política



Corrupto é extorquido na cadeia

O que os corruptos presos – e os que ainda serão presos – ainda não se deram conta é que um dia os jornais e os homens livres se esquecerão deles. Na cadeia vão sofrer ameaças dos outros apenados e certamente serão chantageados. É o caso do Marcos Valério, o operador do PT no mensalão, que foi transferido para um presídio comum nesta sexta-feira e corre sério risco de ser apagado como arquivo ou ainda ter que pagar pesadas “mensalidades” de proteção às facções criminosas, do contrário, só lhe resta o “seguro”, quase que uma solitária que lhe garantirá a vida por certo tempo, mas não por todo tempo. Marcos Valério corria risco de vida no presídio em que estava e em depoimento à Polícia, em outro acordo de delação premiada, ele disse que foi extorquido. Ele cumpre 37 anos de prisão e foi condenado recentemente a mais 16 anos de reclusão.

Por isso, candidatos a corrupto, pensem bem nisso antes de meter a mão na grana do povo, o crime de corrupção neste país não mais compensa, é um grande otário metido a esperto quem ainda não entendeu isso.

Eternidade – No cárcere, o minuto é a eternidade: se nada deves, a esperança te consola; se deves, o inferno se dividirá em 60 séculos por minuto.

The end – Deonilson Roldo, o único que ficou preso no escândalo Beto Richa, deve abrir o bico, informa Ricardo Boechat. The end, playboy!

Canalhas – Soube que os canalhas que roubam o estado falam mal de mim. Ainda bem, assim reafirmam: não sou da laia deles!

O roubo do I. Renda – Propostas de candidatos causarão “perdas bilionárias do Imposto de Renda”, dá como manchete vetusto jornalão de São Paulo – ora, “perdas” o cacete! O governo vem nos roubando faz tempo sem reajustar a tabela do IR. Esses jornalistas frescos que fugiram da escola e andam com as pernas juntinhas com medo de peidar, nem sabem o que é Economia, só sabem safadeza!

O atraso – Retrocesso, digo-te: é ter um coroné tipo Ciro Comes na presidência, coisa dos anos 1800.

Campanha: doe uma Carteira de Trabalho e uma enxada para o Boulos.

Nasa – Marina das Selvas é estudada pela Nasa. Única tartaruga que hiberna de 4 em 4 anos.

Assombração – A impressão que dá é que a múmia de temer queimou no museu. Ninguém mais fala dessa assombração.

Cobrador para o motorista:”Ser usado por um pinguço preso e ser chamado de Poste, a que ponto chegamos”

Burrovia – E essa prefeitada pensando que inventa coisa nova. Há dois mil anos, o imperador Augusto proibiu a circulação de carroças no centro de Roma, que vivia seu apogeu, com mais de 1 milhão de habitantes. Não temos notícias de que algum imperador, quase todos doidos de jogar pedra, mandou pintar parte do asfalto de vermelho para criar a burrovia, já que não haviam inventado a bicicleta.

Torresmo – O Espiga, vulgo Sabugo, é um gênio político: soube, pelo Serviço de Inteligência do Bar, que iríamos fazer um protesto porque ele não venderia mais torresmo aos finais de semana. Fez um monte de torresmo e vendeu na promoção com uma cerveja grátis… Todo mundo ficou contente e não fez protesto. Este governo precisa aprender fazer política com ele.

Profundos – “Uma flor é uma rosa/ Uma rosa é uma flor” — os dois versos mais profundos da música brasileira, em “Zazueira”, de Jorge Ben Jor. E viva a Primavera que começa hoje!

 

 

Patientia, fratres!

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FHC, a vestal, deveria se aposentar em Paris

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, com a moral de quem foi acusado de ter sustentado a amante com dinheiro público e feito dois governos que quase levou nosso povo à fome, dá seus pitacos sobre o atual processo eleitoral. Para ele, em carta, “ainda dá tempo para deter a marcha da insensatez”.

Ora, FHC fala como um virgem vestal, sem assumir que ele e seu partido, não menos insensatos, também são responsáveis por tudo que está ocorrendo, envolvidos em escândalos, incapazes de oferecer à nação uma alternativa de acordo com as expectativas do povo: um candidato limpo e sem máculas de corrupção, um projeto de país em que o Estado ofereça efetivamente oportunidades de todos alcançarem a plena cidadania, com suas necessidades básicas atendidas como nos mostrou o psicólogo Maslow, em 1962, ao estabelecer uma escala para as necessidades humanas, que começa pelas fisiológicas, comer inclusive, habitação, saúde e segurança.

