Mês: julho 2013

 

Pelo que sofremos?

 

Será que não sofremos por ilusão?

Por esperar coisas de quem não pode nos dar?

Afinal, pé de maça não produz abacate. Da mesma forma cada um oferta os frutos de que é capaz.

Mas ainda assim, temos a tendência de esperar coisas impossíveis. Tipo:

– Esperar que bebê não chore

– Que uma criança de três anos seja quietinha

– Que um adolescente seja responsável

– Que o parceiro/amigos/pais percebam seus sentimentos ou vontades sem você os expressar

– Que os pais perdoem tudo

– Que os que amamos estejam disponíveis o tempo todo

Enfim, a lista pode ser interminável.

Mas se baseia na mesma premissa: esperamos que os outros ajam como gostaríamos.

Doce (ou amarga) ilusão!

Isso é projetar no outro expectativas que ele não tem responsabilidade de prover. É frustrante? Sim! Pois não receber o que desejamos pode ter um gosto bem amargo.

Mas a frustração não é culpa do outro e sim de quem espera. Contudo, tendemos a brigar com a pessoa como se a culpa fosse dela!

É diferente de coisas que foram combinados. Diziam os antigos que o combinado não é caro. Numa combinação há a concordância dos dois lados, a predisposição das duas partes para fazer acontecer. Se um falha na sua parte os dois são prejudicados.

Contudo, no dia a dia costumamos fazer combinados sem a participação do outro. Desejamos coisas (atos, gestos, palavras, comportamentos…) necessitamos de outras e não esclarecemos isto pra pessoa interessada. E mesmo quando o fazemos temos o sonho de que o outro tem a responsabilidade de prover. E será que tem? Será que é papel dele(a)? Ou o desejo é meu? Até que ponto se baseia em realidade ou – muito comum – em desejos infantis e ilusórios?

Muito do que esperamos ninguém poderá nos ofertar. Nem nós mesmos!

Há coisas que temos que aprender a viver sem. E outras de formas diferentes da desejada.

Afinal cada um oferece o que pode, o que é capaz. Inclusive você e eu. Ou temos a ideia de que acertamos mais que os outros?

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