Geral



De família: partidos no Paraná têm dono

 

Depois da prisão do ex-governador tucano Beto Richa, nosso povo deparou-se com a triste constatação, praticamente todos os candidatos ao governo têm algum grau de parentesco ou de compadrio. Sim, e os que não os possuem, já serviram de capacho a essas famílias que mandam no Paraná há anos.

Não há opções. Os partidos locais estão loteados pelos clãs ou famílias, que mandam e desmandam e indicam quem desejam e querem (e isso vale, talvez mais ainda, nos municípios!). Poucas legendas – nanicas e ou figurativa – escapam disso e mesmo assim, parte delas se oferece a interesses nada republicanos.

Aqui, como em qualquer outro lugar onde impera o neo-coronelismo, o pequeno rebento do político já é iniciado na safadeza de dar continuidade ao “legado” familiar, ao mesmo tempo que é matriculado no curso de ilusionista do povo. Por isso, essa gente se arrepia quando se fala em reforma política e, principalmente, em reforma partidária. Sou um devoto da democracia, não prego e nunca preguei o voto nulo, porém vai ser muito difícil votar, nesta eleição, nos coronéis, familiares, compadres, ou ainda em seus capatazes.

 

 

Novo velho
Amoedo errou feio na estratégia de campanha. Pena que seu erro custe tanto para os outros candidatos da chapa. Tem gente boa lá.

Glória!
Com seu marketing da década de 1980, Alvaro Dias empata com cabo Daciolo, que faz campanha com cartazes de cartolina.

Glória!!
Também empatado com o cabo Daciolo, Alf Meirelles jura que vai para o segundo turno! Rá!!

Alckmin I
O Merenda é um fenômeno: maior tempo na TV; grana sobrando; maior apoio de partidos… E uma campanha medíocre!

Alckmin II
Partidos do Centrão começam a dar tchau-tchau para o Merenda, que vai ter a maior derrota eleitoral já registrada pelo PSDB.

Sadol nela
Marina das Selvas está no mato sem cachorro, nem com fortificante vai para frente!

Up na carreira
Pela quantidade, os professores candidatos acharam um jeito de mudar de vida, em carreira promissora na política.

Correção:
Em vez de “professor” leia-se tubarão do ensino Oriovisto, candidato ao Senado pelo PR.

Coisa feia
A propaganda de TV do PT e puxadinhos no Paraná é a cara da desgraça. Zolivre!

Palhaçada cara
O PT torrou R$ 26 milhões com a palhaçada da candidatura de Lula. Dinheiro que sairá do teu bolso, contribuinte!

Safadeza
O dinheiro público que esses candidatos de bosta gastam na campanha é o mesmo que falta no posto de saúde. Pense nisso!

Também pode
Pelo “raciocínio” dos iluminados do TSE, o Marcola também teria o direito de participar do programa do Poste do PT!!!

Vaia no poste
Brasileiro volta a praticar o esporte nacional: Poste do PT foi vaiado em Itajaí.

Pega ladrão
Roubar o povo não é profissão,
402 deputados federais
São candidatos à reeleição.

Só as belas
Dizem que só louvo as belas
Sim, já viste algum poeta que por musa tivesse
Peluda que não toma banho e que do rancor se veste?

 

Em Setembro, vai o Inverno… 

 

 

Patientia, fratres!

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Marketeiros erram no uso da internet


Antes na do processo eleitoral ter se iniciado. afirmamos categoricamente que as eleições se definiriam nas redes sociais da inertnet. Marketeiros tradicionais (alguns ainda usam máquina de escrever) torceram o nariz e apostaram como de hábito no rádio e TV – se ferraram. Depois das últimas pesquisas, está claro que as redes sociais estão sendo o diferencial nesta eleição e serão muito mais nas próximas. A vetusta matriz de comunicação eleitoral rádio-TV – nem mais levo em consideração a impressa – trabalha a mensagem num único sentido, nela não há a possibilidade de se agregar conteúdos e, portanto, tornou-se enfadonha para uma geração que se acostumou a efetuar o feedbak não somente para o emissor, mas que também se transforma num emissor, gerando outros ruídos na mensagem e feedbaks ad infinitum, e isso num processo imediato, na hora em que recebe a primeira mensagem e de forma dinâmica – perdoe-me a linguagem matemática, na internet a coisa se dá de forma exponencial, assim (1 + 1 + 1…) elevado à enésima potência; no rádio e TV, será sempre o velho número absoluto obtido a partir de uma simples soma de audiências aleatórias, sem multiplicação alguma, a mensagem pode chegar ao sujeito (ainda não eleitor) e dificilmente vai além dele. Afora isso, temos que levar em consideração a baixa audiência desses programas, pois são chatos, e também a queda da audiência das TVs de sinal aberto.

