Lava Jato não intimidou esquema Roldo-Richa, que continuava

 

A pedido da força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná (MPF) e da Polícia Federal (PF), a Justiça Federal no Paraná expediu e a PF cumpre na manhã desta terça-feira, 11 de setembro, dois mandados de prisão preventiva, um de prisão temporária, além de diversos mandados de busca e apreensão no Paraná, em São Paulo e na Bahia. O objetivo é aprofundar as investigações sobre a prática de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude à licitação referentes à duplicação da PR-323, favorecendo a empresa Odebrecht.

São alvos de prisão nesta fase: Deonilson Roldo (foto, à direita de Beto Richa), ex-chefe de gabinete do então governador do Paraná, Carlos Alberto Richa (Beto Richa); Jorge Theodócio Atherino, empresário apontado como “operador financeiro” do ex-governador; e Tiago Correia Adriano Rocha, indicado como braço-direto de Jorge, e responsável por diversas transações financeiras dos empreendimentos do executivo.

Conforme apontaram as investigações e a denúncia recentemente oferecida pelo MPF, empresários do grupo Odebrecht realizaram, no primeiro semestre de 2014, um acerto de subornos com Deonilson Roldo, para que este limitasse a concorrência da licitação para duplicação da PR-323, entre os municípios de Francisco Alves e Maringá. Em contrapartida, a Odebrecht pagaria R$ 4 milhões a Roldo e ao seu grupo. A corrupção foi ajustada em três reuniões entre Roldo e representantes da empreiteira. As evidências mostraram que, no final de janeiro de 2014, executivos da Odebrecht procuraram o então chefe de gabinete do governador e solicitaram apoio para afastar eventuais concorrentes interessados na licitação da parceria público-privada (PPP) para exploração e duplicação da PR-323.

As provas indicaram ainda que, após uma primeira reunião, Roldo voltou a se encontrar com executivos da empresa, informando que a ajudaria ilegalmente na licitação, mas para isso contava com o auxílio da empresa na campanha do governador daquele ano de 2014. Desta maneira, segundo as evidências, ele solicitou propinas para vender atos praticados no exercício de sua função pública, com o pretexto de que supostamente elas seriam usadas em campanha.

Em seguida, em 14 de fevereiro de 2014, Deonilson Roldo teve uma terceira reunião com os executivos da Odebrecht. Nesse encontro, as provas apontam que o então chefe de gabinete do ex-governador afirmou que tinha procurado as empresas CCR e Viapar, as quais indicaram que não participariam da licitação. Informou, ainda, que o Grupo Bertin tinha interesse na concorrência por intermédio da empresa Contern. Em razão do interesse da Contern, em 24 de fevereiro de 2014, Deonilson Roldo chamou o executivo dessa empresa, Pedro Rache, para uma conversa no Palácio Iguaçu. No encontro, gravado pelo último, o ex-chefe de gabinete do ex-governador informou ao empresário que tinha “compromissos” com a Odebrecht e solicitou ostensivamente que a empresa Contern se afastasse do certame licitatório para obtenção do contrato da PR-323. No mesmo diálogo, Deonilson Roldo, de forma direta, vinculou a desistência da licitação a interesses do Grupo Bertin, que controlava a Contern, na Copel, empresa de energia elétrica do estado do Paraná.

Após diversos adiamentos dos prazos de entrega das propostas, finalmente, em 25 de março de 2014, o Consórcio Rota das Fronteiras, composto pela Odebrecht, Tucumann, Gel e America foi o único a fazer proposta na licitação. Sagrou-se, assim, vencedor da concorrência pública. O contrato foi assinado em 5 de setembro de 2014. As evidências mostraram ainda que, depois de a Odebrecht vencer a licitação, em meados de julho de 2014, o empresário Jorge Atherino compareceu ao escritório da Odebrecht em Curitiba para cobrar as propinas ajustadas nos encontros com Deonilson Roldo.

Diante do contato de Atherino, o diretor-superintendente da Odebrecht para a região Sul e São Paulo demandou o Setor de Operações Estruturadas da companhia – responsável por pagamentos ilícitos – para que repassasse os subornos em favor de agentes públicos do Paraná. As provas indicam ainda que foi aprovado o pagamento ilícito de R$ 4 milhões e Jorge Atherino informou os endereços em que deveriam ser entregues os valores.

