Filosofia



Moro precisa vencer a guerra

No seu décimo dia, os ataques das facções criminosas contra a população cearense são, em números, menores. Entretanto, apesar das mais de 300 prisões, além da transferência de presos, os ataques continuam. Assim, Fortaleza tornou-se o primeiro teatro de operações da guerra das facções contra o governo.

Para o governo, trata-se de uma guerra em que o inimigo tem que ser derrotado a qualquer custo e de forma exemplar. Caso contrário, a bandidagem vai se sentir à vontade para desenvolver a mesma estratégia em outros estados, também dominados por essas facções criminosas.

A Força Nacional cumpre seu papel, sua mobilização já surte bons efeitos. Mas outras medidas têm que ser tomadas e não dependem somente do ministro da Justiça Sérgio Moro. Uma delas, é a votação pelo Congresso de uma legislação mais dura; o controle efetivo dos celulares nas celas; o bloqueio dos sinais de celulares; maior controle e diminuição, ou o fim, das visitas íntimas; instalação de parlatórios; maior preparo dos agentes penitenciários; a transferência dos líderes para penitenciárias federais; e a construção de mais presídios.

 

******************

 

Saudável
Você se descobre um cidadão saudável quando alguém lhe pergunta sobre o BBB e você responde com a pergunta:”Do que se trata?”

Porraloquice
Nem toda porraloquice é genial, às vezes é apenas isso, porraloquice.

Lendas
Lendas de Curitiba: Saci, Loira Fantasma e Carnaval.

Lenhador
Sim, derrubei enormes árvores na minha adolescência, porque me mandavam e para meu sustento. Hoje, as planto. Mas tenho convicção que este crime nunca poderá ser reparado de fato. Junto com as árvores, matei suas sombras e seus frutos únicos.

Os “gênios”
Sempre quando morre alguma dessas “estrelas” da música (leia-se música para consumo, música de mercado), os elogios são para lá de exagerados, o pior deles: gênio. Ora, como diria Ariano Suassuna, se gastamos um adjetivo assim com uns caras desses, como poderemos arranjar um adjetivo, por exemplo, para Beethoven?

Mentirosos
O mentiroso só acredita naquilo que cabe na própria mentira. Por isso, seu mundo inventado e fantasioso vem abaixo quando a verdade prevalece. Ele mente, mas o mundo real nega-se a encaixar-se na sua mentira. Eis o fato.

Algo mais
Tenho a racionalidade da Ciência. E ela me diz que apenas as leis naturais que conhecemos são insuficientes para justificar a minha própria racionalidade e vida. Há algo mais, por isso busco mais de sua racionalidade.

In memoriam
Enterremos nossos mortos
E os guardemos in memoriam
Em saudade e aperto no coração
Porque somos tudo o que foram
E inevitavelmente seremos o que são.

A voz do vento
Ventania me contou
Quem quiser encontrar amor
Faz favor de ao outro se dedicar
E a si se esquecer num morrer
O amor não aceita falsidade
É sempre inteiro
Não é parte nem metade.

 

Patientia, fratres!

Comente aqui


CNI está no tempo da máquina a vapor

Já dissemos que o sistema sindical brasileiro, laboral e patronal, foi pensado por Vargas inspirado no modelo fascista de Mussolini, sempre tutelado e vigiado pelo Estado, inclusive em sua manutenção financeira baseada em contribuições compulsórias.

Assim, os sindicatos, as federações e confederações por décadas formaram “parceiros” do governo, transformando sindicalistas, patrões e empregados, em agentes facilitadores das relações capital e trabalho, ou seja, pelegos favoráveis sempre ao governo, qualquer governo, pois dele dependiam para manter suas mega-estruturas sindicais “profissionalizadas”.

Um esquema bem tranquilo para os envolvidos. Em caso de conflito, a Justiça do Trabalho (Estado) resolvia e resolve as pendengas nos famosos dissídios coletivos e tudo termina em música e tapinhas nas costas.

Felizmente, essa contribuição compulsória acabou para os sindicatos de trabalhadores, com o fim do Imposto Sindical. Agora, cada sindicato laboral se vira por conta para sobreviver, como é comum nos países livres e democráticos.

Por outro lado, a estrutura sindical patronal e suas respectivas federações e confederações – a da Indústria (CNI), principalmente – resistem e esperneiam pela manutenção das contribuições compulsórias das empresas e afirmam que o Sistema S (Sesi, Senai, Senac, etc) precisa dessa grana para sobreviver, etc, etc… Que isso prejudica as pequenas empresas e ameaça os trabalhadores… Balelas, se há alguma ameça é contra as mamatas e os cabides de emprego.