Como disse, alguns marketeiros acordaram somente agora, faltando praticamente três semanas para as eleições, ao notarem que lutavam num campo de batalha com uma audiência no fastio e enjoo, falando ao vento. Reforçam a nossa tese, as falas recentes de boa parte das coordenações de campanha, que diz que há de se turbinar seus candidatos nas redes sociais, ao notar que o único candidato que praticamente não tem tempo de rádio-TV está disparado nas pesquisas e que o PT, que ainda tem alguma militância nas redes, consegue guindar seu candidato, mesmo que com muito atraso, ao posto de segundo colocado – a única diferença, e brutal, é que a campanha de Bolsonaro é mais sólida na internet e tem muito espaço para crescer em comparação com a do candidato do PT, pois os sucessivos escândalos de corrupção petista isolaram seus militantes, que alcançaram uma fadiga de discurso, o que os impede de falarem para mais gente, posto que foram isolados em seus próprios grupos, falando para eles mesmos, numa espécie de loop infinito.

Agora, vamos e venhamos, tentar montar uma rede eficiente nesta altura do campeonato para candidato morto e sem conteúdo, só para mágicos!

O carro usado de Toffoli
Não compraria um carro usado do Toffoli, por isso não confio quando ele diz que as urnas eletrônicas são “seguras”.

Mais parente de Richa
Marcos Traad (PSDB) é primo do Beto Richa, ele é candidato a deputado no PR.

Afogada
Cida Borghetti tenta de todas as formas livrar-se do abraço de afogado de Beto Richa, que não quer largar o osso e mantém candidatura ao Senado. Caso Richa não desista, Cida vai ter que assumir todo o desgaste decorrente das denúncias de corrupção.

Bandidos
Da cadeia, PCC comanda crime organizado no Brasil.
Da cadeia, Lula coordena campanha do poste.

Crime eleitoral
O TRE deveria verificar de quais cadastros estão saindo nossos telefones para certos políticos.

Iludidos
As ilusões que movem o ladrão:
Pensar que nunca será apanhado;
Que ele é o esperto e os honestos não.

Pronto, Merenda!
O Merenda se acha pronto. Pronto para roubar o povo brasileiro, é claro!

As barangas
“O grupo de barangas foi hackeado” – Clariço, o inspector, hacker de final de semana.

No hospício
Psiquiatra — Pode me contar tudo desde o princípio…
Paciente — Pois bem, doutor, no princípio eu criei o céu e a terra…

Artistas ou lambe-sacos
A arte é rebelde, não aceita governos, principalmente corruptos. O pretenso artista que empresta apoio a políticos só pode ser um lambe-saco conivente com a corrupção e pior, comprometido até o tutano com o status quo. Na realidade, falo dos “artistas do grande esquema”, os quais esperam em seus bolsos as migalhas que caem da grande mesa da sacanagem e imoralidade públicas por meio do mecenato do Estado, leis de incentivo à preguiça e renúncia fiscal. “Artista” que não vê que essa grana faz falta aos nossos hospitais, a nossa gente miserável, é um pilantra, não é um artista.

Progresso em Irati (PR)
Em Irati, as únicas coisas que prosperam são o restaurante e o posto de gasolina da deputada Leandre (PV) na beira da estrada.

Educação
É dever dos pais ensinarem aos filhos o repeito ao professor. E é dever do professor dá-se o respeito.

Sogro não é parente, mas atrapalha
Ao casar, escolha bem o seu sogro. Rá!

Niilismo
Dizem que nada falo dos candidatos do PT do PR. Meus irmãos, é foda falar sobre o nada! Nem filósofo consegue!

Rabo preso

Corrupto com o rabo preso
Procure o Gilmar
Para ter o rabo solto.

Fome na Venezuela

Ó homens, ó mulheres
Meus companheiros de infortúnio
Que atravessam esta estreita ponte
Estendida sobre o abismo profundo
Que liga o nascer ao morrer
Dizei-me vós, ó atordoados, explicai-me
Como é que essas podres e cínicas tábuas
Que nos sustentam
E essas finas cordas não arrebentam
Com o peso de nossos pecados?

Patientia, fratres!