Após perícia da Polícia Federal nos sistemas Drousys e MyWebDay do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, foram identificados registros de cinco pagamentos das propinas que foram estabelecidas na forma descrita acima, que totalizaram R$ 3,5 milhões, entre os meses de setembro e outubro de 2014. Os endereços de entrega eram no município de São Paulo, em condomínio relacionado à sogra de Jorge Atherino. Pelo menos R$ 3,5 milhões foram pagos por meio de entregas em espécie de: R$ 500.000,00 em 04/09/2014; R$ 500.000,00 em 11/09/2014; R$ 1.000.000,00 em 18/09/2014; R$ 1.000.000,00 em 25/09/2014; e R$ 500.000,00 em 09/10/2014. Tudo isso conforme lançamentos registrados no sistema de contabilidade ilícito da Odebrecht.

Por meio de uma série de documentos, quebras de sigilo bancário e fiscal, quebra de sigilo telefônico e de outras provas coletadas durante a investigação, identificou-se que os pagamentos foram feitos mediante técnicas de lavagem de dinheiro. Parte dos valores foi depositada, em espécie e de modo fracionado, em contas de Deonilson Roldo e de sua empresa, Start Agência de Notícias. Outra parte dos valores teria sido destinada à realização de depósitos, também em espécie e fracionados, em contas de Jorge Theodocio Atherino, suas empresas e associados.

 

Start Agência de Notícias, não tinha empregados, mas tinha movimentação suspeita

 

Relatório elaborado pela PF apontou que a empresa Start Agência de Notícias, de Deonilson Roldo, recebeu cerca de R$ 135.000,00 em depósitos feitos em espécie, no período entre setembro e dezembro de 2014. Ou seja, depósitos em dinheiro foram feitos no período correspondente e próximo às entregas de valores pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. O MPF, na acusação já apresentada na ação penal 5039163-69.2018.4.04.7000, também relacionou o depósito de parte desses valores, R$ 75.000,00, feito de modo fracionado em trinta e cinco aportes em espécie, no período de setembro a dezembro de 2014, às entregas de valores pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. Mesmo não se tratando de valor tão expressivo, é significativamente superior ao padrão de recebimento de depósitos em espécie pela mesma conta em outros períodos, de acordo com informação elaborada por perícia policial.

Importante também destacar que a empresa Start Agência de Notícias nunca registrou empregados, muito embora pague dividendos a Deonilson Roldo. Na análise fiscal elaborada pela PF, constam ainda empréstimos de Deonilson Roldo para um empresário e conselheiro do Detran/PR, de R$ 802.148,00 em 2016, e de R$ 515.000,00 em 2017. As operações são atípicas pois o patrimônio declarado de Deonilson Roldo seria de cerca de R$ 3 milhões, causando estranheza a realização de um empréstimo para terceiro de quase metade do valor do patrimônio.

Em relação a Jorge Theodócio Atherino, além de seu envolvimento no recebimento de valores pagos pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht (depósitos de R$ 3.426.818,27 entre 05/09/2014 e 30/09/2015), as investigações apontaram movimentações financeiras em contas de empresas relacionadas a ele que somaram aproximadamente R$ 560.000.000,00 entre janeiro de 2014 e maio de 2018. Entre estas movimentações, está o recebimento de R$ 15.348.088,08 somente mediante depósitos em espécie. Além de serem detectadas movimentações financeiras atípicas e inconsistências fiscais como as citadas, há forte suspeita de que as empresas em nome dos familiares do empresário e as contas em nome dos familiares dele tenham sido utilizadas para lavar dinheiro de origem criminosa, misturado a recursos de origem lícita.

Jovita e Ezequias envolvidos  

Dentre os pagamentos suspeitos efetuados por Jorge Theodocio Atherino, por empresas a ele ligadas e por familiares próximos, foram encontradas transferências para: Ezequias Moreira Rodrigues, que foi nomeado pelo então governador Beto Richa como secretário de Estado, condenado por contratar funcionários fantasmas para o gabinete do então deputado estadual Beto Richa, e apontado pela imprensa como alvo de outra investigação em que lhe teria sido atribuída a condição de operador de Beto Richa; Lucia Jovita Inácio, servidora pública do Município de Curitiba, atualmente cedida para a Sanepar e que trabalhou dezesseis anos com Beto Richa; e empresas relacionadas a familiares do ex-governador.

