literatura



Um livro da bela aldeia curitibana

Capa e contra-capa do livro Corações Dedicados 

Nesta manhã de domingo, tenho o prazer de ver mais um livro publicado. Para tê-lo, dei-me a tarefa de reunir aqui e algures notas e papéis dispersos (poetas não são organizados: escrevem apenas, depois se preocupam em colocar o escrito em livros – e este é nosso tormento!). Bom, são 100 páginas em que discorro um pouco sobre a minha aldeia – no sentido dado por Fernando Pessoa – , na qual vivo desde criança, Curitiba. Mas, o importante mesmo e que procuro destacar, é sua gente, a qual figura numa lenda que diz ser ela capaz de te convidar para um café e não comunicar a ti o endereço para tal. Como disse, uma lenda!

É, o curitibano é um ser peculiar, mas de humanidade ímpar. De coração dedicado a amigos e à família, embora de alma calada, principalmente em relação a estranhos, o morador da cidade, nativo ou não, desenvolve um jeito todo especial de encarar a vida. Tento retratar isso. Apenas tento.

Aproveitei neste livro para também saudar os amigos, coisa difícil de se fazer nesta cidade. Aqui, externar paixões e amizades é raridade. Outra demonstração que fiz, foi a que para se publicar um livro nos dias de hoje, não se faz necessário o financiamento com o dinheiro público. O livro, em suas pequenas despesas, foi financiado coletivamente, e as contas que sobraram foram sanadas pela Lei Roa-Nandé, ou seja, do próprio bolso. Portanto, é um livro que já nasce com a virtude de não ter tirado dinheiro dos impostos de nosso sofrido povo. Para quem de interesse for, o livro pode ser encontrado neste sítio e endereço: Editora Bookess.

Aqui, apresentamos parte do livro e abaixo você poderá folheá-lo um pouco, para isso basta clicar nas páginas e se quiser um tamanho melhor para ler, basta clicar na lente de aumento ou expandir nos comandos que aparecem na exibição.

Comente aqui


A Fortuna abandonou Lula e o PT

Desde que estourou a Lava Jato, Lula e seus companheiros, elevados ao patamar de quadrilha criminosa, foram abandonados pela Sorte. Nada dá certo para a súcia. Lula, o chefe, por exemplo, tentou ser ministro quado a água bateu nas nádegas, mas se enrolou por causa da inabilidade da sua auxiliar e companheira de crime Dilma, que caiu. Tentou se livrar dos processos e nem mesmo pagando a peso de ouro advogados se livrou de indiciamentos, condenação e prisão. Tentou ser candidato e levou seu partido-quadrilha à derrota. Enfim, Lula virou títere da má sorte que a si evocou pela natural soberba dos criminosos que se acham imunes às leis.

A sorte abandonou o bando. Nosso velho amigo Nicolau Maquiavel já adiantava isso há séculos: nós, mortais, temos duas metades determinando nossos destinos, a Virtude e a Fortuna. Na realidade, a Virtude entendida como nos preparamos para a vida e a Fortuna como a sorte de aproveitar esse preparo em hora apropriada.

Sem virtudes, Lula e o PT precisavam inventá-la para enganar o povo brasileiro. Para isso, montaram um teatro que esteve em cartaz por mais de 30 anos no país, dirigida pelo marketing da enganação, enquanto o tesouro era pilhado pela quadrilha. Pensavam continuar o roubo por toda eternidade, mas não contavam com a Lava Jato e a coragem de juízes e promotores na desmontagem da farsa.

Resultado, hoje Lula está preso e outros de seus companheiros logo lhe farão companhia. Ignoraram que a deusa pagão Fortuna é mulher e daquelas que não aguentam abusos e desaforos e quando abandona é para sempre e dá aos imprudentes alto preço pelas suas mágoas.

________________________________________

Ó dó! – A velha imprensa sabuja, com seus jornalistas venais lambe-botas, começou uma campanha orquestrada pedindo a prisão domiciliar de Lula, que estaria sofrendo muito na cadeia e teria ficado até de cabelos brancos!

Eco sem eco – Concordo com os petistas quando vejo eles citando Umberto Eco, “as redes sociais deram voz a uma legião de imbecis”. Espero rindo que tenham lido algum livro de Eco e saibam definir semiologia.

Hipócritas – Enquanto existir um só morador de rua em Curitiba, falar em espírito de Natal, na cidade, não passará de hipocrisia.

O Pirotécnico Pirilâmpico

O alcaide de Curitiba, bem nutrido, pirilâmpico e roliço,
Anuncia fogos de artifício, porém sem estampidos,
Quer um Natal luzido, afrescurado, sem barulho e ruídos;
Cuida dos cães da madame de sensíveis ouvidos,
Porquanto, nas ruas, roncam as barrigas dos mendigos.

O lixo global -A Globo desafia a vontade do povo, insiste na merda, por isso perde audiência.

Conselho – Mantenha os inimigos sinceros por perto e os amigos da onça bem longe!