A CNI parece ainda não ter entendido como funciona o capitalismo moderno, que repudia qualquer intromissão de governos na organização sindical, principalmente na patronal. O recado é simples, que se virem por conta e risco, que se reinventem, mas larguem as tetas do Estado e seus cafunés.

Insistir nessas contribuições compulsórias e tutela estatal para manter esse modelo do início do Século passado é mais do que atraso, é apostar na manutenção de um mercado viciado e improdutivo, pois não é livre. Em pleno Século XXI não é mais possível setores atrasados do empresariado brasileiro seguirem modelos do início da Era Industrial, das máquinas a vapor. Os tempos são outros.

*********************************************

Canalhas
Soube que os canalhas voltaram a falar mal de mim. Aleluia! Estava muito preocupado. Nada pior nesta vida do que um canalha falando bem de você!

Nos presídios
Enquanto todos não forem vingados, o que inicia um processo interminável, as facções criminosas continuarão se matando, e de forma cruel, pois é vingança, essa é a lei das prisões, a antiga “vendetta” dos grupos criminosos.

Disciplina
Os manuais do politicamente imbecilizado aboliram a palavra disciplina das instituições que precisam da disciplina para seu bom funcionamento. Assim, temos prisões em que presos mandam; escolas em que alunos mandam; famílias em que adolescentes e crianças mandam.

A massa
“Nem só o padeiro manobra a massa. Portanto, não é massa ser massa, sê diferente, com personalidade, meu jovem! Não sejas um maria-vai-com-as-outras!” – Palavras do pensamento profundo do mestre Xunda, no Congresso dos Jovens Padeiros, realizado na cidade de Pisa, Itália.

O baile
“O baile não era dançado como agora agarrado de um todo! Era agarrado na ponta do dedo (…) bem longe um do outro (…) pra não bater o calor”, depoimento anotado por Ruy Wachowicz in Paraná, Sudoeste: ocupação e colonização.

Cavalo baio
“Eu tinha um cavalo baio, muito namorador, mais do que eu, ha, ha! O cavalo era mardoso. Quando ele escapava ia lá na casa da moça e eu tinha que ir lá buscar. Era sortá e ia mesmo. Era ele que fazia conhecimento”, depoimento anotado por Ruy Wachowicz in Paraná, Sudoeste: ocupação e colonização.

Apontamento
Aquela estrela
Que te apontei
Tem o teu nome
É lá que estás
É lá que estarei.

Cantigas
As cantigas que faço, senhora minha
Canto-as em tua janela
Escuta, é para encanto de tuas horas
Para bons sonhos, minha senhora.

Matutares
O bom matuto matuta
E se soubesse escrever
Seria doutor em Filosofia.

Acidente
Coração atropelado
Por olhos incandescentes
Bendito acidente!

 

 

Patientia, fratres!

1 Comentário


Coração fechado para balanço

Ao final do ano,
Todos deveriam
Fechar o coração
Para balanço.

A conta deve ser feita
Na praia, se possível,
Antes de se pular as ondas,
Numa contabilidade solitária.

E dentre os ativos,
Passivos, imobilizados
E restituições,
Na soma
E subtrações,
O resultado
Esperado
Tem que ser um só:
Saldo negativo,

Um déficit medonho
Ao se saber
Que se deu amor
Além da medida
Desejada e querida
Pelos egoístas sovinas,
Que só amam a si,
Ou talvez, nem isso.

Nesses números finais
Jamais espere
A contrapartida.
O verdadeiro amor
Jamais espera paga,
Deve ser gratuito
E desinteressado.

E depois, na vida,
Em que nos danamos
A acumular bobagens,
O amor é o único capital
Do espírito
Que, ao ser dado,
Não se faz prejuízo.

 

Salue!
Salue, duo millia decem et novem (MMXIX)!

Sobre o rio
Há o ano que nasce e há o ano que morre
Há um sonho que se refaz no teu coração
E a Esperança, que a tudo espera e assiste
Carrega-te na transposição desta ponte
Sobre o rio do amor que a tudo resiste.

