Curso apresenta técnica Avatar de exploração da consciência

As psicólogas Lucelia e Luciana Michalizen e o psicólogo Marco A. V. Hernandes convidam para o minicurso básico de exploração da consciência – introdução gratuita à técnica Avatar.

É uma oportunidade para ver e sentir como os exercícios Avatar são realmente fáceis e fortalecedores. “Uma ótima oportunidade para aprender mais sobre a vida e como a pessoa a vive”, explica Luciana.
De acordo com a psicóloga, o Programa de Auto Desenvolvimento Avatar é indicado para toda pessoa que sabe que tudo flui a partir de si, seja no âmbito pessoal, profissional, financeiro ou social, e que, investindo em si, tudo melhora. “É para quem tem o desejo sincero de evoluir, de se lapidar, de aprender novas e avançadas técnicas que o levem ao seu objetivo e principalmente que compreenda que por mais elaborada que uma pessoa possa ser, sempre existe espaço para ela se desenvolver mais”.

Serviço
Minicurso básico de exploração da consciência – introdução gratuita à técnica Avatar

Data: 22 de março (quarta-feira)
Horário: 19h às 22h;
Inscrições pelos fones: (41) 99919-9339; (41) 98801-8184; (41) 99625-6329
Local: Espaço Paz e Bem
Rua Padre Anchieta, 820, Curitiba
Masters Licenciados: Luciana Michalizen, Lucelia Michalizen, Marco A. V. Hernandes.

cultura, Geral
Comente aqui


Ônibus em Curitiba, muito caro e sem conforto

Ônibus lotado em Curitiba – Gazeta do Povo

O prefeito de Curitiba, Valdomiro Greca (PMN), insiste na tarifa de R$ 4,25 para o transporte coletivo da Cidade. O Tribunal de Contas disse que não, mas o Tribunal de Justiça disse que sim. E nessa briga de elefantes, quem se danou mesmo foi a grama, ou seja, o povo, esse ente retórico dos flácidos discursos políticos, o qual pena na maior crise econômica já registrada pela história brasileira.

Greca diz ter lá os seus motivos e infere que o sistema está entre a cruz e caldeirinha, a majoração tarifária seria apenas um remédio amargo para o doente não definhar de vez.  Conhecemos esse gasto rosário, a mesma velha ladainha de sempre para magicamente remendar um sistema sabidamente ultrapassado e que já não atende satisfatoriamente à população.

A maior parte dos ônibus é praticamente sucata rodante, sem conforto algum, em que se viaja pendurado em varões, ou quando com alguma sorte, sentado em bancos sem estofamento e cinto de segurança. Nem mesmo ar condicionado, nos dias quentes, ou ar quente, nos dias frios, para justificar o quase dólar e meio cobrado por uma única viagem.

O mesmo acontece com as estações no formato de tubo, que encanam vento e chuva. Estações bonitinhas, porém ordinárias. Projetadas de forma horrorosa para nosso inconstante clima e com um pedaço de cano para o passageiro se encostar, num desconforto digno de câmaras de tortura.

Quanto aos terminais, os que existem parecem favelinhas urbanas, feinhos, feitos no improviso do aglomerado emborrachado e que no improviso ficaram. Isso sem falar que faz tempo que a cidade não ganha novos terminais, mesmo nos bairros que já os comportam, como o Pilarzinho e o Atuba.

Pensar que tudo está resolvido, porque espertamente se anteciparam as decisões para antes do Carnaval e se contou com a benevolência dos sectários de Momo, é erro. Temos aqui as redes sociais, e depois do Carnaval, todo mundo vai ter que pagar passagens para trabalhar. O bolso vai doer e acordar a memória do povo. Além de tudo, os estudantes retornam em sua totalidade às aulas. Não vai ser só por 20 centavos! Creiam-me! Essa novela ainda está em seu começo.

***
A ponte de Nietzshce e Jandisclay
“O Homem é uma ponte suspensa no abismo que liga a besta ao Super-Homem”. Friedrich Nietzsche, filósofo. “O homem brasileiro é uma ponte superfaturada por empreiteiros unindo a fome com a vontade de comer” – Jandisclay, filósofo e pedreiro.

Caritó no coração
Separa no coração um caritó
Um cantinho para coisas velhas
Em desuso, coisas de dó.

Brasil não merece
Viajar pelo Brasil e descobrir que o Brasil não merece os políticos que tem.