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“Richa é líder de organização criminosa”, afirmam promotores do MP

Há leituras deveras muitíssimo chatas a se fazer nesta vida e jornalista é obrigado a ler tudo, até as letrinhas miúdas de bula de remédios para ratos. Entre essas leituras espinhosas, porém necessárias, estão as petições de advogados; a maior parte, hoje, escrava do “Control C e Control V” – raras em originalidade. Há ainda as sentenças e acórdãos que se fazem cópia de cópia. Ossos do ofício. Mas felizmente, de vez em quando aparece coisa boa neste garimpo diário. Informações claras, escritas no melhor português e, pasmem, objetivas, sem firulas para dizer que um bandido é um bandido, ou que um inocente é um inocente.Os promotores do caso Beto Richa foram diretos na acusação, que determinou seu martírio atrás das grades: “(ele) é líder da organização criminosa investigada e principal destinatário das propinas pagas pelos empresários”. Mais direto impossível, acusação dura e feita com toda convicção possível neste mundo permeado pelas meias-verdades e mentiras absolutas.

Baseado nisso e nas provas que se fazem incontáveis, o desembargador Laertes Ferreira Gomes, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ-PR),  negou o pedido liminar de habeas corpus ao preso Beto Richa, candidato ao Senado pelo PSDB, e da mulher e ex-secretária estadual Fernanda Richa. A defesa dele, no seu papel, vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Caso não consiga sucesso em recursos, o casal continua preso em Curitiba pelo menos até sábado, mas há a possibilidade de que as autoridades peçam a prorrogação da prisão, o que acabaria de vez com qualquer sonho do grupo de Richa em sua eleição ao Senado, o que lhe garantiria o foro privilegiado e a oportunidade de enrolar a Justiça por mais um tempo.

Recurso à ONU
Tribunal de Justiça nega habeas corpus para Beto Richa. Só Zanin na causa recorrendo à ONU!

Rato protegido
TRE-PR não quer propaganda “negativa” contra Ratinho. Ora, o que há de positivo em quem babava ovo do preso Beto Richa?

O direito dos pais
Num país de escolas falidas e doutrinadoras, os pais não podem educar filhos em casa. Viva o STF!

Réu I
O candidato-réu Poste II do PT falando de combate a corrupção é a piada do ano!

Réu II
O réu Poste II promete federalizar o combate ao crime organizado. Rá! Joga contra a própria quadrilha!

Réu III
Gleisa lascou-se de vez. A amanta queria ser vice do Poste!

Monopólio da mentira
Proibiram as enquetes pessoais. “Justiça” reconhece que o monopólio da mentira é dos institutos de pesquisa oficiais.

Barangas
“Uma grupo com 1,2 milhão de feminazis. Mentem, o Brasil não tem tanta baranga assim” – Jandisclay, filósofo e sanfoneiro de zona.

Veganos terroristas
Não é piada. O governo francês prendeu “terroristas” veganos que invadiam açougues! Rá!

Sócios ocultos
Tem uns sócios do esquema Roldo-Richa do Palácio 29 de Março que já deveriam ir treinando comer na marmita.

Testemunhas

O espelho e a consciência
Despem qualquer maquiagem
E são testemunhas implacáveis
Do que tu és, do que te tornaste.

Patientia, fratres!

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Lava Jato não intimidou esquema Roldo-Richa, que continuava

 

A pedido da força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF) e da Polícia Federal (PF), a Justiça Federal no Paraná expediu e a PF cumpre na manhã desta terça-feira, 11 de setembro, dois mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária, além de diversos mandados de busca e apreensão no Paraná, em São Paulo e na Bahia. O objetivo é aprofundar as investigações sobre a prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude à licitação referentes à duplicação da PR-323, favorecendo a empresa Odebrecht.

São alvos de prisão nesta fase: Deonilson Roldo (foto, à direita de Beto Richa), ex-chefe de gabinete do então governador do Paraná, Carlos Alberto Richa (Beto Richa); Jorge Theodócio Atherino, empresário apontado como “operador financeiro” do ex-governador; e Tiago Correia Adriano Rocha, indicado como braço-direto de Jorge, e responsável por diversas transações financeiras dos empreendimentos do executivo.

Conforme apontaram as investigações e a denúncia recentemente oferecida pelo MPF, empresários do grupo Odebrecht realizaram, no primeiro semestre de 2014, um acerto de subornos com Deonilson Roldo, para que este limitasse a concorrência da licitação para duplicação da PR-323, entre os municípios de Francisco Alves e Maringá. Em contrapartida, a Odebrecht pagaria R$ 4 milhões a Roldo e ao seu grupo. A corrupção foi ajustada em três reuniões entre Roldo e representantes da empreiteira. As evidências mostraram que, no final de janeiro de 2014, executivos da Odebrecht procuraram o então chefe de gabinete do governador e solicitaram apoio para afastar eventuais concorrentes interessados na licitação da parceria público-privada (PPP) para exploração e duplicação da PR-323.