1 Comentário


Só vagabundo teme o novo governo

Arrastam-se os últimos dias do ano da graça de 2018. Ano em que o brasileiro disse um basta ao que lhe tirava as perspectivas de um bom futuro num país justo e que, por isso, apostou na sinceridade de propósitos de quem tem a convicção de que tudo pode ser diferente. O ano em que atingimos todos os limites da tolerância com os políticos corruptos, com o roubo descarado da coisa pública, com o desemprego, com a bagunça generalizada, com a violência que transformou o cidadão comum num prisioneiro dentro de sua própria casa.

A eleição de Bolsonaro é histórico ponto de inflexão a marcar mudanças profundas no modo de se fazer política neste continente chamado Brasil. Uma grande responsabilidade, porque a partir da posse, a nova equipe governamental terá monstruosa tarefa diante de si, pois no barco, em que todos estamos, verte água por todos os buracos.

Até o momento, os sinais dados pela equipe de transição são os melhores possíveis. Quanto aos nomes indicados para os ministérios, a receptividade foi boa por parte da sociedade – em que destacamos o mercado e junto, é lógico, setores importantes de nossa Economia claudicante e sufocada pela má política. São nomes de respeito em suas respectivas áreas, libertos do toma-lá-dá-cá da roubalheira partidária tradicional, a qual é a geratriz da corrupção e de todos crimes.

Entretanto, há de se prestar muita atenção nos bandidos infiltrados ainda na estrutura de poder. O roubo tornou-se um modo de vida para esses cães pilantras, os quais não devem abandonar o osso tão facilmente. Há aí uma questão de sobrevivência e a natural vontade de se perpetuar o crime e a impunidade. Essa caterva conspira e se articula para a sabotagem de tudo quanto lhe possa ser atrapalho.

O remédio é um só, tratar vagabundo como vagabundo, bandido como bandido. Neste novo ambiente a ser criado, não poderá haver o mínimo espaço para que os criminosos se sintam à vontade para continuarem delinquindo. Os vagabundos temem o novo governo e assim devem continuar, com medo de uma legislação mais dura e com a certeza de que seus crimes serão punidos.

Assim, desde o primeiro dia, entre tantos problemas a serem enfrentados, emprego e segurança devem ser destaques e as palavras de ordem. Sérgio Moro e Paulo Guedes serão os artífices dessas mudanças tão desejadas. E isso dá alento aos honestos e apavora os vagabundos, desde os batedores de carteiras, traficantes, quadrilheiros até os tubarões que se enriqueceram roubando nosso povo.

Nada mais poderá ser como antes, porque o antes era ruim e, nas urnas, foi repudiado pelo cidadão brasileiro.

*****************************************************************

Verão
Manhã de Sol morninho prometendo calor de Verão. Vento suave, indo e vindo. Ao longe um chamar de passarinho… É meu amigo, essas coisas embrulham a vida em pacote de presente.

Noite de Verão
Na noite quente de Verão, em que as paixões ardem
As aleluias anunciam as chuvas que as apagarão
O fogo que o hoje consome prepara as cinzas do amanhã
Nada é perene, tudo é fugaz, tudo é transformação.

O caminho
Sigamos pois, amiga minha, dá-me teu braço
Porque andar sozinho por este longo caminho
Nos faz duros como os pedregulhos da caminhada.

********************************************************************************

MAIS DE MIL ACESSOS EM UMA SEMANA

Leia nosso livro Corações Dedicados, clique aqui e divulgue!

Obrigado.
Patientia, fratres!
1 Comentário


A tragédia brasileira tem nome: STF

 

Certas tragédias nos provocam risos. Sobremodo as de personagens patéticas, bufas, compostas por arquétipos do mais ridículo que há nos seres humanos. Ontem, o Supremo Tribunal Federal (STF) nos deu esse espetáculo protagonizado por tristes patetas, honoráveis herdeiros da safadeza embutida na indicação política para eternos cargos de mando. Canastrões convidados a interpretar épicos papéis e que aparecem cagados em cena, para delírio e riso do público.

Marco Aurélio, o arremedo de seu homônimo romano, achou-se em dia de imperador. Trouxe a si a irresponsabilidade de soltar notórios bandidos, coberto pelo curto pano de uma legislação caduca e que já não reflete a atual realidade dos brasileiros, violenta e bárbara. Assim, de única caneta, assinou a liminar da vergonha.

Portanto, como manda o manual dos dramaturgos, cabe agora ao público, que testemunhou boquiaberto mais esse ato da tragédia STF, avaliar o que moveu Marco Aurélio: ignorância da realidade – que façam o imperador viver com um salário mínimo e depois tentar voltar para casa, na favela ou subúrbios, sem ser assaltado ou morto nas esquinas escuras; se foi a loucura, que o internem em hospício; se foram forças ocultas, que se investiguem as togas manchadas e que se descubram quais forças são essas.