No balde
Em tempos de internet, censurar jornais é tentar esvaziar o mar com um baldinho.

As portas
Nos escuros
Abra portas para buscar a claridade
Mas, cuidado
Algumas dão para o Sol do jardim
Outras para os terrores da tempestade.

Namorada do lupanar
Alma Penada, amigo do Jandisclay, tomou o maior porrete no bar do Espiga. Antes de cair, repetiu sua história, triste pra cachorro. Alma Penada foi soldado, e na sua primeira saída do quartel, aos 18 anos, sem conhecer mulher, foi com os amigos para ser iniciado na Rua Riachuelo. Ficou com uma moça do interior, caipira como ele. Se apaixonou, levava até leite para o filho da sua amada, que não era dele, “mas que não fazia diferença”. Montou casa e, antes do Carnaval, deu baixa na tropa. Foi procurar a “Caipirinha”, queria casar na igreja e no cartório, e ela disse não. Alma Penada não era mais do Exército, e ela gostava de farda.

Patientia, fratres mei!

Comente aqui


Barros e Serra podem ser afastados por Temer

O presidente Temer afirmou hoje que deve “afastar” os ministros que tiverem seus nomes denunciados pela Procuradoria-geral da República, no caso da Lava Jato.

“Se houver denúncia, o que significa um conjunto de provas eventualmente que possam conduzir ao seu acolhimento, o ministro que estiver denunciado será afastado provisoriamente. Logo depois de acolhida a denúncia, e aí sim, a pessoa, no caso o ministro, se transforma em réu, isto eu estou mencionado os casos da Lava Jato, ele se transformando em réu o afastamento é definitivo”, disse Temer.

Por enquanto, dos nomes vazados da lista dos delatados da Odebrecht, constam os ministros José Serra (Relações Exteriores), Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo), Mendonça Filho (Educação), Bruno Araújo (Cidades), Gilberto Kassab (Comunicações), Ricardo Barros (Saúde) e Raul Jungmann (Defesa), Moreira Franco (Secretaria-geral) e Eliseu Padilha (Casa Civil). Todos, portanto, possíveis enquadrados nos novos critérios anunciados pelo presidente. É esperar para ver.

***

Marcelas
“Olhai as marcelas do campo, zoiudo!”, Jandisclay, filósofo e pedreiro, em seu momento Bíblia.

O homem que deletava
O mundo virtual ensinou aos homens a fantasia da satisfação permanente. Deletar o incômodo é a lei. Saudades deletadas, amores deletados, enfim vidas deletadas. É como, dentre vários recortes de si, o homem, narcisista e egoísta, escolhesse somente os favoráveis a ele. Para dominá-lo, os políticos e líderes de seitas, necessitam apenas doirar o virtual com promessas de felicidade imediata, existente somente nos elétrons das telas, pronta para consumo, igual a um narcótico de efeitos cada vez mais curtos.

Reflexão de mictório
Na solidão sanitária, o bolivariano revisava suas posições críticas.

O absurdo do dia
Menina com câncer usa turbante em Curitiba e é acusada de apropriação cultural.

Sikh
A cada vez que alguém fala que turbante é característica afro, um sikh morre na Índia.

O ó do grilo
Há gente que deve ser estudada pela Nasa. ‘Apropriação cultural’ é o fiofó do grilo.

Sem sobrosso
Hoje é segunda-feira
Dia de pegar no batente
Sem medo, sem sobrosso
Do trabalho vem a carne
Da preguiça vem o osso.

Das antigas
“Mulher que não sorri não precisa dente” – Paulo Vanzolini.

Da turma
Em política, aliado é aquele que participa da mesma maracutaia.

Desaforo
O Domingo desaforado
Disse-me todo molhadão
Que ser sempre ensolarado
Não é de sua obrigação!

Tropeço
Tropecei num verso
E caí aos teus pés:
Fratura exposta no peito.

Patientia, fratres mei!

Comente aqui


Lei prevê até fuzilamento para militares em motim ou revolta

O governo do Espírito Santo está enquadrando seus policias militares em crime de revolta. Mas, a coisa pode ficar muito mais complicada para os praças e oficiais, caso a lei seja seguida ao pé da letra. Aos militares, desobedecer não é opção e greve não existe. Eles são a Força do Estado e usar essa força contra o próprio estado não é boa ideia.

