comportamento



No Brasil, é “feio” gostar de matemática

O jornalista e matemático George G. Szpiro, no prefácio de sua obra A vida secreta dos números, descreve uma hipotética cena muito interessante, a qual, certamente, já deve ter se repetida com quem lida com Ciências Exatas. Ao exibir seus talentos numa festa, comenta Szpiro (2011), se um sujeito declama versos de poema desconhecido, logo será considerado erudito e cheio de charme. Ao passo que, se ele recitar uma fórmula matemática, ninguém vai achar graça e provavelmente, o sujeito receberá o título de “o convidado mais chato”. A coisa, ficaria mais séria, acreditem, se fosse uma apaixonada pelos números.

Na mesma festa, com naturalidade e “com a concordância dos convivas”, observa Szpiro, “a maioria das pessoas admitirá não ser, nunca ter sido e jamais vir a ser boa em matemática”. Se, por um lado, pessoas letradas confessam alguma deficiência em outras áreas, artes e literatura, por exemplos, ela corre o risco de ser taxada de ignorante, por outro, qualquer deficiência no conhecimento de matemática é aceita com compreensão por todos. Ou seja, há nessas observações algumas constatações empíricas: existem deficiências confessas na aprendizagem da Matemática, porém uma deficiência socialmente aceita, ao passo que, aquele que se aventura neste campo do conhecimento, passa a ser “marginalizado”.

Por dedução simples, concluímos que, se há deficiência na aprendizagem, essa deficiência é decorrente do ensino, considerando que temos um binômio indissociável entre esses dois entes da educação. De fato, essa deficiência matemática é demonstrada por vários estudos de organizações de pesquisa, privadas ou públicas. Um dos mais recentes foi divulgado pela assessoria de imprensa do Ministério da Educação (MEC), em 06 de dezembro de 2016, com base nos dados de 2015 do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O Pisa constata que o Brasil figura há pelo menos 10 anos entre os países com baixo desempenho na área educacional. Esse programa da OCDE mede o conhecimento dos estudantes de 72 países em leitura, Ciências e Matemática. Nessas áreas, a média dos brasileiros ficou aquém das alcançadas pelos estudantes dos outros países avaliados. “Em matemática, o país apresentou a primeira queda desde 2003, início da série histórica da avaliação, e constatou que sete em cada dez alunos brasileiros, com idade entre 15 e 16 anos, estão abaixo do nível básico de conhecimento”, revela o material jornalístico do portal do MEC (2016).

Em matéria sobre essa pesquisa do Pisa, o jornal Valor Econômico (2016) destaca o resultado nosso mau desempenho em matemática e aponta que o Brasil alcançou média nesta disciplina de 377 pontos, contra os 490 pontos da OCDE; “70% dos alunos brasileiros ficaram abaixo do nível 2, considerado o mínimo aceitável pela OCDE para que o aluno possa exercer a cidadania, percentual que é maior na República Dominicana (90,5%) e bem menor na Finlândia (13,6%)” (VALOR ECONÔMICO, 2016). Assim, o Brasil se posiciona como um dos países com alunos de pior desempenho em Matemática, conforme informa o jornal:

Esses números trazem um alerta para as autoridades brasileiras e também para educadores ligados ao ensino das disciplinas avaliadas, especialmente da Matemática. Quanto às autoridades, o Valor Econômico (2016), na mesma matéria já citada, revela a opinião da secretária-executiva do MEC, Maria Helena de Castro, sobre o desempenho global do Brasil na pesquisa, incluindo outras disciplinas, que também não se demonstraram satisfatórios. “Para ela [Maria Helena de Castro] o caminho para a reversão do quadro educacional brasileiro passa por melhorar a formação dos professores e a qualidade do material didático”.

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Conselhos Federais silenciam sobre corrupção

Esse episódio do “Mais Médicos” traz à baila a atuação dos conselhos profissionais em nosso país. Não nos pareceu muito lógica a abertura do “mercado” brasileiro para os cubanos, posto, pelo que demonstra o último cadastro efetuado pelo governo Federal, que há médicos sobrando no país para ocuparem essas vagas. Médicos formados aqui mesmo e que, ao se cadastrarem, desmontam a narrativa, a qual sempre andou de muletas, capenga que é, de que os médicos brasileiros não querem ir para o interior, morando onde Judas perdeu as botas, lá nos cafundós.