O sapo informa:
Vaga-lume se dana
Porque acende a bunda.

Patientia, fratres!

1 Comentário


Lobão e Roger detonam cultura oficial, burlesca e venal

Dentre as coisas boas das eleições neste ano, está a reverberação dos alertas feitos por artistas que não aceitam o domínio ideológico das artes, sobremodo na música e literatura, casos dos quixotes, a quem a cultura já deve muito, João Luiz Woerdenbag Filho (o Lobão) e do Roger Rocha Moreira (o Roger, líder da Banda Ultraje a Rigor, que se apresenta no programa do Danilo Gentili, outro severo crítico da “industria cultural” dos grupelhos), os quais já vinham há anos denunciando a sacanagem e por isso pagaram alto preço em suas carreiras ao peitarem o status quo da pilantragem. Leia o artigo completo clicando aqui.

1 Comentário


Lobo de Mesquita, genial compositor brasileiro

Criminosamente, temos verdadeiros tesouros ocultos da maior parte dos brasileiros. Culpa evidente dessas políticas que praticamente destruíram a cultura nacional e qualquer acesso à cultura de qualidade produzida em outras partes do mundo. Por isso, aos finais de semana, passo a publicar um pouco de música em latim, que traduzirei e comentarei. No caso das composições religiosas, usarei como referência o Missal Cotidiano, dos Beneditinos da Bahia, na edição que  possuo da década de 1930.

Hoje, apresentaremos a oração católica Salve Regina (Salve Rainha). Regência: Rodrigo Toffolo, Orquestra Experimental UFOP/Ouro Preto Coro Madrigale – Maestro Arnon Sávio. Soprano Solo: Doriana Mendes. Gravado em 26 de junho de 2007, na Igreja N.S. da Conceição Ouro Preto – Minas Gerais – Brasil.

A música é de José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita (1746-1805) compositor e professor brasileiro, que tem sua obra, música sacra, ainda sendo pesquisada e reeditada. Do total de sua produção, calculada em cerca de 500 composições, restam menos de 90. Lobo de Mesquita é patrono da cadeira 4 da Academia Brasileira de Música e é um dos maiores nomes da música erudita brasileira.

Salve, Regina, Mater misericordiae,

Salve, Rainha, Mãe de misericórdia,

vita, dulcédo et spes nostra, salve.

vida, doçura e esperança nossa, salve!

Ad te clamamus, éxsules fiIii Evae.

A vós bradamos, os degredados filhos de Eva;

Ad te suspirámus geméntes et flentes

a vós suspiramos, gemendo e chorando

in hac lacrimárum valle.

neste vale de lágrimas.

Eia ergo, advocáta nostra,

Eia, pois advogada nossa,

illos tuos misericórdes óculos ad nos convérte.

esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei;

Et Jesum benedíctum fructum Ventris tui, nobis, post hoc exsílium, osténde.

e depois deste desterro nos mostrai Jesus, bendito fruto do vosso ventre,

O clemens, o pia, o dulcis Virgo María!

ó clemente, ó piedosa, ó doce sempre Virgem Maria.

***

Ora pro nobis, sancta Dei Génitrix.

Rogai por nós, santa Mãe de Deus,

Ut digni efficiámur promissiónibus Christi.

Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

****************************************************************************

Regência: Rodrigo Toffolo Orquestra Experimental UFOP/Ouro Preto Coro Madrigale – Maestro Arnon Sávio www.madrigale.com.br Soprano Solo: Doriana Mendes Gravado em 26 de junho de 2007 Igreja N.S. da Conceição Ouro Preto – Minas Gerais – Brasil

1 Comentário


Daniel, a tragédia em busca de audiência

É de nosso latino sangue – ó troianos, descendentes de Eneias –  esse estranho gosto pela tragédia. Por isso, histórias reais, embora nos parecendo que saíram dos textos dos romances ou teatro, tanto nos causam comoções, provocam a ira, a dor, a compaixão e a própria dúvida do real progresso civilizatório da humanidade.

E eis que, neste final do ano da graça de 2018, estamos diante de mais uma dessas histórias. A tragédia da vez é o assassinato do jogador Daniel, em circunstâncias de extrema violência, com os ingredientes da animalidade que, por infortúnio, ainda nos são latentes e moram em nós – não duvide disso, amigo, amiga, há pouco mais de 3 mil anos a humanidade habitava as cavernas e estava sob o jugo de códigos morais e legais em que se aceitavam todo e qualquer tipo de violência em resposta a outros crimes não menos bárbaros. Escritos sagrados dessa época ilustram bem o que digo e afirmo.

A história de Daniel e a forma em que ele deixou a vida reúnem todos os ingredientes para as tintas dramáticas de algum Sófocles moderno transferir o drama para os palcos e obter a catarse exigida por Aristóteles em sua Poética: a tragédia como expressão da arte por meio da compaixão e do temor, em busca da expurgação ou purificação dos sentimentos (catarse).