Os policiais militares constituem forças auxiliares do Exército (Constituição de 88) e por isso seguem o Código Penal Militar e o Regulamento Disciplinar do Exército (RDE). Ou seja, o governador do Espírito Santo ainda está dando uma aliviada para a tropa, pois ela pode estar cometendo pelo menos três crimes graves: motim; conspiração e revolta. Caso condenados em Tribunal Militar por esses crimes, as penas podem ser superiores a 20 anos de prisão que, em tempo de guerra, pode ser agravada para fuzilamento.

Artigo 149 do Código Penal Militar:

Reunirem-se militares ou assemelhados:
I – agindo contra a ordem recebida de superior, ou negando-se a cumpri-la;
II – recusando obediência a superior, quando estejam agindo sem ordem ou praticando violência;
III – assentindo em recusa conjunta de obediência, ou em resistência ou violência, em comum, contra superior;
IV – ocupando quartel, fortaleza, arsenal, fábrica ou estabelecimento militar, ou dependência de qualquer deles, hangar, aeródromo ou aeronave, navio ou viatura militar, ou utilizando-se de qualquer daqueles locais ou meios de transporte, para ação militar, ou prática de violência, em desobediência a ordem superior ou em detrimento da ordem ou da disciplina militar

Conspiração
Um outro crime que se relaciona ao motim é a conspiração, que ocorre quando os militares combinam entre si a realização de um motim. A pena para a conspiração é de até 5 anos. Na conspiração eles não precisam sequer chegar a se amotinarem: basta terem planejado fazer isso.

Revolta
Mas, se os militares estiverem armados, o crime deixa de ser um motim e passa a ser outro, muito mais grave: a revolta. Para se ter uma ideia da gravidade desse crime, o homicídio doloso tem penas que variam entre 6 e 20 anos. A revolta tem penas que variam entre 8 e 20 anos (com aumento de um terço para os cabeças).

Fuzilamento
Como disse, isso tudo se esses crimes forem cometidos durante o tempo de paz. Se eles forem cometidos durante uma guerra, a pena máxima pode ser a de morte por fuzilamento, para os cabeças do movimento (art. 368 do Código Penal Militar).

2 Comentários


O mito da imparcialidade do jornalismo

O grego Heródoto (485 – 420 a.C.) consta como o primeiro sujeito que se preocupou em escrever a História. Embora com defeitos, parcial às vezes, fantasioso muitas vezes, pois não havia ainda método claro de pesquisa histórica, temos que considerar o seu valor, pois Heródoto nos deu antes de mais nada, o registro do pouco que conhecemos nesses dez mil anos em que nos identificamos como humanidade. Aquém disso, pouco ou nada sabemos, além das pistas que nos são dadas pelos achados arqueológicos, pela especulação e pela ficção.

Essa preocupação com a imparcialidade entre os que se propunham a descrever os fatos numa linha cronológica, ou não, só se firmou com o tempo, ao se separar o que era mitologia, literatura e a história propriamente dita (conceitualmente, história também é literatura!). Nesse esforço, encontramos o historiador romano Tácito (Publius Gaius Cornelius Tacitus; 55 – 120 d.C.), que já no início de suas obras alertava, “sine ira et studio“, ou seja, “sem ódio e sem preconceito”, ou sem parcialidade naquilo que escrevia. Ao que acrescentamos, “sine vanitas“, sem vaidades. Pois ainda é comum, encontrarmos poderosos que compram a peso de ouro biografias fabricadas, sobremodo em nosso tempo, em que vivemos sob a ditadura midiática e que, desta forma, pensam estar escrevendo a história, geralmente um amontoado de “verdades” convenientes para iludir a imprensa e a opinião pública por um tempo, mas não por todo tempo. Em análise apurada, são poucas dessas biografias que passam incólumes, anos mais tarde, pelo crivo dos historiadores.

Por isso, desejar de jornalistas, que definitivamente não são historiadores, um compromisso com a imparcialidade é algo insano. Ora, a matéria prima da imparcialidade nos parece ser o tempo, coisa que a notícia jornalística não dispõe. Os fatos acontecem e são registrado simplesmente, influenciados pelo meio e pelas vaidades imperantes. O juízo desses fatos dentro de um contexto mais amplo, afastado de todos os fatores que possivelmente os distorceram, é tarefa do historiador e não de curiosos ou de profissionais que não possuem com clareza os métodos de investigação próprios dos que se dedicam ao profundo estudo da História.

