Autor: fernandonande



Pedágio sobe até 17,6% e esfola o paranaense


A gente até consegue explicar, com certa lógica, mula-sem-cabeça, saci, loira fantasma, Papai Noel, mas jamais acharemos explicação razoável para os aumentos do pedágio, que sempre acontecem, estrategicamente, no início da temporada de férias do trabalhador paranaense. A Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Infraestrutura do Paraná (Agepar) aprovou nesta segunda-feira, o reajuste das tarifas de pedágio do Anel de Integração (da Enganação, seria mais apropriado). Entre as cinco concessionárias que apresentaram pedido, a Rodonorte é a que terá o menor percentual, 6,66%. O maior será concedido a Viapar, 17,60%.

Um impacto violento na Economia paranaense, posto que esses valores estão acima da inflação. Com isso, pela temporada de férias, o primeiro setor que vai sofrer é o turismo, que já anda quase defunto aqui no Paraná. O segundo, é o transporte propriamente dito, no escoamento das safras e mercadorias, gerando um efeito cascata nos preços dos produtos e serviços para a nossa já esfolada população.

Como disse, nosso turismo vai mal, concentrado que está nos extremos Leste e Oeste do Paraná. Afora o pedágio a tirar a carne do turista, no Oeste, temos muito oba-oba da prefeitura de Foz do Iguaçu para incentivar o povo a ver água suja nas Cataratas, turbina e o concreto de Itaipu e de quebra, o sujeito ainda pode comprar bugigangas no Paraguai e torrar uns trocados nos cassinos da Argentina.

No Leste, nossas praias pararam no século passado. Guaratuba é uma cidade com donos, a mesma família manda em tudo e de quebra você, se for mulher, pode ser filmada na praia. De brinde ainda, nesses lugares, a violência impera.

Vejam como deve ficar o pedágio para as praias, uma vergonha!

Clique aqui e confira como vai ficar a tarifa dos pedágios em todas as praças do Paraná.

Conclusão

As melhores praias do Paraná ficam em Santa Catarina!

Veteranas pautas

É lógico que, neste Verão, a velha imprensa vai tirar da gaveta as velhas pautas de sempre: a reabertura da Estrada do Colono e a famigerada ponte de Guaratuba. Já deu no saco essas histórias para boi nanar.

Detran

O suposto esquema do Detran-PR com as clínicas de Psicologia já nasceu suspeito, em 2010. Até então, a avaliação do condutor era de responsabilidade do próprio órgão de trânsito e foi terceirizada para as clínicas, com ônus ao sujeito que tira ou renova a carteira de motorista.

Detran II

Como os convênios são feitos no Paraná todo, por óbvio, a ação civil pública contra o Detran deve ser examinada não somente nas clínicas de Maringá. Na cidade, o  MPE constatou um exagerado número de motoristas considerados “inaptos por um dia” nos exames psicológicos, o que os obrigava a passar por novo exame, com pagamento antecipado da taxa respectiva. A suspeita era de que as clínicas forçariam a realização de um segundo exame para aumentar a arrecadação, já que 80% do valor pago é destinado às clínicas.

Valdomiro e a passagem

Valdomiro Greca já ensaia aumentar a passagens de ônibus. Passou a hora de investigar esse sistema da prefeitura de Curitiba que nos oferece sucata a preço de ouro. Hoje, uma passagem já custa mais do que um dólar, para um salário mínimo de pouco mais de 250 dólares.

Valdomiro e o sonho

Valdomiro Greca já fala em reeleição. Certamente seus áulicos, doutores em lamber botas, devem tê-lo convencido de que com a pirotecnia festeira ele  faz brilhante e estonteante trabalho. O prefeito anterior, Gustavo Fruet e o outro anterior a ele, que não lembro o nome, ambos de triste memória, também estavam convencidos pela mesma turma de que iria ser mole a rapadura. Não se reelegeram e isso foi bem feito.

Tetas gordas

Com as nomeações para o secretariado do governo que entra, a silenciosa imprensa local está aliviada, as tetas do Estado são promissoras para os próximos anos.

Caricato e burlesco

Perguntam-me
Por que falo do prefeito
Não é por mal, é que para a sátira
Precisamos do ridículo
Do caricato e do burlesco.

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patientia, fratres!
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Os 84 anos da menina Londrina

Bela Londrina
Oitenta e quatro anos
E tão menina!

 

Salve!