Na realidade, com os meios de comunicação modernos – fantasticamente explorando a velocidade da luz, na difusão da informação – não nos é mais necessário o palco para as encenações trágicas, a própria imprensa, em capítulos diários, à moda dos antigos folhetins,  nos fornece a oportunidade de seguir todos os atos trágicos, em capítulos de hora em hora. São os repórteres policiais os nossos novos dramaturgos – poucos porém, com algum brilho ou talento para isso. A maior parte limita-se a contar uma história, muitas vezes misturando ficção e realidade, na rapidez que os meios exigem, sempre em busca de audiência e o mais importante, atrás do dinheiro, por meio dos anunciantes noutra tragédia, a do mercado de comunicação.

Sim, nosso ingresso ao espetáculo é a propaganda do pé de chinelo, do sabonete, da margarina ou da gasolina. Acompanhemos, portanto, mais esse drama, amigos e amigas de copo e de cruz, seu desfecho conhecemos, pois a tragédia se faz tão antiga quanto o homem. Busquemos nossa catarse, ignorando que a brutalidade das pedras também habita nossas almas. Durmamos felizes com isso.

Amanhã, ao acordarmos, certamente, outro folhetim do mesmo feitio ou mais dramático ainda em violência se desenhará em nossos televisores, em nossas redes sociais. A vida despropositada que nos obriga a modernidade, nos parece que está resumida a isso, seguir capítulos para nosso deleite do pai que joga a filha pela janela; da menina bonitinha que mata os pais; do maluco que invade uma escola e fuzila colegas; do jovem jogador de futebol que bebe, faz besteiras, e depois é morto e desmembrado por um marido aparentemente ciumento e que acha, como os antigos bárbaros, que com uma faca se faz a lei.

 

********************************************************

 

A gaita do Gaúcho

Como diz o gaúcho: este mundão está virado numa gaita “véia”!

 

Valia

Alma vazia, sem amor,

Sem tristezas, sem alegrias

A ti não teria valia.

 

Sensato

Voltar atrás no equívoco

Não é vergonhoso

Vergonha é teimar no erro.

 

Bocó

O patrulheiro do pensamento alheio

É um bocó

Incapaz de pensar por si só.

 

Conceitos

A cidade pode até ser inteligente… Mas seus políticos…

 

Sofisticada

A Loira Fantasma está sofisticada. Só anda de Uber preto, chega de táxi.

 

Das merdas

Esperando uma grande análise de esquerda-burguesa baseada no materialismo histórico, do tipo “luta dos contrários e negação da negação”, mas nem isso mais sabem fazer. Pobres timoneiros do proletariado!

 

Assassinatos

Um dia matei 10 pessoas numa manchete de jornal. A notícia tinha vindo de Santa Catarina, dia de chuva e a internet ainda era à manivela. O repórter mandou um fax, quase meia-noite. Não dava para ler direito, jornal pra fechar. Tasquei 29 mortos num acidente e eram 19. No dia seguinte recebi uma mensagem da prefeitura local perguntando-me onde estavam os 10 outros. Advertência e quase demissão. Tornara-me um assassino virtual.

 

Transparência

Em algumas prefeituras brasileiras, transparência a gente só vê nas meias de nylon das amantes dos prefeitos, secretários e vereadores.

 

Matemáticas

Coisas inúteis que você deveria saber e poderiam ter mudado a sua vida, assim como mudaram a minha: num triângulo retângulo, os primos 3 e 5 são proporcionais a uma terceira medida de ordem 4: assim 6, 8, 10… 9, 12 e 15…

 

Chupeta chapada

Sou do tempo em que chapada era apenas um acidente geográfico e chupeta era aquela coisa de borracha feita única e exclusivamente para crianças.

 

Borboleta & miudezas

Ser como uma borboleta

Visitar todas e somente as flores

Porque a vida é tão curtinha

Que não temos tempo

Para nos ocuparmos com miudezas

Com coisas de poucas belezas

Sem gosto, sem alma e sem perfume.

 

Caminheiro

Venho de longe, caminheiro

Por esta longa estrada

Com os passos cada dia mais curtos

Com a pele pelo Sol enrugada

Vi coisas belas, conheci anjos

Demônios e gente bárbara

Susto não tenho mais

O espanto morre aos poucos com o cabra

Venho de muito longe, caminheiro

E já sei onde esta estrada acaba.

Patientia, fratres!

1 Comentário


O Enem é obra de tarados ou acéfalos

Neste domingo, o cidadão recebeu o atestado de óbito da educação brasileira, na famigerada e obscena prova do Enem, obstáculo último para boa parte de nossos alunos acessar o Ensino Superior. Por seu conteúdo tóxico à educação e objetivos claramente doutrinários e corrosivos aos nossos jovens, adianto que essa “prova” não serve nem para limpar a bunda d’algum bugio do Zoológico de Curitiba.