Portanto, o jornalista é um escrivão de diários. O historiador é um intérprete destes diários. Dessa maneira, falham os jornalistas que se aventuram pela interpretação histórica do factual e falham mais ainda os historiadores que tomam o factual como verdade. Somente o tempo pode tirar a influência das paixões, sine ira, studio et vanitas, sobre o objeto do estudo histórico.

****

Balanço da manhã
Desde sábado, são 105 mortos no estado do Espírito Santo. Falta de tudo, até papel higiênico nos mercados e vergonha para as autoridades.

Perdão, mas não estou com dó
Os médicos recomendam lugares calmos para quem tem algum problema nervoso ou grave doença na cabeça, sobremodo aneurisma. Cunha vai ter muito tempo para se recuperar em cela solitária. Creiam-me.

Covil
Ladrões não têm honra. Por que esperar um Congresso honrado?

Pezão
TRE do Rio cassa governador Pezão e seu vice, Dornelles. Abusos no processo eleitoral. Ainda cabe recurso.

Região Metropolitana de Curitiba
Campina Grande do Sul vai ganhar um posto do Detran/PR.

Tubarão
Filhote de tubarão morde turista sem noção em Fernando de Noronha. Animal manda avisar que passa bem.

Uma questão de sinceridade
É melhor ter inimigos sinceros do que amigos dissimulados.

Do mal
‘Fazer o mal para se estabelecer o bem’ é um grande engano. Do mal só pode vir o mal.

Dos maus
Se quisesse contentar os maus, não seria servo da liberdade.

Causa perdida
Sou otimista quanto ao futuro da Terra,
O homem há de conseguir sua extinção.

Patientia, fratres mei.

Comente aqui


Brasileiros mostram arte em mosaico na Argentina

A jornalista e artista Magaly Floriano, uma das selecionadas para expor na Argentina

Acontece em abril, na Galeria de Arte Central Newbery, em Buenos Aires, a Primeira Exposição de Mosaico Contemporâneo da Argentina. Para o evento, foram selecionados os mosaicistas convidados do Brasil: Magaly Floriano, Bea Pereira, Rosangela Kusma Gasparin, Cátia Usevícius Maia, Moema Branquinho, Marcelo de Melo, Carolina Kawall, Letícia Melara e Rosemarie Castro.
Além da exposição, devem acontecer conferências, palestras, demonstrações, interação com música e dança. De forma simultânea, os artistas proferem palestras e seminários: Virginia Zanotti (Itália), mosaico não convencional; e Isidora Paz Lopez, (Chile) muralismo e intervenções urbanas. A organização do evento é da artista argentina Liliana Waisman.
A mosaicista Magaly Floriano comemora sua convocação para a exposição. “Estou Feliz e honrada com o convite, pois vou expor ao lado de alguns professores que muito me ensinaram sobre a arte em mosaico, como os artistas Marcelo de Melo, brasileiro radicado na Holanda há 20 anos, Bea Pereira e Rosangela Gasparin. É muita responsabilidade”.
Magaly desenvolve suas atividades em Curitiba e é editora da única revista brasileira sobre arte em mosaico: “Mosaico na Rede Magazine“, que segue para a quarta edição impressa bilingue – inglês e português. A edição online está no ar desde 2009.

cultura
2 Comentários


Segurança, a preocupação dos prefeitos

Levantamento revela como eleitos pretendem direcionar recursos em Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC); Fórum de Cidades Digitais reúne gestores da Amunorpi na próxima semana em Jacarezinho

O investimento em tecnologia para melhorar a segurança pública é a principal intenção dos prefeitos do Norte Pioneiro. É o que mostra consulta feita pela Rede Cidade Digital (RCD) aos planos de governo protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Ao todo, os prefeitos eleitos nos 25 municípios que integram a Amunorpi mencionam 58 propostas envolvendo as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para dar eficiência em algum setor da administração municipal.
Depois da Segurança (26%), com destaque para a implantação de sistemas e câmeras de monitoramento, Saúde é o setor mais lembrado, com 17%. O levantamento completo será apresentado durante o I Fórum de Cidades Digitais do Norte Pioneiro, que acontece na próxima quinta-feira (16), em Jacarezinho, por meio de uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Jacarezinho e a RCD, iniciativa de estímulo ao surgimento das cidades digitais e inteligentes no país.
Dados – O diretor da RCD, José Marinho, explica que os programas de governo contemplam ações como a gestão inteligente de iluminação pública, gerenciamento eletrônico de documentos, uso de tablets na Saúde, lousas digitais nas escolas, internet gratuita em espaços públicos, entre outros itens de informatização e comunicação.
Dos 25 projetos analisados, seis não deixam em evidência a adoção de ferramentas tecnológicas. “Trata-se de uma demanda social e exigência cada vez maior do cidadão por governos mais conectados e ágeis. A consulta reforça ainda mais a importância de um evento como este no Norte Pioneiro, que auxiliará prefeitos, gestores e vereadores no planejamento, facilitando a troca de experiências e de informações entre os municípios”, afirma Marinho.