Ora, para que serve um Conselho Profissional que encampa o discurso do governo à época para facilitar a falcatrua do acordo lesa-pátria com Cuba? Que país no mundo aceita profissionais de saúde trabalhando regularmente em seu território sem comprovação de formação? Que entidade voltada para a proteção do exercício profissional aceitaria tão gentilmente a entrada no território de seus representados, pessoas que, a rigor, trabalham em condições supra-legislação? Creio que o CFM e os CRMs devem essas explicações a seus filiados e mais ainda, ao povo brasileiro.

Na realidade, o problema deste silêncio obsequioso, e vergonhoso, é claro, não está somente no Conselho de Medicina, mas nos parece estar em quase todos os conselhos que serviram aos desmandos do PT nos últimos 16 anos. Milionárias autarquias cooptadas, que se comportam como governo e ou representante da categoria quando interessa e que se valem de resoluções e portarias internas para garantirem mordomias a seus quadros diretores.

Outro caso sem explicação é conselho de representação dos engenheiros, Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA) e seus puxadinhos estaduais, os CREAs que, até o momento não emitiram uma única nota sobre as empreiteiras e seus engenheiros representados envolvidos, alguns presos, na Lava Jato. Quantos processos éticos disciplinares foram abertos? Quantos foram punidos? Qual é a posição do Conselho?  Tudo isso causa desconfiança, assim como causa desconfiança ações para coibirem a abertura de novos cursos, sob outra desculpa manca, de que “há muitos profissionais no mercado”. Ora, se há um mercado, ele mesmo seleciona os bons profissionais, qualquer controle outro, principalmente na formação, não passa de tacanha reserva de mercado, prática condenada em economias reguladas pela velha lei da oferta e demanda.

E a última pergunta, a quantas andam a fiscalização do Ministério Público nessas entidades que movimentam milhões de reais e poucas satisfações dão ao povo brasileiro?

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Sem-vergonha
Temer não perdeu a vergonha porque nunca a teve. Esperem mais absurdos até o canalha deixar o governo.

Honra
O cidadão brasileiro não ataca o Judiciário, Toffoli. Ataca quem não honra o Judiciário.

A mudança já começou
A governadora Cida tem mais um mês para terminar a mudança.

Gato preto na área
Desde que estourou a Lava Jato, Lula e seus companheiros, elevados ao patamar de quadrilha criminosa, foram abandonados pela Sorte. Nada dá certo para a súcia.

Insisto
Enquanto existir um só morador de rua em Curitiba, falar em espírito de Natal, na cidade, não passará de hipocrisia.

A grandeza de se viver

Enquanto houver Lua no Céu
Vamos falando da vida
De coisas para se aprender

No suor, vamos ganhando o pão
Na simplicidade tudo vive
Por que tentar ser diferente?

Neste mundo vale ser gente
E sentir nas coisas pequeninas
A grandeza de se viver.

Violeiro do Sertão – Leo Costa

Patientia, fratres!

 

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Daniel, a tragédia em busca de audiência

É de nosso latino sangue – ó troianos, descendentes de Eneias –  esse estranho gosto pela tragédia. Por isso, histórias reais, embora nos parecendo que saíram dos textos dos romances ou teatro, tanto nos causam comoções, provocam a ira, a dor, a compaixão e a própria dúvida do real progresso civilizatório da humanidade.

E eis que, neste final do ano da graça de 2018, estamos diante de mais uma dessas histórias. A tragédia da vez é o assassinato do jogador Daniel, em circunstâncias de extrema violência, com os ingredientes da animalidade que, por infortúnio, ainda nos são latentes e moram em nós – não duvide disso, amigo, amiga, há pouco mais de 3 mil anos a humanidade habitava as cavernas e estava sob o jugo de códigos morais e legais em que se aceitavam todo e qualquer tipo de violência em resposta a outros crimes não menos bárbaros. Escritos sagrados dessa época ilustram bem o que digo e afirmo.

A história de Daniel e a forma em que ele deixou a vida reúnem todos os ingredientes para as tintas dramáticas de algum Sófocles moderno transferir o drama para os palcos e obter a catarse exigida por Aristóteles em sua Poética: a tragédia como expressão da arte por meio da compaixão e do temor, em busca da expurgação ou purificação dos sentimentos (catarse).

Na realidade, com os meios de comunicação modernos – fantasticamente explorando a velocidade da luz, na difusão da informação – não nos é mais necessário o palco para as encenações trágicas, a própria imprensa, em capítulos diários, à moda dos antigos folhetins,  nos fornece a oportunidade de seguir todos os atos trágicos, em capítulos de hora em hora. São os repórteres policiais os nossos novos dramaturgos – poucos porém, com algum brilho ou talento para isso. A maior parte limita-se a contar uma história, muitas vezes misturando ficção e realidade, na rapidez que os meios exigem, sempre em busca de audiência e o mais importante, atrás do dinheiro, por meio dos anunciantes noutra tragédia, a do mercado de comunicação.

