valores que ensinamos as crianças não são verbais. Valores morais, éticos e religiosos são ensinados na demonstração de nossas atitudes diárias. Os filhos, sobrinhos, e também os adultos, assistem nossos comportamentos e aprendem com eles, seja para o bem ou para o mal.

Nos dias de hoje, em que tantos valores tem mudado, acabamos por ensinar o que mostra a charge abaixo:

 

Não queremos ensinar isto, mas será que não são estes os nossos atos diários?

Quando temos preguiça de ir a esquina para comprar pão, quando levamos uma vida sedentária. Não ensinamos que nossas pernas são o carro? Depois damos bronca nos filhos que vivem somente dentro de casa, diante da TV?!

Quando não buscamos informações em livros, mas só no google. Quando a correria ganha da leitura, do devovional. Não ensinamos que só sabemos pensar através de um computador? Mas chamamos a atenção da criançada por não fazer a tarefa de casa, por não ler o livro indicado pelo professor…

Quando não encontramos tempo para conversar com um amigo, para trocar afeto, carinho. Não ensinamos que o contato humano é restrito a telefonemas? Depois nos ofendemos com os filhos por quando adultos não nos visitarem!

Quando nossa prioridade são os nossos desejos, sem pensar nas necessidades de quem está a nossa volta. Não demonstramos que o mais importante é amar a nós mesmos? Depois nos ressentimos pelos filhos que não valorizam nossos pedidos e necessidades!

E assim por diante há exemplos de condutas que equivalem a todos os quadrinhos da charge exposta. Como pontuei no post de ontem o que colhemos hoje é um produto do que plantamos ontem.

Então, analise o que tem ensinado com seus atos….

4 comentários sobre “Novos valores

  1. Mariângela Costa Luz 29 de fevereiro de 2012 17:23

    Muito verdadeiro e atualíssimo!!
    É o que vivemos,todo nós!
    Mas como já disseram…se não gostamos do q estamos colhendo hoje,temos q escolher novas sementes!!
    Beijos!Amooo!

  2. Gleice Dias 29 de fevereiro de 2012 18:36

    Pela tereira vez vejo e ouço falarem em valores.
    Domingo passado o pastor de uma Igreja que as vezes vou (pois sou de outra religião) comentou sobre a forma com que nos aproximamos das pessoas.
    Simplesmente por afinidades, as coisas que nós gostamos tem que ser compativeis com as que o outro gosta e ponto!
    Diferente de observar nas pessoas quais são os valores que ela preserva…

  3. William Robson 29 de fevereiro de 2012 21:49

    “Quando temos preguiça de ir a esquina para comprar pão, quando levamos uma vida sedentária. Não ensinamos que nossas pernas são o carro? Depois damos bronca nos filhos que vivem somente dentro de casa, diante da TV?! Quando não buscamos informações em livros, mas só no Google. Quando a correria ganha da leitura, do devocional. Não ensinamos que só sabemos pensar através de um computador? Mas chamamos a atenção da criançada por não fazer a tarefa de casa, por não ler o livro indicado pelo professor…” [Fernanda Rossi]
    ~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~-~–~-~-~-~-~-~-~~-~–~~-~-~~-
    Sei lá! Não gostar de fazer lição de casa não é uma coisa que acontece só hoje, logo não sei como podemos atribuir isto a algum acontecimento da vida moderna.
    É nosso dever de pais nos preocuparmos com a boa inserção de nossos filhos na sociedade então é natural que peguemos no pé deles para que estudem, mas já fomos crianças e sabemos que gostoso mesmo era brincar.
    Duvido muito que uma criança nascida há 200 anos atrás também não tivesse preferencia por brincadeiras.
    No passado quem podia tinha um cavalo uma carroça e as crianças cobiçavam igualmente os meios de transporte de suas épocas.
    Quero dizer que os pais de hoje são tão bons quantos os de antes, acredito que até melhores, pois reconhecem de uma forma mais abrangente os anseios das crianças.
    Hoje é a TV, antes era o radio. Hoje é o vídeo game, antes era a amarelinha…
    Não vejo sentido em encher nossa geração deste sentimento de culpa de que estamos dando mau exemplos para nossas crianças, elas não são folha em branco também tem sua parcela de responsabilidade em separar o joio do trigo.

    http://terapiadalogica.blogspot.com/

  4. Renato 2 de março de 2012 10:06

    Parabens Fernanda, pelo texto escolhido e comentado. O que voçê expos é uma máxima em nosso cotidiano tanto na ética como no moral que emprestamos aos nossos filhos.
    Willian Robson, lembre-se de sua infância. Voçê é hoje o que adquiriu de entendimento até seus sete anos de idade, de lá para cá voçê adaptou novos conhecimentos.

Deixe um Comentário

Seu endereço de e-mail não será publicado.