As inscrições para o I Fórum de Cidades Digitais do Norte Pioneiro são gratuitas para servidores públicos e devem ser feitas pelo forum.redecidadedigital.com.br. O evento tem o patrocínio máster da Printer do Brasil/Kyocera, ouro da Exati Tecnologia e bronze da Nick Network. A iniciativa é apoiada pela Associação dos Municípios do Norte Pioneiro (Amunorpi), Associação Brasileira de Internet (Abranet), Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar) e União de Vereadores do Paraná (Uvepar).
Na pauta do encontro consta o compartilhamento de exemplos em andamento nas localidades, serviços de mercado, políticas públicas para as cidades digitais e iniciativas na área. A Emater também participa do Fórum para tratar de conectividade na zona rural.

Serviço:
I Fórum de Cidades Digitais do Norte Pioneiro
16 de Fevereiro, em Jacarezinho
Inscrições gratuitas no site para servidores públicos
Informações: [email protected] ou pelo (41)3015-6812

Comente aqui


Maldade do Valdomiro Greca esfola o povo de Curitiba

Valdomiro Greca (PMN), prefeito de Curitiba. Cidade tem a passagem de ônibus mais cara do país, R$ 4,25

O roteiro é bem conhecido, há pelo menos 30 anos é o mesmo em Curitiba: a Prefeitura anuncia o aumento de ônibus no final de uma sexta-feira, ou sábado; o povão protesta na segunda-feira; acusa-se vandalismo dos que protestam; a polícia desce o cacete; coloca-se a culpa na planilha da Urbs, esfinge indecifrável; alerta-se para a possibilidade de greve do sindicato dos trabalhadores controlado pelos patrões; inaugura-se uma nova linha; compram-se alguns ônibus; faz-se propaganda; o empresário ri, porque rico ri à toa; e o povão abaixa a cabeça e esquece.

Mas há quatro anos esse roteiro mostra-se furado. Os marketeiros-economistas da prefeitura de Curitiba esqueceram-se dois pequenos detalhes: a crise econômica, a pior de todos os tempos e que os trabalhadores e estudantes estão ligados na internet, nas temidas redes sociais. A Prefeitura pode gastar uma fortuna em propaganda para provar que o aumento antecipado das passagens para R$ 4,25 foi necessário, mas jamais vai afastar a desconfiança provocada pelo engordamento da receita das pouquíssimas famílias que mandam e desmandam no transporte coletivo da cidade. Induzido ou não ao erro, o prefeito Valdomiro Greca teve sua imagem arranhada, um mau começo como teve seu medíocre antecessor, e alinhou-se à má política que impera no país. A política da dissimulação, em que muito se promete, mas nada se faz em benefício do povo. Triste, poderia ser diferente, mas não é nem vai ser.

Sorriso amarelo
Curitiba, cidade sorriso
Deram-te dentes de vampiro
É o Valdomiro
Sugando o sangue do povo.

Busão de ouro
Apanhar o busão a preço de ouro
Sucata andante
Curitibano, eis o teu tesouro.

Cidade tradicional
Até que enfim, a nova tradição curitibana pré-Carnaval – aumento nos ônibus e quebra-quebra geral!

“Rouba, mas é santo”
Na lama, partidos disputam para ver quem tem o ladrão mais virtuoso.

Fraquinho. fraquinho
Globo News foge da notícia como o diabo da cruz! Mais fraca do que café de peão!

A mula pequena
Quando ouço de alguém “não leio textão”, sei que estou diante de uma mula resumida e assumida.

Sem surpresas
Collor nomeou o primo no STF; Lula, o advogado do PT; Temer, o seu Kinder Ovo.