Das boas coisas que tive como jornalista, foi ter trabalhado por algum tempo em Londrina. Fiz grandes amizades, que perduram até hoje. Salve, Londrina!

Fiofós em pauta

“No Brasil, desenvolveu-se a moda de cuidar do fiofó alheio e até mesmo fazer leis no Congresso Nacional para cuidar do fiofó dos que não cuidam do próprio… Isso vai mudar”, Clariço, o inspector, amigo do Jandisclay, em discurso etílico no bar do Espiga, vulgo Sabugo.

O candidato

Eu vi: discurso de candidato a vereador num município de Campina Grande Sul: “Temos que ter uma casa para socorrer os animais abandonados” (pausa no discurso irado do candidato)… “A minha mãe, por exemplo”… (nova pausa e gargalhada geral)… “A minha mãe faz sozinha este trabalho…” (neguinho quase rolando no chão de tanto rir)….

IPTU rima…

Ó medonho, que aumentaste o IPTU,
Vai aqui uma praga de gente decente:
Tu ainda terás na cara o que CUritiba tem na frente!

Liberdade

Bárbaro tempo este do pensamento barato e copiado aos outros. Não sois livres ao pensar o que os outros vos ditam. Sois escravos do pensamento alheio. A verdadeira liberdade de um homem está em justamente pensar por si, mesmo que em equívoco.

Eles… Os chatos

O tempo é aquilo que nos falta quando estamos com alguém agradável e nos sobra quando estamos com os chatos.

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Patientia, fratres!

 

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Um livro da bela aldeia curitibana

Capa e contra-capa do livro Corações Dedicados 

Nesta manhã de domingo, tenho o prazer de ver mais um livro publicado. Para tê-lo, dei-me a tarefa de reunir aqui e algures notas e papéis dispersos (poetas não são organizados: escrevem apenas, depois se preocupam em colocar o escrito em livros – e este é nosso tormento!). Bom, são 100 páginas em que discorro um pouco sobre a minha aldeia – no sentido dado por Fernando Pessoa – , na qual vivo desde criança, Curitiba. Mas, o importante mesmo e que procuro destacar, é sua gente, a qual figura numa lenda que diz ser ela capaz de te convidar para um café e não comunicar a ti o endereço para tal. Como disse, uma lenda!

É, o curitibano é um ser peculiar, mas de humanidade ímpar. De coração dedicado a amigos e à família, embora de alma calada, principalmente em relação a estranhos, o morador da cidade, nativo ou não, desenvolve um jeito todo especial de encarar a vida. Tento retratar isso. Apenas tento.

Aproveitei neste livro para também saudar os amigos, coisa difícil de se fazer nesta cidade. Aqui, externar paixões e amizades é raridade. Outra demonstração que fiz, foi a que para se publicar um livro nos dias de hoje, não se faz necessário o financiamento com o dinheiro público. O livro, em suas pequenas despesas, foi financiado coletivamente, e as contas que sobraram foram sanadas pela Lei Roa-Nandé, ou seja, do próprio bolso. Portanto, é um livro que já nasce com a virtude de não ter tirado dinheiro dos impostos de nosso sofrido povo. Para quem de interesse for, o livro pode ser encontrado neste sítio e endereço: Editora Bookess.

Aqui, apresentamos parte do livro e abaixo você poderá folheá-lo um pouco, para isso basta clicar nas páginas e se quiser um tamanho melhor para ler, basta clicar na lente de aumento ou expandir nos comandos que aparecem na exibição.

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No Brasil, é “feio” gostar de matemática

O jornalista e matemático George G. Szpiro, no prefácio de sua obra A vida secreta dos números, descreve uma hipotética cena muito interessante, a qual, certamente, já deve ter se repetida com quem lida com Ciências Exatas. Ao exibir seus talentos numa festa, comenta Szpiro (2011), se um sujeito declama versos de poema desconhecido, logo será considerado erudito e cheio de charme. Ao passo que, se ele recitar uma fórmula matemática, ninguém vai achar graça e provavelmente, o sujeito receberá o título de “o convidado mais chato”. A coisa, ficaria mais séria, acreditem, se fosse uma apaixonada pelos números.

