Economia



Burocratas do Detran-PR não cumprem legislação

O DETRAN-PR descumpre, desde 10/10/2018, a lei de desburocratização nº 13.726/2018 (veda a exigência de autenticações e reconhecimentos por cartórios, dentre outras medidas), publicada no D.O.U. A própria lei estabelecia um período de até 45 dias para que os órgãos públicos federais, estaduais e municipais se adequassem à nova lei (período de “vacatio legis”) só que este prazo esgotou-se em 24/11/2018 e, até o momento, não foi publicada ORDEM DE SERVIÇO emanada da direção geral regulamentando novos procedimentos aos postos de atendimento.
Já a lei 13.460 de 2017 NUNCA FOI CUMPRIDA e o Detran-PR continuou a priorizar os interesses dos cartórios, continuando a exigir autenticações e reconhecimentos de firma na maioria dos documentos exigidos dos cidadãos paranaenses para seus processos relativos a veículos e habilitação de pessoas.
Como cidadão comum, recusei-me a levantar da presença de uma funcionária do Detran no posto do Hauer, em 01/11/2018, para reconhecer firma de uma declaração de extravio de Certificado de Registro Veicular e estou sendo “enrolado e sabotado” por funcionários que não admitem questionamentos, até a presente data, 04/12/2018.
Também a Polícia Civil do PR, através de sua Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos, continua a exigir reconhecimentos de firma e autenticações para o desbloqueio de veículos sinistrados, ignorando completamente as duas leis.
Elmer W. Bogdanow
Economista e pequeno empresário
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Sabotagem do PT virá com greves na Educação e Saúde

 

Não é preciso ser um gênio da lâmpada para adivinhar as reações do PT na retomada da ordem em nosso país, a partir de primeiro de janeiro. Um partido que se funda na desordem, na sabotagem da sociedade, em todos os aspectos, a greve, como sempre foi, será novamente uma de suas armas. Isso, é lógico, enquanto seus líderes não forem todos encarcerados e apenados, o que será inevitável, em virtude da gravidade dos crimes que estão sendo investigados pela Polícia Federal e a eles imputados.

Resta saber se o PT e seu braço sindical, a Central Única dos Trabalhadores (CUT), além dos costumeiros puxadinhos partidários e sindicais, encontrarão as condições objetivas para levantarem algum movimento paredista de forma eficiente e convincente. Falo aqui do Serviço Público, pois na inciativa privada, essas condições simplesmente não existem, afinal, desempregados e desesperados em manter o emprego, os que ainda tem, não fazem greve, querem trabalhar e ponto.

Por óbvio, a investida do PT será no Serviço Público, que ganhou o direito à organização sindical com a Carta Magna de 1988, porém com restrições ao direito de greve. Direito esse até hoje discutido em seus pormenores pelos lentos e quase solidários tribunais.

Cabe ao governo que assume, com novas diretrizes na retomada da ordem – principalmente, na administração da Educação, Saúde e nas empresas públicas a serem privatizadas – agir com o rigor da legislação existente.  Ou melhor ainda, codificá-la e aperfeiçoá-la de maneira clara, por meio do Legislativo. De tal sorte, que tenhamos uma legislação que ressalte os direitos e coíba de forma eficaz os abusos.

É inconcebível, por exemplo, o empregado da iniciativa privada ter seus dias de paralisação descontado dos salários e os funcionários públicos terem esses descontos perdoados em reposições de horas para inglês ver. Chega do escudo da estabilidade no emprego para se fazer baderna.

Ou seja, aos que abusam, o rigor da lei, mais nada. A lei já permite, mas é preciso um esforço legislativo, como adiantamos, para ela fique clara:

– convocação dos grevistas a reassumirem imediatamente o exercício dos respectivos cargos;
– instauração de processo administrativo disciplinar para apuração do fato e aplicação das penalidades cabíveis;

– desconto do valor correspondente aos vencimentos e vantagens dos dias de falta ao serviço e a contratação de pessoal, por tempo determinado, configurada a necessidade temporária de excepcional interesse público, gerada pela paralisação do serviço;

– a demissão a bem do serviço público aos que desrespeitarem estatutos e leis.

Essa é a vacina para a bagunça, para a irresponsabilidade dos que deixam nossas crianças e jovens sem aulas e nossos doentes sem atendimento e a população, enfim, de maneira geral, sem os serviços que paga com pesados impostos.

José Fernando Nandé – Bacharel em Comunicação Social – Jornalismo (UFPR), professor graduado em Matemática, pós-graduado em Economia do Trabalho.

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A falência do modelo sindical pelego e atrelado ao Estado

José Fernando Nandé

 

As relações Capital e Trabalho são inerentes ao modo de produção capitalista. Não há nação desenvolvida neste mundo que não observe com respeito esta coluna de sustentação e equilíbrio do sistema. Entretanto, no Brasil, essas relações nunca estiveram tão enfraquecidas como neste início de Século. Chegamos aqui a um sindicalismo moribundo –  ou seja, absolutamente nada representando além de si mesmo, ao ter apostado em governos que muito prometeram à nação e somente entregaram a ela a corrupção, a desordem nas contas públicas, o esfolamento dos brasileiros com alto impostos para manter uma máquina pública falida, burocrática e inoperante e o desalento do desemprego decorrente da baixa produtividade de setores empresariais.