Aliás, essas forças ocultas, “em tempos estranhos”, andam operando milagres na segunda turma da corte, o que as fazem as maiores suspeitas de ato tão desesperado do ministro, no apagar das luzes deste ano da graça de 2018.

**************************************

Sem remédio
Depois de ontem, em patéticos protestos dos militontos na PF de Curitiba, concluímos em definitivo: para a burrice militante não há remédio.

O amigo
O vento é amigo do tempo
Desgasta os montes
E os rostos dos homens.

A mulher sensual
A sensualidade usa um perfume chamado mistério, mistura de leves aromas de desafio, inteligência, ternura e um tiquinho da essência de crueldade.

Do mestre
“O ser humano é capaz de tudo, até mesmo de uma boa ação”, do mestre Nelson Rodrigues.

De outro mestre
“O jornalista não deve; precisa ter opinião. Isto é necessário, para não cair nas costumeiras mentiras dos políticos e algumas autoridades públicas, empresários, policiais…” Jota Oliveira in “Cinquenta anos de jornalismo”.

Eis o lugar
Alô Brasília: pacote de Carnaval grátis na carceragem, em Curitiba. Apareçam!

Natal dos patifes
No Natal, até mesmo alguns grandes patifes têm por míseros segundos a caridade no coração. Vaidosos, transmitem pela televisão, avisam pelo rádio e publicam no jornal magna e repentina vontade de ajudar o próximo, desde que isso lhes renda o marketing que irá arrancar fingidas lágrimas de solidariedade dos hipócritas e suspiros de esperança nos desgraçados.

Feliz Natal
Aos que ainda não negam n’alma o alegre espanto
Com as coisas simples
Como a semente que deixa a árvore em despedida
E se abandona confiante ao vento.
Feliz Natal
Aos que carregam n’alma o amor em alegre canto
E espalham na ventania as sementes da Esperança.

***********************************************************************************

Leia nosso livro Corações Dedicados, clique aqui e divulgue!

Hoje estamos comemorando mais de mil visualizações de nosso livro em apenas uma semana!
Obrigado.
patientia, fratres!

 

 

Comente aqui


Unidos da Carceragem já tem samba para o Carnaval

A República de Curitiba vai ter o bloco Unidos da Carceragem, financiado pela Rouanet.

As escolas de samba e blocos já estão ensaiando para o Carnaval 2019, inclusive em Curitiba, que tem o Carnaval mais desanimado do Brasil. Mas as coisas podem mudar por efeito dos hóspedes da Polícia Federal na cidade. Atenção, República de Curitiba! Enquanto a Mangueira não entra, aqui vai a Marchinha do BUC (Bloco Unidos da Carceragem).

Ô, ô, seu Moro,
Ô, ô, seu Moro
A vida aqui
Tá ruim pra cachorro (bis)

Eu tinha tudo na vida
Propina, grana e muié
Agora durmo de conchinha
Do jeito que o diabo qué
Ô, ô seu…(bis)
Ô, ô seu.. (bis)
(Favor completar a letra!).

Vinho francês
Sacanagem é marcar com os amigos a virada de ano perto da carceragem da PF em Curitiba, fazer a contagem regressiva, soltar fogos e gritar: alguém quer champagne, vinho francês, caviar…?!

***********************************

Um governo que começa pequeno
Seremos governados por um ratinho conhecido por Juninho. Não tivemos opções, todos os candidatos eram sofríveis. Com a eleição, nada mudou no Paraná. Um governo que começará no diminutivo, repetindo a velha política e o mesmo esquema do medíocre secretariado manjado de sempre.

Rachou a mamona
Jandisclay, filósofo e sanfoneiro de zona, esqueceu a sogra trancada dentro do carro por 5 horas e num solão de rachar mamona. “Quando abri a porta do Chevetão, vi a véia babando, vivinha, dormindo como uma jararaca que engoliu um cabrito!”, lamentou-se Jandisclay, em noite etílica no Bar do Espiga.

Burrice militante
A poesia sempre foi usada para cantadas
Daquelas classudas, bem elaboradas
Para namoro, casamento, ou até um caso
Mas, poetas enamorados
Cuidado com os galanteios
Neste mundo tomado pelas toupeiras das cartilhas
É mister fazer poema e mandar flores
Para mulher sensível e inteligente
Pois declarar amor a asno pode ser sexual assédio
E para burrice militante não há remédio!

