Mês: junho 2014



Sedentarismo emocional

O sedentarismo emocional é tão perigoso a saúde quanto o sedentarismo físico.
E o que é sedentarismo emocional? É a preguiça de pensar, é o adiar o enfrentamento de uma emoção ou situação seja por medo ou qualquer outra razão. É o deixar para depois. É o não resolver o que precisa. É o engolir sapos e lagartos ou o contrario explodir por minimas razões.
Claro que para todas essas razões podem haver impedimentos inconscientes. Mas estes podem ser descobertos, trabalhados e superados.
Tal como os exercícios físicos demandam dedicação e força de vontade. Só que o resultado vem e é ótimo!
Nós enganamos ao pensar que esse enfrentamento – seja físico ou emocional – será muito cansativo. Afinal, as consequências diárias do sedentarismo são pequenas?

sedentarismo emocional

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Calma, não se renda

Não te rendas

         Mario Benedetti

Não te rendas, ainda é tempo
De se ter objetivos e começar de novo,
Aceitar tuas sombras,
Enterrar teus medos
Soltar o lastro,
Retomar o vôo.

Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem,
Perseguir teus sonhos,
Destravar o tempo,
Correr os escombros
E destapar o céu.

Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio queime,
Ainda que o medo morda,
Ainda que o sol se esconda,
E o vento se cale,
Ainda existe fogo na tua alma.
Ainda existe vida nos teus sonhos.

Porque a vida é tua e teu também o desejo
Porque o tens querido e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não existem feridas que o tempo não cure.
Abrir as portas,
Tirar as trancas,
Abandonar as muralhas que te protegeram,

Viver a vida e aceitar o desafio,
Recuperar o sorriso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo
Celebrar a vida e se apossar dos céus.

Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio te queime,
Ainda que o medo te morda,
Ainda que o sol ponha e se cale o vento,
Ainda existe fogo na tua alma,
Ainda existe vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um novo começo,
Porque esta é a hora e o melhor momento
Porque não estás sozinho, porque eu te amo

 

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Entre o que vemos e que podemos

Por favor, antes de ler assista o vídeo.

Em geral a sociedade exclui, não tolera o diferente. Rotula. Menospreza. Impede.

Porém, esquece que todos somos diferentes, que todos somos deficientes em alguma medida. Pois ser deficiente é ser humano. Algumas deficiências só são mais visíveis do que outras.

Contudo, ou isto é escondido ou menosprezado. Escondido no sentido de que tentamos não mostrar as deficiências que temos. Nos envergonhamos delas, a entendemos como inadequadas. E menosprezado no sentido de ter piedade – fica rotulado que não conseguimos e com isto não nos damos a chance de tentar.

Diego, o protagonista do filme, tem uma deficiência, ele nunca saberá o que é uma cor no sentido exato do termo, o brilho do amarelo, o fosco do preto, o incomodo do branco. Isto ele não sabe. Porem ele não foi retirado da escola por isso, não ficou livre da tarefa, os pais não se condoeram pelo exercício, nem foram reclamar com os professores. A tarefa foi dada e todos o estimularam a fazer, entenderam que ele era capaz.

O cego, o surdo, o mudo, o gordo, o alto, o magro, o gênio (ou nerd), o burro, o estabanado, o tímido, o falante, o órfão, o muito bonito, o muito feio, e tantos outros, todos estão na escola (alias na vida!). E todos se destacarão. E serão expostos a sarro, ou no jargão atual a bullying*. Todos passarão por desafios grandes ou pequenos, muitas vezes dolorosos, mas mais do que impedir tais coisas de acontecer, precisamos ser adultos que os ajudem a enfrentar tais situações.

Este vídeo – baseado em fatos reais – fez isto! E o que Diego criou foi lindo. Ele foi estimulado a ser criativo, ninguém o achou incapaz, mesmo entendendo que era uma tarefa difícil. A lição que Diego nos dá é de que ver é muito mais do que ter visão. E assim pode ser com toda deficiência. O que uma criança precisa é ser estimulada, alias isto é o que todos precisamos, não é mesmo?

——

*bulliyng: todas as formas de atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais e repetitivas, que ocorrem sem motivação evidente e são exercidas por um ou mais indivíduos, causando dor e angústia, com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa sem ter a possibilidade ou capacidade de se defender.

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Coisas novas, por onde começar?

Esta é uma dúvida muito comum. Todo mundo quer mudar algo, pode ser um projeto novo que deseja iniciar, pode ser abandonar um hábito ou começar um novo. Enfim, mudanças são desejáveis, mas o medo parece ser sempre maior do que a possibilidade, com isto vai ficando pra amanha, pra segunda-feira, pro ano que vem e assim nunca acontece.

No vídeo abaixo há uma ideia bacana que ajuda nesta reflexão e talvez auxilie alguns a darem o primeiro passo.

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Pequenas estacas, grandes prisões

Uma pequena fábula:

O elefante acorrentado

Jorge Bucay

Você já observou um elefante no circo?

Durante o espetáculo o enorme animal faz demonstrações de força descomunais. Mas, antes de entrar em cena, permanece preso, quieto, contido somente por uma corrente que aprisiona suas patas a uma pequena estaca cravada no solo.

A estaca é só um pequeno pedaço de madeira. E, ainda que a corrente fosse grossa, parece óbvio que ele, capaz de derrubar uma árvore com sua força, poderia arrancá-la do solo e fugir.

Interessante! Por que o elefante não foge?

Há alguns anos descobriu-se que o elefante de circo não escapa porque foi preso a estaca ainda muito pequeno.

Quando pequeno, o elefantinho puxa, força, tenta de todas as maneiras se soltar. E, apesar de todo o esforço, não consegue sair. A estaca e a corrente são muito pesadas para ele.

E o elefantinho sempre tenta, tenta e nada.

Até que um dia, cansado, ele aceita o seu destino: ficar amarrado na estaca, balançando o corpo de lá para cá, eternamente, esperando a hora de entrar no espetáculo.

O elefante quando adulto, e mesmo enorme, não se solta porque está gravado em seu cérebro a experiência da infância: ele verdadeiramente acredita que não pode.

Para que ele consiga quebrar a corrente é necessário que ocorra algo fora do comum, como um incêndio por exemplo. O medo do fogo faria com que o elefante em desespero quebrasse a corrente e fugisse.

***********

Todo adulto tem uma história, algumas são mais densas do que outras. Contudo, todos nós fomos marcados por falas ou atos que servem como estaca. Que nos mantem num mesmo lugar, incapazes de nos reinventar. Brigas, broncas, violências e tantos outros fatos servem como exemplos disto. E estes servem para formar uma percepção de si mesmo que pode ter feito sentido num certo momento da vida. Em certa época foi verdadeiro, e não tínhamos força para lutar contra. Porem a fase passou, crescemos, o momento de vida é outro, mas aquela estaca continua presente, nos impedindo de viver em liberdade. A quebra ocorre com uma nova percepção de si, a partir do desenvolvimento de um novo olhar, tal como um espelho embaçado ele só refletirá a imagem quando limpo.

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