Fábulas do Nandé



Bolsonaro abre a caixa preta do BNDES

 

O presidente Jair Bolsonaro acaba de confirmar, nas redes sociais que, em breve, o povo brasileiro vai saber o conteúdo da caixa preta do BNDES, banco de fomento estatal que alimentou as falcatruas do PT por 16 anos. Finalmente vamos ter esclarecidos os contratos que lesaram os brasileiros e fizeram milionários membros e amigos do governo petista.
Entre outros, além dos contratos “sigilosos” de empréstimo para empresas brasileiras, como a JBS e a OI, há os famigerados negócios internacionais, que já estão sendo investigados:
– Empréstimo de US$ 747 milhões para a Venezuela, envolvendo a Odebrecht e duas linhas do metrô de Caracas e Los Teques;
– Empréstimo secreto de US$ 682 milhões para Cuba, nas obras do Porto de Mariel;
– Financiamento de outras centenas de obras no exterior – a maioria envolvendo empresas citadas na Lava Jato.
Isso já seria o suficiente para botar uma centena de salafrários na cadeia. Mas, em casos de corrupção, sabemos que a cada enxadada da Polícia Federal vem um caminhão de minhocas. O que nos faz concluir que o escândalo do Petrolão foi apenas uma pequena amostra da ganância da quadrilha de Lula et caterva.

*********************************

Medo
Tenho medo quando algum genial vereador de Curitiba diz ter apresentado projeto.

Medo II
Tenho medo de jornalista que insiste em “pegar no gancho”, mesmo que seja só da notícia!

Pierogi
Do polaco Stanislaw para Irenka: “Polaca, você é a ricota do meu pierogi”.

Rima
Em nossa apaixonada língua
Amor e dor
Não rimam por acaso.

Patientia, fratres!

2 Comentários


O filho do rato, a esposa e o sobrinho no Reino do Paraná

O povo do paranaense é vítima da maior armação eleitoral de toda sua história. Em conluio, os partidos locais  fizeram um grande acerto para manter os velhos clãs políticos dando as cartas neste reino distante, mas muito distante, dos pinheirais. Assim, sobra-nos escolher entre os piores, o menos ruim – sem sabermos se realmente vai ser escolhido quem vai governar de fato, posto que para tal acerto sabe-se lá o que foi compactuado nas frias madrugadas do Palácio Iguaçu: se é o marido da tia, ou o tio do sobrinho, ou o pai do júnior.

Os três são representantes da velha política no Paraná e sabiam que o povo não aceitaria esse vício de continuidade, principalmente em tempos de caça às bruxas, então, esse acerto prévio partidário se colocou como única opção de salvamento desses clãs que muito já abusaram da paciência dos paranaenses.

É um antigo teatro, uma fábula burlesca e troncha, que coloca esses clãs aparentemente em campos opostos, os quais encenam brigas que não existem, pois o objetivo não é lutar pelo povo, mas garantir para a família as sinecuras e tetas dos cargos. Assim, temos a certeza que graves problemas do Estado, por mais que prometam, não vão ser resolvidos nunca, porque todos estão acertados inclusive com os mesmos suspeitos apoiadores de sempre, notórios parceiros do tesouro estadual, cada vez mais vazio, ávido pelo suor dos paranaenses – elevados ao posto de bobos da corte – na majoração dos impostos, taxas, verdadeiras tachas no bolso do vulgo, e pedágios. Mas há de se perguntar sobre os outros candidatos. Ora, são os outros, como exige essa peça bufa, sem o devido sangue azul, possuindo densidade eleitoral de uma pena sobre o oceano.

Ontem, foi dado prosseguimento ao roteiro, com a divulgação da pesquisa do Ibope, que mostra para governador do Paraná Ratinho Junior (PSD) com 33% das intenções de voto. A atual governadora, Cida Borghetti (PP), 15%, João Arruda (MDB), com 5%, Dr. Rosinha (PT), com 3%; e Piva, do PSOL, com 2%. No senado, aparecem na frente o senador Roberto Requião (MDB) e o ex-governador Beto Richa (PSDB). Assim, vai caminhar essa comédia de final já conhecido e trágico, qualquer um que ganhe é a garantia da sobrevivência familiar, com os devidos arranjos pós-eleições, em que cada um ocupará seu lugar no reino até o próximo pleito no reinado.