As provas indicaram ainda que, após uma primeira reunião, Roldo voltou a se encontrar com executivos da empresa, informando que a ajudaria ilegalmente na licitação, mas para isso contava com o auxílio da empresa na campanha do governador daquele ano de 2014. Desta maneira, segundo as evidências, ele solicitou propinas para vender atos praticados no exercício de sua função pública, com o pretexto de que supostamente elas seriam usadas em campanha.

Em seguida, em 14 de fevereiro de 2014, Deonilson Roldo teve uma terceira reunião com os executivos da Odebrecht. Nesse encontro, as provas apontam que o então chefe de gabinete do ex-governador afirmou que tinha procurado as empresas CCR e Viapar, as quais indicaram que não participariam da licitação. Informou, ainda, que o Grupo Bertin tinha interesse na concorrência por intermédio da empresa Contern. Em razão do interesse da Contern, em 24 de fevereiro de 2014, Deonilson Roldo chamou o executivo dessa empresa, Pedro Rache, para uma conversa no Palácio Iguaçu. No encontro, gravado pelo último, o ex-chefe de gabinete do ex-governador informou ao empresário que tinha “compromissos” com a Odebrecht e solicitou ostensivamente que a empresa Contern se afastasse do certame licitatório para obtenção do contrato da PR-323. No mesmo diálogo, Deonilson Roldo, de forma direta, vinculou a desistência da licitação a interesses do Grupo Bertin, que controlava a Contern, na Copel, empresa de energia elétrica do estado do Paraná.

Após diversos adiamentos dos prazos de entrega das propostas, finalmente, em 25 de março de 2014, o Consórcio Rota das Fronteiras, composto pela Odebrecht, Tucumann, Gel e America foi o único a fazer proposta na licitação. Sagrou-se, assim, vencedor da concorrência pública. O contrato foi assinado em 5 de setembro de 2014. As evidências mostraram ainda que, depois de a Odebrecht vencer a licitação, em meados de julho de 2014, o empresário Jorge Atherino compareceu ao escritório da Odebrecht em Curitiba para cobrar as propinas ajustadas nos encontros com Deonilson Roldo.

Diante do contato de Atherino, o diretor-superintendente da Odebrecht para a região Sul e São Paulo demandou o Setor de Operações Estruturadas da companhia – responsável por pagamentos ilícitos – para que repassasse os subornos em favor de agentes públicos do Paraná. As provas indicam ainda que foi aprovado o pagamento ilícito de R$ 4 milhões e Jorge Atherino informou os endereços em que deveriam ser entregues os valores.

Após perícia da Polícia Federal nos sistemas Drousys e MyWebDay do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, foram identificados registros de cinco pagamentos das propinas que foram estabelecidas na forma descrita acima, que totalizaram R$ 3,5 milhões, entre os meses de setembro e outubro de 2014. Os endereços de entrega eram no município de São Paulo, em condomínio relacionado à sogra de Jorge Atherino. Pelo menos R$ 3,5 milhões foram pagos por meio de entregas em espécie de: R$ 500.000,00 em 04/09/2014; R$ 500.000,00 em 11/09/2014; R$ 1.000.000,00 em 18/09/2014; R$ 1.000.000,00 em 25/09/2014; e R$ 500.000,00 em 09/10/2014. Tudo isso conforme lançamentos registrados no sistema de contabilidade ilícito da Odebrecht.

Por meio de uma série de documentos, quebras de sigilo bancário e fiscal, quebra de sigilo telefônico e de outras provas coletadas durante a investigação, identificou-se que os pagamentos foram feitos mediante técnicas de lavagem de dinheiro. Parte dos valores foi depositada, em espécie e de modo fracionado, em contas de Deonilson Roldo e de sua empresa, Start Agência de Notícias. Outra parte dos valores teria sido destinada à realização de depósitos, também em espécie e fracionados, em contas de Jorge Theodocio Atherino, suas empresas e associados.

