“Nóis é jeca mas temo zape, seu Facó!”

O argumento da pretensa autoridade é o pior argumento numa demonstração acadêmica ou pretensamente científica. Geralmente o sujeito chuta, mas como é formado em sorbonesca universidade, todo mundo diz amém a essa “autoridade especializada”. O diretor de Comunicação e Marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcos Facó, especializado em marketing digital pela Universidade de Harvard, acaba de dar um chutão em entrevista ao Estadão. Diz ele e de cátedra: “As agências de marketing e consultorias querem criar um novo mercado e ficam alimentando um mito em torno do poder das redes sociais em uma eleição. Elas são só mais uma ferramenta. Não têm o poder de eleger ninguém”.

E o senhor Facó vai mais fundo na sua análise: “Quando a gente fala do poder de influência das redes sociais estamos falando dos eleitores dos centros urbanos, de universitários, de gente esclarecida e que consome notícias nessas plataformas. Os especialistas ignoram esse recorte e tratam como se todo o Brasil fosse igual. A TV e o rádio ainda são os melhores meios de penetração nos rincões do País. A comunicação é mais palatável e direta”.

Ora, se o caro Facó tivesse feito pelo menos uma campanha numa pequena cidade, saberia que sua afirmativa é uma enorme falácia, para não dizer besteira. Coordenei a comunicação de pelo menos quatro campanhas em cidades do interior aqui do Paraná e se não fossem as redes sociais, não teríamos como alcançar os eleitores de forma precisa, direta e econômica. Panfletos, jornais impressos e programas eleitorais  no rádio e TV não conseguem mais “motivar” o eleitorado, neste novo mundo tomado pela web, o próprio eleitor faz a integração, quando interessa, dessas velhas mídias nas redes sociais, daí sim, a opinião geral se consolida, a tal da opinião pública. O senhor Facó, tem que andar mais de ônibus e trem, pelos sítios e fazendas, enfim pelas ruas e estradas dos “rincões” do país, ver o comportamento de nosso povo, principalmente com seus celulares. Ninguém é mais tão bocó, coió, ou caipira que não tenha o mínimo acesso ou não sabe se utilizar das redes sociais: “Nóis é jeca mas temo zape, seu Facó!”

2 comentários sobre ““Nóis é jeca mas temo zape, seu Facó!”

  1. maso 12 de março de 2018 10:42

    falou tudo colega. O povo simples e bem mais astuto do que pensa uns doutos que nao andam pelo mundao

  2. Luiz Antonio Bernardo 12 de março de 2018 11:24

    Então, TRUCO!

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