O rastreamento completo dos valores e a elucidação completa das supostas operações de lavagem de Deonilson Roldo, de Jorge Theodocio Atherino e de todos os demais associados prosseguem. A deflagração desta operação objetiva justamente aprofundar a investigação sobre os fatos e outros envolvidos, a fim de que todos os responsáveis pelos crimes possam vir a ser devidamente responsabilizados.

A investigação apura ainda o envolvimento do ex-governador Beto Richa nos fatos, mormente em relação a utilização de empresas em nome de familiares para movimentação de valores cuja origem se intenta apurar.

Prisão de Richa e Roldo para estancar esquema

As prisões executadas se basearam na estrita necessidade de estancar a prática de crimes de suborno milionários e seriais que seguiram sendo realizados mesmo depois do início da Lava Jato, e com base nas evidências que apontam para a existência de um contexto mais amplo de corrupção dentro do governo do Paraná, em diferentes setores. Interceptações telefônicas demonstraram que Deonilson Roldo está atualmente coordenando de forma oculta a campanha de Beto Richa, enquanto Jorge Atherino continua usando suas empresas para movimentação expressiva de valores sem origem identificada. Além disso, constatou-se o emprego de sofisticados métodos de lavagem de dinheiro, envolvendo contas no Brasil e no exterior. Portanto, a liberdade dos réus coloca em risco a ordem pública. Para o juízo da 13ª Vara Federal Criminal, “não se trata de um crime trivial”, envolvendo pelo menos R$ 3,5 milhões em subornos.

“O contexto não é de envolvimento ocasional em crimes de corrupção”, mas da prática reiterada de grande corrupção e de “complexas operações de lavagem de dinheiro”, no Brasil e exterior. Ainda, nas palavras do magistrado: “O crime de corrupção e lavagem relativo à duplicação na PR 323 insere-se em um contexto mais amplo, de um esquema de corrupção sistêmica, com cobrança sistemática de vantagem indevida de empresas fornecedoras de diversos setores do Governo do Estado do Paraná. Jorge Theodocio Atherino teria um papel central no recebimento e ocultação e dissimulação desses recursos. Deonilson Roldo seria um dos líderes do esquema criminoso e teria substituído Luis Abi Antoun, após a prisão deste, como o principal operador do esquema de arrecadação de recursos ilícitos de empresas fornecedoras do Governo do Estado.

Além disso, o volume das operações financeiras suspeitas de lavagem de dinheiro atribuídas Deonilson Roldo e Jorge Theodocio Atherino parece transcender o crime de lavagem em relação vantagens indevidas recebidas no contrato da duplicação da PR 323, o que é indício de envolvimento em outros crimes de corrupção ou em lavagem de outros crimes de corrupção. A ilustrar, a movimentação financeira de mais de quinhentos milhões de reais das empresas de Jorge Theodocio Atherino e com mais quinze milhões recebidos em espécie.

Chama ainda a atenção o fato de que os crimes foram cometidos no segundo semestre de 2014, quando a Operação Lava Jato já havia adquirido certa notoriedade, tendo, entre as investigadas, a Construtora Norberto Odebrecht. Isso significa, em cognição sumária, que nem mesmo o início dessas investigações e a sua notoridade foram suficientes para prevenir que ambos, Deonilson Roldo e Jorge Theodocio Atherino, solicitassem vantagem indevida de executivos do Grupo Odebrecht, recebessem o dinheiro e ocultassem e dissimulassem o produto do crime. Tal comportamento indica o caráter serial das condutas de corrupção e lavagem e indicam a prisão preventiva como necessária para interrupção da prática de novos crimes.”

