Mês: dezembro 2013



O significado do Natal

O Natal existe por um motivo – comemorar o nascimento de Jesus Cristo. A data, segundo estudiosos da área, não esta correta. E ao longo do tempo seu desígnio foi desvirtuado, pois mesmo quem não é cristão comemora a data. Virou um data comercial para alguns, de tristeza para outros, de estar com a familia para muitos, mas independente disto é uma data que impacta a todos.

Deixo abaixo um vídeo com crianças contando a origem do Natal. E aproveito para desejar a todos um Feliz Natal e um próspero ano novo. Estou em férias até dia 13/01. Ano que vem voltamos a nos “encontrar” por aqui.

 

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Planos para o novo ano

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Todo fim de ano temos dois costumes que parecem básicos e necessários: rever os atos e fazer metas para o próximo ano. Em geral, este é um comportamento bacana e que pode trazer bons resultados, afinal, ter um senso crítico de si mesmo é saudável e fazer planos para o futuro é sinal de vivacidade e investimentos em si mesmo.

Contudo, esta avaliação também tem um lado negativo, afinal de contas algumas metas não foram alcançadas nem neste ano e nem em anos anteriores. Muitas se repetem anualmente, como peru de Natal. Ficam no plano e na cobrança, sem nunca sair do papel, quando muito são realizadas por um ou dois meses e depois abandonadas. Assim ocorre com o curso de inglês, a academia, a dieta e outras coisas mais… Isso é frustrante. Mas como 2014 esta à porta se faz tudo de novo com o proposito de no próximo ano fazer diferente. O mesmo mecanismo ocorre com as segundas-feiras.

Por que será que agimos assim?

A resposta é única para cada indivíduo, porem todo comportamento tem uma razão de ser, mas esta razão nem sempre é lógica e muito menos consciente. Na maior parte das vezes não temos consciência do pôr que agimos de determinada forma. Bem como também não temos controle sobre tal comportamento. Dois exemplos bastantes comuns: as dietas – é extremamente fácil saber o que é preciso fazer para emagrecer (diminuir a quantidade de comida, modificar alguns habitos e etc), mas aplicar tais comportamentos na vida é outra história. Mudar o gênio: muitas pessoas tem uma percepção clara de que seu temperamento prejudica seus relacionamentos, se promete (e ao outro) mil vezes que será menos explosivo, menos nervoso, e assim por diante. Porem, quando diante de uma situação de crise age exatamente como sabe que não devia.

Saber das coisas não basta, as vezes é até mais doloroso. Ninguém age de forma racional com o intuito de se prejudicar, porem deixar de lado um ato não é algo simples, apesar de necessário. Mais do que saber é preciso entender o que leva tal comportamento a existir.

Este comportamento existe em razão de que?

Qual angustia a situação desperta que leva a esta ação, ou o contrário, a esta não ação?

O que impede uma mudança?

Esta mudança exigirá que esforços?

A que este comportamento esta relacionado – quais medos, inseguranças, ou outros sentimentos a situação desperta?

Por quem você quer mudar, por você mesmo ou em nome do que te dizem ser melhor?

Estas e outras perguntas precisam ser respondidas antes de se exigir uma mudança externa. A vida muda de dentro para fora, é sempre assim. Enquanto uma mudança não ocorre dentro da pessoa, ou seja, enquanto não há um sentimento transformador em relação a situação o externo não tem como mudar, por mais planos que se faça.

Fora o fato de que diante de um novo ano surge uma sensação de que tudo poderá ser diferente, assim as metas ficam bastante ilusórias, sem pé na realidade. O que de verdade você pode fazer diferente no novo ano? Coisas reais, possíveis. Pois melhor um pequeno ato do que nenhum não é mesmo?

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Ser feliz ou estar certo?

Entre ser feliz e estar certo o que você prefere?

Será que tem como as duas coisas acontecerem ao mesmo tempo?

Afinal o que é estar certo? É ter sempre razão? É receber dos outros aprovação? É um saber interno da sua razão?

E o que é ser feliz? É não ser contrariado? É ser amado? É ter tudo que deseja?

Ah, quantas perguntas complexas!

Será que há resposta? Será que a resposta é única? Ou é de cada um?

O que te faz feliz?

No que você tem razão?

De que razões você se dispõe a abrir mão em nome da felicidade?

Quais razões te bastam?