Rogo aqui alguma paciência ao leitor, leitora, ao abordar essa “prova”, eivada da mais puras sem-vergonhices  e desfaçatez já imprimidas pelos acéfalos que se encastelaram no aparelhado MEC, auxiliados pelo inepto Inep. Começo, portanto, na abordagem da nossa castigada Didática, na qualidade de um humilde mestre-escola de província, o qual há mais de 30 anos foi iniciado na arte de ensinar e educar.

Uma das primeiras lições que aprendi no Magistério, junto aos Irmãos Maristas e outros pedagogos das escolas pública e privada, foi elaborar uma prova e, principalmente, entender seu significado dentro do processo ensino-aprendizagem. A grosso modo, a prova é um instrumento de medida do conteúdo ministrado pelo professor durante certo período, não somente para simples mensuração com fim de promoção do educando a período seguinte, mas como balizamento de todo o processo em si. Seu feitio deve sempre estar amarrado ao que foi visto em sala de aula, em variações bem arranjadas para que o mestre não incorra em erro de avaliação, pois do contrário, ela se torna inútil aos objetivos pretendidos. Em toscas analogias, não se medem distâncias da Terra a outros astros com impróprias fitas métricas; assim como não se tem temperaturas dos corpos ao se mensurar o tamanho dos dedo médio de um doente.

Bom, passemos ao problema. Acontece que os gênios do MEC seguem a corrente dos néscios que se acham educadores e, desculpem-me o termo, cagam solenemente para o conteúdo programático das escolas e defendem o tal do “espírito crítico”, supostamente adquirido pelo educando na sua vida escolar ou particular, e assim se dispõem a medi-lo no Enem.  Excelente, caso se respeitasse a ordem natural das coisas: para se desenvolver um espírito crítico, há de se preencher pelo menos dois requisitos básicos ausentes de boa parte do sistema educacional – do Fundamental até o Ensino Médio – a plena alfabetização e o total domínio do raciocínio lógico por parte do conjunto discente.

É sabido pelo próprio MEC – e aqui abstenho-me de mostrar as estatísticas da mediocridade – que a escola brasileira é uma fábrica de analfabetos funcionais e que por assim ser, criminosamente, forma exércitos de incapazes de resolver até mesmo um simples problema com as mais elementares cálculos – fazer contas e formular orações com concordância e acerto,  demonstram o uso de certo raciocínio, mas nem mesmo isso é suficiente para se estabelecer o pretendido “raciocínio crítico”, no máximo, nas atuais condições do ensino, o educando estará pronto para repetir mantras decorados às cartilhas de doutrinadores travestidos de professores.

Assim sendo, o exame do Enem, nos desvirtuados moldes adotados, não nos serve para medir nada, a não ser a estupidez do MEC e os doentios efeitos de sua doutrina “moderna e libertadora”, contida numa pedagogia de hospício imprestável até mesmo aos bugios. Um teste inútil e caro de múltipla escolha, propício ao chute em sua maior parte, que busca alhures ao ambiente  escolar – em ambientes de tarados sodomitas, por exemplo (foto), em distanciamento ao conteúdo ministrado durante anos – dar medidas ao imensurável pela própria imprecisão do instrumento. A não ser que consideremos o absurdo sendo a própria medida do absurdo.

Em suma, esse pessoal do Ministério da Educação, a partir do dia primeiro de janeiro, deve ser sumariamente demitido, mas não sem antes prestar contas das fortunas gastas para se chegar a essa tragédia em que se encontra o indigente ensino brasileiro. Devem ser responsabilizados por seus crimes. O pior deles, jogar uma geração inteira no limbo social.

***************

A última flor 
Camões tinha dois defeitos, escrevia em português, dialeto que aqui se arranha e gostava de mulher, por isso não caiu no Enem.

Filmem minhas aulas
Não tenho nada a esconder dos pais, tenho conteúdo, não doutrino e não enrolo os alunos.

A farsa
E nem com conhecimento
E nem com educação
Enem é pura doutrinação.

Sauna
A prova do Enem não era para candidatos à Universidade, mas à sauna gay.

Entulhos
A prova lixo do Enem mostra que resta muito entulho petista infiltrado nos órgãos de governo.

MEC
Num país onde conhecimento e cultura são considerados erudição desnecessária, ser comandado por beócios tornou-se costume de urgente necessidade.

Fato
Nem todo ato porralouca é revolucionário. Às vezes é só isso, porralouquice mesmo.

Dos quadrúpedes
A primeira coisa que os doutrinadores colocam no doutrinado é a viseira, dessas usadas em quadrúpedes, justamente para ele não ver outro caminho e julgar-se livre. Caso assim não fosse, a humanidade não teria domesticado os burros.

Sentença
A educação liberta. A doutrina escraviza.

É a ética, senhores
Um monte de engenheiros envolvido nas maracutaias do Petrolão e o CREA não dá um piu!

De fé
Pensa num sujeito desacreditado, o tal vidente que previu a vitória do Alvaro Dias.