O que FHC e seu partido, e outros do mesmo naipe, mornos a serem vomitados, fingem não notar é que suas propostas de governo para atender essas necessidades básicas de nossa gente são firmadas no mais do mesmo, nada resolvendo efetivamente. A população brasileira chegou ao limite da paciência: sem emprego, roubada por políticos bandidos, corruptos, pagando impostos extorsivos, sem futuro e sem poder sair de casa – os que ainda têm casa – por causa da violência que abusa de um Estado fraco e inoperante.

Pois bem, se há alguém insensato nesta história é este ancião que ignora o aperto que passa o povo e prega a continuidade desses absurdos em nome do continuísmo e do sossego dos bandidos e corruptos. Este papel de vestal, a virgem do templo, cabe bem a Fernando Henrique, mas em Paris, onde tem belo e caro apartamento, longe da aflição dos  valentes brasileiros que estão dispostos, em definitivo, a darem um pé na bunda de tralhas e trolhas como ele.

Cirinho paz e amor
De carona no discurso safado de FHC, coroné Ciro Comes diz que temos que ir pelo caminho da serenidade. Rá!

Geraldo!
O Merenda apelou para a campanha suja e se lascou. Depois aprece com cara de bunda pedindo a união dos candidatos de centro.

Geraldo!!
Perdendo o político mostra o que ele é, como é sujo este Merenda!

Cacator
Leia textos latinos e enriqueça o vocabulário para época de política: “cacator” = cagão.

Boneco
Ao se submeter a um condenado preso, Haddad mostra que não tem caráter. Fantoche.

Depois de preso
Richa é ultrapassado por Arns. Tenho a impressão que até uma tartaruga manca também conseguiria isso!

Comunicação
O povão está confundindo os números de rejeição e acredita que eles refletem a intenção de voto! – Estava agora num restaurante, bem popular, com a TV ligada, e comprovei o que já sabia da sala de aula, no magistério: parte de nosso povo tem muitas dificuldades em matemática e na interpretação de gráficos nem se fala. Não é culpa de nossa gente e sim culpa de políticos que a desejam assim, sem saber fazer contas, sem acesso à plena cidadania.

“Mestrado”
Grande esquemão de venda de diplomas de mestrado na Espanha. Tem político que comprou renunciando, inclusive na Itália.

A freira virgem
Uma freira, na hora da morte, pediu para escreverem no seu túmulo: “Nasci virgem, vivi virgem e morri virgem”. O coveiro, ex-jornalista, achou que eram muitas palavras e escreveu: “Devolvida sem uso”!

Gato com fome
Gato com fome come até sabão! – aos corruptos que tentam manter o foro privilegiado, com a reeleição a qualquer custo.

Maringá
Nasci sob a linha do trópico
Lá, árvore se chama “arve”
E dá uma baita sombra, Sô!

 

É Primavera, linda

Não desistas de ti,
Desfaz-te dessa pele de tristeza.
É Primavera, linda,
Enfeita teus cabelos,
Tira o mofo do vestido,
A solidão é da loucura a cela.
Vamos sair dessa prisão,
Passear pelos jardins,
Ver o que nessa vida passa
Além da televisão.
Vamos fazer nosso próprio filme,
Escrever os diálogos da novela
Baseada em nossos improvisos.
A vida é resistência, querida,
Bela ou ruim é para ser vivida.
Resiste! Não desistas de ti!

 

Patientia, fratres!

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De família: partidos no Paraná têm dono

 

Depois da prisão do ex-governador tucano Beto Richa, nosso povo deparou-se com a triste constatação, praticamente todos os candidatos ao governo têm algum grau de parentesco ou de compadrio. Sim, e os que não os possuem, já serviram de capacho a essas famílias que mandam no Paraná há anos.

Não há opções. Os partidos locais estão loteados pelos clãs ou famílias, que mandam e desmandam e indicam quem desejam e querem (e isso vale, talvez mais ainda, nos municípios!). Poucas legendas – nanicas e ou figurativa – escapam disso e mesmo assim, parte delas se oferece a interesses nada republicanos.

Aqui, como em qualquer outro lugar onde impera o neo-coronelismo, o pequeno rebento do político já é iniciado na safadeza de dar continuidade ao “legado” familiar, ao mesmo tempo que é matriculado no curso de ilusionista do povo. Por isso, essa gente se arrepia quando se fala em reforma política e, principalmente, em reforma partidária. Sou um devoto da democracia, não prego e nunca preguei o voto nulo, porém vai ser muito difícil votar, nesta eleição, nos coronéis, familiares, compadres, ou ainda em seus capatazes.

 

 

Novo velho
Amoedo errou feio na estratégia de campanha. Pena que seu erro custe tanto para os outros candidatos da chapa. Tem gente boa lá.

