Mês: abril 2016



Quando se vai a fundo, nem sempre o que se vê é bonito

A revista Veja lançou uma propaganda excelente sobre a importância de investigações profundas.  A mesma ideia serve para uma psicoterapia. Compreender nossas razoes, emoções e fantasias inconscientes é um trabalho profundo e nem sempre belo. É encontrar o que ha de mais doloroso e também narcísico, e por isso mesquinho, em nós. Talvez por isso se tenha preconceito com o cuidar da saúde mental, não pelo preceito de ser “coisa de louco” e sim pelo que se teme desvendar…

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A arte na loucura

Indicações de filmes são sempre bem vindas não é mesmo?

O filme é novo e ainda não assisti, mas pelo que vi da critica parece fazer jus a historia de Nisa da Silveira, médica que atuou em instituições psiquiátricas humanizando o trabalho com pacientes graves. Sua história de vida é linda, e abriu a visão de que transtornos psiquiátricos podem e devem ser cuidados com seriedade, amor e respeito ao paciente.

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Um degrau por vez

Um degrau por dia.

Um dia de cada vez.

A ansiedade, a pressa, a tristeza, os fracassos de outrora turvam nossos olhos, nos dão a impressão de que não adianta mais tentar. De que não valemos a pena. Contudo, é exatamente o contrário, é na desistência que reside o pior. Temos uma tendência a inércia, à desistência. Sigmund Freud (o pai da psicanálise) chamou este mecanismo de pulsão de morte. É uma força que nos puxa para o nada, para o continuar como esta, para a lei do mínimo esforço. Lutar contra isto nem sempre é tão simples, depende de capacidades que foram ou não desenvolvidas ao longo da vida, da quantidade de perdas ja experimentadas e do contexto em que se esta inserido. Algumas vezes se faz necessário medicação e psicoterapia. Ativar a pulsão de vida é muito mais trabalhoso, exige força, coragem, enfrentamento e muito apoio. O resultado é muito saudável, mas leva um tempo para ser percebido. Mas é muito, muito bom!

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