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A Matemática julga e condena o STF

Muita gente jura que a Matemática e o Direito são apartados de nascença. Ou seja, são azeite e água, não se misturam. Mas o matemático Lawrence Sirovich, da Escola de Medicina de Mount Sinai, na cidade de Nova York, provou recentemente que é perfeitamente possível fazer uma análise matemática dos vereditos , totalmente imparcial e objetiva, mesmo para tribunais que vão além das interpretações legais e avançam para o nebuloso campo dos acertos políticos, de esquerda ou direita, conservador ou liberal. O trabalho que ele fez é modelar no que tange à matemática, ou seja, pode ser reproduzido na análise de qualquer tribunal, em qualquer país.
Em artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, Lawrence mostra ter estudado detalhadamente 500 decisões (acórdãos) tomadas pela Suprema corte Norte-americana – com 9 membros – entre os anos de 2009 e 2012, quando presidida pelo juiz Willian Rehnquist. A pesquisa está firmemente sustentada nas teorias da Entropia, termo de origem na termodinâmica e que designa a extensão da desordem que existe num sistema – num cristal de gelo, em que as moléculas estão “congeladas” a entropia é pequena, no vapor, a entropia é grande, ou seja a “desordem” comanda o sistema.

Em 1940, outro matemático, Claude Shannon, aplicou os conceitos da entropia à teoria da informação, ponto de partida da pesquisa de Lawrence. As premissas hipotéticas usadas por Lawrence para a análise matemática da Suprema Corte foram duas:

  1.  Uma corte de juízes oniscientes, com o conhecimento da verdade absoluta. Logo, suas decisões seriam unânimes (no caso brasileiro, toda votação terminaria 11 a zero, pois ninguém – hipoteticamente – estaria sob a influência da política ou outro fator que causasse distorção nas decisões);
  2. No outro extremo, um tribunal em que cada um tivesse a sua verdade e votasse de forma diversa;

Na teoria da informação, entropia se refere à quantidade de informação que existe num sinal. A entropia no caso dos juízes seria pequena, em votações unânimes e grande em votações diversas, ou seja, em grande desordem. Com isso, num tribunal unânime, segundo a teoria da informação, a entropia (quantidade de informação) é bem pequena, pois basta os membros da corte seguirem o entendimento de um único juiz, o relator, por exemplo. No caso de cada juiz votando de sua forma, a quantidade de informação seria enorme e as discussões tenderiam a se estender até o esgotamento de todos os argumentos favoráveis ou não favoráveis a uma causa.

No caso norte-americano, o matemático constatou que 50% das sentenças analisadas pela Suprema Corte, no período considerado, foram unânimes. No restante, o trabalho de Lawrence demonstrou que 4,68 juízes, de um universo de 9 membros, tomaram suas decisões independentemente um do outro, e outros 4,32 votavam de forma uniforme. Certamente uma corte dividida em algumas causas, mas não em todas as causas e somente na interpretação da lei e não sob os efeito de pressões políticas, como aqui acontece.

Ora, no caso brasileiro, sem fazer contas, apenas com uma hipótese empírica, verificaremos facilmente que a entropia reinante é de desordem, sobremodo se fizermos uma análise comparativa entre o comportamento das turmas e do pleno de nossa Suprema Corte. Na realidade, caso algum matemático brasileiro tivesse tempo para perder com essa gente, veria que ali não se segue um comportamento que possa ser medido com segurança pela matemática. Necessariamente teríamos que desenvolver teorias sobre variáveis bizarras, como Gilmar Mendes, Toffoli e Ulandowski, que não seguem padrões somente legais, mas que tangenciam o insulto à inteligência, movidos, sabe-se lá, até mesmo por forças ocultas.  E a matemática ainda, pelo que se sabe, não se ocupa do oculto. Esperemos, pois, esse oculto ser revelado.

 

 

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Ex-diretor da UTFPR construía prédios com grana desviada. Vinte estão em cana

A Polícia Federal prendeu nesta terça-feira, 13, o ex-diretor-geral do Câmpus Cornélio Procópio da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) Devanil Antônio Francisco (foto). Ele é um dos principais alvos da Operação 14 Bis, que investiga desvios da entidade. Sandro Rogério de Almeida, que ocupou o cargo de diretor de Planejamento e Administração do Câmpus Cornélio Procópio, também foi preso. Ao todo, foram 20 ordens de prisão.