Sim, nosso ingresso ao espetáculo é a propaganda do pé de chinelo, do sabonete, da margarina ou da gasolina. Acompanhemos, portanto, mais esse drama, amigos e amigas de copo e de cruz, seu desfecho conhecemos, pois a tragédia se faz tão antiga quanto o homem. Busquemos nossa catarse, ignorando que a brutalidade das pedras também habita nossas almas. Durmamos felizes com isso.

Amanhã, ao acordarmos, certamente, outro folhetim do mesmo feitio ou mais dramático ainda em violência se desenhará em nossos televisores, em nossas redes sociais. A vida despropositada que nos obriga a modernidade, nos parece que está resumida a isso, seguir capítulos para nosso deleite do pai que joga a filha pela janela; da menina bonitinha que mata os pais; do maluco que invade uma escola e fuzila colegas; do jovem jogador de futebol que bebe, faz besteiras, e depois é morto e desmembrado por um marido aparentemente ciumento e que acha, como os antigos bárbaros, que com uma faca se faz a lei.

 

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A gaita do Gaúcho

Como diz o gaúcho: este mundão está virado numa gaita “véia”!

 

Valia

Alma vazia, sem amor,

Sem tristezas, sem alegrias

A ti não teria valia.

 

Sensato

Voltar atrás no equívoco

Não é vergonhoso

Vergonha é teimar no erro.

 

Bocó

O patrulheiro do pensamento alheio

É um bocó

Incapaz de pensar por si só.

 

Conceitos

A cidade pode até ser inteligente… Mas seus políticos…

 

Sofisticada

A Loira Fantasma está sofisticada. Só anda de Uber preto, chega de táxi.

 

Das merdas

Esperando uma grande análise de esquerda-burguesa baseada no materialismo histórico, do tipo “luta dos contrários e negação da negação”, mas nem isso mais sabem fazer. Pobres timoneiros do proletariado!

 

Assassinatos

Um dia matei 10 pessoas numa manchete de jornal. A notícia tinha vindo de Santa Catarina, dia de chuva e a internet ainda era à manivela. O repórter mandou um fax, quase meia-noite. Não dava para ler direito, jornal pra fechar. Tasquei 29 mortos num acidente e eram 19. No dia seguinte recebi uma mensagem da prefeitura local perguntando-me onde estavam os 10 outros. Advertência e quase demissão. Tornara-me um assassino virtual.

 

Transparência

Em algumas prefeituras brasileiras, transparência a gente só vê nas meias de nylon das amantes dos prefeitos, secretários e vereadores.

 

Matemáticas

Coisas inúteis que você deveria saber e poderiam ter mudado a sua vida, assim como mudaram a minha: num triângulo retângulo, os primos 3 e 5 são proporcionais a uma terceira medida de ordem 4: assim 6, 8, 10… 9, 12 e 15…

 

Chupeta chapada

Sou do tempo em que chapada era apenas um acidente geográfico e chupeta era aquela coisa de borracha feita única e exclusivamente para crianças.

 

Borboleta & miudezas

Ser como uma borboleta

Visitar todas e somente as flores

Porque a vida é tão curtinha

Que não temos tempo

Para nos ocuparmos com miudezas

Com coisas de poucas belezas

Sem gosto, sem alma e sem perfume.

 

Caminheiro

Venho de longe, caminheiro

Por esta longa estrada

Com os passos cada dia mais curtos

Com a pele pelo Sol enrugada

Vi coisas belas, conheci anjos

Demônios e gente bárbara

Susto não tenho mais

O espanto morre aos poucos com o cabra

Venho de muito longe, caminheiro

E já sei onde esta estrada acaba.

Patientia, fratres!

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Bolsonaro abrirá arquivos do BNDES e corruptos se apavoram

 

Bolsonaro ganhou, o PT perdeu e a Roda da Fortuna gira. Por isso, boa parte dos brasileiros está confiante, a Economia começa a se engrenar novamente, o dólar retoma aos poucos os padrões civilizados e as bolsas operam com segurança de olho no futuro. Mas, neste panorama de otimismo, temos alguns setores da sociedade profundamente incomodados e tudo que o novo governo eleito anuncia é motivo de se apontar sinais do fim do mundo, do apocalipse bíblico na terra, provocados pelos deuses da tragédia tupi.

Notem, que esse choros trevosos partem de cavernas abismais de há muito identificadas. As cavernas que servem de esconderijo para os corruptos, ou daqueles que se serviram da corrupção durante os tristes anos Lula-Dilma.