A cara-de-pau do PT
O programa de governo do PT é de uma cara-de-pau sem tamanho. Promete tudo que deveria ter feito nos 12 anos em que roubou descaradamente os brasileiros.

Ataque de gás
Esse povo que come brócoli poderia nos poupar nos cafés da cidade. O Brasil é signatário do tratado internacional que veta bombas de gás. Zolivre!

Ladrões pedem respeito
A inversão de valores e princípios éticos chegou a tal ponto neste país, que ladrões, proxeneta, corruptos e indecentes se julgam no direito de exigir respeito do povo que roubam e esfolam.

Consideração
Considero meus amigos de verdade aqueles que não concordam sempre comigo e são capazes de discutir seus pontos de vista educadamente com argumentos sinceros e lógicos. O mundo das ideias precisa de discordâncias, caso contrário este planeta seria de uma chatice sem tamanho!

A falência da escola
Ao tratar indisciplinados com benevolência, ao esquecer que a disciplina é inerente ao processo educativo, ao imaginar crianças e adolescentes capazes de decisões sempre sensatas e justas, ao doutrinar em vez de ensinar, e ao chamar para si problemas que não são seus – logicamente, sem resolvê-los – a escola perde sua finalidade principal, que é a de educar para a vida. Por isso essa tragédia em nosso ensino, se é que podemos chamá-lo assim.

A falência de Calígula
Falido, o imperador romano Calígula mandou taxar as casas de tolerância e o imposto era pago por cópula. Chegou até transformar o palácio em inferninho e cobrava dos frequentadores. Não contente e ainda quebrado, resolveu cobrar imposto de todos que se aventuravam fazer amor, inclusive marido e mulher. Vamos taxar Brasília.

As lebres e o leão morto
Tão corruptos quanto Maluf, deputados jogam para o eleitorado em busca da reeleição, afinal, até uma lebre insulta um leão morto.

Pólio
Cientistas alemães alertaram, em 2013, que o vírus da pólio ressurgia na guerra da Síria e se alastraria. Não deu outra.

Jabuti cansada
Essa Marina das Selvas é um jabuti cansado. Ela não fala, se arrasta.

Farroupilha
Nada mudou: “O governo tem feito Tratados com potências estrangeiras contrários aos interesses e dignidade da Nação; faz pesar sobre o povo gravosos impostos; faz leis sem utilidade pública e deixa de fazer outras de vital interesse para o país” (Manifesto Farroupilha; 1835-1845)

Fumo de rolo

Dedilhado de viola
Cigarro de palha
Um céu apinhado de bunda-lumes
E corrupto na prisão
Eh, vida caipora
Eita, fumo bão!

Patientia, fratres meis.

2 Comentários


A ditadura da vaidade estética chega à política

O Brasil é campeão em cirurgias plásticas. Aqui, qualquer guria de 16 anos é explorada pelos modismos e entra no bisturi por besteiras e com risco até mesmo de morte: um nariz assim assado; um umbigo nada assanhado; um peito de ovo frito; ou um olho de peixe morto; uma bunda que imita tábua. Falo da mulheres, mas há tempo que a marmanjada também apela para transformações estéticas para lá de desnecessárias, numa luta inglória contra o natural envelhecimento.
O objetivo dessa lucrativa indústria da vaidade é apelar para o falso porém estético, sem se importar com quem estabelece padrões de beleza. Pobres mentes imersas na vaidade, soubessem história, saberiam que a humanidade sempre experimenta as artificialidades e tende a retornar ao natural.
Chegará o dia que o bonito, o estético, será apenas o natural, como sempre foi. Daí, minha nega, o estrago já estará feito e o negócio será optar por cirurgias para desfazer antigas vaidades e gastar mais uma grana preta. E quer saber, não vai ficar bom.
Na política, principalmente depois do primeiro debate da Band, muito se falou do aspecto físico do candidato a presidente Alvaro Dias. Ora, é notória a preocupação de Alvaro com a estética, pois ela sempre fez parte de seu apelo em busca de votos junto ao eleitorado feminino. Sou testemunha disso, quando ainda criança, testemunhei um comício em que o então vereador Alvaro Dias arrancava suspiros das mocinhas que iriam votar pela primeira vez. Talvez, Alvaro no intento de manter o juvenil visual, tenha exagerado e hoje, o que lhe ressaltava a imagem, atrapalha, pois se presta mais atenção na sua figura do que nas suas razoáveis propostas de governo.