 

Start Agência de Notícias, não tinha empregados, mas tinha movimentação suspeita

 

Relatório elaborado pela PF apontou que a empresa Start Agência de Notícias, de Deonilson Roldo, recebeu cerca de R$ 135.000,00 em depósitos feitos em espécie, no período entre setembro e dezembro de 2014. Ou seja, depósitos em dinheiro foram feitos no período correspondente e próximo às entregas de valores pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. O MPF, na acusação já apresentada na ação penal 5039163-69.2018.4.04.7000, também relacionou o depósito de parte desses valores, R$ 75.000,00, feito de modo fracionado em trinta e cinco aportes em espécie, no período de setembro a dezembro de 2014, às entregas de valores pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. Mesmo não se tratando de valor tão expressivo, é significativamente superior ao padrão de recebimento de depósitos em espécie pela mesma conta em outros períodos, de acordo com informação elaborada por perícia policial.

Importante também destacar que a empresa Start Agência de Notícias nunca registrou empregados, muito embora pague dividendos a Deonilson Roldo. Na análise fiscal elaborada pela PF, constam ainda empréstimos de Deonilson Roldo para um empresário e conselheiro do Detran/PR, de R$ 802.148,00 em 2016, e de R$ 515.000,00 em 2017. As operações são atípicas pois o patrimônio declarado de Deonilson Roldo seria de cerca de R$ 3 milhões, causando estranheza a realização de um empréstimo para terceiro de quase metade do valor do patrimônio.

Em relação a Jorge Theodócio Atherino, além de seu envolvimento no recebimento de valores pagos pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht (depósitos de R$ 3.426.818,27 entre 05/09/2014 e 30/09/2015), as investigações apontaram movimentações financeiras em contas de empresas relacionadas a ele que somaram aproximadamente R$ 560.000.000,00 entre janeiro de 2014 e maio de 2018. Entre estas movimentações, está o recebimento de R$ 15.348.088,08 somente mediante depósitos em espécie. Além de serem detectadas movimentações financeiras atípicas e inconsistências fiscais como as citadas, há forte suspeita de que as empresas em nome dos familiares do empresário e as contas em nome dos familiares dele tenham sido utilizadas para lavar dinheiro de origem criminosa, misturado a recursos de origem lícita.

Jovita e Ezequias envolvidos  

Dentre os pagamentos suspeitos efetuados por Jorge Theodocio Atherino, por empresas a ele ligadas e por familiares próximos, foram encontradas transferências para: Ezequias Moreira Rodrigues, que foi nomeado pelo então governador Beto Richa como secretário de Estado, condenado por contratar funcionários fantasmas para o gabinete do então deputado estadual Beto Richa, e apontado pela imprensa como alvo de outra investigação em que lhe teria sido atribuída a condição de operador de Beto Richa; Lucia Jovita Inácio, servidora pública do Município de Curitiba, atualmente cedida para a Sanepar e que trabalhou dezesseis anos com Beto Richa; e empresas relacionadas a familiares do ex-governador.

O rastreamento completo dos valores e a elucidação completa das supostas operações de lavagem de Deonilson Roldo, de Jorge Theodocio Atherino e de todos os demais associados prosseguem. A deflagração desta operação objetiva justamente aprofundar a investigação sobre os fatos e outros envolvidos, a fim de que todos os responsáveis pelos crimes possam vir a ser devidamente responsabilizados.

A investigação apura ainda o envolvimento do ex-governador Beto Richa nos fatos, mormente em relação a utilização de empresas em nome de familiares para movimentação de valores cuja origem se intenta apurar.

Prisão de Richa e Roldo para estancar esquema

As prisões executadas se basearam na estrita necessidade de estancar a prática de crimes de suborno milionários e seriais que seguiram sendo realizados mesmo depois do início da Lava Jato, e com base nas evidências que apontam para a existência de um contexto mais amplo de corrupção dentro do governo do Paraná, em diferentes setores. Interceptações telefônicas demonstraram que Deonilson Roldo está atualmente coordenando de forma oculta a campanha de Beto Richa, enquanto Jorge Atherino continua usando suas empresas para movimentação expressiva de valores sem origem identificada. Além disso, constatou-se o emprego de sofisticados métodos de lavagem de dinheiro, envolvendo contas no Brasil e no exterior. Portanto, a liberdade dos réus coloca em risco a ordem pública. Para o juízo da 13ª Vara Federal Criminal, “não se trata de um crime trivial”, envolvendo pelo menos R$ 3,5 milhões em subornos.

