Coração fechado para balanço

Ao final do ano,
Todos deveriam
Fechar o coração
Para balanço.

A conta deve ser feita
Na praia, se possível,
Antes de se pular as ondas,
Numa contabilidade solitária.

E dentre os ativos,
Passivos, imobilizados
E restituições,
Na soma
E subtrações,
O resultado
Esperado
Tem que ser um só:
Saldo negativo,

Um déficit medonho
Ao se saber
Que se deu amor
Além da medida
Desejada e querida
Pelos egoístas sovinas,
Que só amam a si,
Ou talvez, nem isso.

Nesses números finais
Jamais espere
A contrapartida.
O verdadeiro amor
Jamais espera paga,
Deve ser gratuito
E desinteressado.

E depois, na vida,
Em que nos danamos
A acumular bobagens,
O amor é o único capital
Do espírito
Que, ao ser dado,
Não se faz prejuízo.

 

Salue!
Salue, duo millia decem et novem (MMXIX)!

Sobre o rio
Há o ano que nasce e há o ano que morre
Há um sonho que se refaz no teu coração
E a Esperança, que a tudo espera e assiste
Carrega-te na transposição desta ponte
Sobre o rio do amor que a tudo resiste.

Um comentário sobre “Coração fechado para balanço

  1. maso 30 de dezembro de 2018 12:29

    Faltou o…..patentia…..fatres

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