Mês: abril 2013

   

Mal menor

Amo todas as músicas da Zélia Duncan e Mal Menor é a minha preferida do momento. Compartilho com vocês…

Mal Menor

Zélia Duncan

Você vai notar olhando ao redor
Que sou dos males o menor
Pode até contar com o meu amor
Naquilo que seja lá o que for

Sofrer é antigo por isso que digo
Basta estar vivo pra correr perigo
Pra tudo conte comigo
Darei meu abrigo se quiser abrigo
Se for pra brigar por você também brigo
Pra tudo conte comigo

Você vai notar olhando ao redor
Que sou dos males o menor
Pode até contar com o meu amor
Naquilo que seja lá o que for

Minha flor de trigo meu licor de figo
Diga aonde irás que é pra lá que eu sigo
Pra tudo conte comigo
Eu quero estar contigo meu sexto sentido
Serei inimigo dos teus inimigos
Pra tudo conte comigo

Comente aqui


Convencimento X disposição

 

Comunicar-se depende de disposição para ouvir e ser ouvido, disposição para explicar seus termos e ouvir o do outro, abertura para mudar de ideia e para expressar seus argumentos. Quando tais características não exitem o que surge é uma discussão. E brigar é muito desgastante. As vezes é necessário, porem se os dois não estiverem ao menos com o desejo de tentar será como na figura acima: dois gritando e ninguém se escutando. Pois  “não adianta explicar quando o outro não está disposto a entender”. 

Mas também é fácil julgar que o outro não está disposto. E você está? Ou só espera ser compreendido? Os argumentos do outro você escuta, analisa e se abre para repensar?

É mais rápido julgar não é mesmo?! Enxergar que as vezes nós é que estamos fechados em nossos próprios desejos e compreensões exige humildade e muita, mas muita disposição.

Como está a sua?

1 Comentário


Altas expectativas

Em tradução livre (meu inglês é de inciante aos estudos):

“Se você espera que o mundo seja justo com você porque você é justo.  Você está enganando a si mesmo. É como esperar que o leão não te coma porque você não quer ser comido por ele.” (9GAG)

Ao ler este parágrafo pensei no quanto temos expectativas altas e irreais e talvez por isto nos decepcionemos tanto. Como esperamos coisas dos outros: carinho, cuidados, atenção, compreensão  etc. Claro, que muitas destas coisas alem de esperarmos também necessitamos. Contudo, nem sempre vem. E junto a esta falta chega a decepção e a frustração.

E a dor se torna ainda mais profunda quando fazemos e por isto esperamos. Sou carinhosa, espero que o outro também seja. Sou gentil e creio que gentiliza gera gentiliza. E assim por diante. Porem nem sempre é assim. Nem toda gentiliza gera gentiliza  as vezes gera estranheza e para outros é até insignificante.

Como disse no parágrafo citado: você esta enganando a si mesmo.

Esperar algo em troca é isto: é se enganar.

Cada um oferece o que pode, o que sabe e o que é capaz. Ofertas que dependem de suas capacidades emocionais,  de seu contexto de vida e da circunstâncias atuais (nervosismo com alguém ou algo, estar angustiado, distraído, triste, etc…). Na mistura de tudo isto resultam ações e reações. O que não dá espaço para julgamentos de valor como certo ou errado, e sim para a compreensão de que cada um é único e por isto diferente de mim.

Partindo desta premissa pensar em esperar algo do outro não se torna inútil e até inadequado?

Não surge até mesmo uma certeza de que o que virá será sempre diferente da minha expectativa?

E como temos dificuldade de aceitar o diferente. Entendemos tal resposta como ruim, inadequada. Será que é ou apenas é a resposta dele(a) não a minha?!

Temos uma tendencia bem humana de depender das ações e reações dos outros para ficarmos bem. E isto é um prato cheio para a dor. A Biblia fala para fazermos o bem sem esperar nada em troca. Ou seja, dê o seu melhor, por você, não pelo que o outro fará com aquilo. Se reagir bem é lucro, se reagir mal é pena.

A decepção não vem conforme as expectativas baixam e aprendemos a esperar do outro o que ele é capaz de dar. Mas entender isso significa aceitar o outro como ele é, o que exige intimidade e muito amor. Bem como, sair do centro e entender que nossos atos não são os melhores, são apenas escolhas, nem todos fazem a mesma.

2 Comentários


Relacionar-se é uma arte?

Dizem que relacionamento é uma arte. Sempre que ouço fico pensando que então estou frita, pois não sou uma pessoa com muitos dotes e capacidades artísticas. Tipo assim: sou péssima pintora, terrível com artes manuais e minha coordenação motora não é das melhores tanto que não acerto o ritmo nem pra bater palma, então se fosse pra eu viver de arte ia morrer passando fome…

Agora se ao invés de relacionamento ser uma arte ele for uma decisão? Será que a coisa não muda de figura?

Pois que conviver com alguém é difícil,  isto é. Se envolver é sair da zona de conforto, é ter que dividir, tolerar, abrir mão, se preocupar, ter medos, se entregar, enfim, dá um baita trabalho. Por isso, mais que uma arte, relacionamento, na minha opinião, é um querer. E este sim, qualquer um é capaz de fazer.

Querer é verbo, é uma decisão. Tal como amar. Paixão não é verbo, vem e vai. Amor não, amor depende de cada um, das opções e escolhas que cada um faz para que a relação permaneça ou não, dê certo ou não.

Este poder creio que temos: de decidir diariamente lutar para que um relacionamento sobreviva. Seja este relacionamento qual for.

Como complemento desta reflexão deixo o vídeo de animação abaixo:

4 Comentários