Os motivos para essa tragédia estratégica da representatividade sindical , como veremos a posteriori, são muitos, mas que, em essência, prendem-se ao modelo equivocado de sindicalismo adotado no país, anacrônico e distorcido ab initio, o qual o transformou em fábrica de pelegos cooptados e tutelados pelo Estado, nas negociatas políticas e relações nada republicanas que se estabeleceram. Por isso, são hoje os sindicatos, em sua maior parte, “empresas de serviços” que enriquecem seus dirigentes, patronais e laborais, formando assim uma casta que negocia e assina acordos, mas sem representarem o que dizem representar, num jogo de faz de conta absurdo.

Historicamente, não há como negarmos as anomalias na gênese de boa parte dos sindicatos e respectiva estrutura, no Brasil, sobremodo com a industrialização da primeira metade do século passado. Estrutura sindical inspirado pela Carta del Lavoro (1927) do fascismo de Mussolini, adotada quase que ipisis litteris pelo ditador Getúlio Vargas, neste subcontinente tropical de tetas secas. Assim nasceram nossos sindicatos, rendendo culto à personalidade, ao grande “pai dos pobres”, alimentado pelas migalhas que caíam da mesa do Palácio do Catete e servido pela máquina estatal, por meio do Ministério do Trabalho, que acomodava os pelegos em sindicatos, federações e confederações, com reflexos na Justiça do Trabalho. E assim, ainda nos mesmos moldes, dá seus últimos suspiros.

Por ter seu cordão umbilical ligado ao Estado, sempre aparelhado por partidos, ignorando seu caráter plural, o sindicalismo brasileiro pagou alto preço com João Goulart (presidente e ex-ministro do Trabalho) que tentou ações tardias e desesperadas de sustentação a seu governo que caía de podre. O Movimento Militar de 1964, em parte, se justifica nessas ações desastrosas de Goulart. Com isso, sabendo como funcionava o sistema, não foi difícil para o Movimento subsequente aperfeiçoar os métodos para manter os pelegos sossegados, inclusive com a nomeação de interventores em alguns sindicatos, os quais ameaçavam criar problemas indesejados.

Entretanto, a partir do final dos anos 1970, com as greves do ABC, o sindicalismo esboça alguma reação, inclusive com o combate aos seus principais problemas, declarando guerra ao peleguismo, aos interventores, à estrutura verticalizada imposta no sistema confederativo. As principais palavras de ordem, que chegaram até a coincidir com o período constituinte, eram: “fora pelego”, “não ao Imposto Sindical”, “por  uma Central dos trabalhadores” e “adoção da Convenção 87 da Organização Internacional do Trabalho (OIT)” – diretriz que permite, em última análise, a livre organização dos trabalhadores sem a interferência ou normatização estatal, concedendo até mesmo a representação sindical dos funcionários públicos, acolhidos, à época, por associações de cunho recreativo.

De fato, essas palavras de ordem produziram efeitos, parciais, é verdade. Em pouco mais de uma década, pelos sucessivos movimentos paredistas, com auxílio de grandes escritórios de advocacia e partidos, os antigos pelegos foram derrotados em eleições ou simples destituições. Mas o avanço ficou nisso. À medida que os sindicatos eram ocupados por essa nova onda “progressista”, nada das palavras de ordem iniciais se efetivaram.

A partir da Constituição de 1988, com a “esquerda” satisfeita ao ocupar os sindicatos e o parlamento, verificou-se que a antiga estrutura ficara praticamente intacta, federações e confederações de trabalhadores e patrões continuaram a se servir do Estado, por meio de descontos compulsórios e o famigerado Imposto Sindical. Com a Carta Magna, os funcionários públicos ganharam representação de sindicatos. Representação nascida sob o manto de partidos, tornando-se, portando, braço ideológico partidário, apoiada na estabilidade do emprego e numa legislação que não cobrava responsabilidades desse setor.

Além disso, apareceram as Centrais Sindicais para repartir o bolo e pretensamente dar direcionamento às lutas dos trabalhadores. A Convenção 87 foi ignorada e o Ministério do Trabalho ainda continua funcionando como cartório de registro sindical, nas reservas do mercado representativo classista.

Em paralelo, a Justiça do Trabalho continuou a exercer seu papel e regula movimentos paredistas por meio dos dissídios coletivos e aplicação das leis de greve. Boa parte dos sindicalistas abandonou o chão de fábrica e assumiu a burocracia sindical e de Estado, numa perspectiva de rentável e cômoda carreira “profissionalizada”, a qual, mormente descamba para o peleguismo tão prejudicial aos trabalhadores quanto o foi com Vargas e outros governantes posteriores.

