Mês: fevereiro 2013



Separados pelo destino

“Em 1976, a cidade chinesa de Tangshan sofreu um terremoto que durou apenas 23 segundos, mas sua violência devastadora resultou na morte de centenas de milhares de pessoas. Neste cenário de horror, uma família é pega de surpresa quando uma mulher precisará escolher, no meio dos escombros, qual dos dois filhos deve salvar. Passado alguns anos, as duas crianças cresceram sem saber da existência de cada um. E a mãe ainda guarda o sentimento de culpa. Mas quando um novo terremoto atinge a cidade de Sichuan, os dois irmãos vão se encontrar e descobrir o traumático passado que já haviam vivido juntos.”

Assisti ontem a este filme. E valeu cada segundo diante da tela. Um filme que fala de amor, culpa e ódio. Sentimentos intensos e difíceis de administrar. Fica a indicação. É muito bom!!!

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Sabemos amar?

Sábado assisti um programa no GNT contando um pouco da história e sucessos do Paralamas do Sucesso. Hebert Viana contou de suas composições, como e em que momento foram feitas. Me chamou muito a atenção a história da música Saber amar que ele fez em homenagem a um colega da banda, que percebia como alguém com muita dificuldade de viver um relacionamento amoroso estável e saudável.

Eu não lembrava exatamente da música, então fui buscá-la na internet.Vejam abaixo que letra bacana:

Saber Amar

(Paralamas do Sucesso)

A crueldade de que se é capaz
Deixar pra trás os corações partidos
Contra as armas do ciúme tão mortais
A submissão às vezes é um abrigo

Saber amar
Saber deixar alguém te amar

Há quem não veja a onda onde ela está
E nada contra o rio
Todas as formas de se controlar alguém
Só trazem um amor vazio

Saber amar
Saber deixar alguém te amar

O amor te escapa entre os dedos
E o tempo escorre pelas mãos
O sol já vai se pôr no mar

Saber amar
Saber deixar alguém te amar

Há quem não veja a onda onde ela está
E nada contra o rio
Todas as formas de se controlar alguém
Só trazem um amor vazio
Saber amar
É saber deixar alguém te amar

—————

Ao ler pensei em como facilmente nos afastamos do propósito de ser amados. Como tentamos exigir que o outro nos ame conforme queremos ou acreditamos que deveríamos ser amados. Mas cada um ama de um jeito e oferta este amor de um jeito muito único! Esperar que o outro dê este amor da maneira que eu quero é viver se frustando e acabar sozinho.

Deixar alguém nos amar é abandonar os preceitos e expectativas que há dentro de nós e estar aberto a receber do outro o que ele pode ofertar. Uma caneca cheia não recebe mais água, somente quando esvaziada é que pode ser preeenchida.

Quão cheio de preceitos você está?

Quanto de expectativas você tem em relação ao outro?

Quando algo vem você recebe ou compara com seus desejos? Nesta comparação o que o outro faz é sempre menor do que esperava?

Vale aqui pensar que talvez que talvez não seja o outro que dê pouco e sim que seja apenas diferente, afinal de contas o outro te amará como sabe amar. Se é suficiente ou não dai é outro assunto. Mas ser amado do jeito que você ama, isto ninguém poderá lhe proporcionar.

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Nossos heróis

Dizem que precisamos de heróis. Que são eles que nos dão um norte, uma possibilidade de crer em algo bom e assim buscar o mesmo. Na infância nossos heróis são os pais, os vemos como os detentores do saber, da capacidade, da potencia e verdade. Na adolescência são os ídolos – que podem ser desde amigos até uma celebridade. Tudo que na fase anterior era dado aos pais passa na adolescência para esta pessoa. Ela (e) se torna o “bom da boca”. E na vida adulta, quem são os heróis?

Mais do que em qualquer fase aqui os heróis ruem e com esta ruína muitos perdem o chão. Tornam-se ansiosos e por vezes deprimidos, ficam sem foco. Crer em que? Em quem? O que é o certo? Qual caminho seguir? Estou indo bem ou mal?

Gente pra aconselhar, pra dizer qual o melhor ato, pra afirmar que existe um certo e errado tem de monte. Alias, nem precisamos pedir, vivemos numa sociedade que crê haver um padrão de conduta: certo e errado e este sempre muito rígido. Um bom exemplo são os livros de autoajuda que colocam os indivíduos como uma receita de bolo: siga este caminho e você será um bolo maravilhoso!

A vida não é assim. Nem os pais sabiam tudo, nem os amigos ou celebridades. Ninguém sabe as respostas para tudo. Nem na Bíblia há respostas para tudo. Talvez para nos ensinar que podemos viver (e bem) sem respostas. Ter dúvidas é humano, é bom. Afinal são elas que nos colocam a pensar, a refletir. Ter heróis pode ser muito negativo, afinal de contas se colocamos alguém como tão superior assim deixamos de enxergar quem somos e o quanto podemos ser bons do nosso jeito. Jeito este tão particular, tão único, tão diferente de outros, o que não significa inadequado.

Enfim, como diz na figura “as vezes você tem que ser o seu próprio herói”. Ouvir o que os outros tem a dizer, admirar quem e como os outros são é positivo, mas colocar tais coisas como palavra final, como único e correto caminho é se impedir de ser um ser pensante, vivo e capaz de escolhas.

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Luto

Toda perda é dolorosa, mas a perda para a morte é a mais profunda que existe. Deixa um buraco no peito, uma falta intensa, uma sensação de vazio inexplicável. Com o tempo isso é amenizado. Porem, dependendo das circunstâncias em que isto ocorre a elaboração é mais difícil. Quanto mais jovem, quanto mais inesperado, mais incompreensível fica a situação e com esta angustia em ação a dor é aumentada.

Faltam palavras para confortar. Penso que a única coisa que podemos oferecer é presença. É estar ao lado da família e dos amigos mais chegados. Alguns sofrimentos não são amenizados com palavras e sim com acolhimento.

A vida não é justa e tão pouco fácil. Somos frágeis e expostos. E como isto dói.

Fica o pesar e faltam palavras.

 

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