Há quatro anos o povo brasileiro acostumou-se a seguir a novela Petrolão, escândalo de corrupção sem fim, investigado pela Lava Jato. Entretanto, não é só isso, é que está para entrar em cartaz outras novelas semelhantes, porém em tons mais trágicos. Pois a Lava Jato demonstra, por meio das delações e investigações em curso, que ao se puxar um caranguejo do saco da Petrobrás uma penca de outros caranguejos se agarraram ao primeiro. Assim, já é sabido que, praticamente, em tudo que o PT e seus agregados encostaram as mãos, lá ficaram marcas profundas da corrupção e sua expressão medonha, o roubo, em sua maior parte ainda encoberta pela caixa-preta do segredo, ou pelo manto de antigos bandidos colaboradores.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social  (BNDES) vai ser a caixa-preta a ser aberta já no início do novo governo, como promete o presidente eleito Jair Bolsonaro, em seu Twitter (foto). Banco de fomento nacional que financiou empresas fajutas, governos duvidosos e tudo quanto é maracutaia com dinheiro do nosso sofrido povo, sobremodo com o FGTS e recursos do próprio tesouro, em contas que já ultrapassam os inimagináveis trilhões de reais.

Os que devem, os que sabem que estão de antemão condenados em mais esse e outros escândalos a serem revelados, se apavoram e não dormem, inclusive tramam inutilmente para que nada venha a lume. Mas a roda da Fortuna já está girando e ela é implacável, os bandidos, inclusive os das grandes empresas de comunicação, que se mantiveram em silêncio sem-vergonha e cúmplice, enquanto o país era pilhada por quadrilhas partidárias, vão pagar pelos seus crimes contra a pátria brasileira. É isso que os assusta, são essas a razão do pânico.

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Polícia Federal
A PF está atrás de 10 deputados estaduais, no RJ. Aliás, os legislativos estaduais precisam ser investigados, todos!

Ministério do Trabalho
Esvaziado pela Constituição de 1988 e funcionando quase como um cartório de registro de sindicatos, levando adiante alguns programas sociais, e muitos escândalos de corrupção, este Ministério já não se justifica numa economia que se pretende livre num país genuinamente democrático.

Senado
Velhacos do Senado fazem o que sabem: velhacaria. Não vão se livrar da cadeia, seus bandidos!

Detran-PR
Doutro mundo essa propaganda do Detran-PR. Mas a grana que pagou é real.

Aproveitei o erro
Fui ao dentista e acabei fazendo exame de vista. Errei o consultório, atendeu-me a oftalmologista.

Pança
Em certos prefeitos, a capacidade de dar tiro no próprio pé é proporcional à banha acumulada.

Fezes
Esse programa da Fátima Bernardes é um vomitório fecal.

Jornais estrangeiros
Tem que investigar esses jornais estrangeiros no Brasil, o “Le Monde”, que levou uma grana dos governos petistas e “El País”.

Patrulheiros
“Igne comburatur sic quod moriatur” (condenado a morrer na fogueira até que morra), sentença da Inquisição da Idade Média que pode, em nossos dias, ser interpretada como sentença condenatória pela fogueira que junta insânia e ignorância, a qual é provocada pelos verdugos modernos, os patrulheiros do pensamento alheio.

Soda
Dicas do Xunda: o “f” dos textos do fim da Idade Média, em Português, tem som de “s”, então, neles foda é soda, não confunda!

Matutinos
Faço poemas pela manhã
Para oferecê-los ao efêmero da vida
Ao orvalho que desperta a flor
À estrelinha que me serviu de guia
Nos versos, as palavras também acordam
Umas novinhas, ingênuas
Outras velhinhas, sábias
Todas felizes saudando o dia
Pois amanheceram encantadas
Orvalhadas, em luz, em poesia.

 

Patientia, fratres!

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Bolsonaro precisa de “sapa” para destruir sabotagem petista

Não faltam generais ao Exército de Bolsonaro. Entretanto, como Capitão, ele bem sabe que é a hora da ação dos sapadores (sapa), soldados de infantaria especializados em engenharia militar, os quais têm entre suas habilidades a de desarmar minas, ou limpar o acesso ao campo de batalha. O PT e agregados são notórios sabotadores e não se enganem, de tudo vão fazer para deixar o campo minado para atrapalhar a implantação da política do governo que de antemão já juraram destruir.