Na mesma festa, com naturalidade e “com a concordância dos convivas”, observa Szpiro, “a maioria das pessoas admitirá não ser, nunca ter sido e jamais vir a ser boa em matemática”. Se, por um lado, pessoas letradas confessam alguma deficiência em outras áreas, artes e literatura, por exemplos, ela corre o risco de ser taxada de ignorante, por outro, qualquer deficiência no conhecimento de matemática é aceita com compreensão por todos. Ou seja, há nessas observações algumas constatações empíricas: existem deficiências confessas na aprendizagem da Matemática, porém uma deficiência socialmente aceita, ao passo que, aquele que se aventura neste campo do conhecimento, passa a ser “marginalizado”.

Por dedução simples, concluímos que, se há deficiência na aprendizagem, essa deficiência é decorrente do ensino, considerando que temos um binômio indissociável entre esses dois entes da educação. De fato, essa deficiência matemática é demonstrada por vários estudos de organizações de pesquisa, privadas ou públicas. Um dos mais recentes foi divulgado pela assessoria de imprensa do Ministério da Educação (MEC), em 06 de dezembro de 2016, com base nos dados de 2015 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Pisa constata que o Brasil figura há pelo menos 10 anos entre os países com baixo desempenho na área educacional. Esse programa da OCDE mede o conhecimento dos estudantes de 72 países em leitura, Ciências e Matemática. Nessas áreas, a média dos brasileiros ficou aquém das alcançadas pelos estudantes dos outros países avaliados. “Em matemática, o país apresentou a primeira queda desde 2003, início da série histórica da avaliação, e constatou que sete em cada dez alunos brasileiros, com idade entre 15 e 16 anos, estão abaixo do nível básico de conhecimento”, revela o material jornalístico do portal do MEC (2016).

Em matéria sobre essa pesquisa do Pisa, o jornal Valor Econômico (2016) destaca o resultado nosso mau desempenho em matemática e aponta que o Brasil alcançou média nesta disciplina de 377 pontos, contra os 490 pontos da OCDE; “70% dos alunos brasileiros ficaram abaixo do nível 2, considerado o mínimo aceitável pela OCDE para que o aluno possa exercer a cidadania, percentual que é maior na República Dominicana (90,5%) e bem menor na Finlândia (13,6%)” (VALOR ECONÔMICO, 2016). Assim, o Brasil se posiciona como um dos países com alunos de pior desempenho em Matemática, conforme informa o jornal:

Esses números trazem um alerta para as autoridades brasileiras e também para educadores ligados ao ensino das disciplinas avaliadas, especialmente da Matemática. Quanto às autoridades, o Valor Econômico (2016), na mesma matéria já citada, revela a opinião da secretária-executiva do MEC, Maria Helena de Castro, sobre o desempenho global do Brasil na pesquisa, incluindo outras disciplinas, que também não se demonstraram satisfatórios. “Para ela [Maria Helena de Castro] o caminho para a reversão do quadro educacional brasileiro passa por melhorar a formação dos professores e a qualidade do material didático”.

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Burocratas do Detran-PR não cumprem legislação

O DETRAN-PR descumpre, desde 10/10/2018, a lei de desburocratização nº 13.726/2018 (veda a exigência de autenticações e reconhecimentos por cartórios, dentre outras medidas), publicada no D.O.U. A própria lei estabelecia um período de até 45 dias para que os órgãos públicos federais, estaduais e municipais se adequassem à nova lei (período de “vacatio legis”) só que este prazo esgotou-se em 24/11/2018 e, até o momento, não foi publicada ORDEM DE SERVIÇO emanada da direção geral regulamentando novos procedimentos aos postos de atendimento.
Já a lei 13.460 de 2017 NUNCA FOI CUMPRIDA e o Detran-PR continuou a priorizar os interesses dos cartórios, continuando a exigir autenticações e reconhecimentos de firma na maioria dos documentos exigidos dos cidadãos paranaenses para seus processos relativos a veículos e habilitação de pessoas.
Como cidadão comum, recusei-me a levantar da presença de uma funcionária do Detran no posto do Hauer, em 01/11/2018, para reconhecer firma de uma declaração de extravio de Certificado de Registro Veicular e estou sendo “enrolado e sabotado” por funcionários que não admitem questionamentos, até a presente data, 04/12/2018.
Também a Polícia Civil do PR, através de sua Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, continua a exigir reconhecimentos de firma e autenticações para o desbloqueio de veículos sinistrados, ignorando completamente as duas leis.
Elmer W. Bogdanow
Economista e pequeno empresário
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Neste Natal, dedique, em livro, poesias a pessoas queridas