Força tarefa da Lava Jato apresentou denúncia

A força-tarefa Lava Jato do Ministério Público Federal no Paraná apresentou, no último dia 5, denúncia sobre parte dos fatos e agentes investigados pela operação deflagrada hoje. Onze pessoas foram acusadas dos crimes de corrupção (ativa e passiva) e lavagem de dinheiro. A denúncia foi aceita pela 13ª Vara Federal Criminal e viraram réus o empresário Jorge Theodócio Atherino, apontado como “operador” (intermediário que gerenciava as propinas) do ex-governador Carlos Alberto Richa (Beto Richa); o ex-chefe de gabinete deste último, Deonilson Roldo; Adolpho Julio da Silva Mello Neto; Benedicto Barbosa da Silva Junior; Fernando Migliacchio da Silva; Luciano Riberiro Pizzatto; Luiz Antônio Bueno Junior; Luiz Eduardo Soares; Maria Lucia Tavares; Olívio Rodrigues Junior e Álvaro José Galliez Novis. As investigações e a denúncia são também fruto da colaboração da empresa Odebrecht e de seus executivos e colaboradores. Informações e provas sobre crimes praticados por todo o país foram distribuídas pelo Supremo para diferentes jurisdições, mantendo-se naquela Corte e no Superior Tribunal de Justiça os fatos relacionados a pessoas que gozam de foro privilegiado.

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Beto Richa e Fernanda são presos em Curitiba

O ex-governador do Paraná Beto Richa, candidato ao Senado pelo PSDB, foi preso no início desta manhã desta terça-feira, em Curitiba.Beto Richa é alvo de duas operações: uma realizada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), pela qual foi preso, e outra da Polícia Federal (PF), em uma nova fase da Lava Jato. Na 53ª etapa da Lava Jato, denominada de “Piloto”, como constava o apelido do ex-governador nas planilhas da corrupção. O loca de moradia de Beto Richa está sob mandado de busca e apreensão. Fernanda Richa, sua mulher, também está presa.

Presos:

Fernanda Richa – esposa de Beto Richa e ex-secretária da Família e Desenvolvimento Social
Deonilson Roldo – ex-chefe de gabinete do ex-governador
Pepe Richa – irmão de Beto Richa e ex-secretário de Infraestrutura
Ezequias Moreira – ex-secretário de cerimonial de Beto Richa
Luiz Abib Antoun – parente do ex-governador (preso em Londrina)

Ao todo, são 15 mandados de prisão.

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Alvaro: “não se resolvem problemas à bala ou à faca”

Amargando cerca de 3% das intenções de votos, o senador Alvaro Dias (Podemos) e candidato a presidente da República, disse em sabatina  UOL que o Brasil não resolverá seus problemas à bala ou à faca. Temos que concordar com o candidato, pena que ele não tenha demonstrado isso quando foi governador do Paraná no final da década de 1980, ao repreender o movimento grevista dos professores estaduais com cavalos e bombas e polícia, deixando dezenas de feridos, em violência inexplicável.

Foi a primeira ação de Estado em que se apelou para a violência contra os professores e desde então, Alvaro é marcado no Paraná por este triste episódio. A data – 30 de agosto de 1988 – é guardada até hoje pelos professores paranaenses e desde então, nesse dia, não comparecem à sala de aula e realizam atos de desagravo.

Sabendo do efeito disso sobre sua imagem, Alvaro sempre tenta desqualificar o episódio – inclusive recentemente como fake news – mas sem sucesso. De minha parte posso garantir que aquela tarde de 30 de agosto aconteceu como uma prévia do inferno de Dante, pois eu estava lá, como professor e iniciando minha vida no jornalismo.

O aluno Richa
Recentemente, o ex-governador Beto Richa e candidato ao senado pelo PSDB do Paraná, seguiu os passos de Alvaro e mandou descer o cacete no professorado em situação semelhante.

Alckmin
Depois de começar a campanha com o pé no pescoço dos adversários, o Merenda diz que é da paz. Rá!

Boas almas
Advogados do esfaqueador receberam adiantado e não revelam quem pagou. Realmente, este mundo está cheio de boas almas.

Igreja não pagou
Pastora diz que o esfaqueador há seis anos não dá as caras na sua igreja e que ela não está pagando advogado algum para ele.

Atentado
O maior atentado que se pode cometer contra o PT e puxadinhos é atingi-los com uma carteira de trabalho.