Pobre povo do Paraná
Os medíocres partidos do Paraná nos empurraram pelo menos três candidatos teleguiados por seus clãs políticos: uma madame e dois piás pançudos mimados: um sobrinho e outro júnior.

Safadeza de pai para filho
Em levantamento feito pela Folha de S. Paulo, verifica-se que há pelo menos 60 candidatos no Brasil pertencentes à dinastias políticas, naquele negócio de passar, geralmente, a safadeza como um legado para os filhos e parentes.

Famílias que mandam na política
O Brasil tem pelo menos 20 grandes clãs políticos, informa a Folha. O mais conhecido é o da Família Sarney. Aqui no Paraná, também os há, mas ainda em fase embrionária se comparados aos mais antigos em atividade no Brasil, como os Barros, no Norte do Paraná e os Requião e Richa, na capital do Estado.

Desonra no Tribunal
Desembargador teria aceitado R$ 300 mil para liberar suspeito, no TO. Aqui, um cargo no governo para a filha é o suficiente.

Vergonha
“Perderam a vergonha no Brasil, praticam crimes com naturalidade”, juiz Marcelo Bretas, em entrevista ao Estadão.

O “gópi” da ONU
Foi gópi. Dos 18 membros do Comitê da ONU que diz ter se solidarizado com o condenado Lula, somente dois lambe-sacos assinaram a petição.

O “gópi” da ONU
Nessas condições, uma liminar da ONU vale tanto quanto um peido n’água.

Poema azul

Um hoje extremamente azul celeste
E aquela vontade que ao espírito veste
De transformar tudo em verso

O mundo carece de poesia
Que cante cada amanhecer
Principalmente os hojes azulados em doirado

E tu, que vi nesta manhã incógnita na rua,
Com os olhos banhados na aurora da esperança
Terás aqui o registro da luz de teu sorriso amanhecido

E a Paz, que é boa senhora e vilipendiada sempre,
Ganhará neste matinal céu de Inverno
Versos que rogam aos homens o Seu sagrado nome.

 

Patientia, fratres meis.

2 Comentários


UnB abre curso de Física Aplicada à Terra Plana

Depois de oferecer a inédita disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da democracia do Brasil”, no curso do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (Ipol/UnB) neste semestre, na graduação, a UnB planeja oferecer o curso a “Física Aplicada à Terra Plana”. A matrícula é optativa e há 80 vagas disponíveis, sendo que a disciplina sobre o “Golpe de 2016” é pré-requisito para o curso oferecido na área de Física. As aulas serão ministradas pelo professor titular Jandisclay do Perpétuo Socorro, auxiliado pelo mestrando Clariço Inspector.

Ementa:

A Terra plana e a Lei da Atração Universal; O Sol plano, solidariedade astral; aplicação das leis de Newton na Terra Plana, uma nova abordagem. A Lei da Gravidade e seus efeitos sobre a Terra Plana – por que a Lua Plana não cai sobre a Terra Plana?. Os mecanismos dos ventos e comportamento das marés na Terra Plana.

No final do curso, o aluno deverá desenvolver uma monografia sobre o tema geral: “A Terra Plana pode ser representada também por uma rosquinha queimada de acordo com as novas teorias da Mecânica Quântica?”. Mais informações na Universidade.