 

TENHA SEU NOME E DE PESSOAS QUERIDAS NO LIVRO “CORAÇÕES DEDICADOS”

Surpreenda! Um belo e exclusivo presente de Natal e Ano Novo a você e a quem mora no seu coração:

1. Presenteie com um poema inédito, especial, único e com dedicatória – peça uma poesia para você: se presenteie, é merecido! – e outras poesias para presentear pessoas queridas: no amigo secreto, véspera de Natal, em família, ou em quaisquer situações de confraternização e felicidade. Lembre-se, um poema em livro será sempre eterno – quantas pessoas você conhece que receberam um presente tão especial assim, o amor e carinho registrados em palavras e por toda vida?;

2. Mande já um e-mail para [email protected] – 10 linhas, no máximo, dizendo de você e das pessoas a quem deseja homenagear – observe a grafia correta dos nomes ou apelidos, pois o livro é um impresso difícil de mudar. Em seguida, você receberá outro e-mail, no prazo de até cinco dias, com o poema para aprovação e autorização de publicação;

3. O poema será realmente único e exclusivo! Além de você recebê-lo individualmente, por e-mail, ele ilustrará, com sua autorização, o livro “Corações Dedicados”;

4. Serão aceitos mais de um pedido de poema por solicitante (combine comigo por e-mail), até o dia 20 de dezembro de 2018 (o encerramento dos pedidos para o livro pode ser antecipado a qualquer momento, pois há um limite de páginas);

5. O e-book e a versão em PDF serão publicados em sites para compartilhamento (18 horas, do dia 24 de dezembro de 2018) – o número máximo de poemas será de 50 – a ser ampliado se houver tempo hábil para isso – você poderá baixá-lo imediatamente e se desejar a editora oferece a opção do livro impresso a ser encaminhada para seu endereço;

6. Aos participantes solicitamos a colaboração simbólica de R$ 38,00 por poema – é o valor mínimo que calculamos somente para cobrir as despesas básicas de terceiros como a diagramação, edição e taxas dos registros legais. A poesia em si, por ser arte, não tem preço.

7. Dependendo da demanda, faremos uma edição especial para o Ano Novo também;

8. Depósito: CEF – Agência 2937 – Operação 001 – Conta Corrente: 075-0; CPF 470.354.399-00

9. Brinde! Já na confirmação da inscrição, você ganha, em primeira mão, o acesso à versão digital de outro livro de quase 180 páginas, (Polaca e outros Poemas de Amor – Segunda edição revista e ampliada). É um presente para você;

10. Note que os formatos e-book e ou PDF são ideais para você compartilhar em todas as redes sociais e tirar quantas cópias quiser;

Seja a Lei Rouanet do Nandé, poeta que nunca usou dinheiro público para publicar seus livros. No final da publicação, aparecerá a lista de quem contribuiu neste financiamento coletivo.
Participe! Mas corra, a publicação é limitada em páginas e a ordem será por chegada! O e-mail novamente: [email protected]

Grato, Feliz Natal!

Fernando Nandé

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O escárnio é a temerária aposta do STF

Ao verificar a inevitável vitória de Bolsonaro, ainda nas vésperas do segundo turno das eleições, o ministro Toffoli e ex-funcionário de José Dirceu, já ensaiava a flácida conversa de pacto nacional para dar governabilidade ao país – isso, na cabeça dele e talvez de seus pares. Na ocasião, ponderamos que, numa democracia, quaisquer pactos entre Poderes além ou aquém dos previstos na Constituição Federal cheiram como algo nada, nada republicano. Na realidade, ficava difícil decifrar a qual “pacto” o ministro aludia (até hoje não entendemos, posto que nossa Carta Magna, a senhora de todos pactos escritos e aceitos, está em pleno vigor). Mas mesmo assim, Toffoli não perdia  ou perde oportunidade de espalhar o tal de “pacto” para os quatro ventos, enquanto nós, o gado – pois é como parecem enxergar o povo – dormíamos com um olho aberto e outro fechado.

