Entre o ser e o estar

 

“É de estarrecer

Estar e ser em inglês

É a mesma coisa

Assim como você

Pode ser e não estar

Você pode estar e não ser

Estar e ser

Parece a mesma coisa

Mas não é”

(Itamar Assunção – música É de estarrecer – Zelia Duncan)

É muito fácil nos confundirmos com o que estamos fazendo, confundir atos com caráter, ações com personalidade.

Posso estar triste e não ser triste, ou o contrario posso estar feliz e ser triste. Posso estar trabalhando e detestar trabalhar. Posso estar desempregada e desejosa por um emprego. A ideia se repete em milhões de situações, e ai vale pensar: o que estou fazendo é o que sou?

Há também que se pensar em quantas vezes fazemos coisas não por um querer e sim por impulso, necessidade ou sensação de aquela é a única opção. Depois nos arrependemos, nos julgamos (e somos julgados).

Que jogue a primeira pedra quem nunca ficou numa relação, num emprego, numa amizade, num lugar, numa vivencia não por amor, prazer ou desejo e sim por medos. São mas não estão.

Entre o ser e o estar pode haver um abismo, do mesmo modo entre o estar e o ser.

Onde você esta condiz com quem você é?

Quem você é condiz com o que tem vivido?

Tal avaliação pode ser muito útil na busca pelo encontro entre esses dois estados. Até mesmo para se dar conta de que talvez nesta distancia é que esteja tamanha tristeza.

Deixo abaixo a musica completa cantada por Zélia Duncan.

http://www.youtube.com/watch?v=7Q18oc2KPDA

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