Glória!
Com seu marketing da década de 1980, Alvaro Dias empata com cabo Daciolo, que faz campanha com cartazes de cartolina.

Glória!!
Também empatado com o cabo Daciolo, Alf Meirelles jura que vai para o segundo turno! Rá!!

Alckmin I
O Merenda é um fenômeno: maior tempo na TV; grana sobrando; maior apoio de partidos… E uma campanha medíocre!

Alckmin II
Partidos do Centrão começam a dar tchau-tchau para o Merenda, que vai ter a maior derrota eleitoral já registrada pelo PSDB.

Sadol nela
Marina das Selvas está no mato sem cachorro, nem com fortificante vai para frente!

Up na carreira
Pela quantidade, os professores candidatos acharam um jeito de mudar de vida, em carreira promissora na política.

Correção:
Em vez de “professor” leia-se tubarão do ensino Oriovisto, candidato ao Senado pelo PR.

Coisa feia
A propaganda de TV do PT e puxadinhos no Paraná é a cara da desgraça. Zolivre!

Palhaçada cara
O PT torrou R$ 26 milhões com a palhaçada da candidatura de Lula. Dinheiro que sairá do teu bolso, contribuinte!

Safadeza
O dinheiro público que esses candidatos de bosta gastam na campanha é o mesmo que falta no posto de saúde. Pense nisso!

Também pode
Pelo “raciocínio” dos iluminados do TSE, o Marcola também teria o direito de participar do programa do Poste do PT!!!

Vaia no poste
Brasileiro volta a praticar o esporte nacional: Poste do PT foi vaiado em Itajaí.

Pega ladrão
Roubar o povo não é profissão,
402 deputados federais
São candidatos à reeleição.

Só as belas
Dizem que só louvo as belas
Sim, já viste algum poeta que por musa tivesse
Peluda que não toma banho e que do rancor se veste?

 

Em Setembro, vai o Inverno… 

 

 

Patientia, fratres!

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Cida revela traições de Beto Richa

A candidata ao governo do Paraná Cida Borghetti (PP) continua se debatendo para livrar-se de vez do abraço de afogado de Beto Richa, que ainda se apresenta como candidato ao Senado por sua coligação partidária. Em entrevista ao Estadão, Cida diz que Beto faz voo solo em sua campanha e que se sente desconfortável em tê-lo ao seu lado. Na realidade, para Cida, o tucano pouco ou nada a estava ajudando, pois o coordenador de prefeitos da campanha de Beto Richa é o prefeito de Guarapuava, Cesar Filho (PPS), o mesmo de seu adversário Ratinho Junior. Isso explicaria em parte, a baixa capilaridade da candidatura de Cida em algumas cidades do interior, pois numa eleição para governador, o prefeito se faz um cabo eleitoral de primeira linha, fundamental para o sucesso de qualquer campanha.

Cida ainda aponta, até mesmo com certo alívio, que os principais secretários do governo Richa estão apoiando o Ratinho, o que, de fato ocorre, e lhe permite, em nossa opinião, apontar ao eleitor onde se encontra o joio dessa história de corrupção. Cida reforça o seu não envolvimento nos fatos apurados contra Beto Richa, pois na época em que eles ocorreram, o vice-governador era Flávio Arns, hoje também candidato ao Senado.  A candidata mostra ainda o “desprezo” de Beto Richa a suas opiniões quando exercia a vice-governadoria, ao dizer que Beto nunca a ouviu para indicar um só assessor: “nunca fui secretária, não tinha pasta ou local à mesa de decisão”.

Ontem, Cida pediu e sua coligação aceitou encaminhar ao TRE a retirada de Richa da chapa. Caso insista na sua candidatura, única tábua de salvação disponível no mar de denúncias em que se encontra, pois o cargo de Senador lhe dá imunidade parlamentar, Beto Richa pode arrastar de vez para o fundo não só a campanha de Cida Borghetti, mas também toda a chapa de deputados federais e estaduais.

A fortuna do PT
Oficialmente, PT declara que gastou até agora R$ 1,5 milhão com os advogados do Lula.

Leandre rouba a cena no PV
Militantes do PV do Paraná estão denunciando a candidata à reeleição Leandre de ter abocanhado sozinha R$ 1 milhão do Fundo Partidário e deixado os outros candidatos a ver navios. A campanha de Leandre é privilegiada pela direção do partido no rádio e TV, sobrando nada ou quase nada para os outros, isso sem contar o luxo da deputada ter cabos eleitorais pagos espalhados pelo interior do Paraná.

Leandre e a prestação de contas
Na última eleição o TRE bobeou e aprovou as contas da deputada Leandre sem maiores verificações, creio que nada custaria ao Tribunal usar uma boa lupa na prestação de contas da candidata este ano.