Depois desse ensaio de renascimento, já nos governos Sarney, Collor e FHC, estruturado, o movimento sindical caminhou novamente para sua efetiva submissão ao Estado, com suas lideranças guindadas a postos políticos num movimento de cooptação de lideranças que atinge seu ápice nos governos de Lula e Dilma, com enorme impacto nas estatais – em destaque as que sofreram com a corrupção, como os Correios e a Petrobrás, por exemplos. As greves, principalmente no setor privado, ficaram escassas e as reivindicações salariais se diluíram nas águas dos interesses difusos das minorias e das Ongs, produzindo acordos sofríveis para quase a totalidade das categorias.

Dessa forma, chegamos aos nossos dias, com 12 milhões de tralhadores desempregados, com a precarização das condições de trabalho, com a diminuição de salários e com os sindicatos totalmente desacreditados, sem bandeiras unificadoras. Há de observar que, junto com os partidos políticos, desde de 2013, os sindicatos foram colocados fora do jogo dos movimentos das grandes massas, que se mobilizaram por mudanças no país. Não se registra um único sindicato laboral que tenha se notabilizado na participação efetiva nessas manifestação,  assim como qualquer partidos dito de esquerda ou social-democrata. As massas esnobaram seus pretensos líderes, pois os identificaram com o status quo; buscaram novas lideranças, fora das antigas estruturas e se utilizaram para isso de mecanismos paralelos para sua própria organização por meio das redes sociais. De repente, o velho panfleto e a imprensa sabuja já não conseguiam motivar ou alterar os ânimos da opinião pública.

Hoje, o sindicalista – aquele raro, com algum espírito classista – deve estar se perguntando como reverter isso tudo, como voltar a ter voz e representar os trabalhadores de fato? – Ora, vamos abordar essas possíveis soluções em outros artigos, mas adiantamos que, o país caminha a largos passos para o liberalismo econômico, em que as relações de trabalho são determinadas não somente pelo toma-lá-dá-cá empresarial e governamental, mas pelo conjunto dos avanços tecnológicos fabris – há um robô nas fábricas! -, pelo mercado nu, sem enfeites fora da livre concorrência, nas novas formas de se comunicar e nas novíssimas relações sociais decorrentes, mui diversas das conhecidas até agora.

É um caminho sem volta, lutar contra ele será portar-se como quixote, apoiado num sistema que já não corresponde ao nosso tempo, pois ficou preso à década de 1940. Há de se refletir, se reinventar e agir.  Por fim, fugir desses modelos do atraso que tantos males causaram à nação brasileira. Fora isso, é continuar esmurrando ponta de faca, ignorando a cru realidade do mundo do trabalho e sua dinâmica que se acelera.

José Fernando Nandé – Bacharel em Comunicação Social – Jornalismo, graduado em Matemática e pós-graduado em Economia do Trabalho (UFPR).

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Daniel, a tragédia em busca de audiência

É de nosso latino sangue – ó troianos, descendentes de Eneias –  esse estranho gosto pela tragédia. Por isso, histórias reais, embora nos parecendo que saíram dos textos dos romances ou teatro, tanto nos causam comoções, provocam a ira, a dor, a compaixão e a própria dúvida do real progresso civilizatório da humanidade.

E eis que, neste final do ano da graça de 2018, estamos diante de mais uma dessas histórias. A tragédia da vez é o assassinato do jogador Daniel, em circunstâncias de extrema violência, com os ingredientes da animalidade que, por infortúnio, ainda nos são latentes e moram em nós – não duvide disso, amigo, amiga, há pouco mais de 3 mil anos a humanidade habitava as cavernas e estava sob o jugo de códigos morais e legais em que se aceitavam todo e qualquer tipo de violência em resposta a outros crimes não menos bárbaros. Escritos sagrados dessa época ilustram bem o que digo e afirmo.

A história de Daniel e a forma em que ele deixou a vida reúnem todos os ingredientes para as tintas dramáticas de algum Sófocles moderno transferir o drama para os palcos e obter a catarse exigida por Aristóteles em sua Poética: a tragédia como expressão da arte por meio da compaixão e do temor, em busca da expurgação ou purificação dos sentimentos (catarse).

Na realidade, com os meios de comunicação modernos – fantasticamente explorando a velocidade da luz, na difusão da informação – não nos é mais necessário o palco para as encenações trágicas, a própria imprensa, em capítulos diários, à moda dos antigos folhetins,  nos fornece a oportunidade de seguir todos os atos trágicos, em capítulos de hora em hora. São os repórteres policiais os nossos novos dramaturgos – poucos porém, com algum brilho ou talento para isso. A maior parte limita-se a contar uma história, muitas vezes misturando ficção e realidade, na rapidez que os meios exigem, sempre em busca de audiência e o mais importante, atrás do dinheiro, por meio dos anunciantes noutra tragédia, a do mercado de comunicação.

Sim, nosso ingresso ao espetáculo é a propaganda do pé de chinelo, do sabonete, da margarina ou da gasolina. Acompanhemos, portanto, mais esse drama, amigos e amigas de copo e de cruz, seu desfecho conhecemos, pois a tragédia se faz tão antiga quanto o homem. Busquemos nossa catarse, ignorando que a brutalidade das pedras também habita nossas almas. Durmamos felizes com isso.