“O contexto não é de envolvimento ocasional em crimes de corrupção”, mas da prática reiterada de grande corrupção e de “complexas operações de lavagem de dinheiro”, no Brasil e exterior. Ainda, nas palavras do magistrado: “O crime de corrupção e lavagem relativo à duplicação na PR 323 insere-se em um contexto mais amplo, de um esquema de corrupção sistêmica, com cobrança sistemática de vantagem indevida de empresas fornecedoras de diversos setores do Governo do Estado do Paraná. Jorge Theodocio Atherino teria um papel central no recebimento e ocultação e dissimulação desses recursos. Deonilson Roldo seria um dos líderes do esquema criminoso e teria substituído Luis Abi Antoun, após a prisão deste, como o principal operador do esquema de arrecadação de recursos ilícitos de empresas fornecedoras do Governo do Estado.

Além disso, o volume das operações financeiras suspeitas de lavagem de dinheiro atribuídas Deonilson Roldo e Jorge Theodocio Atherino parece transcender o crime de lavagem em relação vantagens indevidas recebidas no contrato da duplicação da PR 323, o que é indício de envolvimento em outros crimes de corrupção ou em lavagem de outros crimes de corrupção. A ilustrar, a movimentação financeira de mais de quinhentos milhões de reais das empresas de Jorge Theodocio Atherino e com mais quinze milhões recebidos em espécie.

Chama ainda a atenção o fato de que os crimes foram cometidos no segundo semestre de 2014, quando a Operação Lava Jato já havia adquirido certa notoriedade, tendo, entre as investigadas, a Construtora Norberto Odebrecht. Isso significa, em cognição sumária, que nem mesmo o início dessas investigações e a sua notoridade foram suficientes para prevenir que ambos, Deonilson Roldo e Jorge Theodocio Atherino, solicitassem vantagem indevida de executivos do Grupo Odebrecht, recebessem o dinheiro e ocultassem e dissimulassem o produto do crime. Tal comportamento indica o caráter serial das condutas de corrupção e lavagem e indicam a prisão preventiva como necessária para interrupção da prática de novos crimes.”

Força tarefa da Lava Jato apresentou denúncia

A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná apresentou, no último dia 5, denúncia sobre parte dos fatos e agentes investigados pela operação deflagrada hoje. Onze pessoas foram acusadas dos crimes de corrupção (ativa e passiva) e lavagem de dinheiro. A denúncia foi aceita pela 13ª Vara Federal Criminal e viraram réus o empresário Jorge Theodócio Atherino, apontado como “operador” (intermediário que gerenciava as propinas) do ex-governador Carlos Alberto Richa (Beto Richa); o ex-chefe de gabinete deste último, Deonilson Roldo; Adolpho Julio da Silva Mello Neto; Benedicto Barbosa da Silva Junior; Fernando Migliacchio da Silva; Luciano Riberiro Pizzatto; Luiz Antônio Bueno Junior; Luiz Eduardo Soares; Maria Lucia Tavares; Olívio Rodrigues Junior e Álvaro José Galliez Novis. As investigações e a denúncia são também fruto da colaboração da empresa Odebrecht e de seus executivos e colaboradores. Informações e provas sobre crimes praticados por todo o país foram distribuídas pelo Supremo para diferentes jurisdições, mantendo-se naquela Corte e no Superior Tribunal de Justiça os fatos relacionados a pessoas que gozam de foro privilegiado.

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Por que chora Schumacher?

O estado de saúde do ex-piloto alemão de Fórmula 1, Michael Schumacher (49) está envolto em mistérios desde o acidente de esqui em 2013, que lhe deixou em coma por muito tempo. Mas de acordo com informações da revista Paris Match, um membro da família do ex-piloto disse que escorre lágrimas silenciosas de emoção dos olhos de Schumacher quando ele contempla o Lago de Geneva (Lac Léman) e a natureza que lhe rodeia desde a janela de sua mansão na cidade suíça de Gland.

O Lago Léman ou Lago Lemano , que se chama Lac Léman na França e na Suíça, mas que é conhecido nalguns países como Lac de Genève, é um lago situado na França e na Suíça. É o maior lago da Europa Ocidental.

Schumacher também se emociona quando recebe estímulos com sons dos motores de carros de corrida por meio de fones de ouvido.

A revista francesa também informa que o ex-piloto segue sem poder caminhar e falar, embora apresente melhoras ao realizar os exercícios de reabilitação na piscina. Neste tempo todo, Shumacher está sendo acompanhado pela sua mulher Corinna Betsch, que ainda crê ser o estado do marido reversível. (tradução: Fernando Nandé).