Candidatos sem espaço
Temos que começar a dar uma força para candidatos a deputado que nunca tiveram cargo e por isso não têm espaço nos partidos que privilegiam os medalhões, como no caso do PV.

Arns, o histórico
Fico pensando que moral tem o PT de criticar Flávio Arns, que já foi do PT!

Biotônico
Marina das Selvas diz que vai investir na geração de energia. É… para ela tá faltando mesmo!

Ciro, o previdente
Coroné Ciro Comes diz que vai investir em presídios. Previdente, vai que…

Gópi da Massa
O candidato a governador João Arruda (MDB-PR) protocolou nesta segunda-feira no Tribunal Regional Eleitoral um pedido de liminar contra a Rádio Massa FM. Arruda apresenta evidências de que a rede de rádios Massa FM está sabotando as inserções comerciais dele previstas na lei eleitoral.

Toffoli, o inconfiável
Não compraria um carro usado do Toffoli, por isso não confio quando ele diz que as urnas eletrônicas são “seguras”.

 

Não se esquece

 

 

Patientia, fratres!

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“Richa é líder de organização criminosa”, afirmam promotores do MP

Há leituras deveras muitíssimo chatas a se fazer nesta vida e jornalista é obrigado a ler tudo, até as letrinhas miúdas de bula de remédios para ratos. Entre essas leituras espinhosas, porém necessárias, estão as petições de advogados; a maior parte, hoje, escrava do “Control C e Control V” – raras em originalidade. Há ainda as sentenças e acórdãos que se fazem cópia de cópia. Ossos do ofício. Mas felizmente, de vez em quando aparece coisa boa neste garimpo diário. Informações claras, escritas no melhor português e, pasmem, objetivas, sem firulas para dizer que um bandido é um bandido, ou que um inocente é um inocente.Os promotores do caso Beto Richa foram diretos na acusação, que determinou seu martírio atrás das grades: “(ele) é líder da organização criminosa investigada e principal destinatário das propinas pagas pelos empresários”. Mais direto impossível, acusação dura e feita com toda convicção possível neste mundo permeado pelas meias-verdades e mentiras absolutas.

Baseado nisso e nas provas que se fazem incontáveis, o desembargador Laertes Ferreira Gomes, da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça (TJ-PR),  negou o pedido liminar de habeas corpus ao preso Beto Richa, candidato ao Senado pelo PSDB, e da mulher e ex-secretária estadual Fernanda Richa. A defesa dele, no seu papel, vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Caso não consiga sucesso em recursos, o casal continua preso em Curitiba pelo menos até sábado, mas há a possibilidade de que as autoridades peçam a prorrogação da prisão, o que acabaria de vez com qualquer sonho do grupo de Richa em sua eleição ao Senado, o que lhe garantiria o foro privilegiado e a oportunidade de enrolar a Justiça por mais um tempo.

Recurso à ONU
Tribunal de Justiça nega habeas corpus para Beto Richa. Só Zanin na causa recorrendo à ONU!

Rato protegido
TRE-PR não quer propaganda “negativa” contra Ratinho. Ora, o que há de positivo em quem babava ovo do preso Beto Richa?

O direito dos pais
Num país de escolas falidas e doutrinadoras, os pais não podem educar filhos em casa. Viva o STF!

Réu I
O candidato-réu Poste II do PT falando de combate a corrupção é a piada do ano!

Réu II
O réu Poste II promete federalizar o combate ao crime organizado. Rá! Joga contra a própria quadrilha!

Réu III
Gleisa lascou-se de vez. A amanta queria ser vice do Poste!

Monopólio da mentira
Proibiram as enquetes pessoais. “Justiça” reconhece que o monopólio da mentira é dos institutos de pesquisa oficiais.

Barangas
“Uma grupo com 1,2 milhão de feminazis. Mentem, o Brasil não tem tanta baranga assim” – Jandisclay, filósofo e sanfoneiro de zona.

Veganos terroristas
Não é piada. O governo francês prendeu “terroristas” veganos que invadiam açougues! Rá!

Sócios ocultos
Tem uns sócios do esquema Roldo-Richa do Palácio 29 de Março que já deveriam ir treinando comer na marmita.

Testemunhas

O espelho e a consciência
Despem qualquer maquiagem
E são testemunhas implacáveis
Do que tu és, do que te tornaste.

Patientia, fratres!

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PF apreende listas com nomes do esquema Beto-Roldo

A confiança era tanta na impunidade, que os caras anotavam tudo. A Polícia Federal apreendeu ontem na casa do Theodócio, principal operador do esquema Roldo-Richa, além de anotações comprometedoras em cadernos e cadernetas com nomes, recibo de um Rolex de 17 mil, marca preferida de vários servidores comissionados. A casa vai cair para todo mundo. Aguardem.