Os sinais das sabotagens petistas e agregados já começam a aparecer, infiltrados que estão como ratos em todos os buracos do governo Temer. Pelo menos dois sinais devem ser assim entendidos e vistos como apontamentos de minas terrestres no caminho: a bisonha prova sem-vergonha do Enem levada a efeito pelo MEC e essa estranha suposta movimentação em cadeia do mundo árabe, a partir do Egito, no sentido de retaliar a política externa brasileira esboçada por Bolsonaro em relação ao Estado de Israel.

O Itamaraty, notável em outros tempos pela qualidade de seus embaixadores, hoje está desfigurado pelos longos anos da política externa de viés ideológico, aparelhado que foi pelo petismo, que inclusive causou danos na formação acadêmica de nosso corpo diplomático. Para piorar, temos lá o inconfiável motorista de guerrilheiro Aloysio Nunes, no papel de ministro de Relações Exteriores.

Caso queira ter certa tranquilidade para a implantação de suas políticas, o governo que ainda não tomou posse há de deslocar  desde já verdadeiros pelotões de sapa para todos os campos de atuação governamental, em especial Educação e Itamaraty, com a tarefa de desmontar as bombas programadas para explodir e atrasar a tropa de Bolsonaro, que necessita ganhar combates e avançar no terreno desde o primeiro dia de governo.

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Na carceragem de Curitiba
Nesta quarta, Andrade faz visita íntima ao cachaceiro, em Curitiba.Temas: ternas saudades e discussão da relação.

Velhacos
Em 15 anos, a palavra esquerda e todos seus significados ficaram reduzidos a um único sinônimo com força de coletivo: estúpido. Desde então, militante virou militonto, também reduzido a um cretino com grande capacidade de acreditar em qualquer conto de fadas produzido pela estupidez das seitas e de grandes velhacos.

Bolsa Família
Em 2016, foram identificados mais de um milhão de cadastros com problemas no Bolsa Família. Metade, ou seja 500 mil recebiam, embora tivessem renda maior do que a declarada. 13 mil famílias tiveram o benefício suspenso porque doaram para campanhas políticas. Este trabalho tem que ser retomado por Bolsonaro.

Perto do shopping Müeler
Atravessar a pé, ou de carro, os bairros e centro de Curitiba, depois das 21 horas, é o mesmo que caminhar pelo vale da sombra da morte. Aqui, os homicídios estão sendo contados por dúzia. A cidade está apavorada. Pensando bem, isso vale para qualquer horário.

A juventude vende
O marketing e a propaganda descobriram nos anos 1950/60 que a rebeldia vende, porque se identifica com os espíritos ainda não bem formados dos jovens e adolescentes. Todos os nossos ídolos que levamos conosco nos apareceram nessas fases da vida. Raros com alguma valia. Mas, esses ídolos de mercado, fabricados em série pelo marketing de hoje, os famosos e porra nenhuma, estão cada vez mais ordinários, apologistas que são do nada e do vazio que levam dentro de si. Explora-se pois, a rebeldia das gurias e dos guris e pançudos de apartamento, criados para servirem de pasto para a indústria que explora inutilidades, tão inúteis quanto eles se tornarão.

Trovador
Nessa passada miúda,
Assunto as coisas comigo,
Finjo a beleza que não vejo,
Para não perder o juízo.
Sou poeta estradeiro,
Trovo a dor neste castigo.

 

 

Patientia, fratres!

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Moro enfrenta perguntas fracas em coletiva sem notícia

Conhece-se um bom repórter não somente pelo o que ele escreve, a mais das vezes pelo que ele pergunta. Na coletiva do juiz Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, nesta terça-feira (6), aqui em Curitiba, poucos foram esses bons repórteres na elaboração da pergunta, matéria-prima preciosa para obtenção de razoável material jornalístico. Boa parte do perguntado foi de naturezas infantil e fantasiosa, com algumas indagações nem mesmo esbarrando na realidade. Na coletiva prevaleceu o mundo do onírico, do conto de fadas e dos temíveis e ardilosos  “me disseram”, “fulano disse”, sublimados nos pedidos de opiniões sobre irrelevâncias passadas para alguém que se prepara para o futuro. Enfim, desimportâncias de estourar os picuás de quaisquer entrevistados.

A sorte desse povo é que Moro se faz pessoa muito cordial e educada, pois a falta de inteligência é a pior das agressoras à inteligência alheia. Chegamos aqui a uma questão que vai além do simples método na arte de indagar, tão cara aos jornalistas e que se torna o axioma primeiro da profissão: se se deseja uma resposta efetiva, a pergunta tem que ter a mesma eficiência.