Amanhã, ao acordarmos, certamente, outro folhetim do mesmo feitio ou mais dramático ainda em violência se desenhará em nossos televisores, em nossas redes sociais. A vida despropositada que nos obriga a modernidade, nos parece que está resumida a isso, seguir capítulos para nosso deleite do pai que joga a filha pela janela; da menina bonitinha que mata os pais; do maluco que invade uma escola e fuzila colegas; do jovem jogador de futebol que bebe, faz besteiras, e depois é morto e desmembrado por um marido aparentemente ciumento e que acha, como os antigos bárbaros, que com uma faca se faz a lei.

 

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A gaita do Gaúcho

Como diz o gaúcho: este mundão está virado numa gaita “véia”!

 

Valia

Alma vazia, sem amor,

Sem tristezas, sem alegrias

A ti não teria valia.

 

Sensato

Voltar atrás no equívoco

Não é vergonhoso

Vergonha é teimar no erro.

 

Bocó

O patrulheiro do pensamento alheio

É um bocó

Incapaz de pensar por si só.

 

Conceitos

A cidade pode até ser inteligente… Mas seus políticos…

 

Sofisticada

A Loira Fantasma está sofisticada. Só anda de Uber preto, chega de táxi.

 

Das merdas

Esperando uma grande análise de esquerda-burguesa baseada no materialismo histórico, do tipo “luta dos contrários e negação da negação”, mas nem isso mais sabem fazer. Pobres timoneiros do proletariado!

 

Assassinatos

Um dia matei 10 pessoas numa manchete de jornal. A notícia tinha vindo de Santa Catarina, dia de chuva e a internet ainda era à manivela. O repórter mandou um fax, quase meia-noite. Não dava para ler direito, jornal pra fechar. Tasquei 29 mortos num acidente e eram 19. No dia seguinte recebi uma mensagem da prefeitura local perguntando-me onde estavam os 10 outros. Advertência e quase demissão. Tornara-me um assassino virtual.

 

Transparência

Em algumas prefeituras brasileiras, transparência a gente só vê nas meias de nylon das amantes dos prefeitos, secretários e vereadores.

 

Matemáticas

Coisas inúteis que você deveria saber e poderiam ter mudado a sua vida, assim como mudaram a minha: num triângulo retângulo, os primos 3 e 5 são proporcionais a uma terceira medida de ordem 4: assim 6, 8, 10… 9, 12 e 15…

 

Chupeta chapada

Sou do tempo em que chapada era apenas um acidente geográfico e chupeta era aquela coisa de borracha feita única e exclusivamente para crianças.

 

Borboleta & miudezas

Ser como uma borboleta

Visitar todas e somente as flores

Porque a vida é tão curtinha

Que não temos tempo

Para nos ocuparmos com miudezas

Com coisas de poucas belezas

Sem gosto, sem alma e sem perfume.

 

Caminheiro

Venho de longe, caminheiro

Por esta longa estrada

Com os passos cada dia mais curtos

Com a pele pelo Sol enrugada

Vi coisas belas, conheci anjos

Demônios e gente bárbara

Susto não tenho mais

O espanto morre aos poucos com o cabra

Venho de muito longe, caminheiro

E já sei onde esta estrada acaba.

Patientia, fratres!

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Bolsonaro abrirá arquivos do BNDES e corruptos se apavoram

 

Bolsonaro ganhou, o PT perdeu e a Roda da Fortuna gira. Por isso, boa parte dos brasileiros está confiante, a Economia começa a se engrenar novamente, o dólar retoma aos poucos os padrões civilizados e as bolsas operam com segurança de olho no futuro. Mas, neste panorama de otimismo, temos alguns setores da sociedade profundamente incomodados e tudo que o novo governo eleito anuncia é motivo de se apontar sinais do fim do mundo, do apocalipse bíblico na terra, provocados pelos deuses da tragédia tupi.

Notem, que esse choros trevosos partem de cavernas abismais de há muito identificadas. As cavernas que servem de esconderijo para os corruptos, ou daqueles que se serviram da corrupção durante os tristes anos Lula-Dilma.

Há quatro anos o povo brasileiro acostumou-se a seguir a novela Petrolão, escândalo de corrupção sem fim, investigado pela Lava Jato. Entretanto, não é só isso, é que está para entrar em cartaz outras novelas semelhantes, porém em tons mais trágicos. Pois a Lava Jato demonstra, por meio das delações e investigações em curso, que ao se puxar um caranguejo do saco da Petrobrás uma penca de outros caranguejos se agarraram ao primeiro. Assim, já é sabido que, praticamente, em tudo que o PT e seus agregados encostaram as mãos, lá ficaram marcas profundas da corrupção e sua expressão medonha, o roubo, em sua maior parte ainda encoberta pela caixa-preta do segredo, ou pelo manto de antigos bandidos colaboradores.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social  (BNDES) vai ser a caixa-preta a ser aberta já no início do novo governo, como promete o presidente eleito Jair Bolsonaro, em seu Twitter (foto). Banco de fomento nacional que financiou empresas fajutas, governos duvidosos e tudo quanto é maracutaia com dinheiro do nosso sofrido povo, sobremodo com o FGTS e recursos do próprio tesouro, em contas que já ultrapassam os inimagináveis trilhões de reais.