Só para informar
Todos os posts que aqui coloco são autorais, não são copiados. Raramente faço citações de terceiros e quando as faço, tenho o bom hábito de citar o autor.

Todo burro
Essa moda politicamente imbecilizada de agrado a gêneros ignora inclusive a noção de conjunto e faz o sujeito (ou sujeita) passar vergonha. A ideia de “todo” já contempla a totalidade, portanto, dizer “bom-dia a todos e a todas”, revela ignorância de lógica aritmética (o todo já contém tudo!) e desconhecimento gramatical, pois “todo ou toda” nunca foram pronomes de tratamento. De acordo com a sintaxe da oração, “todo” pode ser pronome indefinido (qualquer); adjetivo (inteiro); ou ainda substantivo. Latim: totus, a, um.

Direto da feira
Sempre gostei do rádio e sobremodo radiojornalismo. Quando criança, na década de 70, escutava até a Voz da América. Mas havia os jornais locais, com matérias de serviço. Todos os dias, um repórter da Rádio Cultura de Maringá encostava uma Brasília vermelha na feira e entrava ao vivo na programação com os preços do dia – Alface, tanto; repolho, tanto; ABOBORINHA… tanto… Quando estive há alguns anos em Maringá, vi a mesma Brasília estacionada no pátio do Diário.

 

****************************************************************************

Leia nosso livro Corações Dedicados, clique aqui e divulgue!

Obrigado.
patientia, fratres!
1 Comentário


CUT vai pedir penico a Bolsonaro

Gleisi, Lula e Vagner, o PT e a CUT são a mesma coisa, farinha do mesmo saco

Pelego é pelego e não sabe viver sem o colo e o carinho do governo ou do patrão, qualquer governo, qualquer patrão. O jornal El País registra em sua edição eletrônica deste dia 18, que o presidente da Central Única dos Trabalhadores  (CUT),  Vagner Freitas, vai procurar o presidente eleito Jair Bolsonraro para negociar.

“O Governo [Bolsonaro] foi eleito por 57 milhões de pessoas e vai tomar posse no dia 1º de janeiro. A CUT vai procurar o governo para negociar os interesses dos trabalhadores”, disse o sindicalista ao jornal espanhol. Entretanto, o próprio jornal lembra a fala diferente de Freitas há 30 dias, em manifestação patética, em Curitiba. Na ocasião, quando veio a Curitiba prestar solidariedade ao condenado Lula, a posição do cutista era de revanche: “Todos sabem que Lula seria eleito em primeiro turno, por isso está preso. Logo, que fique muito claro que nós não reconhecemos o senhor Bolsonaro como presidente da República.”

Ora, ora, a quem pensam que enganam? A CUT – sem a grana fácil do Imposto Sindical, cargos e sinecuras governamentais – é quase que uma defunta insepulta. Diz representar mais de 3700 sindicatos, mas não consegue promover uma greve de sorveteiros – talvez consiga de funcionários públicos, os quais não podem ser demitidos, e olhe lá, a custo de muito pão com mortadela.  Além disso, todo trabalhador sabe que a CUT é o PT. O próprio Vagner foi um dos coordenadores da campanha do partido nas eleições deste ano.

Creio que antes de procurar Bolsonaro, a CUT deveria procurar os trabalhadores e explicar a razão de ter ficado 15 anos puxando o saco do governo petista, porquanto o trabalhador quase nada obtinha de avanços em seus acordos coletivos, ao mesmo tempo em que o país era roubado por corruptos e o desemprego assombrava pais e mães de família. Depois, a CUT vai ter que perguntar aos trabalhadores se eles sentem realmente representados pela central petista.

Por último, a CUT vai ter que provar que não é mais o braço sindical do PT, fazer uma autocrítica sincera de sua desastrosa atuação como representante laboral, fechando os olhos à roubalheira e não participando das verdadeiras lutas do povo brasileiro. Daí sim, procurar Bolsonaro, isso se o governo for tolo o bastante para cair em conversa mole e dar penico a quem sempre o sacaneou. Ou seja, dar asa para cobra.

Como conversar com um sujeito desses?

*************************

Não sou Jó!
Mais um ano como 2018 e estarei pensando que os céus me confundem com Jó!

Aos focas
Aos meus novos colegas de imprensa, os que estão se formando agora, eis o básico do básico: vocativo e orações intercaladas sempre entre vírgulas; sujeito + predicado ou predicativo do sujeito, não se separam por vírgulas, o mesmo vale para os adjuntos adnominais, a não ser em casos raros de elegante estilo literário, cada vez mais raros. E não adianta apostar nos corretores de texto, eles também não sabem gramática!

