Mês: setembro 2013



Que eu sou eu?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O eu que sou e vejo

O eu que sou e não percebo

O eu que é visto

O eu que não permito

O eu que não aceito

O eu que quero e não sou

O eu que não quero e acabo sendo

Enfim, que eu sou eu?

 
Como me conheço pouco

Como sei pouco do meu eu

Como me vejo e confundo

com os eus que desejo e com o que sou de verdade

Como me vejo e entristeço

Por ser diferente do que entendo como bom

 

O que projeto no outro

deixa de ser meu e fica dele

normalmente o ruim

O que invejo do outro

me engano imaginando que é meu

 

Por vezes caio em mim

Percebo que não sou o que quero

Tampouco o que imagino

Vejo-me como sou

Nem tão grande como queria

Nem tão pequena como desprezo

 

Entristeço ou alegro?

Depende do que encontro

Depende de como enfrento

tal realidade

Depende do que me disponho

do que tolero

Do que suporto enfrentar

 

Mudar é doer

Mudar é assumir o erro

Enfrentar a miséria

da minha pequenez

Me olhar com verdade

para só então com amor

 

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A necessidade do farol

Por mais longe que se vá, por mais que possa distanciar de sua origem, temos uma fantasia de que ter para onde voltar ou, ao menos, enxergar o caminho do regresso é sempre aliviador.

Porem não é para todos que o regresso é positivo. Para muitos, o passado tem raízes destrutivas, cheias de dor e mágoas. Por isso fogem, vão embora, tentam negar este passado.

Qual o seu farol? 

Que lembranças sua base lhe proporciona?

O que supera é o bom ou ruim?

E diante desta resposta para onde você pode voltar ao final de suas jornadas?

Farol é o que iluminava e indicava o caminho para os antigos navegantes. Sem este a vida do marinheiro podia ficar muito perigosa e a viagem ser bem assustadora. Da mesma forma necessitamos de faróis. Por mais dolorosas que sejam as lembranças, ainda é melhor tê-las do que ter Alzheimer. As lembranças podem ser imutáveis, mas a maneira de lidar com elas na atualidade podem ser alteradas e com isto o farol pode ser refeito. Negar o passado ou se afastar dele não nos protege, ao contrário, nos faz muito mal, nossa origem necessita ser cuidada, ainda que não se possa – ou queira – voltar a ela, isto não faz o passado deixar de estar vivo dentro de nós. Enquanto este não é reconhecido, encarado e digerido influenciará em todas as nossas escolhas e desejos.

O farol esta sempre piscando, podemos não olhar ou tê-lo como foco, mas nunca teremos como ignorá-lo.

Mas se for um farol quebrado, pode servir de lição para a construção de um novo, porem só se pode construir o novo após aprender a lição com o errado. Não é mesmo?

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