Crimes
Por mais boa vontade que se tenha, não há como não admitir que quatro coisas estão na base da criminalidade, e em todos os tempos – drogas, jogo, prostituição e corrupção. Coisas que sobram em nosso país e que são crimes considerados menores.

Perigos na poça d’água
Escuros, de profunda dor, com um leve manso
Iguais às águas de rio traiçoeiro, matador
Eram aqueles olhos que me convidavam
Quando deixei de ser menino apenas
Suas meninas fizeram-me feliz por algum tempo
Mas eram bandidas e não negaram a sina…
É compadre, tenho comigo medo de afogado
E quando vagueio, me arrepio até com poça d’água!

Salve, sonhadores!
Nada nos proíbe, pensar e sonhar são as nossas únicas e verdadeiras liberdades de fato e direito!

 

Patientia, fratres!

Comente aqui


STF ignora desespero do cidadão brasileiro

O Supremo Tribunal Federal (STF) tem dificuldades de entender o recado das ruas, gritados aos quatro ventos desde os primeiros movimentos de 2013, quando o povo começou a demonstrar sua insatisfação com as instituições brasileiras, inclusive com o Judiciário, por vezes muito maleável e manso para com os criminosos de colarinho branco – eufemismo cunhado para esconder a feia palavra roubo – e se é roubo, obviamente praticado por ladrões. Desesperado, e essa é a expressão exata, senhores, o nosso povo exige Justiça – dura lex, sine dub, sine mollitia (A dura lei, precisa, sem moleza!)  – pois sabe que os que morrem por falta de segurança ou nas filas dos postos de saúde são vítimas desses velhacos que se travestiram de políticos.

O Globo destaca hoje em sua manchete que o “Endurecimento penal de Bolsonaro esbarra em decisões do STF”. Sim, não poderíamos esperar nada diferente desses senhores e senhoras que vivem numa redoma de vidro, apartados da realidade brasileira, ruminando o fácil discurso do “politicamente correto legal” em teses para agrado do próprio umbigo, passando a mão na cabeça de notórios bandidos, com alguns de seus pares cavando brechas legais para poder soltá-los da cadeia.

Assim, na tranquilidade dos cômicos circenses que ignoram o incêndio em torno deles e de quem não precisa se preocupar em chegar vivo em casa depois de um dia de trabalho com salários de fome, de suas cátedras, conseguidas ao presidente de plantão, os bem pagos togados vitalícios declaram ao jornal carioca “que não mudarão a jurisprudência com o novo governo”.

Ó roucos gritos das ruas, nada entenderam os habitantes da embolorada redoma do Planalto! Ora, ora ministros, pelo dito, mesmo que se aprovem leis – por nítido papel do legislador – os senhores, em teima, contra a vontade popular, a qual determinou quem deveria fazer as leis, afirmam valer a jurisprudência!?! Essa jurisprudência que está a garantir as piores injustiças aos cidadãos brasileiros, em que um assassino confesso consegue sair tranquilamente e sorridente pela porta da frente das delegacias?

Que estranha hierarquia legal é essa, em que jurisprudência vale mais do que uma lei aprovada pelo Congresso?

Por favor, voltemos aos papéis originais de cada ente dos Poderes constituídos. Os senhores não são legisladores, apenas têm por obrigação colimar as leis com a Carta Magna; verificar se as leis votadas pelo Legislativo e sancionadas pelo Executivo estão de acordo com a Constituição, mais do que isso é o Tribunal absorver poderes a si inexistentes e imaginários. E lembrem-se, as leis são para o povo e não para os códigos; ao por em curso suas jurisprudências imprudentes, em desdém aos assaltos nas esquinas, aos traficantes, ao crime organizado, ao cidadão que vive preso em sua própria casa, à morte besta por um tênis ou um celular ou na fila de um posto de saúde, os senhores mostram desprezo à vida e ao direito do cidadão honesto tê-la em plenitude, em país civilizado. Essas não são coisas imaginárias do dia-a-dia. São reais, senhores, no desespero que clama urgência para quem está do lado de fora da redoma das vaidades.

********************

Lambança
Esperando a natural lambança dos ineptos do Inep no Enem deste ano.

Doutrinação
Quem fez o Enem jura que 70% das questões eram panfletos esquerdoides.

Mimimi
Quando essa burguesia mimimi doutrinada que invadiu as universidades vai deixar de pedir mesada para os pais?

Roscas queimadas
A Resistência petista do mimimi não funciona, pois queima como uma rosquinha esquecida no forno.

Medrosos
Os que criticam Moro devem para a Justiça, têm medo da cadeia. Desonestos eleitos.

Medrosos II
Levantamento do Estadão de hoje aponta um terço dos deputados e senadores respondendo processos na Justiça, com acusações que vão desde corrupção até lavagem de dinheiro e assédio sexual.

Safadeza
Ainda do Estadão, eleitos no novo Congresso devem quase R$ 160 milhões de tributos à União.