Cascudos na língua
Um cascudo naqueles que dizem que a escola não deve ensinar o padrão culto da língua portuguesa, inclusive cascudos duplos em alguns gênios do MEC. Ora, as leis são escritas nesse padrão, os trabalhos científicos e também todo pensamento de alguma importância para a humanidade. Não ensinar o português corretamente dentro desse padrão, mesmo que dele não se faça uso em situações corriqueiras, é condenar uma grande massa à ignorância – analfabetos funcionais que estão no mundo, mas sem os mecanismos básicos para entenderem-se no mundo. Quem não conhece a própria língua torna-se massa de manobra dos políticos pilantras,que escravizam, dos vagabundos letrados, que legislam, nos roubam e por vezes nos matam.

Cinquenta tons de cinza
Cometa no céu
Meteoros no firmamento
E a nublada Curitiba
Nega-se a sediar o evento.

Eis o espírito
Inimigo falando bem da gente! Eita, espírito de Natal!

Regime
Militonto gordo deveria ir para Venezuela ou Cuba. Lá tem regime que funciona e só para isso, passar fome.

Passas com nozes
Estás só?… Não te preocupes, na ceia de Ano Novo, passas com nozes!

Aborrecido
O silêncio me aborrece, querida
Deixa eu ouvir teu coração
Quero escutar a minha vida.

O NECESSÁRIO

Trabalhai o necessário,
Amai o necessário,
Tende um Deus necessário,
E sede necessários.
O trabalho e a diversão nos distraem da morte.
O amor nos liberta da carne
E Deus nos dá esperança.
Mas sem excessos.
Do contrário
Sereis escravos,
Sereis amargos,
Sereis fanáticos.

******************************************************************************************

Leia nosso livro Corações Dedicados, clique aqui e divulgue!

Obrigado.
patientia, fratres!
3 Comentários


Miss Universo pode dar aulas na USP

Hoje vamos tratar das vaidades humanas (vanitas vanitatum omnia vanitas), um bom tema para uma segundona que nos exige assuntos leves ao se aproximar o Natal. Explico: a frescura também faz parte de nossos costumes e como tal precisa ser noticiada (vide as páginas de “cultura” de nossa grande impressa, quase inútil e senil).

A magna notícia, portanto, é que a filipina-australiana Catriona Gray foi coroada Miss Universo no dia de hoje, em algum lugar deste mundo velho e sem porteira. E como a frescura exige, e a falta de cérebro também, esses concursos se apoiam no politicamente correto para se darem ares de coisa útil. Uma moça dedicada, essa Catriona, pois anexou ao seu currículo trabalho voluntário em favela de Manila e disse que apoia a liberação da maconha, mas logo emendou, “para uso medicinal”. Lembrem-se que, nas Filipinas, fumar maconha, enfim consumir drogas, não é uma boa ideia, pois temos lá a pena de morte para traficantes.

Dessa frescura toda, ficou demonstrado, ao melhor estilo de Pangloss, que se elegeu não somente uma Miss, mas uma filósofa que poderia dar aulas tranquilamente no curso de Filosofia da USP, em função de seu apego ao politicamente imbecilizado. Vejam que profundidade da senhorita Gray: “Se eu pudesse ensinar as pessoas a serem gratas poderíamos ter um mundo incrível, no qual a negatividade não poderia crescer e se nutrir e as crianças teriam um sorriso no rosto”.

Havan filosofia
Existem mais coisas entre o céu e a terra do que a nossa Havan filosofia pode vender e a van pode levar.

 

***************************

 

Escritores que matam
O grande problema do escritor: destruir a personagem criada por ele.

Feliz com a língua
Fico feliz quando encontro um estrangeiro que tem o bom gosto de falar o português. E mais feliz ainda quando encontro um brasileiro que não assassina nossa tão amada língua lusitana.

Sinuca
“Sempre confiei no meu taco, mas isso não quer dizer que confio na mesa do jogo”, Jandisclay, filósofo, sanfoneiro de zona e grande jogador de sinuca.

Mestre Google
Nunca gastei mais do que R$ 10 reais em material escolar nos anos de faculdade de Jornalismo ou Matemática. Era uma caderneta destas de fazer conta em vendas ou na padaria e uma caneta BIC. Hoje, tem aluno que aparece com um arsenal tecnológico na faculdade e não consegue escrever uma linha sem pesquisar no Google. TCC então, nem se diga!