Passados alguns dias, começamos a entender que esse pacto nada mais significava que o desejo do STF continuar pintando e bordando como sempre fez, como nesse episódio de chantagem explícita de se colocar de um lado o aumento salarial dos ministros daquela corte, com danosos reflexos nas contas nacionais, e de outro, o corte do auxílio moradia, apropriado pelos magistrados para “repor” parte da defasagem salarial que dizem ter. Pois bem, com o auxílio de um presidente da República, Michel Temer, para lá de moribundo e envolto no lamaçal da corrupção, Toffoli conseguiu o aumento pretendido, ignorando todas as suas consequências na marmita do gari, do operário, na falta de investimentos em segurança, educação, na falta de remédios nas Unidades de Saúde, na falta de Saúde, enfim, nas assombrações da má administração estatal que rondam o brasileiro há décadas.

O povo, o patrão dos que se encastelam no poder, se sentiu mais uma vez apunhalado pelas costas e, por enquanto, se manifesta ruidosamente pelas redes sociais – daí para as ruas é um pulinho, como vem sendo demonstrado desde 2013. Tirada a temperatura, o STF deve estar avaliando que o desgaste foi o natural, que com o tempo o povo esquece essa falta de vergonha dos ministros que desconhecem os mais de 12 milhões de desempregados deste país. Trabalhadores que se viram como podem para alimentar a si e aos seus.

Neste final de feira, neste ar natalino a amolecer corações, enganam-se os ministros se estiverem fazendo uma leitura de temperatura baixa ao se darem presentes com o dinheiro público, obtido a partir de suados esforços dos mais humildes, dos que produzem e trabalham. Ninguém, sobremodo os famintos, esquece o escárnio, mesmo em época de Natal.

Esse aumento despropositado na temperatura já está na conta de nossa gente. Todos os dias, sempre vai ter alguém nas esquinas ou nas redes lembrando dessa troça de bufos apartados da realidade. E essa lembrança, certamente será somada a tudo de ruim que esse Tribunal vier a proferir. (Particularmente, rezo para que as denúncias de corrupção não cheguem aos tapetes do honrado e augusto STF!).

Caso essa ação dos aumentos sobre os próprios salários foi para tirar a temperatura da população, recomendo aos senhores uma boa leitura do termômetro, porque daqui deste lado, o do povo e famélicos, a temperatura já passa do ponto – uma questão da Relatividade, ou de onde se encontra o observador, é claro. É mister não se cometer erros de paralaxe, lembrem-se a temperatura é linear, mas para certas circunstâncias, ela pode se transformar em exponencial, eis o problema quando se lida com as massas, a entropia, o grau de sua agitação, é o que nos ensina a História.

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Curitiba e sua arte de ignorar o sofrimento alheio

Ares de Natal… Verdes árvores de Natal… Curitiba está vestida de Verão. O Sol, esse quase desconhecido ente universal, que muito brilha acima do Trópico de Capricórnio, vem dando seu ar da graça e grassa abundante quase todos os dias por nossas esburacadas ruas, por nossas populosas favelas e dá, generosamente, sem paga, absolutamente sem nada em troca, sua luz e conforto para todos e, em especial, para aqueles que nada mais possuem: os habitantes das ruas, os esmoleiros esfaimados, mendigos, os usuários de drogas, os desocupados, enfim, os que esperam alguma atenção da espetacular máquina da indiferença administrativa da Prefeitura Municipal. Afinal, algo aqui havia de ser gratuito e o Sol tomou para si essa tarefa, de iluminar e aquecer, em seu radiante colo, os esquecidos; de dar de si alguma energia para essa gente tão desesperançada e que vê nas ruas seu lar, ofício, calvário e sina.

Mas nem mesmo o Sol suporta por muito tempo a situação de abandono que castiga nossa amada cidade. Em suas tardes, geralmente ele chora. Choro gutural de quem muito sofre; lamúria antecipada por ribombantes trovoadas, coriscos aterradores, ventanias… Seu choro é, depois desses sinistros sinais, o aguaceiro que se mistura ao desespero do choro dos desgraçados. Dessa gente que, pela falta de misericórdia e atenção, padece num inferno medonho. Na chuva e nas suas lágrimas, nosso povo esquece o quente Sol e volta ao sofrimento ordinário e no aperto por sob as marquises dos prédios busca proteger-se: encolhe-se, se cobre com jornal, caixas de papelão, restos de trapos, com o que for possível arranjar, e ali dorme, antecipando o sono da paz do túmulo que em horizonte não muito distante lhe acena em calafrios nalgum indigente cemitério… Dorme e vigia na calçada friorenta e molhada e tenta assim descansar seus ossos e suas misérias tão evidentes, as quais o Poder Público minimiza a existência em flácidos discursos desprovidos da mais simples das comiserações e racionalidade. Impiedosos, os agentes do governo e algozes de seu povo tiram dos mais estapafúrdios silogismos a lógica dos imbecis. Dizem que o povo esfarrapado prefere a rua, escolhe sofrer a deslocar-se para um abrigo público…