Imortal 51
Meta para o detento 51, depois que ele aprender a escrever, disputar cadeira na Academia Brasileira de Letras, abriu vaga hoje.

Esfola
A Universidade Católica do PR deveria largar o ramo da educação e ficar só administrando estacionamento. Cobram que é uma beleza.

Perfume no estrume
Os candidatos do PT, PV e Rede são semelhantes a gambás que se perfumam e pensam que ninguém sentirá o podre cheiro.

Fogo no museu
Ministério Público, quando o relapso e criminoso reitor da UFRJ vai ser indiciado e preso?

Limpinho
Meirelles tem um bom currículo, serviçal de banqueiros e dos ladrões do PT.

Coitada
Marina das Selvas firme na campanha do coitadismo.

Minha família, minha teta.
Candidatos a deputado e parentes de políticos no PR, defendem a família, a própria, é lógico!

Não se engane
Essa candidata a reeleição Leandre do PV, não defende a Saúde, pelo contrário a explora em esquemas de convênios com as prefeituras.

Fumeiro e traficantes
O fumeiro do asfalto e o traficante do morro têm um inimigo comum: a lei. Entender isso, é entender as raízes da violência.

Maresia
Tem candidato a deputado estadual no Paraná que deveria usar pelo menos um colírio para disfarçar a maresia.

Pilantras
Não vote em político que esconde seu partido na propaganda. É pilantra dissimulado.

Nem aí!
A luz própria incomoda aos que vivem no escuro. Nem aí!

Meia-sola
Os maquiadores da candidata ao Senado Mirian pelo PT do Paraná fazem milagres, são muito bons, recomendo.

Itaipu
Nelton Friedrich, candidato ao Senado pelo Paraná, diz que se afastou da política – lógico, na mamata de Itaipu, qualquer um se afasta.

Tubarão do ensino
Esse professor Orovisto, também candidato ao Senado pelo Paraná, é tubarão do ensino e diz que vai defender a educação, rá, rá!

Martelo Paranaense

Este é um assunto para se falar,
Confessar pro padre e pedir conselho,
Por que na terra dos pinheiros
Não se canta cantiga de aboiar?
Não se canta cantiga pra igualar
Co’as cantigas do vaqueiro cearense,
Co’as cantigas do gaúcho riograndense?
Se já existe o martelo alagoano,
Por que não malhar poesia martelando
Pra ter o martelo paranaense? 

Gravura J. Borges

Patientia, fratres!

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Os “analistas” de pesquisas fajutas da Globo

É de dar rizada, “analistas” da Globo, Globo News e CBN usando pesquisas fajutas superadas para dar ares de seriedade a imensos absurdos sobre as eleições presidenciais. Um dia aprenderão o significado de um fato novo e relevante numa eleição e que vira toda maré em menos de meio segundo. Desde a tarde de ontem, o quadro é totalmente diverso do quadro da manhã do mesmo dia. Os números, as conclusões rasteiras e safadas das pesquisas encomendadas valem, hoje, o mesmo que um papel higiênico usado pelo macaco-prego do Passeio Público.

O tratamento da notícia é espantoso, amparado pelo politicamente nojento no disfarce a retorcidos narizes dos delicados senhores e senhoras que tomaram conta do “jornalismo” desses veículos, que teimam em desconhecer os efeitos das redes sociais.

Dilema
Dilemas dos partidos, se baterem no candidato do PSL se danam. Se não baterem, se danam também. Nem marketeiro de Marte arruma esse dilema em um mês de campanha.

Alckmin
O Merenda mandou tirar os ataques contra adversários na TV. O feitiço virou contra o feiticeiro.

Mui confiável
Datafalha promete iniciar pesquisa segunda-feira. Manipulação, que é isso, não acredito, sou descrente.

Outro suspeito
Há sim um segundo suspeito no inquérito da PF sobre o atentado em Juiz de Fora.

Da mesma espiga
Não há diferença alguma entre o PT e o Psol, a estupidez os une desde o nascimento.

Dilma continua em forma
Por suas infelizes declarações, Dilma evoluiu de anta quadrada para anta cúbica. A estupidez concentrada num ser só. Pobre povo mineiro.