Atentem-se, neste método jornalístico roubado à velha Maiêutica de Sócrates, a resposta estará necessariamente dentro de um campo retórico que busca convencer. Portanto, a pergunta tem que delimitar esse campo, primeiro partindo-se do razoável, depois do concreto e não da suposição apenas, para se chegar à eficácia: se filosofar é saber perguntar; fazer jornalismo não está muito longe disso.

Assim, na ausência de boas perguntas, os jornais geram nada mais do que já é sabido e de conhecimento até das pedras dos morros da Serra do Mar. Sofre o leitor, ou o ouvinte, ou expectador,  que ficará no máximo tão informado quanto estava, ou menos ainda.

Vejam a pobreza do noticiário produzido imediatamente à coletiva de imprensa:

Moro é a favor da redução da maioridade penal – Estadão – evidente, esta proposta foi exposta durante a campanha como uma das principais do presidente eleito Jair Bolsonaro e Moro compõe a equipe do futuro governo;

“Não posso pautar a minha vida por fantasia de perseguição” – Folha de S. Paulo – declaração tão subjetiva quanto a própria pergunta que a gerou, numa reação de Moro ao choro de perseguição de Lula e do PT, encampado pela Folha;

Moro planeja replicar forças-tarefa da lava-Jato no combate ao crime organizado – O Globo – fato, impossível imaginar de outra forma, é seu método de trabalho e assim ele já havia adiantado há uma semana.

Sério, vamos e venhamos, para uma hora e meia de entrevista foi isso e nada mais. Sintam-se informados, leitores.

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O Enem é obra de tarados ou acéfalos

Neste domingo, o cidadão recebeu o atestado de óbito da educação brasileira, na famigerada e obscena prova do Enem, obstáculo último para boa parte de nossos alunos acessar o Ensino Superior. Por seu conteúdo tóxico à educação e objetivos claramente doutrinários e corrosivos aos nossos jovens, adianto que essa “prova” não serve nem para limpar a bunda d’algum bugio do Zoológico de Curitiba.

Rogo aqui alguma paciência ao leitor, leitora, ao abordar essa “prova”, eivada da mais puras sem-vergonhices  e desfaçatez já imprimidas pelos acéfalos que se encastelaram no aparelhado MEC, auxiliados pelo inepto Inep. Começo, portanto, na abordagem da nossa castigada Didática, na qualidade de um humilde mestre-escola de província, o qual há mais de 30 anos foi iniciado na arte de ensinar e educar.

Uma das primeiras lições que aprendi no Magistério, junto aos Irmãos Maristas e outros pedagogos das escolas pública e privada, foi elaborar uma prova e, principalmente, entender seu significado dentro do processo ensino-aprendizagem. A grosso modo, a prova é um instrumento de medida do conteúdo ministrado pelo professor durante certo período, não somente para simples mensuração com fim de promoção do educando a período seguinte, mas como balizamento de todo o processo em si. Seu feitio deve sempre estar amarrado ao que foi visto em sala de aula, em variações bem arranjadas para que o mestre não incorra em erro de avaliação, pois do contrário, ela se torna inútil aos objetivos pretendidos. Em toscas analogias, não se medem distâncias da Terra a outros astros com impróprias fitas métricas; assim como não se tem temperaturas dos corpos ao se mensurar o tamanho dos dedo médio de um doente.

Bom, passemos ao problema. Acontece que os gênios do MEC seguem a corrente dos néscios que se acham educadores e, desculpem-me o termo, cagam solenemente para o conteúdo programático das escolas e defendem o tal do “espírito crítico”, supostamente adquirido pelo educando na sua vida escolar ou particular, e assim se dispõem a medi-lo no Enem.  Excelente, caso se respeitasse a ordem natural das coisas: para se desenvolver um espírito crítico, há de se preencher pelo menos dois requisitos básicos ausentes de boa parte do sistema educacional – do Fundamental até o Ensino Médio – a plena alfabetização e o total domínio do raciocínio lógico por parte do conjunto discente.

É sabido pelo próprio MEC – e aqui abstenho-me de mostrar as estatísticas da mediocridade – que a escola brasileira é uma fábrica de analfabetos funcionais e que por assim ser, criminosamente, forma exércitos de incapazes de resolver até mesmo um simples problema com as mais elementares cálculos – fazer contas e formular orações com concordância e acerto,  demonstram o uso de certo raciocínio, mas nem mesmo isso é suficiente para se estabelecer o pretendido “raciocínio crítico”, no máximo, nas atuais condições do ensino, o educando estará pronto para repetir mantras decorados às cartilhas de doutrinadores travestidos de professores.