Guampas
Corno! Não merece outro adjetivo o puto que inventou o Horário de Verão!

Hurra!
Ontem, comemorou-se o Dia do Oficial R-2. Aos oficiais do Exército artilheiros de minha turma, hurra!

Lavando roupa
A poesia é o amaciante para o áspero coração, alvejante de suas escuridões.

O caminho das antas
A Via Láctea recebe este bonito nome dos antigos por se parecer com um caminho feito de leite. Os índios brasileiros comparavam a via com um caminho percorrido por antas. Então, creio que com isso podemos explicar muita coisa neste Brasil varonil.

Latim
No texto de abertura desta coluna, cunhamos a oração “dura lex, sine dub, sine mollitia” – em que a preposição sine rege o ablativo. Numa tradução ao pé da letra, sine dub se faz sem dúvida. Também usamos sine duas vezes por reforço, posto que a oração poderia ser construída com a preposição regendo os dois ablativos: Dura lex sine dub et mollitia. 

O recruta
Recrutado, tornou-se soldado. Tinha vindo do interior. Foi pra zona. No dia seguinte estava levando leite para o filho da… Coração mole. Cabeça mole. Desertou para casar. Foi preso e desgraçou a vida. Da mulher e criança, nunca mais nada se soube.

Bordados
Há tempo que não te escrevo, Polaca
É que o nosso tempo se fazia distante
Nos meus dias, nas minhas obrigações
E hoje ele resolveu se fazer saudade
Tão viva e próxima que posso tocá-la

Lembrei-me de teus coloridos bordados
Com as cores que tiravas do dia entardecido
E no tecido aquelas luzes todas
Que sem saber coloriam minha vida

A saudade borda-me com cinzas linhas
Tristes, tristes, tristes num escurecer diário

É que aí onde estás há um grande bordado
Feito pelas agulhas das estrelas
Que do céu, em escura noite
Furam com antigos desejos meu coração.

 

Patientia, fratres!

1 Comentário


A pedagogia da mediocridade nas escolas brasileiras

Todo ano, não importando o governo, o MEC torra fortunas com pesquisas e avaliações da educação recebida pelos brasileiros, o resultado é sempre o mesmo, indigente, abaixo do desejado, sofrível e espantoso. Portanto, diagnósticos da tragédia não nos faltam e é evidente que temos que avançar para suprimi-la em todos os níveis e já, sob pena de ficarmos mais 30 anos no diagnóstico, vendo-a definhando até sua total falência.

Para o pessoal do magistério, há de admitir a imundice que é essa pedagogia aplicada às escolas, com a farsa Paulo Freire e outros tributários da indigência intelectual – cartilhesca por excelência, doutrinária e meã por origem, em que se imprime princípios educacionais incongruentes com o nosso tempo e com o nosso modo de vida, queira ou não, capitalista, e assim sendo, baseados na competição, conhecimento autêntico e mérito. Fechar os olhos para essa realidade é continuar apostando na utopia dos jumentos que, em pleno deserto da dessabença, sonham com apetitosos e verdejantes pastos não menos incultos.

Há de também de se admitir que a escola não é o lugar em que se é possível fazer experimentos com nossos alunos, assim como não é espaço para pregações doutrinárias de medíocres. O  doutrinador não é professor. Caso o doutrinador deseje assim proceder, ele que funde uma seita ou partido, mas não se utilize da escola para tal fim, pois isso é criminoso, como se vê pelas estatísticas educacionais. Quando a doutrinação entra pela porta da escola, a disciplina sai pela janela, impondo aos verdadeiros educadores a impossibilidade de fazer o que sabem fazer, educar.

Por fim,  a escola deve ser vista na sua concepção original, espaço em que se educa para a vida – a vida de verdade e não a vida imaginada por pedagogos do atraso. Nesse retorno às origens, a escola tem que se dar conta que ela trouxe para si problemas que não eram seus e se esquivou de realizar a sua verdadeira missão, ensinar com toda a honestidade, sem enganação.

Definitivamente, o velho pacto entre os doutrinadores e os candidatos à ignorância deve ser quebrado: “fingir que se ensina ao doutrinar, ao mesmo tempo em que os alunos fingem que aprendem ao repetirem o ABC da cartilha dos apedeutas”.

******************

Salve, irmãos!
Menosprezar o Nordeste e sua gente, além de revelar uma estúpida ignorância, é desconsiderar nossa própria história, a história da civilização brasileira.

Em Curitiba
Festival e Congresso da Felicidade, em Curitiba. Patrocínio: Rivotril.

Museu
Dois meses do incêndio do Museu Nacional e nenhum boca-mole da UFRJ foi preso.

Fuzil quente
O dia em que a maconheirada do mimimi, que fugiu do serviço militar, alegando pé chato, souber o real poder de fogo de um fuzil, se borra toda.