 

 

Comente aqui


Os tatus e as lebres

tatuHouve um tempo de grande seca, as árvores e os rios minguavam sob o calor intenso do Sol que não dava tréguas. Os alimentos estavam escassos na floresta. Os tatus que ali viviam e eram muitos, ficaram preocupados e resolveram procurar a lebre, considerada sábia e esperta.

A lebre escutou os tatus e lhes contou a lenda que ouvira, supostamente de seus avós, de que havia um mundo de abundância sob a terra e que para chegar a este mundo de fartura era necessário cavar. No dia seguinte, em assembleia, os tatus concordaram em começar a cavar até chegar ao novo mundo descrito pela lebre. Apenas um jovem tatu havia discordado, porque desconfiava da veracidade da história da lebre. Na lógica do jovem tatu, para as árvores darem frutos, era necessária a luz e todos tatus sabiam que não havia luz debaixo da terra. E depois, por que as lebres não os ajudavam? Mas antes da votação, um outro tatu sustentou que a lebre era esperta e, certamente, sua história era verdadeira. Outro ainda, argumentou que, sem dúvidas, havia um Sol brilhando sob a terra. Vencido na votação, o jovem tatu resolveu também cavar até encontrar o paraíso revelado pela lebre.

Um mês depois, os tatus estavam extenuados por tanto esforço ao cavar o buraco que já atingia mais de um quilômetro de profundidade. Alguns tentaram desistir, mas o tatu mais velho dizia que, se haviam chegado àquele ponto, era necessário persistirem. E assim foi até que o último tatu pereceu de cansaço e fome dentro do enorme buraco.

lebreNa superfície, sem a concorrência dos tatus pela pouca comida, todas as lebres sobreviveram à seca. Quando voltou a chover, elas resolveram eleger a lebre que enganara os tatus como a sua líder, pois por sua astúcia, elas não tiveram que dividir com os tatus os poucos alimentos que encontraram na floresta.

Os que ouviram esta alegoria, com a paciência e o discernimento que faltaram aos tatus, saibam que a astúcia quase sempre é confundida com a inteligência; que falta inteligência aos que seguem cegamente a astúcia dos outros; que seguir a maioria dá ao seguidor o mesmo destino dessa maioria; que persistir num sonho irreal, determinado por outros que nem mesmo têm a coragem de experimentar o mesmo sonho, pois sabem que ele é impossível, torna o sujeito um estúpido que delira e não sonha.

Comente aqui


A Águia e as hienas

aguiaNum dia de tempestade, a pequena Águia, que já estava quase pronta para voar, foi lançada pelo vento para fora de seu ninho. Amparada por um bando hienas, ela sobreviveu e passou a conviver com as suas benfeitoras. Agradecida, a Águia fazia tudo que as hienas faziam. Em sua gratidão, a Águia não percebeu que as hienas só a queriam porque viram nela alguma utilidade para ser explorada. Numa manhã, quando procuravam carniças para comer, uma das hienas do bando disse:
– És tola, Águia, você pode voar e comer coisa melhor.
– Tola és tu, hiena, sou uma dos teus e é por meio da minha visão apurada que todo o bando se serve das melhores carcaças, respondeu a Águia. Estou contente por ser respeitada pelo bando, em comer o que vocês comem, em andar sobre a terra, sem precisar gastar energia com minhas asas.
Naquele mesmo dia, ao expulsarem uma leoa que comia a sua caça e apoderarem-se dos restos, as hienas se deliciavam e riam. Porém, enquanto comiam, descuidaram-se. A leoa voltou acompanhada por outras de sua espécie.
Ao darem-se conta da presença das leoas, as hienas fugiram, deixando a Águia para trás. Como ela não aprendera voar, rapidamente as leoas a capturaram e dela fizeram um banquete.
Aos que ouviram esta história, saibam que é tolice negar a própria natureza. Águias voam e nos céus são imbatíveis. Conviver com grupos errados, ou de natureza diversa da natural, faz o tolo útil tomar por hábito aquilo que não é seu hábito e isso lhe pode ser fatal.

2 Comentários