Assim sendo, o exame do Enem, nos desvirtuados moldes adotados, não nos serve para medir nada, a não ser a estupidez do MEC e os doentios efeitos de sua doutrina “moderna e libertadora”, contida numa pedagogia de hospício imprestável até mesmo aos bugios. Um teste inútil e caro de múltipla escolha, propício ao chute em sua maior parte, que busca alhures ao ambiente  escolar – em ambientes de tarados sodomitas, por exemplo (foto), em distanciamento ao conteúdo ministrado durante anos – dar medidas ao imensurável pela própria imprecisão do instrumento. A não ser que consideremos o absurdo sendo a própria medida do absurdo.

Em suma, esse pessoal do Ministério da Educação, a partir do dia primeiro de janeiro, deve ser sumariamente demitido, mas não sem antes prestar contas das fortunas gastas para se chegar a essa tragédia em que se encontra o indigente ensino brasileiro. Devem ser responsabilizados por seus crimes. O pior deles, jogar uma geração inteira no limbo social.

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A última flor 
Camões tinha dois defeitos, escrevia em português, dialeto que aqui se arranha e gostava de mulher, por isso não caiu no Enem.

Filmem minhas aulas
Não tenho nada a esconder dos pais, tenho conteúdo, não doutrino e não enrolo os alunos.

A farsa
E nem com conhecimento
E nem com educação
Enem é pura doutrinação.

Sauna
A prova do Enem não era para candidatos à Universidade, mas à sauna gay.

Entulhos
A prova lixo do Enem mostra que resta muito entulho petista infiltrado nos órgãos de governo.

MEC
Num país onde conhecimento e cultura são considerados erudição desnecessária, ser comandado por beócios tornou-se costume de urgente necessidade.

Fato
Nem todo ato porralouca é revolucionário. Às vezes é só isso, porralouquice mesmo.

Dos quadrúpedes
A primeira coisa que os doutrinadores colocam no doutrinado é a viseira, dessas usadas em quadrúpedes, justamente para ele não ver outro caminho e julgar-se livre. Caso assim não fosse, a humanidade não teria domesticado os burros.

Sentença
A educação liberta. A doutrina escraviza.

É a ética, senhores
Um monte de engenheiros envolvido nas maracutaias do Petrolão e o CREA não dá um piu!

De fé
Pensa num sujeito desacreditado, o tal vidente que previu a vitória do Alvaro Dias.

Crimes
Por mais boa vontade que se tenha, não há como não admitir que quatro coisas estão na base da criminalidade, e em todos os tempos – drogas, jogo, prostituição e corrupção. Coisas que sobram em nosso país e que são crimes considerados menores.

Perigos na poça d’água
Escuros, de profunda dor, com um leve manso
Iguais às águas de rio traiçoeiro, matador
Eram aqueles olhos que me convidavam
Quando deixei de ser menino apenas
Suas meninas fizeram-me feliz por algum tempo
Mas eram bandidas e não negaram a sina…
É compadre, tenho comigo medo de afogado
E quando vagueio, me arrepio até com poça d’água!

Salve, sonhadores!
Nada nos proíbe, pensar e sonhar são as nossas únicas e verdadeiras liberdades de fato e direito!

 

Patientia, fratres!

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STF ignora desespero do cidadão brasileiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem dificuldades de entender o recado das ruas, gritados aos quatro ventos desde os primeiros movimentos de 2013, quando o povo começou a demonstrar sua insatisfação com as instituições brasileiras, inclusive com o Judiciário, por vezes muito maleável e manso para com os criminosos de colarinho branco – eufemismo cunhado para esconder a feia palavra roubo – e se é roubo, obviamente praticado por ladrões. Desesperado, e essa é a expressão exata, senhores, o nosso povo exige Justiça – dura lex, sine dub, sine mollitia (A dura lei, precisa, sem moleza!)  – pois sabe que os que morrem por falta de segurança ou nas filas dos postos de saúde são vítimas desses velhacos que se travestiram de políticos.

O Globo destaca hoje em sua manchete que o “Endurecimento penal de Bolsonaro esbarra em decisões do STF”. Sim, não poderíamos esperar nada diferente desses senhores e senhoras que vivem numa redoma de vidro, apartados da realidade brasileira, ruminando o fácil discurso do “politicamente correto legal” em teses para agrado do próprio umbigo, passando a mão na cabeça de notórios bandidos, com alguns de seus pares cavando brechas legais para poder soltá-los da cadeia.