Carlão, o Pitoco
Chamava-se Carlão e era nosso zagueiro. Estranhamente, nunca tomava banho depois das partidas. Um dia a mulher do cara veio ao jogo e começou a torcer por ele: “vai Pitoco… vai Pitoco”, gritava. Carlão nunca mais apareceu para uma pelada de final de semana. O segredo estava revelado.

MINHA AMADA BURGUESA-COMUNISTA
Foi num domingo de sor, no Museu do Zóio
Que marquei encontro com a mardita
Esperei um par de hora e ela nada
Queria só dois dedo de prosa com a encardida
Pra ver se já tinha passado a lavage cerebrar
Que fizeram com ela, a burguesa-comunista
E quando estava para ir embora
Ela me apareceu ainda mais esquisita
Tinha trocado a camisa do Tche
Por um camisolão florido de chita
O livro da Beauvoir pelos livros do Prabhupada
Tava com brinco, depilada… Tava quase bonita
E cantarolava não mais Lula-lá nem a Internacioná
Me deu um bolinho de arroz, sem sar, a desencardida
E fez eu cantarolar o Hare, Hare… Krishna, Krishna…
Tomei um susto e olhando para minhas botinas
Coloquei a curpa nelas, que sempre me fizero andá
Com gente que por si só não gosta de pensá.

 

 

Patientia, fratres!

3 Comentários


Moro desagrada a bandidos e não a honestos

A Folha de S. Paulo se supera na prática da panfletagem do fim do mundo, rasteira, safada mesmo. Hoje, a coluna Painel, que poderíamos apelidar de Pinel, traz o seguinte título modelar: “Bolsonaro lucra entre eleitores, mas abala relação com o Congresso ao escolher Moro”. Ora, ora, rabiscadores de panfletos, somente bandido tem medo de ir em cana e é evidente que o mal intencionado e ou com dívidas no cartório não estão nada contentes com a indicação de Moro para o Ministério da Justiça. Pelo recado das urnas, a população brasileira, a grande maioria que não é conivente com a corrupção, com o roubo descarado da coisa pública e crimes derivados, ficaria de fato muito contrariada se o presidente eleito optasse por nomear um pilantra para cuidar de pilantras. A Folha vai mais longe no devaneio deste dia dos mortos, e sem citar nomes, como lhe é de hábito e costume, afirma que partidos da “direita à esquerda, passando pelo centrão” interpretam a nomeação de Moro como uma tentativa de “emparedar o Legislativo”. Sim, concordamos com o termo “emparedar”, mas não o Legislativo e sim os bandidos que se travestem de políticos, esses sim vão estar emparedados em breve, na penitenciária. 

De penca
Pencas de vagabundos criticando a indicação de Moro. Somente isso, já se justifica ele ir para Ministério.

Mantra das verdades
Militonto, repita comigo: O PT não é dono do país… O PT perdeu… O Lula está preso, babaca!

Pero, vaza e caminha!
Esperando os orelhudos que disseram que iriam cair fora do país, cair fora mesmo. Asnos sem palavra!!

Não é Gleisi
Gleici, nome da cadela da PF usada para achar drogas nos Correios.

Militontos
Massa de manobra agora se chama Resistência.

A diferença
Professor ensina, não doutrina.

A diferença II
Doutrinação virou “espírito crítico”, a quem pensam que enganam esses espíritos de porcos!?

Geração Mimimi
Mimados da frescura
Só para vagabundo
Trabalhar é ditadura.

Maldade
Está rolando no Twitter uma vaquinha para comprar Hipoglos para petista chorão.

Primeira lei do Verão
O calor é inversamente proporcional ao tamanho da saia. Algo assim: C = K.1/h. Onde C é quantidade de calor; K é a constante universal da safadeza; e h é a altura da saia ou cobre bunda.

Réus por corrupção passiva e fraude à licitação no PR
Beto Richa, ex-governador
José Richa Filho, irmão de Beto Richa e ex-secretário de Infraestrutura e Logística do Paraná
Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete do governador
Ezequias Moreira, ex-secretário estadual de Cerimonial
Aldair Wanderlei Petry, ex-diretor-geral da secretária de Infraestrutura e Logística do Paraná

Constatações
“Beijo de mulher casada tem gosto de chumbo” – Jandisclay, filósofo e sanfoneiro de zona.

A ditadura estética
Quem vê celulite não vê coração! Mas falando sério, a mulherada deveria mandar às favas essa ditadura estética da frescura!

Fofa
Hás de emagrecer
Mas, sem perder a fofura jamais!

O suspiro do jasmim
Como não fazer poesia
Ao zanzar por Curitiba?
De dia, o doirado dos ipês
À noite, o suspirar do jasmim.

Finados
Os meninos correm pela minha rua
Estão empinando coloridas pipas,
Rotos, esfaimados, porém felizes.
Enquanto seus estômagos roncam
As cores correm, sobem, trêmulas
E alegram o céu do Dia de Finados.
Doce é a infância que nos permite,
Com esses inocentes brinquedos,
Desdenhar os horrores do mundo,
Voar esquecidos de nossas misérias.

Patientia, fratres!