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A ditadura da vaidade estética chega à política

O Brasil é campeão em cirurgias plásticas. Aqui, qualquer guria de 16 anos é explorada pelos modismos e entra no bisturi por besteiras e com risco até mesmo de morte: um nariz assim assado; um umbigo nada assanhado; um peito de ovo frito; ou um olho de peixe morto; uma bunda que imita tábua. Falo da mulheres, mas há tempo que a marmanjada também apela para transformações estéticas para lá de desnecessárias, numa luta inglória contra o natural envelhecimento.
O objetivo dessa lucrativa indústria da vaidade é apelar para o falso porém estético, sem se importar com quem estabelece padrões de beleza. Pobres mentes imersas na vaidade, soubessem história, saberiam que a humanidade sempre experimenta as artificialidades e tende a retornar ao natural.
Chegará o dia que o bonito, o estético, será apenas o natural, como sempre foi. Daí, minha nega, o estrago já estará feito e o negócio será optar por cirurgias para desfazer antigas vaidades e gastar mais uma grana preta. E quer saber, não vai ficar bom.
Na política, principalmente depois do primeiro debate da Band, muito se falou do aspecto físico do candidato a presidente Alvaro Dias. Ora, é notória a preocupação de Alvaro com a estética, pois ela sempre fez parte de seu apelo em busca de votos junto ao eleitorado feminino. Sou testemunha disso, quando ainda criança, testemunhei um comício em que o então vereador Alvaro Dias arrancava suspiros das mocinhas que iriam votar pela primeira vez. Talvez, Alvaro no intento de manter o juvenil visual, tenha exagerado e hoje, o que lhe ressaltava a imagem, atrapalha, pois se presta mais atenção na sua figura do que nas suas razoáveis propostas de governo.

Pobre povo do Paraná
Os medíocres partidos do Paraná nos empurraram pelo menos três candidatos teleguiados por seus clãs políticos: uma madame e dois piás pançudos mimados: um sobrinho e outro júnior.

Safadeza de pai para filho
Em levantamento feito pela Folha de S. Paulo, verifica-se que há pelo menos 60 candidatos no Brasil pertencentes à dinastias políticas, naquele negócio de passar, geralmente, a safadeza como um legado para os filhos e parentes.

Famílias que mandam na política
O Brasil tem pelo menos 20 grandes clãs políticos, informa a Folha. O mais conhecido é o da Família Sarney. Aqui no Paraná, também os há, mas ainda em fase embrionária se comparados aos mais antigos em atividade no Brasil, como os Barros, no Norte do Paraná e os Requião e Richa, na capital do Estado.

Desonra no Tribunal
Desembargador teria aceitado R$ 300 mil para liberar suspeito, no TO. Aqui, um cargo no governo para a filha é o suficiente.

Vergonha
“Perderam a vergonha no Brasil, praticam crimes com naturalidade”, juiz Marcelo Bretas, em entrevista ao Estadão.

O “gópi” da ONU
Foi gópi. Dos 18 membros do Comitê da ONU que diz ter se solidarizado com o condenado Lula, somente dois lambe-sacos assinaram a petição.

O “gópi” da ONU
Nessas condições, uma liminar da ONU vale tanto quanto um peido n’água.

Poema azul

Um hoje extremamente azul celeste
E aquela vontade que ao espírito veste
De transformar tudo em verso

O mundo carece de poesia
Que cante cada amanhecer
Principalmente os hojes azulados em doirado

E tu, que vi nesta manhã incógnita na rua,
Com os olhos banhados na aurora da esperança
Terás aqui o registro da luz de teu sorriso amanhecido

E a Paz, que é boa senhora e vilipendiada sempre,
Ganhará neste matinal céu de Inverno
Versos que rogam aos homens o Seu sagrado nome.

 

Patientia, fratres meis.

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Ex-diretor da UTFPR construía prédios com grana desviada. Vinte estão em cana

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira, 13, o ex-diretor-geral do Câmpus Cornélio Procópio da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Devanil Antônio Francisco (foto). Ele é um dos principais alvos da Operação 14 Bis, que investiga desvios da entidade. Sandro Rogério de Almeida, que ocupou o cargo de diretor de Planejamento e Administração do Câmpus Cornélio Procópio, também foi preso. Ao todo, foram 20 ordens de prisão.

Devanil Francisco é acusado de ter alcançado um grande patrimônio durante o período em que exerceu as funções no Câmpus. Ele montou uma empresa, a 14 Bis exclusivamente para administrar os bens, entre os quais dois edifícios em Cornélio Procópio (PR), um com 32 quitinetes e outro com 26, que eram alugados para os próprios alunos da Universidade.