Devanil Francisco é acusado de ter alcançado um grande patrimônio durante o período em que exerceu as funções no Câmpus. Ele montou uma empresa, a 14 Bis exclusivamente para administrar os bens, entre os quais dois edifícios em Cornélio Procópio (PR), um com 32 quitinetes e outro com 26, que eram alugados para os próprios alunos da Universidade.

Além dos bens imóveis, Devanil Francisco, segundo a PF, é sócio na construção de um terceiro prédio de luxo, em parceria com um empresário envolvido nas fraudes, na mesma cidade situada a 400 quilômetros da capital, Curitiba.

A Operação 14 Bis, deflagrada pela PF em parceria com a Procuradoria, a Controladoria-Geral da União e a Receita, prendeu ao todo 20 investigados, em regime temporário por cinco dias, e realizou buscas em 26 endereços – além de joias, carros de alto padrão e três lanchas, os federais apreenderam 27 mil dólares.

Outro ex-servidor da Universidade foi preso: Sandro Rogério de Almeida, que ocupou o cargo de diretor de Planejamento e Administração do Câmpus Cornélio Procópio.

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PF busca 20 envolvidos nos desvios da UTFPR de Cornélio Procópio

A PF começou a sacudir o abacateiro da UTFPR de Cornélio Procópio (Norte do Paraná), nesta primeira leva, 20 dos graúdos para a cadeia. Se a PF sacudir no restante das universidades federais do Paraná, as cadeias vão ficar forradas! Ou seja, tendo como cortina de fumaça a tal Pátria Educadora, essa turma do PT et caterva roubava como se não houvesse amanhã.

São 20 mandados de prisão temporária e 26 de busca e apreensão. As investigações da PF, na operação denominada 14 Bis, apontaram irregularidades em contratos celebrados entre a UTFPR-CP e empresas que prestaram serviços de manutenção predial, manutenção de ar-condicionado, manutenção de veículos, fornecimento de materiais de construção e serviços de reprografia. Há indícios de irregularidades de cerca de R$ 5,7 milhões.

A Operação acontece em parceria com o Ministério Público Federal (MPF), Controladoria Geral da União (CGU) e Receita Federal. As ações ocorrem nas cidades de Uraí, Cornélio Procópio, Nova América da Colina e Maringá, todas no Paraná.

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“Nóis é jeca mas temo zape, seu Facó!”

O argumento da pretensa autoridade é o pior argumento numa demonstração acadêmica ou pretensamente científica. Geralmente o sujeito chuta, mas como é formado em sorbonesca universidade, todo mundo diz amém a essa “autoridade especializada”. O diretor de Comunicação e Marketing da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Marcos Facó, especializado em marketing digital pela Universidade de Harvard, acaba de dar um chutão em entrevista ao Estadão. Diz ele e de cátedra: “As agências de marketing e consultorias querem criar um novo mercado e ficam alimentando um mito em torno do poder das redes sociais em uma eleição. Elas são só mais uma ferramenta. Não têm o poder de eleger ninguém”.

E o senhor Facó vai mais fundo na sua análise: “Quando a gente fala do poder de influência das redes sociais estamos falando dos eleitores dos centros urbanos, de universitários, de gente esclarecida e que consome notícias nessas plataformas. Os especialistas ignoram esse recorte e tratam como se todo o Brasil fosse igual. A TV e o rádio ainda são os melhores meios de penetração nos rincões do País. A comunicação é mais palatável e direta”.

