Mês: dezembro 2012



Férias

Hoje entro em férias!

Retorno dia 21/01, caso desejem conversar comigo me mandem e-mail ou liguem na clínica e deixem recado que entrarei em contato.

As atualizações do blog ficarão em segundo plano neste momento, mas prometo que ano que vem escreverei muito mais.

Obrigada pelo carinho, recados, curtidas e acompanhamento do blog durante todo este ano.

Boas festas, felicidades e grandes conquistas para o próximo ano.

Beijos

Fernanda

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Com quem andas?

Quem já não ouviu a mãe dizer que é para ter cuidado com suas companhias?

Ou o pai ficar apavorado por saber que esta andando com sicrano ou fulano?

E quem não conhece o ditado: “Diga-me com quem andas que te direi quem és”?

Será isto verdadeiro? Será que faz sentido?

Há os que creem fervorosamente que sim e os que dirão não, que cada um faz o que quer, que tem personalidade própria e não é influenciado por quem esta em volta.

Bem vejamos: cada um tem sua personalidade, pensamentos e opiniões. E só se pode influenciar quem esta aberto para tal. Sendo assim, escolhemos com quem andar baseados nesta mesma premissa, ou seja no que creio, penso e quero partilhar, mesmo que tudo isto seja inconsciente.

Contudo, aqui é que mora o perigo, pois quem esta ao lado é um reflexo do que há dentro de mim. Não é o grupo quem influencia e sim minhas emoções que me fazem andar com aquela ou outra pessoa. O grupo pode potencializar um comportamento, porem não se engane, este já tinha raiz em mim, já era existente e pulsante. Mesmo que eu não me desse conta disto anteriormente.

Por isto, de tempos em tempos é saudável fazer uma avaliação de como estamos levando a vida. Fim de ano é um ótimo momento para isto, parece até estar implícito que se faça tal balanço. Durante esta avaliação cabe olhar as pessoas que nos rodeiam, não para julgá-las e sim para pensar no que me atrai, no que me impele a estar junto e, principalmente, no que sou ou não parecido. Muitas vezes criticamos do outro aquilo de que somos idênticos. Não percebemos que fazemos igual, que também somos daquela maneira. Pensar nos atos dos últimos tempos, ver o que se intensificou, o que aumentou e se questionar onde isto começou, de que raiz isto provem? Não foi o outro quem influenciou, no máximo só potencializou. Mas por que? O que estou buscando com tal conduta? O que desejo encontrar, conseguir ou me libertar?

O problema não são os amigos e sim o que esta dentro de nós. Porem olhar em volta pode ser um bom termômetro para entender como temos levado a vida. E é neste momento que o ditado se torna verdadeiro, só escolhemos andar com quem somos parecidos, caso contrario será repelido.

 

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Fácil demais

“Você me tem fácil demais e não parece capaz de cuidar do que possui”

Na música Nada por mim o grupo Kid Abelha versa sobre o amor que não é correspondido.

Há no imaginário popular uma ideia de que só é valorizado o que precisa ser lutado, assim tudo que vem fácil vai fácil também.  Pessoas que se entregam a outrem sem se respeitar, que estão disponíveis ao outro o tempo todo, que passam por cima de seus sentimentos para ficar junto, que não se impõem,  que priorizam mais as necessidades e desejos do outro que as suas próprias acabam se impedindo de serem amadas, alias de serem percebidas. Ficam tão disponíveis ao outro que se tornam invisíveis e assim desvalorizadas.

Reclamar que o outro lhe trata mal ou não lhe valoriza é de praxe pra quem se entrega fácil assim. Contudo, entender qual a sua parte de responsabilidade nesta situação é a única possibilidade dela ser mudada. Não é o outro quem precisa mudar e sim você. Em se descobrir, gostar, valorizar, se isto não começar em você não adiantará tentar exigir de mais ninguém.

No que e para quem você tem se dado fácil demais?

 

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Qual a sua pintura?

No mundo das artes há pinturas para todos os gostos e estilos. Salvador Dalí, Pablo Picasso e Van Gogh pintavam de formas completamente diferentes, mas com paixão e vigor intensos. Achei interessante a imagem abaixo, é o mesmo corpo porem demonstrado de maneiras tão diferentes.

Não será assim tambem com o modo de viver?

A sociedade impoe uma forma de pensar, agir, querer como certa. Mas será que isto existe?

Nascemos com um temperamento único, com uma gama de impulsos, necessidades e desejos diferentes de qualquer outras pessoas (sejam estes pais ou irmãos). Soma-se a isto a história de vida, as experiências e o modo como cada um decodifica cada um destes episódios. Com tudo isto não é possível agir do tal jeito “certo”. Há que se agir com o seu jeito, com aquele que lhe deixa bem, que vem de encontro com o que entende como adequado e satisfatório para você.

Agindo assim talvez não recebamos aplausos, quantos artistas não foram renegados enquanto estavam vivos?

Deixar sua marca significa valorizar a si mesmo, não é passar por cima dos outros, mas tambem é não colocá-los acima de você.

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A pedra

O distraído tropeçou nela.

O violento projetou-a.

O empreendedor construiu com ela.

O homem do campo cansado, usou-a como assento.

As crianças brincaram com ela.

Drumond poetizou-a.

Davi usou para matar Golias.

Michelangelo fez com ela as mais belas esculturas.

Em todos os exemplos a diferença não estava na pedra, mas sim no tipo de homem!

Não existe pedra no teu caminho que não possas usar para teu próprio benefício.

Antonio Pereira (Apon)

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O filho predileto

FILHO PREDILETO
Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido, aquele que ela mais amava.

E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu:

“Nada é mais volúvel que um coração de mãe.

E, como mãe, lhe respondo: o filho dileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma,

É o meu filho doente, até que sare.

O que partiu, até que volte.

O que está cansado, até que descanse.

O que está com fome, até que se alimente.

O que está com sede, até que beba.

Que está estudando, até que aprenda.

O que está nu, até que se vista.

O que não trabalha, até que se empregue.

O que namora, até que se case.

O que casa, até que conviva.

O que é pai, até que os crie.

O que prometeu, até que se cumpra.

O que deve, até que pague.

O que chora, até que cale.

E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou:

O que já me deixou…

…até que o reencontre…

(Erma Bombeck)

 

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