Os que devem, os que sabem que estão de antemão condenados em mais esse e outros escândalos a serem revelados, se apavoram e não dormem, inclusive tramam inutilmente para que nada venha a lume. Mas a roda da Fortuna já está girando e ela é implacável, os bandidos, inclusive os das grandes empresas de comunicação, que se mantiveram em silêncio sem-vergonha e cúmplice, enquanto o país era pilhada por quadrilhas partidárias, vão pagar pelos seus crimes contra a pátria brasileira. É isso que os assusta, são essas a razão do pânico.

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Polícia Federal
A PF está atrás de 10 deputados estaduais, no RJ. Aliás, os legislativos estaduais precisam ser investigados, todos!

Ministério do Trabalho
Esvaziado pela Constituição de 1988 e funcionando quase como um cartório de registro de sindicatos, levando adiante alguns programas sociais, e muitos escândalos de corrupção, este Ministério já não se justifica numa economia que se pretende livre num país genuinamente democrático.

Senado
Velhacos do Senado fazem o que sabem: velhacaria. Não vão se livrar da cadeia, seus bandidos!

Detran-PR
Doutro mundo essa propaganda do Detran-PR. Mas a grana que pagou é real.

Aproveitei o erro
Fui ao dentista e acabei fazendo exame de vista. Errei o consultório, atendeu-me a oftalmologista.

Pança
Em certos prefeitos, a capacidade de dar tiro no próprio pé é proporcional à banha acumulada.

Fezes
Esse programa da Fátima Bernardes é um vomitório fecal.

Jornais estrangeiros
Tem que investigar esses jornais estrangeiros no Brasil, o “Le Monde”, que levou uma grana dos governos petistas e “El País”.

Patrulheiros
“Igne comburatur sic quod moriatur” (condenado a morrer na fogueira até que morra), sentença da Inquisição da Idade Média que pode, em nossos dias, ser interpretada como sentença condenatória pela fogueira que junta insânia e ignorância, a qual é provocada pelos verdugos modernos, os patrulheiros do pensamento alheio.

Soda
Dicas do Xunda: o “f” dos textos do fim da Idade Média, em Português, tem som de “s”, então, neles foda é soda, não confunda!

Matutinos
Faço poemas pela manhã
Para oferecê-los ao efêmero da vida
Ao orvalho que desperta a flor
À estrelinha que me serviu de guia
Nos versos, as palavras também acordam
Umas novinhas, ingênuas
Outras velhinhas, sábias
Todas felizes saudando o dia
Pois amanheceram encantadas
Orvalhadas, em luz, em poesia.

 

Patientia, fratres!

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Senado aprova aumento do STF

Por 41 votos a 16, e uma abstenção, o plenário do Senado acaba de aprovar o aumento salarial dos ministros do Supremo. Isso eleva em 16% o subsídio mensal dos magistrados, que passa a R$ 39,2 mil. Na sequência, o Senado também aprovou aumento do salário do PGR. Tudo foi feito no melhor estilo de quem trai o povo, como já de costume deste corroído Senado.

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O fim do inútil Ministério do Trabalho

Também fruto no modelo da Carta do Trabalho (1927) do fascista italiano Mussolini, copiado aqui nos trópicos pelo ditador Getúlio Vargas (foto), o quase inútil Ministério do Trabalho vai ser extinto no governo Bolsonaro.

Esvaziado pela Constituição de 1988 e funcionando quase como um cartório de registro de sindicatos, levando adiante alguns programas sociais, e muitos escândalos de corrupção, este Ministério já não se justifica numa economia que se pretende livre num país genuinamente democrático.

Pelo que foi adiantado por Jair Bolsonaro, suas funções, as ainda existentes e necessárias, passam para outras pastas, mais arejadas e de acordo com as novas propostas de seu governo. Como sempre, vai ter algum ranger de dentes nas catacumbas sindicais, mas será só isso. Ou o país se moderniza, deixando as leis, e somente elas, regularem as relações capital e trabalho, ou voltamos ao Século passado, com o Estado paparicando e sustentando as antigas fábricas de pelegos e ninhos de corrupção.

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Bolsonaro precisa de “sapa” para destruir sabotagem petista

Não faltam generais ao Exército de Bolsonaro. Entretanto, como Capitão, ele bem sabe que é a hora da ação dos sapadores (sapa), soldados de infantaria especializados em engenharia militar, os quais têm entre suas habilidades a de desarmar minas, ou limpar o acesso ao campo de batalha. O PT e agregados são notórios sabotadores e não se enganem, de tudo vão fazer para deixar o campo minado para atrapalhar a implantação da política do governo que de antemão já juraram destruir.