Ora, se o caro Facó tivesse feito pelo menos uma campanha numa pequena cidade, saberia que sua afirmativa é uma enorme falácia, para não dizer besteira. Coordenei a comunicação de pelo menos quatro campanhas em cidades do interior aqui do Paraná e se não fossem as redes sociais, não teríamos como alcançar os eleitores de forma precisa, direta e econômica. Panfletos, jornais impressos e programas eleitorais  no rádio e TV não conseguem mais “motivar” o eleitorado, neste novo mundo tomado pela web, o próprio eleitor faz a integração, quando interessa, dessas velhas mídias nas redes sociais, daí sim, a opinião geral se consolida, a tal da opinião pública. O senhor Facó, tem que andar mais de ônibus e trem, pelos sítios e fazendas, enfim pelas ruas e estradas dos “rincões” do país, ver o comportamento de nosso povo, principalmente com seus celulares. Ninguém é mais tão bocó, coió, ou caipira que não tenha o mínimo acesso ou não sabe se utilizar das redes sociais: “Nóis é jeca mas temo zape, seu Facó!”

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PF tem mandados de prisão em Maringá e busca e apreensão

Na operação de hoje da Polícia Federal, desdobramento da Operação Carne Fraca, que tem por alvo os frigoríficos e fraudes na comercialização de carnes e seus derivados, há pelo menos uma mandado de prisão em Maringá.

Discriminação dos mandados judiciais:

* GOIÁS

– Mineiros

1 Mandado de busca e apreensão

– Rio Verde

2 Mandados de busca e apreensão

1 Mandado de condução coercitiva

* PARANÁ

– Araucária

2 Mandados de busca e apreensão

2 Mandados de condução coercitiva

– Carambeí

3 Mandados de busca e apreensão

1 Mandado de prisão temporária

– Castro

3 Mandados de busca e apreensão

3 Mandados de condução coercitiva

– Curitiba

6 Mandados de busca e apreensão

3 Mandados de prisão temporária

2 Mandados de condução coercitiva

– Dois Vizinhos

1 Mandado de busca e apreensão

1 Mandado de prisão temporária

– Maringá

2 Mandados de busca e apreensão

1 Mandado de prisão temporária

– Palmeira

1 Mandado de busca e apreensão

1 Mandado de condução coercitiva

– Ipiranga

1 Mandado de busca e apreensão

– Piraí do Sul

2 Mandados de busca e apreensão

1 Mandado de condução coercitiva

– Ponta Grossa

6 Mandados de busca e apreensão

5 Mandados de condução coercitiva

– Toledo

2 Mandados de busca e apreensão

1 Mandado de condução coercitiva

 

* RIO GRANDE DO SUL

– Arroio do Meio

1 Mandado de busca e apreensão

1 Mandado de condução coercitiva

 

* SANTA CATARINA

– Chapecó

4 Mandados de busca e apreensão

2 Mandados de condução coercitiva

1 Mandado de prisão temporária

– Treze Tílias

1 Mandado de busca e apreensão

1 Mandado de prisão temporária

 

* SÃO PAULO

– Piracicaba

1 Mandado de busca e apreensão

1 Mandado de condução coercitiva

– Santana do Paranaíba

1 Mandado de busca e apreensão

1 Mandado de prisão temporária

– Sorocaba

1 Mandado de busca e apreensão

1 Mandado de condução coercitiva

– Vinhedo

1 Mandado de busca e apreensão

1 Mandado de condução coercitiva

– Porto Feliz

1 Mandado de busca e apreensão

1 Mandado de prisão temporária

– São Paulo

10 Mandados de busca e apreensão

5 Mandados de condução coercitiva

1 Mandado de prisão temporária

 

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PF cumpre 91 mandados, alvos são frigoríficos nesta segunda-feira

A Polícia Federal saiu mais uma vez às ruas nesta manhã (5) para uma nova fase da Operação Carne Fraca que tem como alvo frigoríficos.

São executados 91 mandados decretados pela Justiça Federal: 11 pessoas estão com ordem de prisão temporária e 27 de condução coercitiva. Os policiais cumprem ainda 53 mandados de busca e apreensão em unidades da BRF (Sadia e Perdigão). Logo mais traremos o nome dos meliantes presos.