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Moro bloqueia R$ 50 milhões do esquema Beto-Roldo

O juiz Sérgio Moro bloqueou R$ 50 milhões de Deonilson Roldo, pivô do caso de corrupção de Beto Richa (PSDB). O bloqueio vale também para o dito empresário Theodócio Atherino, a mulher dele e empresas. São  R$ 10 milhões de bloqueio de cada enquadrado na Operação Piloto e foi pedido pela PF e MPF. Todos continuam presos em Curitiba.

Ou seja, mesmo que a campanha de Beto Richa ao Senado continue, é bem provável que a teta esteja seca.

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Cida e Ratinho negam Richa três vezes

Até uma lebre insulta um leão morto, diz velho adágio latino. É o que fazem as criaturas de Beto Richa e candidatos ao governo do Paraná, Cida Borghetti e Ratinho Júnior (fotos), que sempre serviram ao ex-governador e nunca o questionaram publicamente. Por isso, antes que o galo cantasse nesta manhã, Cida e Ratinho negaram seu criador por três vezes.

O erro estratégico dos dois candidatos foi não conseguir afastar suas imagens do governo Richa, ignorando que a casa estava para cair. Por mais que falem e se justifiquem, são essas imagens de farinha do mesmo saco que estão no imaginário do povo paranaense. Ambos tiveram chances de romper com Richa, mas o canto da sereia de quem precisava desesperadamente de foro especial, oferecido pelo Senado, deve ter sido muito convincente.

Rasguemos as pesquisas eleitorais divulgadas no Paraná, depois dessa prisão da quadrilha Beto e Roldo. Uma nova página se abre agora, resta saber se haverá tempo hábil para a oposição, sobremodo a capitaneada pelo deputado João Arruda (MDB), conquistar votos e provocar pelo menos um segundo turno numa eleição que parecia ganha para Ratinho Júnior.

Atenção PT
Muito perigoso político visitar Curitiba no dia de hoje, capaz de já ficar hospedado na carceragem da PF.

Patrimônio
Jornalista que declara patrimônio de R$ 3 milhões. Só se for sócio do Richa!

Trauma
Aumenta pedidos de férias nos governos do estado e município. Estresse pós-traumático.

Bagrinhos
Respingos no Palácio 29 de Março na caça aos bagrinhos. Aguardem.

Release
Quem recebeu por fora no esquema, coleguinhas, barbas de molho!

Nas zouropa
Com prisão decretada, Joel Malluceli, dono do Jornal Metro, Band TV, Rádios Band News e CBN, está na Europa.

Alckmin
O Merenda tira o corpo fora, “Quem deve paga!” ou antes Richa do que eu!.

Carícias na propina

A mão que afaga a propina
É a mesma que mata
Nosso povo sem medicina.

Bomba
O Paraná tem seu 11 de setembro, uma bomba atômica acaba com Richa e associados.

Geometria
Hoje o dia era para escrever sobre Geometria, mas o destino assim não o quis.

 

Patientia, fratres!

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Arruda diz que Ratinho tem que assumir Beto Richa, ou é “traidor”

O deputado João Arruda (foto), candidato a governador pelo MDB, disse nesta terça-feira, 11, que a prisão do ex-governador Beto Richa e de integrantes do seu grupo político revela, mais uma vez, que a corrupção campeou o Estado nos últimos anos e que candidatos como Ratinho Junior (PSD), que fez parte do governo Richa, tem que se explicar à população.

“Agora, Ratinho Junior veste uma máscara de independente, de renovação. Quem governou com o Richa é continuidade e não renovação”, disse João Arruda. “O paranaense vai saber escolher e diferenciar quem estava com quem nos últimos anos nos desmandos que marcaram este último governo”, completou.

“Falo isto com tristeza por que o Paraná não merece estar novamente nas páginas policiais. Mas eu sempre soube, por isto sempre fiz oposição a este grupo que governou o Paraná nos últimos anos. Eu conhecia as suas verdadeiras intenções e sabia que não era fazer pela saúde, pela educação, pela segurança e pela geração de empregos”, ressaltou João Arruda.

Ratinho ao lado de Richa – Para João Arruda, a campanha é a oportunidade ideal para Ratinho Junior se explicar aos paranaenses sua relação com o grupo de Beto Richa. “Eu aguardo ansiosamente o posicionamento deste candidato, que não tem ido nos debates, que não quer debater comigo, mas que ele diga o que ele pensa desta turma que está aí”.

“Afinal de contas, ou ele (Ratinho Junior) é um traidor do seu grupo político ou ele que assuma que é a verdadeira continuidade deste governo que está aí”, ressaltou o candidato do MDB.