Ora, ora, como se fosse natural do homem optar pelo sofrimento. Jamais! – Homem, mulher, criança, velhos, inválidos, o que seja e que possa ser chamado de humano neste mundo faria tal opção, pois o desejo de autopreservação — tendência de proteger a própria vida ou integridade — é instintivo até mesmo entre os animais, da mais elementar das moneras até os organismos mais complexos. Ninguém, ser algum, coloca sua vida em risco, a não ser se for por uma causa extrema. E o que nos parece evidente é que, se aqueles que estão em situação de risco recusam o auxílio da Prefeitura, é porque esse auxílio não corresponde exatamente ao que esperam para salvaguardar suas vidas. Algo está errado e muito errado, pois o espírito de sobrevivência desse povo em abandono nas esquinas não vê nas ações da Prefeitura elementos que lhes ofereça, com absoluta segurança, as condições necessárias para seguir vivendo e não apenas sobrevivendo.

Isso posto, caso ainda haja algo de humanidade naqueles que são responsáveis pelo destino dos mais necessitados; e ainda, considerando demonstrada a necessidade de mudança urgente no direcionamento das políticas públicas até agora adotadas em relação a essa população em situação de risco permanente, é que vimos suplicar, de toda nossa alma, que se faça a luz de imenso Sol nos corações desses agentes públicos. Pois, ficar com esse discursinho para lá de demagógico e de receita pronta, engendrado por quem não tem compromisso com a cidade, é condenar nossa gente à morte. E a isso, ao descarte deliberado de seres humanos, nunca vamos nos calar.

Definitivamente, a rua não é opção. A rua para esse povo é mais confiável do que a conversa mole de quem tem sua confortável cama para dormir todas as noites, mas que se nega a fazer um exame de consciência, por orgulho e vaidade; por falta de calor humano, experiência em lidar com gente, e boa vontade.

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Conselhos Federais silenciam sobre corrupção

Esse episódio do “Mais Médicos” traz à baila a atuação dos conselhos profissionais em nosso país. Não nos pareceu muito lógica a abertura do “mercado” brasileiro para os cubanos, posto, pelo que demonstra o último cadastro efetuado pelo governo Federal, que há médicos sobrando no país para ocuparem essas vagas. Médicos formados aqui mesmo e que, ao se cadastrarem, desmontam a narrativa, a qual sempre andou de muletas, capenga que é, de que os médicos brasileiros não querem ir para o interior, morando onde Judas perdeu as botas, lá nos cafundós.

Ora, para que serve um Conselho Profissional que encampa o discurso do governo à época para facilitar a falcatrua do acordo lesa-pátria com Cuba? Que país no mundo aceita profissionais de saúde trabalhando regularmente em seu território sem comprovação de formação? Que entidade voltada para a proteção do exercício profissional aceitaria tão gentilmente a entrada no território de seus representados, pessoas que, a rigor, trabalham em condições supra-legislação? Creio que o CFM e os CRMs devem essas explicações a seus filiados e mais ainda, ao povo brasileiro.

Na realidade, o problema deste silêncio obsequioso, e vergonhoso, é claro, não está somente no Conselho de Medicina, mas nos parece estar em quase todos os conselhos que serviram aos desmandos do PT nos últimos 16 anos. Milionárias autarquias cooptadas, que se comportam como governo e ou representante da categoria quando interessa e que se valem de resoluções e portarias internas para garantirem mordomias a seus quadros diretores.

Outro caso sem explicação é conselho de representação dos engenheiros, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) e seus puxadinhos estaduais, os CREAs que, até o momento não emitiram uma única nota sobre as empreiteiras e seus engenheiros representados envolvidos, alguns presos, na Lava Jato. Quantos processos éticos disciplinares foram abertos? Quantos foram punidos? Qual é a posição do Conselho?  Tudo isso causa desconfiança, assim como causa desconfiança ações para coibirem a abertura de novos cursos, sob outra desculpa manca, de que “há muitos profissionais no mercado”. Ora, se há um mercado, ele mesmo seleciona os bons profissionais, qualquer controle outro, principalmente na formação, não passa de tacanha reserva de mercado, prática condenada em economias reguladas pela velha lei da oferta e demanda.