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O golpe do PT nas universidades

As universidades federais estão apinhadas de petistas nos cursos de humanas, sobremodo História e Filosofia. “Geniais”, useiros e vezeiros das sinecuras das bolsas para “pesquisa”, pagas pelo imposto do proletariado que rala nas fábricas, esses burgueses, doutrinadores, revoltados com a defenestração de seus deuses do governo, bolaram essa disciplina sobre o suposto golpe político na Dilma et caterva. Rá, juízo de valor já no próprio nome da cadeira, seus mamadores das tetas públicas! “Sine ira et studio”, é o lema de Tácito ao evocar a neutralidade dos historiadores perante os fatos históricos, mas esses enganadores nunca leram Tácito, para que gastar o latim com eles, não é verdade? Vamos rir diante de tal sandice, como recomendava nosso grande poeta Vergilius, ou Virgílio, para os íntimos da verdade e da lusitana língua.

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PF prende diretor do DER e mais cinco em nova Operação da Lava Jato

Polícia Federal (PF) prendeu temporariamente seis pessoas na manhã desta quinta-feira (22), na 48ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Integração. Um dos presos é o diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER/PR), Nelson Leal.

Presos pela Polícia Federal na Operação de hoje:

    • Nelson Leal Júnior – diretor-geral do DER/PR
    • Oscar Alberto Gayer da Silva – ex-funcionário do DER/PR
    • Wellington de Melo Volpato – sócio da Eco Sul Brasil Construtora
    • Helio Ogama – diretor-presidente da Triunfo Econorte
    • Leonardo Guerra – administrador da empresa Rio Tibagi
    • Sandro Antônio de Lima – funcionário da Econorte

Mais detalhes clique aqui.

 

Coletiva da PF, o áudio está um pouco ruim, desculpem-nos.

http://https://youtu.be/iBxHNcKpat8

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PF prende diretor-geral do DER e faz buscas na Casa Civil de Beto Richa

Muita gente do governo do Paraná e do interior do estado amanheceu debaixo da cama. A Polícia Federal (PF) faz buscas na sede do Governo do Paraná nesta quinta-feira (22), na 48ª fase da Lava Jato. Os policiais também cumprem sete mandados de prisão temporária no Paraná e em outros três estados nesta nova etapa da operação, batizada de Integração. O diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER/PR), Nelson Leal, foi preso.

A investigação apura corrupção, fraude a licitações e lavagem de dinheiro na concessão de rodovias do Paraná.

Os alvos principais, conforme o Ministério Público Federal (MPF), são servidores públicos e empresas investigadas por corrupção, lavagem de dinheiro, associação criminosa e peculato.

 Um dos alvos de busca e apreensão é Carlos Nasser, funcionário com cargo em comissão da Casa Civil. Atualmente, ele trabalha na coordenadoria de assuntos políticos da pasta.

O mandado de busca e apreensão cumprido no Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense, tem como alvo a Casa Civil. Também há mandados de busca e apreensão sendo cumpridos na presidência do Departamento de Estradas de Rodagem no Paraná (DER/PR) e na Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar).

Ao todo, há 50 mandados de busca e apreensão que devem ser cumpridos nas seguintes cidades: Londrina, Curitiba, Campina Grande do Sul, Jataizinho, Paranavaí, no Paraná; em Balneário Camboriú, em Santa Catarina; Rio de Janeiro; e São Paulo.

Matéria atualizada clique aqui.

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TSE acaba com a farra dos caciques, diretório provisório só vale 4 meses

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fixou nesta terça-feira (20) o prazo de 120 dias, ou quatro meses, para o funcionamento dos diretórios provisórios dos partidos. Na prática, o Tribunal acaba com o partido com “donos e caciques” que mandam e desmandam na hora de impor seus candidatos locais pela legenda. Ou seja, acabou aquela farra de caciques estaduais, ou dos donos da direção nacional dos partidos, de dissolverem os diretórios provisórios quando contrariados. Ou seja, para escolher candidatos, o diretório do partido tem que estar legalizado com uma direção votada e permanente, ou ainda, o DIRETÓRIO TEM QUE SER DEFINITIVO.

O relator do processo no TSE, o ministro Tarcísio Vieira Neto adotou parâmetro que já havia sido fixado pelo tribunal em 2015 para limitar a duração dos diretórios provisórios. “A liberdade conferida não é absoluta, dada a previsão expressa que as agremiações partidárias devem resguardar o regime democrático”, afirmou o ministro na sessão. “Não há como se conceber que em uma democracia os principais atores da representação popular não sejam democráticos”, completou depois, citando decisão anterior do próprio TSE.

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