Assim, na tranquilidade dos cômicos circenses que ignoram o incêndio em torno deles e de quem não precisa se preocupar em chegar vivo em casa depois de um dia de trabalho com salários de fome, de suas cátedras, conseguidas ao presidente de plantão, os bem pagos togados vitalícios declaram ao jornal carioca “que não mudarão a jurisprudência com o novo governo”.

Ó roucos gritos das ruas, nada entenderam os habitantes da embolorada redoma do Planalto! Ora, ora ministros, pelo dito, mesmo que se aprovem leis – por nítido papel do legislador – os senhores, em teima, contra a vontade popular, a qual determinou quem deveria fazer as leis, afirmam valer a jurisprudência!?! Essa jurisprudência que está a garantir as piores injustiças aos cidadãos brasileiros, em que um assassino confesso consegue sair tranquilamente e sorridente pela porta da frente das delegacias?

Que estranha hierarquia legal é essa, em que jurisprudência vale mais do que uma lei aprovada pelo Congresso?

Por favor, voltemos aos papéis originais de cada ente dos Poderes constituídos. Os senhores não são legisladores, apenas têm por obrigação colimar as leis com a Carta Magna; verificar se as leis votadas pelo Legislativo e sancionadas pelo Executivo estão de acordo com a Constituição, mais do que isso é o Tribunal absorver poderes a si inexistentes e imaginários. E lembrem-se, as leis são para o povo e não para os códigos; ao por em curso suas jurisprudências imprudentes, em desdém aos assaltos nas esquinas, aos traficantes, ao crime organizado, ao cidadão que vive preso em sua própria casa, à morte besta por um tênis ou um celular ou na fila de um posto de saúde, os senhores mostram desprezo à vida e ao direito do cidadão honesto tê-la em plenitude, em país civilizado. Essas não são coisas imaginárias do dia-a-dia. São reais, senhores, no desespero que clama urgência para quem está do lado de fora da redoma das vaidades.

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Lambança
Esperando a natural lambança dos ineptos do Inep no Enem deste ano.

Doutrinação
Quem fez o Enem jura que 70% das questões eram panfletos esquerdoides.

Mimimi
Quando essa burguesia mimimi doutrinada que invadiu as universidades vai deixar de pedir mesada para os pais?

Roscas queimadas
A Resistência petista do mimimi não funciona, pois queima como uma rosquinha esquecida no forno.

Medrosos
Os que criticam Moro devem para a Justiça, têm medo da cadeia. Desonestos eleitos.

Medrosos II
Levantamento do Estadão de hoje aponta um terço dos deputados e senadores respondendo processos na Justiça, com acusações que vão desde corrupção até lavagem de dinheiro e assédio sexual.

Safadeza
Ainda do Estadão, eleitos no novo Congresso devem quase R$ 160 milhões de tributos à União.

Guampas
Corno! Não merece outro adjetivo o puto que inventou o Horário de Verão!

Hurra!
Ontem, comemorou-se o Dia do Oficial R-2. Aos oficiais do Exército artilheiros de minha turma, hurra!

Lavando roupa
A poesia é o amaciante para o áspero coração, alvejante de suas escuridões.

O caminho das antas
A Via Láctea recebe este bonito nome dos antigos por se parecer com um caminho feito de leite. Os índios brasileiros comparavam a via com um caminho percorrido por antas. Então, creio que com isso podemos explicar muita coisa neste Brasil varonil.

Latim
No texto de abertura desta coluna, cunhamos a oração “dura lex, sine dub, sine mollitia” – em que a preposição sine rege o ablativo. Numa tradução ao pé da letra, sine dub se faz sem dúvida. Também usamos sine duas vezes por reforço, posto que a oração poderia ser construída com a preposição regendo os dois ablativos: Dura lex sine dub et mollitia. 

O recruta
Recrutado, tornou-se soldado. Tinha vindo do interior. Foi pra zona. No dia seguinte estava levando leite para o filho da… Coração mole. Cabeça mole. Desertou para casar. Foi preso e desgraçou a vida. Da mulher e criança, nunca mais nada se soube.

Bordados
Há tempo que não te escrevo, Polaca
É que o nosso tempo se fazia distante
Nos meus dias, nas minhas obrigações
E hoje ele resolveu se fazer saudade
Tão viva e próxima que posso tocá-la

Lembrei-me de teus coloridos bordados
Com as cores que tiravas do dia entardecido
E no tecido aquelas luzes todas
Que sem saber coloriam minha vida

A saudade borda-me com cinzas linhas
Tristes, tristes, tristes num escurecer diário

É que aí onde estás há um grande bordado
Feito pelas agulhas das estrelas
Que do céu, em escura noite
Furam com antigos desejos meu coração.

 

Patientia, fratres!

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