Além dos bens imóveis, Devanil Francisco, segundo a PF, é sócio na construção de um terceiro prédio de luxo, em parceria com um empresário envolvido nas fraudes, na mesma cidade situada a 400 quilômetros da capital, Curitiba.

A Operação 14 Bis, deflagrada pela PF em parceria com a Procuradoria, a Controladoria-Geral da União e a Receita, prendeu ao todo 20 investigados, em regime temporário por cinco dias, e realizou buscas em 26 endereços – além de joias, carros de alto padrão e três lanchas, os federais apreenderam 27 mil dólares.

Outro ex-servidor da Universidade foi preso: Sandro Rogério de Almeida, que ocupou o cargo de diretor de Planejamento e Administração do Câmpus Cornélio Procópio.

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PF busca 20 envolvidos nos desvios da UTFPR de Cornélio Procópio

A PF começou a sacudir o abacateiro da UTFPR de Cornélio Procópio (Norte do Paraná), nesta primeira leva, 20 dos graúdos para a cadeia. Se a PF sacudir no restante das universidades federais do Paraná, as cadeias vão ficar forradas! Ou seja, tendo como cortina de fumaça a tal Pátria Educadora, essa turma do PT et caterva roubava como se não houvesse amanhã.

São 20 mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão. As investigações da PF, na operação denominada 14 Bis, apontaram irregularidades em contratos celebrados entre a UTFPR-CP e empresas que prestaram serviços de manutenção predial, manutenção de ar-condicionado, manutenção de veículos, fornecimento de materiais de construção e serviços de reprografia. Há indícios de irregularidades de cerca de R$ 5,7 milhões.

A Operação acontece em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), Controladoria Geral da União (CGU) e Receita Federal. As ações ocorrem nas cidades de Uraí, Cornélio Procópio, Nova América da Colina e Maringá, todas no Paraná.

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“Nóis é jeca mas temo zape, seu Facó!”

O argumento da pretensa autoridade é o pior argumento numa demonstração acadêmica ou pretensamente científica. Geralmente o sujeito chuta, mas como é formado em sorbonesca universidade, todo mundo diz amém a essa “autoridade especializada”. O diretor de Comunicação e Marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcos Facó, especializado em marketing digital pela Universidade de Harvard, acaba de dar um chutão em entrevista ao Estadão. Diz ele e de cátedra: “As agências de marketing e consultorias querem criar um novo mercado e ficam alimentando um mito em torno do poder das redes sociais em uma eleição. Elas são só mais uma ferramenta. Não têm o poder de eleger ninguém”.

E o senhor Facó vai mais fundo na sua análise: “Quando a gente fala do poder de influência das redes sociais estamos falando dos eleitores dos centros urbanos, de universitários, de gente esclarecida e que consome notícias nessas plataformas. Os especialistas ignoram esse recorte e tratam como se todo o Brasil fosse igual. A TV e o rádio ainda são os melhores meios de penetração nos rincões do País. A comunicação é mais palatável e direta”.

Ora, se o caro Facó tivesse feito pelo menos uma campanha numa pequena cidade, saberia que sua afirmativa é uma enorme falácia, para não dizer besteira. Coordenei a comunicação de pelo menos quatro campanhas em cidades do interior aqui do Paraná e se não fossem as redes sociais, não teríamos como alcançar os eleitores de forma precisa, direta e econômica. Panfletos, jornais impressos e programas eleitorais  no rádio e TV não conseguem mais “motivar” o eleitorado, neste novo mundo tomado pela web, o próprio eleitor faz a integração, quando interessa, dessas velhas mídias nas redes sociais, daí sim, a opinião geral se consolida, a tal da opinião pública. O senhor Facó, tem que andar mais de ônibus e trem, pelos sítios e fazendas, enfim pelas ruas e estradas dos “rincões” do país, ver o comportamento de nosso povo, principalmente com seus celulares. Ninguém é mais tão bocó, coió, ou caipira que não tenha o mínimo acesso ou não sabe se utilizar das redes sociais: “Nóis é jeca mas temo zape, seu Facó!”

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PF cumpre 91 mandados, alvos são frigoríficos nesta segunda-feira

A Polícia Federal saiu mais uma vez às ruas nesta manhã (5) para uma nova fase da Operação Carne Fraca que tem como alvo frigoríficos.

São executados 91 mandados decretados pela Justiça Federal: 11 pessoas estão com ordem de prisão temporária e 27 de condução coercitiva. Os policiais cumprem ainda 53 mandados de busca e apreensão em unidades da BRF (Sadia e Perdigão). Logo mais traremos o nome dos meliantes presos.

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