1 Comentário


O fim da censura do politicamente correto

No início dos anos 2000, com a ascensão do PT ao poder, o brasileiro começou a ser induzido a se expressar por uma nova forma de linguagem, conhecida como “politicamente correta”. O descaramento foi tanto, que os bugios acadêmicos petistas chegaram a confeccionar cartilhas com a nova “linguagem” direcionadas para todas as pessoas, inclusive para o vulgo. Os manuais de redação usados para dar pensamento – raso, único e estúpido – aos jornalistas são claros exemplos dessas cartilhas.

De repente, palavras usadas há séculos pelos falantes e ou escreventes da Língua Portuguesa foram marcadas com tarja preta, em advertência a seus usos “tóxicos”. Palavras “marginais” consideradas pelos cartilheiros como impróprias e agressoras ao pensamento único que se desenhava no sentido da sustentação às mudanças sociais pretendidas pelo petismo, auxiliadas por controle ideológico da linguagem e da expressão.

A ideia nefasta contida no “politicamente correto” parte da pré-censura do pensamento do indivíduo ou grupos sociais. Ou seja, ao se emitir um conceito sobre qualquer coisa, o emissor tem que, obrigatoriamente, buscar códigos de comunicação adequados ao que se estabeleceu “correto”. Do contrário, ao se usar código diverso, não convencionado nas cartilhas, o sujeito-emissor, independentemente de contexto ou situação em que se expressa e encontra, passa imediatamente para a categoria de preconceituoso – Um absurdo! Posto que foi o cartilheiro quem estabeleceu o pré-conceito do “correto” na linguagem a ser empregada. Em desgraça contínua, a censura imediatamente se faz pública, em que se aponta o herege que ousou ignorar as cartilhas sagradas dos cretinos patrulheiros do pensamento alheio.

Assim, por quase duas décadas, enquanto destruíam a estrutura da Língua Portuguesa, praticamente sem exigi-la na escola em seu aspecto culto, num vale tudo medonho, em desprezo às sintaxes gramaticais, na falsa assertiva de que ler livros de algum Paulo Coelho seria suficiente para o estudante dominar a escrita, os bugios das cartilhas petistas avançavam para a destruição semântica, do significado das palavras e expressões. E tudo isso com o objetivo de se estabelecer um pensamento dominante, único e cretino: quer seja pela a insuficiência de conhecimento da linguagem para interpretar as leis, escritas nas normas cultas da Língua (letrados, porém ignorantes), quer seja pré-censura política do próprio pensamento das massas, em que pensar diferente se faz crime.

Nessa construção de uma língua de medonhos, os cartilheiros, de forma criminosa e proposital, colocaram de lado os mais de 400 mil verbetes da Língua Portuguesa, uma das mais ricas do mundo em vocabulário, e elegeram apenas algumas palavras e expressões agasalhadas com o manto de “corretas”. Numa negação ausente de vergonha e pejo do próprio desenvolvimento histórico de nossa língua, que costuma dar palavra precisa para cada coisa.

O grau de insensatez nesse sistema dos cartilheiros petistas, sempre em nome do “politicamente correto”, pode ser verificado no processo em que acusam racista qualquer referência sobre a cor do indivíduo de quem se fala, como sempre foi feito desde o nascimento das bases de nossa língua, ainda no Lácio, há quase três mil anos: o olho do emissor da palavra vê a cor, mas ela, em seu cérebro, é pré-censurada e imediatamente, o emissor tem que apelar para a geografia ou outros aspectos diversos, para descrever o que vê. É a safada substituição da realidade objetiva pela subjetiva.

Assim se dá quando nos deparamos com a descrição de qualquer grupo étnico: branco, negro, amarelo, usando palavras adjetivas, ou seja, que descrevem qualidades e que, repito, pertencem a nosso vocabulário remoto. Porém, em passe de mágica, da noite para o dia, essas palavras “malditas” foram sacadas a fórceps dos dicionários, de modo a não ferir a sensibilidade dos verdadeiros preconceituosos, os próprios cartilheiros petistas, guerrilheiros da hegemonia linguística e do pensamento único, bufos de triste figura a dar curso a seus projetos da destruição das instituições “burguesas”, em especial a família e seus valores adquiridos em longo processo civilizatório.

Ao dar um pontapé no rabo desses petistas cômicos sem graça, o brasileiro tem a chance de se libertar da censura estúpida do próprio pensamento. Pois sabemos que o uso dessas palavras “incorretas” depende de várias circunstâncias, temporais, locais e, principalmente, do tom que são emitidas. De nada adianta usar expressões inventadas para dourar pílulas, se o amargo do verdadeiro preconceito se faz no coração. Não são as palavras que estabelecem o preconceito, são os homens que as pronunciam para ferir. Proibir palavras e censurar o pensamento são violências contra o que se faz mais caro para o cidadão, a liberdade; e a liberdade de pensar começa pela palavra. Pois, pensar é ser.

 

2 Comentários