O tempo da mente

Certas vivências são difíceis de esquecer, de virar a página e prosseguir. São vivências que marcaram de tal forma, que pequenas situações do hoje bastam para trazer à lembrança tal emoção. Emoções estas, que ficaram presas aquela situação. Tais como medo, insegurança, aflição, pavor, desconfiança e outras. Podem ser fruto de uma perda, de uma tragédia, de uma confusão, porem, do que provém importa menos do que as marcas que foram deixadas. Sendo que para cada pessoa envolvida, tal situação repercutirá de forma diferente e única.

Há um provérbio antigo que diz que “O ontem é história. O amanhã e mistério. E o hoje é uma dádiva, por isso se chama presente.”

É uma linda filosofia de vida, quem consegue viver isso é afortunado. Pois não é simples assim.

Angústias pelo ontem e ansiedades pelo amanhã rondam nossas vidas o tempo todo. Dizer que é errado viver assim, não basta, e, decidir mudar, não significa conseguir. Tudo que fazemos é por algum motivo. E entender que motivo é este, é que pode realmente nos liberar para um novo comportamento.

Nosso funcionamento mental é resultado de nossa história de vida. Ou seja, das vivências, contextos e conceitos com os quais crescemos e estamos inseridos atualmente. Contudo, algumas questões foram por vezes tão intensas, que mesmo sendo um outro momento não confiamos, não relaxamos e podemos até, sem perceber, nos sabotar.

É o entendimento do por que disto, do que estamos buscando ou tentando evitar com tais pensamentos e comportamentos,  de que função tais idéias tem dentro de nos, que pode trazer mudanças. Quando nos entendemos podemos nos acalmar, acolher e não atuar. Somente assim conseguimos deixar o que ficou para traz e viver a bênção do hoje. Enquanto estamos ansiosos ou tristes a mente não relaxa e sem relaxamento não há proveito.

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