Checa lá
Sempre achei o verbo checar um tanto quanto pornográfico. A conjugação no presente do indicativo é um espanto. Tu checas é de arrepiar dependendo de quem sugere. O vós checais então, dá a ideia de mais de uma na mesma sacanagem. Portanto, caros colegas jornalistas, companheiros de copo e de cruz, chequem a bagaça que pode ser barriga!

Relatividade
És tão distante
E a tua saudade
É-me tão perto.

***********************************************************************************************

Poema do nosso livro Corações Dedicados, clique aqui, leia e divulgue!

Obrigado.
patientia, fratres!
2 Comentários


Cometa do Natal será visto hoje a olho nu

 

O cometa 46P/Wirtanen, conhecido pelo simpático nome de “Cometa do Natal”, atinge neste domingo o ponto de sua órbita mais próximo da Terra e poderá ser observado a olho nu. De acordo com a Nasa, ele passa por aqui a cada 5 anos e será visto na constelação de Touro. Mesmo visível, o cometa estará a cerca 11,6 milhões de quilômetros da Terra (mais ou menos 30 vezes a distância entre a Terra e a Lua). Observe que essa distância parece grande demais, mas em Astronomia, é um nadinha, é bem pertinho mesmo.

Nesta época do ano, também ocorre a chuva de meteoros Geminídeos, que iluminam o firmamento – meteoros serão visíveis e parecerão bolas de fogo verdes no céu.

Aqueles que não puderem apreciar o show de luzes neste domingo, poderão observá-lo durante todo o mês com binóculo ou pequeno telescópio.

A vã filosofia dos cometas

Os eclipses e os cometas são vistos como agouros, desde que o homem olhou para o céu. Shakespeare lamentava-se de que esses agouros celestes somente serviam aos príncipes e aos papas. Assim, os remediados, os desprovidos, a gentalhada, os descamisados, nem com a sorte dos céus contam, por simples falta de importância aos deuses.

*******************************************

 

Multiverso
Se os físicos estiverem certos com suas teorias sobre o “Multiverso” – infinitos universos paralelos, com várias cópias do indivíduo em vidas também paralelas – vamos ter que rasgar todos os nossos tratados filosóficos, livros religiosos, e criar uma nova compreensão da vida e do homem. O duro é que, matematicamente, eles estão certos!

Nossa imprensa
Leio Camus: “um país vale, muito frequentemente, o que vale sua imprensa”.

Nossas lendas
Lendas curitibanas: metrô, loira fantasma, carnaval e prefeito. Acredito na loira!

Colombo
Ontem li a história do genial Colombo, vítima da inveja dos medíocres.

Perereca assada
Calor de cozinhar perereca no brejo!

A lei Rouanet romana
Na Roma antiga, artistas recebiam do Estado e os puxa-sacos do imperador garantiam a boquinha. Vergilius contou a história de Roma em versos maravilhosos e aproveitou para elogiar Octavius Augustus, o imperador da hora. Viveu na riqueza e foi laureado, favorecido pela lei Rouanet da época, o mecenato de Estado, que também se chamava grana pública. Ovidius escreveu sobre o amor carnal, a contragosto do hipócrita imperador Augustus, em versos magníficos; sem puxar o saco de ninguém, morreu no exílio, na mais completa penúria. Com os séculos, Ovidius era mais considerado pelo povo do que Vergilius.

O tato do Espírito
O sentir de hoje, dentro de nossos corações, é o mesmo sentir do homem da caverna que tateou o lado exterior da montanha em que se abrigava, em medo, susto e êxtase, ao se descobrir dentro de um contexto cada vez mais inexplicável, principalmente ao mirar os astros e as estrelas. Poesia, portanto, é esse sentir, é a forma que encontramos de dar explicações ao que não se explica, de dizer o que não foi dito; é acrescentar em nós mesmos mais do que nossos cinco carnais sentidos, dando sutil tato aos nossos espíritos.

 

*******************************************************************************************

 

 

Poema do nosso livro Corações Dedicados, clique aqui, leia e divulgue!

Obrigado.
patientia, fratres!
1 Comentário


João não é espírita nem é de Deus

Sou da antiga e boa educação, daquela que me ensinou a respeitar as convicções alheias, principalmente as religiosas. Portanto, abordar o assunto religião é-me tarefa espinhosa. A premissa aqui é simples, as religiões são feitas por homens, e os homens são falíveis, quer sejam católicos, protestantes, pentecostais, espíritas, ou quaisquer outras coisas. Entretanto, essa falibilidade humana não isenta ninguém de seus crimes, faltas ou pecados.