Patientia, fratres mei!

Comente aqui


Quando o hippie virou mercadoria capitalista

Um dos maiores estudiosos do capitalismo foi Karl Marx (1818-1883), que para a juventude de hoje é algo como um papai-noel barbudo bem ultrapassado, como são todas as filosofias que, para se explicarem, exigem mais do que 240 caracteres. Ou seja, no imaginário juvenil de shoppings, aquele velhinho que viveu no século XIX e falou alguma coisa sobre o comunismo, ou socialismo, “naquele lance tipo de tudo que é teu é meu também”.

Brincadeiras à parte, quem leu O Capital (de verdade!) e o entendeu, sabe que não minto quanto a Marx ser um estudioso do capitalismo. Homem de método, Marx compreendia que para derrotar o inimigo há de se estudá-lo. Mas Marx foi um só, os que vieram depois dele, pensadores menores, dirigentes partidários anões, enfim, os sectários de seitas, tentaram apenas pensar num sistema que suprimisse de vez o grande Leviatã do proletariado, o mercado capitalista, em que a mão-de-obra poderia ser comprada e ou vendida de acordo com as necessidades das linhas de produção das fábricas. Porém, enquanto pensavam a revolução do proletariado, nunca alcançada de fato, nossos descuidados marxistas foram engolidos pelo mercado capitalista.

É bom que se diga, que essa “revolução-proletária-libertária” sempre foi fagulha em palha molhada, seus pífios resultados foram apenas alguns arremedos de estados totalitários “socialistas”, autoritários na essência (ditaduras do proletariado!), firmados na propaganda da liberdade, porquanto a suprimia, em função de suas deficiências insuperáveis e desvios doutrinários e ideológicos, como o culto à personalidade, a criação de castas dirigentes e a distribuição da miséria.

A fogueira revolucionária só fez fumaça porque seus ideólogos não entenderam o conceito básico de Marx, entre outros, da reificação (res, no latim, coisa), processo de “coisificação” do abstrato que, em suma, tende dar um valor de troca para tudo, no sentido de transformar a “coisa” em mercadoria, mesmo que inútil, sob o aspecto prático. – Sim, senhores, o mercado de consumo impera e exige mercadorias novas de meia em meia-hora, seja qual for, inclusive as próprias ideologias, vendidas nas feiras como bananas, ao gosto do freguês!

Se, por um lado, os “marxistas” não entenderam a reificação, por outro, os capitalistas a entenderam muito bem. Assim, por regra, tudo que é “revolucionário” pode ser e deve ser mercadoria; ideias vendem bem, eis a máxima do mercado de consumo moderno. A diferença é que, no século XIX, a manufatura estava voltada para as necessidades reais – um abridor de latas era fabricado e vendido porque as pessoas precisavam abrir latas, com o preço desse abridor sendo regulado pela Mais Valia embutida nele e a necessidade pelo seu valor de uso.

Em nosso tempo,  o processo parece ser o mesmo, mas só parece, pois ganhou eficácia. Em vez dos simplórios abridores de latas, a “coisificação” ficou mais sofisticada. Agora, o capital agrega valor e dá preço a coisas com pouco valor de uso aparente, abstratas por excelência, mas suficientes para formar novos nichos mercadológicos, apoiados pela propaganda, publicidade e marketing – em outras palavras, num mundo saturado por mercadorias de todo o tipo, há de se criar necessidades no indivíduo ou grupo, como descritas brilhantemente pelo psicólogo norte-americano Abraham Maslow (1908-1970), em sua escala das necessidades humanas.

Exemplo disso tudo não nos faltam. Vamos citar apenas um e será o suficiente. Apanhe-se, pois, o movimento da contracultura dos anos 1960, e dele o movimento Hippie. A princípio, combatido pelos capitalistas conservadores, mas depois incorporado ao mercado, em aparente contradição. O Hippie, do real ao abstrato, foi rapidamente absorvido por uma nova indústria, que transformou em mercadoria seus ideais contraculturais, criando uma nova “cultura” de consumo. Quase que de imediato, com o auxílio da propaganda, tornou-se bacana, “bárbaro” mesmo, transformar-se num riponga de fim de semana: usar uma calça boca de sino produzida em série; o slogan “Paz e Amor”, em camisetas; consumir tecidos coloridos; curtir a psicodelia musical industrializada por grandes gravadoras multinacionais; frequentar festivais contra o sistema, mas perfeitamente ajustado ao sistema, inclusive pagando caros ingressos. Enfim, no início dos anos 1970, o jovem que fugia das garras dessa nova indústria da insubordinação ingênua, estava morto, não vivia.