Os sinais das sabotagens petistas e agregados já começam a aparecer, infiltrados que estão como ratos em todos os buracos do governo Temer. Pelo menos dois sinais devem ser assim entendidos e vistos como apontamentos de minas terrestres no caminho: a bisonha prova sem-vergonha do Enem levada a efeito pelo MEC e essa estranha suposta movimentação em cadeia do mundo árabe, a partir do Egito, no sentido de retaliar a política externa brasileira esboçada por Bolsonaro em relação ao Estado de Israel.

O Itamaraty, notável em outros tempos pela qualidade de seus embaixadores, hoje está desfigurado pelos longos anos da política externa de viés ideológico, aparelhado que foi pelo petismo, que inclusive causou danos na formação acadêmica de nosso corpo diplomático. Para piorar, temos lá o inconfiável motorista de guerrilheiro Aloysio Nunes, no papel de ministro de Relações Exteriores.

Caso queira ter certa tranquilidade para a implantação de suas políticas, o governo que ainda não tomou posse há de deslocar  desde já verdadeiros pelotões de sapa para todos os campos de atuação governamental, em especial Educação e Itamaraty, com a tarefa de desmontar as bombas programadas para explodir e atrasar a tropa de Bolsonaro, que necessita ganhar combates e avançar no terreno desde o primeiro dia de governo.

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Na carceragem de Curitiba
Nesta quarta, Andrade faz visita íntima ao cachaceiro, em Curitiba.Temas: ternas saudades e discussão da relação.

Velhacos
Em 15 anos, a palavra esquerda e todos seus significados ficaram reduzidos a um único sinônimo com força de coletivo: estúpido. Desde então, militante virou militonto, também reduzido a um cretino com grande capacidade de acreditar em qualquer conto de fadas produzido pela estupidez das seitas e de grandes velhacos.

Bolsa Família
Em 2016, foram identificados mais de um milhão de cadastros com problemas no Bolsa Família. Metade, ou seja 500 mil recebiam, embora tivessem renda maior do que a declarada. 13 mil famílias tiveram o benefício suspenso porque doaram para campanhas políticas. Este trabalho tem que ser retomado por Bolsonaro.

Perto do shopping Müeler
Atravessar a pé, ou de carro, os bairros e centro de Curitiba, depois das 21 horas, é o mesmo que caminhar pelo vale da sombra da morte. Aqui, os homicídios estão sendo contados por dúzia. A cidade está apavorada. Pensando bem, isso vale para qualquer horário.

A juventude vende
O marketing e a propaganda descobriram nos anos 1950/60 que a rebeldia vende, porque se identifica com os espíritos ainda não bem formados dos jovens e adolescentes. Todos os nossos ídolos que levamos conosco nos apareceram nessas fases da vida. Raros com alguma valia. Mas, esses ídolos de mercado, fabricados em série pelo marketing de hoje, os famosos e porra nenhuma, estão cada vez mais ordinários, apologistas que são do nada e do vazio que levam dentro de si. Explora-se pois, a rebeldia das gurias e dos guris e pançudos de apartamento, criados para servirem de pasto para a indústria que explora inutilidades, tão inúteis quanto eles se tornarão.

Trovador
Nessa passada miúda,
Assunto as coisas comigo,
Finjo a beleza que não vejo,
Para não perder o juízo.
Sou poeta estradeiro,
Trovo a dor neste castigo.

 

 

Patientia, fratres!

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STF ignora desespero do cidadão brasileiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem dificuldades de entender o recado das ruas, gritados aos quatro ventos desde os primeiros movimentos de 2013, quando o povo começou a demonstrar sua insatisfação com as instituições brasileiras, inclusive com o Judiciário, por vezes muito maleável e manso para com os criminosos de colarinho branco – eufemismo cunhado para esconder a feia palavra roubo – e se é roubo, obviamente praticado por ladrões. Desesperado, e essa é a expressão exata, senhores, o nosso povo exige Justiça – dura lex, sine dub, sine mollitia (A dura lei, precisa, sem moleza!)  – pois sabe que os que morrem por falta de segurança ou nas filas dos postos de saúde são vítimas desses velhacos que se travestiram de políticos.

O Globo destaca hoje em sua manchete que o “Endurecimento penal de Bolsonaro esbarra em decisões do STF”. Sim, não poderíamos esperar nada diferente desses senhores e senhoras que vivem numa redoma de vidro, apartados da realidade brasileira, ruminando o fácil discurso do “politicamente correto legal” em teses para agrado do próprio umbigo, passando a mão na cabeça de notórios bandidos, com alguns de seus pares cavando brechas legais para poder soltá-los da cadeia.

Assim, na tranquilidade dos cômicos circenses que ignoram o incêndio em torno deles e de quem não precisa se preocupar em chegar vivo em casa depois de um dia de trabalho com salários de fome, de suas cátedras, conseguidas ao presidente de plantão, os bem pagos togados vitalícios declaram ao jornal carioca “que não mudarão a jurisprudência com o novo governo”.