João Arruda lembra ainda que enquanto fez oposição ao Beto Richa durante o exercício de todo o seu primeiro mandato, “o Ratinho Junior era secretário do Richa”, recordou.

Depois na campanha eleitoral de 2014, João fez oposição, não apoiou Beto Richa, apoiou  Requião. “Depois em 2015, eu fazia oposição e denunciava os escândalos de corrupção no Congresso Nacional, fazia visitas em escolas que foram roubadas e queria realmente que isto tudo fosse investigado”, concluiu.

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Lava Jato não intimidou esquema Roldo-Richa, que continuava

 

A pedido da força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF) e da Polícia Federal (PF), a Justiça Federal no Paraná expediu e a PF cumpre na manhã desta terça-feira, 11 de setembro, dois mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária, além de diversos mandados de busca e apreensão no Paraná, em São Paulo e na Bahia. O objetivo é aprofundar as investigações sobre a prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude à licitação referentes à duplicação da PR-323, favorecendo a empresa Odebrecht.

São alvos de prisão nesta fase: Deonilson Roldo (foto, à direita de Beto Richa), ex-chefe de gabinete do então governador do Paraná, Carlos Alberto Richa (Beto Richa); Jorge Theodócio Atherino, empresário apontado como “operador financeiro” do ex-governador; e Tiago Correia Adriano Rocha, indicado como braço-direto de Jorge, e responsável por diversas transações financeiras dos empreendimentos do executivo.

Conforme apontaram as investigações e a denúncia recentemente oferecida pelo MPF, empresários do grupo Odebrecht realizaram, no primeiro semestre de 2014, um acerto de subornos com Deonilson Roldo, para que este limitasse a concorrência da licitação para duplicação da PR-323, entre os municípios de Francisco Alves e Maringá. Em contrapartida, a Odebrecht pagaria R$ 4 milhões a Roldo e ao seu grupo. A corrupção foi ajustada em três reuniões entre Roldo e representantes da empreiteira. As evidências mostraram que, no final de janeiro de 2014, executivos da Odebrecht procuraram o então chefe de gabinete do governador e solicitaram apoio para afastar eventuais concorrentes interessados na licitação da parceria público-privada (PPP) para exploração e duplicação da PR-323.

As provas indicaram ainda que, após uma primeira reunião, Roldo voltou a se encontrar com executivos da empresa, informando que a ajudaria ilegalmente na licitação, mas para isso contava com o auxílio da empresa na campanha do governador daquele ano de 2014. Desta maneira, segundo as evidências, ele solicitou propinas para vender atos praticados no exercício de sua função pública, com o pretexto de que supostamente elas seriam usadas em campanha.

Em seguida, em 14 de fevereiro de 2014, Deonilson Roldo teve uma terceira reunião com os executivos da Odebrecht. Nesse encontro, as provas apontam que o então chefe de gabinete do ex-governador afirmou que tinha procurado as empresas CCR e Viapar, as quais indicaram que não participariam da licitação. Informou, ainda, que o Grupo Bertin tinha interesse na concorrência por intermédio da empresa Contern. Em razão do interesse da Contern, em 24 de fevereiro de 2014, Deonilson Roldo chamou o executivo dessa empresa, Pedro Rache, para uma conversa no Palácio Iguaçu. No encontro, gravado pelo último, o ex-chefe de gabinete do ex-governador informou ao empresário que tinha “compromissos” com a Odebrecht e solicitou ostensivamente que a empresa Contern se afastasse do certame licitatório para obtenção do contrato da PR-323. No mesmo diálogo, Deonilson Roldo, de forma direta, vinculou a desistência da licitação a interesses do Grupo Bertin, que controlava a Contern, na Copel, empresa de energia elétrica do estado do Paraná.

Após diversos adiamentos dos prazos de entrega das propostas, finalmente, em 25 de março de 2014, o Consórcio Rota das Fronteiras, composto pela Odebrecht, Tucumann, Gel e America foi o único a fazer proposta na licitação. Sagrou-se, assim, vencedor da concorrência pública. O contrato foi assinado em 5 de setembro de 2014. As evidências mostraram ainda que, depois de a Odebrecht vencer a licitação, em meados de julho de 2014, o empresário Jorge Atherino compareceu ao escritório da Odebrecht em Curitiba para cobrar as propinas ajustadas nos encontros com Deonilson Roldo.

Diante do contato de Atherino, o diretor-superintendente da Odebrecht para a região Sul e São Paulo demandou o Setor de Operações Estruturadas da companhia – responsável por pagamentos ilícitos – para que repassasse os subornos em favor de agentes públicos do Paraná. As provas indicam ainda que foi aprovado o pagamento ilícito de R$ 4 milhões e Jorge Atherino informou os endereços em que deveriam ser entregues os valores.