Com o tempo a fórmula foi melhorada. Agora, estenda isso para os modismos de nosso tempo, fabricados pelos próprios capitalistas e negue a existência de uma indústria da transformação de ideologias em mercadorias para cada gosto. O capitalismo vence, não por combater o que lhe pode corroer, mas por conseguir a mágica da alienação, a mágica de dar valor de uso e valor de troca ao utópico; o sonho ganhou seu preço e está nas prateleiras, para obtê-los basta um cartão de crédito, mais nada. O socialismo perde porque vende o sonho mesmo para quem não tem dinheiro, mas não o entrega.

 

 

Comente aqui


Jornalismo de crentes na lógica confusa

Soube há algum tempo que tiraram Antropologia do currículo do curso de Jornalismo. Pois bem, formam-se profissionais que desconhecem o seu objeto de trabalho, o homem. Dessa omissão curricular, temos os mais diversos absurdos nas “matérias” desse povo que lê auto-ajuda, ama a moda dos jacus, os famosos de cinco minutos, as celebridades por coisa nenhuma, desconhece aritmética e acredita em qualquer baboseira que tenha expressões  do modismo em vigor: “quântico, multiculturalismo, pós-verdade, contabilidade criativa…”.

De repente, os costumes, aqueles que deveriam ser estudados cientificamente, pois são cultivados há milênios, foram para  o espaço, e temos que engolir as “análises” dos costumes, não pelo costume em si, mas por teorias de Ongs que produzem seus manuais do politicamente imbecilizado para consumo dessa imprensa formada pelo mestre Google.

Mas isso não é tudo. Neste mundo do conhecimento fragmentado da verdade utilitária e conveniente, da informação para uso e gosto do consumidor, inclusive o consumidor jornalista, perdem-se as mínimas noções de lógica. Confunde-se grosseiramente alhos com bugalhos, o subconjunto pelo conjunto, a parte pelo todo, donde afloram silogismos dignos de bugios (sem ofensas aos nossos irmãos monos!).

A título de exemplo edificante, vejo hoje a repórter da Globo News encher o peito e lascar: “A polícia brasileira mata em seis dias o que a polícia britânica mata em vinte e cinco anos”. Pelo amor do guarda! Como essa genial carregadora de pauta pode repetir uma sandice dessas, tirada, provavelmente, de release de alguma Ong composta por néscios? Como comparar dois conjuntos tão distintos, em população, em educação, em economia, em políticas públicas, em formação policial, em costumes e chegar à conclusão tão categórica? Simplesmente para induzir uma resposta no entrevistado: “a polícia brasileira é muito, mas muito violenta”. Sim, até pode ser violenta, mas jamais poderá ser comparada, em tábula rasa, com qualquer outra polícia europeia.

Esse, como disse, é apenas um exemplo, mas diariamente levamos coices nos olhos e orelhas, iguais ou piores. Mas não se apavorem, a coisa vai piorar muito, porque o Jornalismo (como outras profissões de nível superior) está recebendo já há algum tempo os “formados” por essas faculdades com grades curriculares suspeitas,  que têm seus donos, os tubarões do ensino, regiamente remunerados pelo financiamento de pai para filho das bolsas do governo. “Formados”, mas com que qualidade? “Formados”, mas desconhecendo o que é uma verdade científica, os fundamentos da mais simples lógica. E fiquemos por aqui, porque temo o dia que o Português também saia da grade curricular do Jornalismo (em algumas faculdades até existe, mas é lenda…).

Marketing dos defuntos
A propaganda vil se supera
Sem pudor algum
De seus defuntos midiáticos.

Lendas curitibanas
Metrô, Carnaval e loira fantasma.

Curitiba campeã
Curitiba fatura mais um título brasileiro: a passagem de ônibus mais cara do país. E olha que os ônibus nem estão pintados de ouro!

São Falsinho
O falso não me engana
Sei o santo
Que boto no meu altar.

Manhãs pontuais
Os pássaros
Não têm calendários
Todo dia é dia de canto
Para acordar, para viver!

Patientia, fratres mei!

1 Comentário