Ó roucos gritos das ruas, nada entenderam os habitantes da embolorada redoma do Planalto! Ora, ora ministros, pelo dito, mesmo que se aprovem leis – por nítido papel do legislador – os senhores, em teima, contra a vontade popular, a qual determinou quem deveria fazer as leis, afirmam valer a jurisprudência!?! Essa jurisprudência que está a garantir as piores injustiças aos cidadãos brasileiros, em que um assassino confesso consegue sair tranquilamente e sorridente pela porta da frente das delegacias?

Que estranha hierarquia legal é essa, em que jurisprudência vale mais do que uma lei aprovada pelo Congresso?

Por favor, voltemos aos papéis originais de cada ente dos Poderes constituídos. Os senhores não são legisladores, apenas têm por obrigação colimar as leis com a Carta Magna; verificar se as leis votadas pelo Legislativo e sancionadas pelo Executivo estão de acordo com a Constituição, mais do que isso é o Tribunal absorver poderes a si inexistentes e imaginários. E lembrem-se, as leis são para o povo e não para os códigos; ao por em curso suas jurisprudências imprudentes, em desdém aos assaltos nas esquinas, aos traficantes, ao crime organizado, ao cidadão que vive preso em sua própria casa, à morte besta por um tênis ou um celular ou na fila de um posto de saúde, os senhores mostram desprezo à vida e ao direito do cidadão honesto tê-la em plenitude, em país civilizado. Essas não são coisas imaginárias do dia-a-dia. São reais, senhores, no desespero que clama urgência para quem está do lado de fora da redoma das vaidades.

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Lambança
Esperando a natural lambança dos ineptos do Inep no Enem deste ano.

Doutrinação
Quem fez o Enem jura que 70% das questões eram panfletos esquerdoides.

Mimimi
Quando essa burguesia mimimi doutrinada que invadiu as universidades vai deixar de pedir mesada para os pais?

Roscas queimadas
A Resistência petista do mimimi não funciona, pois queima como uma rosquinha esquecida no forno.

Medrosos
Os que criticam Moro devem para a Justiça, têm medo da cadeia. Desonestos eleitos.

Medrosos II
Levantamento do Estadão de hoje aponta um terço dos deputados e senadores respondendo processos na Justiça, com acusações que vão desde corrupção até lavagem de dinheiro e assédio sexual.

Safadeza
Ainda do Estadão, eleitos no novo Congresso devem quase R$ 160 milhões de tributos à União.

Guampas
Corno! Não merece outro adjetivo o puto que inventou o Horário de Verão!

Hurra!
Ontem, comemorou-se o Dia do Oficial R-2. Aos oficiais do Exército artilheiros de minha turma, hurra!

Lavando roupa
A poesia é o amaciante para o áspero coração, alvejante de suas escuridões.

O caminho das antas
A Via Láctea recebe este bonito nome dos antigos por se parecer com um caminho feito de leite. Os índios brasileiros comparavam a via com um caminho percorrido por antas. Então, creio que com isso podemos explicar muita coisa neste Brasil varonil.

Latim
No texto de abertura desta coluna, cunhamos a oração “dura lex, sine dub, sine mollitia” – em que a preposição sine rege o ablativo. Numa tradução ao pé da letra, sine dub se faz sem dúvida. Também usamos sine duas vezes por reforço, posto que a oração poderia ser construída com a preposição regendo os dois ablativos: Dura lex sine dub et mollitia. 

O recruta
Recrutado, tornou-se soldado. Tinha vindo do interior. Foi pra zona. No dia seguinte estava levando leite para o filho da… Coração mole. Cabeça mole. Desertou para casar. Foi preso e desgraçou a vida. Da mulher e criança, nunca mais nada se soube.

Bordados
Há tempo que não te escrevo, Polaca
É que o nosso tempo se fazia distante
Nos meus dias, nas minhas obrigações
E hoje ele resolveu se fazer saudade
Tão viva e próxima que posso tocá-la

Lembrei-me de teus coloridos bordados
Com as cores que tiravas do dia entardecido
E no tecido aquelas luzes todas
Que sem saber coloriam minha vida

A saudade borda-me com cinzas linhas
Tristes, tristes, tristes num escurecer diário

É que aí onde estás há um grande bordado
Feito pelas agulhas das estrelas
Que do céu, em escura noite
Furam com antigos desejos meu coração.

 

Patientia, fratres!

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O sóbrio Estadão e a militância da Folha

Hoje, os estudantes de Jornalismo e nossos leitores têm excelente oportunidade de estudo de Comunicação Comparada, disciplina dos bons cursos de Jornalismo. Em linhas gerais,  esse estudo consiste na análise dos caracteres objetivos e subjetivos da difusão de informações pelos veículos de comunicação, sobremodo jornais, em relação à realidade factual.

Para efeito de delimitação de estudo, vamos analisar somente a “primeira dobra da capa” dos jornais Folha de S. Paulo e Estadão, nas suas respectivas edições eletrônicas – aqui tomo como “primeira dobra”, a parte superior da página eletrônica, quando a abrimos, nas manchetes, títulos e chamadas principais.