E a última pergunta, a quantas andam a fiscalização do Ministério Público nessas entidades que movimentam milhões de reais e poucas satisfações dão ao povo brasileiro?

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Sem-vergonha
Temer não perdeu a vergonha porque nunca a teve. Esperem mais absurdos até o canalha deixar o governo.

Honra
O cidadão brasileiro não ataca o Judiciário, Toffoli. Ataca quem não honra o Judiciário.

A mudança já começou
A governadora Cida tem mais um mês para terminar a mudança.

Gato preto na área
Desde que estourou a Lava Jato, Lula e seus companheiros, elevados ao patamar de quadrilha criminosa, foram abandonados pela Sorte. Nada dá certo para a súcia.

Insisto
Enquanto existir um só morador de rua em Curitiba, falar em espírito de Natal, na cidade, não passará de hipocrisia.

A grandeza de se viver

Enquanto houver Lua no Céu
Vamos falando da vida
De coisas para se aprender

No suor, vamos ganhando o pão
Na simplicidade tudo vive
Por que tentar ser diferente?

Neste mundo vale ser gente
E sentir nas coisas pequeninas
A grandeza de se viver.

Violeiro do Sertão – Leo Costa

Patientia, fratres!

 

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A Fortuna abandonou Lula e o PT

Desde que estourou a Lava Jato, Lula e seus companheiros, elevados ao patamar de quadrilha criminosa, foram abandonados pela Sorte. Nada dá certo para a súcia. Lula, o chefe, por exemplo, tentou ser ministro quado a água bateu nas nádegas, mas se enrolou por causa da inabilidade da sua auxiliar e companheira de crime Dilma, que caiu. Tentou se livrar dos processos e nem mesmo pagando a peso de ouro advogados se livrou de indiciamentos, condenação e prisão. Tentou ser candidato e levou seu partido-quadrilha à derrota. Enfim, Lula virou títere da má sorte que a si evocou pela natural soberba dos criminosos que se acham imunes às leis.

A sorte abandonou o bando. Nosso velho amigo Nicolau Maquiavel já adiantava isso há séculos: nós, mortais, temos duas metades determinando nossos destinos, a Virtude e a Fortuna. Na realidade, a Virtude entendida como nos preparamos para a vida e a Fortuna como a sorte de aproveitar esse preparo em hora apropriada.

Sem virtudes, Lula e o PT precisavam inventá-la para enganar o povo brasileiro. Para isso, montaram um teatro que esteve em cartaz por mais de 30 anos no país, dirigida pelo marketing da enganação, enquanto o tesouro era pilhado pela quadrilha. Pensavam continuar o roubo por toda eternidade, mas não contavam com a Lava Jato e a coragem de juízes e promotores na desmontagem da farsa.

Resultado, hoje Lula está preso e outros de seus companheiros logo lhe farão companhia. Ignoraram que a deusa pagão Fortuna é mulher e daquelas que não aguentam abusos e desaforos e quando abandona é para sempre e dá aos imprudentes alto preço pelas suas mágoas.

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Ó dó! – A velha imprensa sabuja, com seus jornalistas venais lambe-botas, começou uma campanha orquestrada pedindo a prisão domiciliar de Lula, que estaria sofrendo muito na cadeia e teria ficado até de cabelos brancos!

Eco sem eco – Concordo com os petistas quando vejo eles citando Umberto Eco, “as redes sociais deram voz a uma legião de imbecis”. Espero rindo que tenham lido algum livro de Eco e saibam definir semiologia.

Hipócritas – Enquanto existir um só morador de rua em Curitiba, falar em espírito de Natal, na cidade, não passará de hipocrisia.

O Pirotécnico Pirilâmpico

O alcaide de Curitiba, bem nutrido, pirilâmpico e roliço,
Anuncia fogos de artifício, porém sem estampidos,
Quer um Natal luzido, afrescurado, sem barulho e ruídos;
Cuida dos cães da madame de sensíveis ouvidos,
Porquanto, nas ruas, roncam as barrigas dos mendigos.

O lixo global -A Globo desafia a vontade do povo, insiste na merda, por isso perde audiência.

Conselho – Mantenha os inimigos sinceros por perto e os amigos da onça bem longe!

O sapo informa:
Vaga-lume se dana
Porque acende a bunda.

Patientia, fratres!

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