Após perícia da Polícia Federal nos sistemas Drousys e MyWebDay do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, foram identificados registros de cinco pagamentos das propinas que foram estabelecidas na forma descrita acima, que totalizaram R$ 3,5 milhões, entre os meses de setembro e outubro de 2014. Os endereços de entrega eram no município de São Paulo, em condomínio relacionado à sogra de Jorge Atherino. Pelo menos R$ 3,5 milhões foram pagos por meio de entregas em espécie de: R$ 500.000,00 em 04/09/2014; R$ 500.000,00 em 11/09/2014; R$ 1.000.000,00 em 18/09/2014; R$ 1.000.000,00 em 25/09/2014; e R$ 500.000,00 em 09/10/2014. Tudo isso conforme lançamentos registrados no sistema de contabilidade ilícito da Odebrecht.

Por meio de uma série de documentos, quebras de sigilo bancário e fiscal, quebra de sigilo telefônico e de outras provas coletadas durante a investigação, identificou-se que os pagamentos foram feitos mediante técnicas de lavagem de dinheiro. Parte dos valores foi depositada, em espécie e de modo fracionado, em contas de Deonilson Roldo e de sua empresa, Start Agência de Notícias. Outra parte dos valores teria sido destinada à realização de depósitos, também em espécie e fracionados, em contas de Jorge Theodocio Atherino, suas empresas e associados.

 

Start Agência de Notícias, não tinha empregados, mas tinha movimentação suspeita

 

Relatório elaborado pela PF apontou que a empresa Start Agência de Notícias, de Deonilson Roldo, recebeu cerca de R$ 135.000,00 em depósitos feitos em espécie, no período entre setembro e dezembro de 2014. Ou seja, depósitos em dinheiro foram feitos no período correspondente e próximo às entregas de valores pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. O MPF, na acusação já apresentada na ação penal 5039163-69.2018.4.04.7000, também relacionou o depósito de parte desses valores, R$ 75.000,00, feito de modo fracionado em trinta e cinco aportes em espécie, no período de setembro a dezembro de 2014, às entregas de valores pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. Mesmo não se tratando de valor tão expressivo, é significativamente superior ao padrão de recebimento de depósitos em espécie pela mesma conta em outros períodos, de acordo com informação elaborada por perícia policial.

Importante também destacar que a empresa Start Agência de Notícias nunca registrou empregados, muito embora pague dividendos a Deonilson Roldo. Na análise fiscal elaborada pela PF, constam ainda empréstimos de Deonilson Roldo para um empresário e conselheiro do Detran/PR, de R$ 802.148,00 em 2016, e de R$ 515.000,00 em 2017. As operações são atípicas pois o patrimônio declarado de Deonilson Roldo seria de cerca de R$ 3 milhões, causando estranheza a realização de um empréstimo para terceiro de quase metade do valor do patrimônio.

Em relação a Jorge Theodócio Atherino, além de seu envolvimento no recebimento de valores pagos pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht (depósitos de R$ 3.426.818,27 entre 05/09/2014 e 30/09/2015), as investigações apontaram movimentações financeiras em contas de empresas relacionadas a ele que somaram aproximadamente R$ 560.000.000,00 entre janeiro de 2014 e maio de 2018. Entre estas movimentações, está o recebimento de R$ 15.348.088,08 somente mediante depósitos em espécie. Além de serem detectadas movimentações financeiras atípicas e inconsistências fiscais como as citadas, há forte suspeita de que as empresas em nome dos familiares do empresário e as contas em nome dos familiares dele tenham sido utilizadas para lavar dinheiro de origem criminosa, misturado a recursos de origem lícita.

Jovita e Ezequias envolvidos  

Dentre os pagamentos suspeitos efetuados por Jorge Theodocio Atherino, por empresas a ele ligadas e por familiares próximos, foram encontradas transferências para: Ezequias Moreira Rodrigues, que foi nomeado pelo então governador Beto Richa como secretário de Estado, condenado por contratar funcionários fantasmas para o gabinete do então deputado estadual Beto Richa, e apontado pela imprensa como alvo de outra investigação em que lhe teria sido atribuída a condição de operador de Beto Richa; Lucia Jovita Inácio, servidora pública do Município de Curitiba, atualmente cedida para a Sanepar e que trabalhou dezesseis anos com Beto Richa; e empresas relacionadas a familiares do ex-governador.

O rastreamento completo dos valores e a elucidação completa das supostas operações de lavagem de Deonilson Roldo, de Jorge Theodocio Atherino e de todos os demais associados prosseguem. A deflagração desta operação objetiva justamente aprofundar a investigação sobre os fatos e outros envolvidos, a fim de que todos os responsáveis pelos crimes possam vir a ser devidamente responsabilizados.