Não se assustem, são gritantes as diferenças entre esses dois jornais. A Folha nitidamente pautada pela negatividade em relação ao novo governo, numa surrealidade de oráculo do Apocalipse e o Estadão, pautado pela realidade objetiva, também com alguns exercícios premonitórios, mas numa perspectiva menos tóxica e derrotista.

Por volta das 9h15 deste sábado, poderíamos verificar a capa da Folha de S. Paulo (abaixo). A manchete e aos três títulos auxiliares de chamadas subalternas, além da galeira de fotos-chamadas, estão claramente voltadas para desqualificar a indicação do juiz Sérgio Moro ao cargo de Ministro da Justiça. São “matérias” que escondem em si o especulativo de uma pauta claramente já vendida com a opinião do pauteiro ou editor que se faz a do próprio jornal. Vejamos:

A manchete aponta “possível conflito” de Moro como o STF – em jornalismo, “o possível” ainda não é notícia, é especulação, senhores. Assim, por desafiarem as leis da gravidade, todos os aviões podem cair, possibilidade. Mas nem todos caem, fato e por isso viajamos de avião.

No primeiro título subalterno ao mesmo assunto, fala-se de uma proposta para se evitar o que se pode considerar uma distorção de nossa democracia, ao se permitir Moro como Ministro sem uma quarentena – em jornalismo, a vontade do jornal não é notícia, é a vontade do jornal, simplesmente, mesmo que se atribua a outro aquilo que realmente se deseja.

No segundo título, a Folha dá voz a uma associação, por óbvio defendendo a corporação que representa, a qual sugere o papel moderador à Justiça em relação às ações de Moro, ainda nem mesmo esboçadas – futurologia pura. Esse esboço possivelmente só virá em coletiva a ser convocada por Moro na próxima semana, conforme ele mesmo adiantou.

No terceiro título, outra “análise” sobre o óbvio, dizendo que Moro passa de “estilingue à vidraça” – aqui há de supor que a Folha está exercendo e muito bem, seu papel de estilingue, em apenas uma manchete e três títulos analisados! Militância em jornais estudantis também segue esse mesmo modelo.

E na foto, o arremate com requintes do jornalismo da adivinhação e enfeites da mais pura distorção da realidade. A começar pela foto de arquivo (isso, na primeira página, foto de arquivo!) em que Moro está em situação distinta ao que se especula, fazendo sinal de silêncio justamente para tentar falar e não como deseja o editor em seu subjetivismo que agride a inteligência do leitor, como se o juiz, supostamente, comandasse o silêncio da imprensa, em censura.

Ainda na foto, o arremate na voz de algum especialista (sempre o especialista!) a dizer o que o jornal quer que seja dito: Moro é “muito perigoso no governo”.

Sinceramente, onde está a notícia, o que merece esse nome – no tí cia! – nisso tudo que colocamos em destaque? Lembro, que no Jornalismo, a notícia parte de fato concreto, e o único fato consistente disso tudo, foi a nomeação de Moro, o resto é especulação e das mais chinfrins.

Passemos agora ao Estadão. Observem a manchete e os títulos:

Na manchete a informação de que os projetos de Bolsonaro podem ser encaminhados ainda neste legislatura; na gravata, linha auxiliar imediatamente inferior ao título, explica-se esse “pode” com o  realidade objetiva, os projetos do presidente eleito já tramitam no Congresso e, portanto podem ser votados, dependendo da subjetividade inerente  à política, que são as negociações para que isso ocorra. É especulação? – É sim. Mas uma especulação baseada na realidade, naquilo que existe de fato.

Logo abaixo, também partindo do concreto – números reais e efetivos – em duas chamadas de matérias, o Estadão analisa as estatais brasileiras, comparando-as numericamente com outros países e de certa forma justificando suas privatizações. Ou seja, o Estadão fala de algo existente, que consta das propostas de governo de Bolsonaro.

Depois, o Estadão faz uma chamada para seu editorial, lugar próprio para opinião, em que o jornal analisa o desemprego e a transição no sentido de superá-lo ou não.

A seguir, Moro aparece em dois tópicos. No primeiro, o Estadão tem o cuidado de colocar a especulação do futuro ministro como credenciado a candidato a presidente sob a responsabilidade de quem especula, o articulista que desenvolve tal raciocínio – expediente saudável que evita a terrível encampação – condenada pelo Manual de Redação do jornal.

No segundo, o Estadão parte de fato real, ao destacar a segurança que Moro vai receber do governo.

Depois, o jornal avança para outros assuntos, sem ideias fixas, numa pauta diversa, que vai de uma proposta do Ipea sobre impostos à redução da idade penal e seus reflexos.

Deixo aqui esses apontamentos para reflexão. É uma pequena amostra, mas o estudante ou o leitor que desejarem fazer um exercício mais trabalhoso, poderão medir em centímetros quadrados os espaços para matérias positivas e negativas em relação ao presidente eleito, em várias edições dos dois jornais, ou outros. Em ciência, diz a lógica, a medida por si só não é uma demonstração que prova uma proposição e como o Jornalismo não é ciência, em clássica definição, teremos apenas sólidas pistas do tratamento da notícia dispensado por esses periódicos em respeito ao leitor.

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