Permitam-me, para a delimitação do tema, o exame somente do dito e chamado João de Deus, pivô desse escândalo sexual, talvez um dos maiores já ocorridos, envolvendo o uso de suposta mediunidade, fenômeno que se manifesta em várias religiões, porém com nomes e conceitos diferentes. No Espiritualismo, por exemplo, podemos ver sua manifestação em amplo espectro de denominações religiosas, que vão desde as que têm suas origens africanas, num tempo que nos é impossível precisar, tal é a antiguidade delas, até as que se  construíram a partir do trabalho de codificação de Kardec, em França, ainda no século dezenove.

Neste contexto, o chamado João de Deus é classificado erroneamente como “espírita” pela imprensa, que a tudo generaliza e simplifica. Caso se queira alguma precisão, podemos chamá-lo de tudo, menos Espírita (Kardecista) – comparem Chico Xavier e seu modo de vida cristão com o suposto médium goiano, as diferenças são enormes. Chico viveu a doutrina Espírita, praticando seus princípios, sobremodo a caridade, ciente de suas possíveis falhas como homem, sempre corrigidas na oração e devoção a sua missão de médium. Nunca buscou ganhar dinheiro com o dom que possuía e viveu na simplicidade e, em certos momentos, na penúria. Tinha uma única vaidade, a peruca, jamais usou joias ou acumulou bens. Seus adeptos não buscam se diferenciar com vestimenta especiais e não rendem culto à personalidade, coisa que Chico condenava e de forma veemente. Chico era um homem de Deus e Espírita em conformidade com a doutrina codificada por Kardec.

Por outro lado, temos esse João, que pode ter sido em algum momento um médium com certo valor, mas que se traiu na vaidade, com a acumulação da riqueza, bens materiais e uso de joias, com a sua casa de atendimento transformada quase que num templo, a juntar seguidores que tentam se distinguir no branco imaculado que ostentam. Ora, temos aí todos os sinais de uma próspera seita – em que o negócio fé se mostra um bom negócio mesmo – com o exercício criminoso de charlatã medicina, que opera e vende “remédios”, e pior, abusa do semelhante, enfim dos crentes.  João não é um homem de Deus, é um homem que precisa de Deus. João não um espírita, é um aproveitador que usou a religião para dar vazão aos mais horrendos instintos a causar sofrimento aos necessitados.

Eis as diferenças, mais nada.

*************************************

Mais pilantragens
Brasil das besteiras que vendem: terapia quântica; alimentação quântica; e pasmem, horóscopo quântico! – Com quantos quantum se faz os quanta do absurdo!

Lava Cueca
Em janeiro, a nova fase da operação Lava Jato será o Lava Cueca. O que tem de pilantra se borrando por aí, não é fácil!

A vingança do poeta
Dante amou Beatriz e a transformou na musa da musas ao eternizá-la na Divina Comédia. Consta que o poeta a viu não mais do que duas vezes e dela não obteve palavra, somente um sorriso. Beatriz morreu jovem e Dante casou-se. Com o tempo, o poeta descobriu que havia escolhido mal, sua mulher tinha o comportamento vulgar e era o que hoje chamamos de fofoqueira. Assim, voltar para casa para ele tornou-se um martírio. A vingança de Dante, creio, foi nunca ter citado a megera em seus versos.

Linguiça queimada
“Verdades da vida: fogo demais queima a linguiça”, Jandisclay, filósofo e sanfoneiro de zona.

Vá, Batistti
♫ Moro no país tropical…
Tenho um Fux e um violão…♫

Soneto das tralhas

Meu dia de letras termina cansado
Andei mil léguas em pensamento
E depois de tanto andar naveguei
Pelo mar revolto em antigas naus

Pensamento vai de remo, vai a pé
Para em porto, no caminho faz fé
Voa também, em infinitas alturas
Leva-me longe e é desassossego

E no início da noite para mim volto
Sou de mim o próprio seguro porto
Onde deposito as tralhas da viagem

Hoje trouxe-me bocados de céu
As ternuras de todos os olhares
E fardos de Esperanças a granel.

********************************************************************************************

Poema do nosso livro Corações Dedicados, clique aqui, leia e divulgue!

Obrigado.
patientia, fratres!
3 Comentários