A investigação apura ainda o envolvimento do ex-governador Beto Richa nos fatos, mormente em relação a utilização de empresas em nome de familiares para movimentação de valores cuja origem se intenta apurar.

Prisão de Richa e Roldo para estancar esquema

As prisões executadas se basearam na estrita necessidade de estancar a prática de crimes de suborno milionários e seriais que seguiram sendo realizados mesmo depois do início da Lava Jato, e com base nas evidências que apontam para a existência de um contexto mais amplo de corrupção dentro do governo do Paraná, em diferentes setores. Interceptações telefônicas demonstraram que Deonilson Roldo está atualmente coordenando de forma oculta a campanha de Beto Richa, enquanto Jorge Atherino continua usando suas empresas para movimentação expressiva de valores sem origem identificada. Além disso, constatou-se o emprego de sofisticados métodos de lavagem de dinheiro, envolvendo contas no Brasil e no exterior. Portanto, a liberdade dos réus coloca em risco a ordem pública. Para o juízo da 13ª Vara Federal Criminal, “não se trata de um crime trivial”, envolvendo pelo menos R$ 3,5 milhões em subornos.

“O contexto não é de envolvimento ocasional em crimes de corrupção”, mas da prática reiterada de grande corrupção e de “complexas operações de lavagem de dinheiro”, no Brasil e exterior. Ainda, nas palavras do magistrado: “O crime de corrupção e lavagem relativo à duplicação na PR 323 insere-se em um contexto mais amplo, de um esquema de corrupção sistêmica, com cobrança sistemática de vantagem indevida de empresas fornecedoras de diversos setores do Governo do Estado do Paraná. Jorge Theodocio Atherino teria um papel central no recebimento e ocultação e dissimulação desses recursos. Deonilson Roldo seria um dos líderes do esquema criminoso e teria substituído Luis Abi Antoun, após a prisão deste, como o principal operador do esquema de arrecadação de recursos ilícitos de empresas fornecedoras do Governo do Estado.

Além disso, o volume das operações financeiras suspeitas de lavagem de dinheiro atribuídas Deonilson Roldo e Jorge Theodocio Atherino parece transcender o crime de lavagem em relação vantagens indevidas recebidas no contrato da duplicação da PR 323, o que é indício de envolvimento em outros crimes de corrupção ou em lavagem de outros crimes de corrupção. A ilustrar, a movimentação financeira de mais de quinhentos milhões de reais das empresas de Jorge Theodocio Atherino e com mais quinze milhões recebidos em espécie.

Chama ainda a atenção o fato de que os crimes foram cometidos no segundo semestre de 2014, quando a Operação Lava Jato já havia adquirido certa notoriedade, tendo, entre as investigadas, a Construtora Norberto Odebrecht. Isso significa, em cognição sumária, que nem mesmo o início dessas investigações e a sua notoridade foram suficientes para prevenir que ambos, Deonilson Roldo e Jorge Theodocio Atherino, solicitassem vantagem indevida de executivos do Grupo Odebrecht, recebessem o dinheiro e ocultassem e dissimulassem o produto do crime. Tal comportamento indica o caráter serial das condutas de corrupção e lavagem e indicam a prisão preventiva como necessária para interrupção da prática de novos crimes.”

Força tarefa da Lava Jato apresentou denúncia

A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná apresentou, no último dia 5, denúncia sobre parte dos fatos e agentes investigados pela operação deflagrada hoje. Onze pessoas foram acusadas dos crimes de corrupção (ativa e passiva) e lavagem de dinheiro. A denúncia foi aceita pela 13ª Vara Federal Criminal e viraram réus o empresário Jorge Theodócio Atherino, apontado como “operador” (intermediário que gerenciava as propinas) do ex-governador Carlos Alberto Richa (Beto Richa); o ex-chefe de gabinete deste último, Deonilson Roldo; Adolpho Julio da Silva Mello Neto; Benedicto Barbosa da Silva Junior; Fernando Migliacchio da Silva; Luciano Riberiro Pizzatto; Luiz Antônio Bueno Junior; Luiz Eduardo Soares; Maria Lucia Tavares; Olívio Rodrigues Junior e Álvaro José Galliez Novis. As investigações e a denúncia são também fruto da colaboração da empresa Odebrecht e de seus executivos e colaboradores. Informações e provas sobre crimes praticados por todo o país foram distribuídas pelo Supremo para diferentes jurisdições, mantendo-se naquela Corte e no Superior Tribunal de Justiça os fatos relacionados a pessoas que gozam de foro privilegiado.

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