Que felicidade você busca?

Acertar o tempo todo e ser feliz ao mesmo tempo talvez seja impossível, quando penso nisto lembro da música Carne e Osso da Zélia Duncan:

“A alegria do pecado às vezes toma conta de mim. E é tão bom não ser divina. Me cobrir de humanidade me fascina, e me aproxima do céu. E eu gosto de estar na terra, cada vez mais. Minha boca se abre e espera, o direito ainda que profano do mundo ser sempre mais humano. Perfeição demais me agita os instintos, quem se diz muito perfeito na certa encontrou um jeito insosso pra não ser de carne e osso. Pra não ser carne e osso.”

 charlie brow

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O tempo

O tempo

(Mario Quintana)

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

 

 

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Em tempos de liquidação e a loucura do Natal

liquidação

Em tempos de liquidação o comércio vira uma loucura, fica impossível andar pelo centro ou nos shoppings. Todo mundo quer, todo mundo sai para comprar. Contudo, poucos analisam verdadeiramente o quanto o objeto custava antes e o quanto esta agora, esta foi a grande critica da absurda Black Friday brasileira. Mas independente disto, liquidação é bom e todo mundo gosta. É a hora em que o consumismo toma conta e quem não pode comprar sente-se inadequado diante de tal oportunidade. Como se comprar fosse uma necessidade e o não gastar fosse um defeito, um erro.

E agora estamos no Natal, época que o comércio mais gosta, pois é o tempo em que mais se lucra. Claro que presentear e receber presentes é algo muito gostoso, e ter lucro nos negócios é fantástico, não precisamos negar isto. Contudo, vale refletir sobre a necessidade de gastar e o quanto se fica frustrado por não poder mais. As propagandas e as novidades nas vitrines frustram a muitos, pois poucos são o abastados que podem comprar tudo o que querem. Assim, a grande maioria das pessoas economizam muito, quando não até se endividam, para presentear aos entes queridos nesta época do ano. E será isto saudável?

Viver dentro do que se pode ter, ir até onde sua renda permite é um exercício de frustração. E não somos ensinados a tolerar frustração. Ao contrário, frustração é entendido como algo negativo, que deve ser evitado a todo custo. Tanto que os pais tem grande dificuldade de dizer não aos filhos e quando os veem sofrendo tentam de toda forma amenizar tal dor. Assim, se veem um filho triste porque foi rejeitado por um amiguinho na escola o levam para passear, compram algo para o alegrar e por ai vai, tudo na tentativa de não deixar o filho sofrer. É um ato de amor, contudo que impede a criança de aprender a suportar sofrimentos, colocam o pequeno como vítima e o ensina nas entrelinhas que frustração é algo ruim que precisa ser substituído para amenizar a tristeza. Esta substituição é a base de tantos descontroles sociais indo desde a obesidade, passando pelo consumo desenfreado e terminando na violência.

Entretanto, a vida é feita de sabores e dissabores o tempo inteiro. Aprender a conviver com os dois é de importância suprema. Caso contrário a vida será ainda mais sofrida. Entristecer diante da frustração é natural, porem esta dor passa conforme pode ser pensada e, principalmente, enfrentada. E não substituída. É isto que possibilita amadurecimento e também aprender a viver (e estar satisfeito) com o que tem.

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Diante da vida perfeita dos outros

Em tempos de redes sociais onde a vida é exposta de forma tão detalhada, com fotos pra todo lado, muitos ficam a achar que os outros vivem felizes e realizados, sem problemas ou lutas diárias. Ah isso faz arder a inveja, mesmo que seja “inveja branca”. Mas arde e como arde! Fernando Pessoa faz uma bela reflexão desta loucura e olha que fez este poema numa época em que internet ainda nem se supunha existir um dia.

Poema em linha reta

(Fernando Pessoa)

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.

E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado
[sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.

Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe — todos eles príncipes — na vida…

Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos — mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

 

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É uma pena

culpa

 

Infelizmente é assim que muitos agem na vida, nunca reconhecendo que suas ações são as responsáveis por sua vida estar como esta. Reconhecer sua culpa é uma tarefa difícil, é se despir da arrogância e reconhecer que se é responsável pelo que colhe na vida. Tarefa dura! Culpar o outro com certeza é mais tranquilo, porem é também um caminho solitário, pois a longo prazo pode-se sepultar relações.

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