Os sócios
Como adiantamos ontem, já apareceram os primeiros sócios ocultos do esquema pilantra Roldo-Richa. Tem mais, aguardem.

Do além
O Sobrenatural de Almeida não perdoa. Com suas agressões e ódio, a esquerda raivosa vai ter a maior derrota eleitoral de todos os tempos.

As raízes do ódio
O PT e puxadinhos são o ódio militante e atuante.

 

Patientia, fratres!

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Ciro engana e pede avalista de nome no SPC

Ciro Gomes, autêntico coronel populista, tirou da cartola a  mágica para enganar o povo e tentar se eleger. Promete tirar o nome do endividado trabalhador brasileiro do SPC, por meio de refinanciamento de dívidas pelo Banco do Brasil e ou Caixa Econômica, desde que o devedor apresente avalistas, que podem variar de um, dez ou mais amigos. É piada e de muito mau gosto: se a maioria da população está endividada, onde arrumar avalista com nome limpo? Em tempo de crise econômica e desemprego, quem é que vai se arriscar a assumir dívidas alheias? Qual o gerente, sob pena de ser enquadrado em crime, assinaria um financiamento desses? Qual o impacto desse conversa mole no mercado financeiro, posto que as ações dos bancos e redes de lojas devem despencar, porque capitalista não costuma rasgar dinheiro?

Caso houvesse alguma honestidade na proposta do coronel populista, ela deveria partir das causas do endividamento. O brasileiro comum é honrado, costuma pagar suas contas e não gosta de receber esmolas. Ora, se hoje está devendo é por ausência de emprego e oportunidades de geração de renda. E ninguém conseguirá pagar dívida alguma sem emprego e renda. Portanto, a única proposta honesta possível, e isso vale para qualquer candidato, é a criação de sérios programas de geração de emprego e renda, pois velha lei da Economia preconiza que qualquer tentativa mágica de criação de renda que não seja pelo trabalho determina um país quebrado, porque mais hora ou menos hora o governo vai ter que fabricar dinheiro para cobrir buracos de sua má gestão. E fabricar dinheiro é o que chamamos de inflação.

Pense bem, se o endividado tivesse como renegociar dívidas, arrumar avalistas e renda para arcar com os compromissos, para que precisaria de um bobalhão como presidente propondo mágicas?

Macumba
O pai de santo e coroné Ciro Comes diz que o Banco do Brasil vai refinanciar as dívidas do povo que está no SPC, mas os amigos do endividado têm que ser avalistas. Isso é pior do que macumba para acabar com as amizades e quebrar de vez o Banco do Brasil!

Alckmin
O Merenda continua com sua flácida conversa para boi roncar no pasto.

A múmia
Marina das Selvas, um fóssil político que nos enche o saco de quatro em quatro anos.

Hospício
Sérias dúvidas se boa parte desses candidatos passa em algum exame psicológico.

O enrolado Richa
Ontem, o juiz Sérgio Moro abriu ação penal contra Deonilson Roldo, chefe das picaretagens do governo Richa e mais 10 envolvidos.

Os sócios
Logo teremos novidades sobre sócios ocultos do esquema Roldo-Richa.

Gambiarras
Prédios da UFPR também estão caindo aos pedaços. Os assessores e o reitor passam bem.

Sexo I
Dia do Sexo e a amanta impedida de ter acesso à carceragem. Isso é cruel.

Sexo II
Ontem, Dia do Irmão, todo mundo postou meigas fotos. Hoje é Dia do Sexo, veja lá o que vai publicar!

As bonitas
“Na criação separaram-se duas filas de mulheres, as bonitas inteligentes e as feminazi” – Mestre Xunda de Lesbos.

Divinas manhãs

Toda manhã é um poema
Que se compõe aos poucos
Diverso, diferente sempre
O divino que não se repete.

 

Patientia, fratres!

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Prisão imediata do reitor da UFRJ

Há discussões sobre tudo que pode ter causado o incêndio do Museu Nacional. A principal delas, a má gestão da Universidade dos seus recursos, os quais recebe do governo federal, já que tem autonomia para gastar as verbas. Uma bolada que o corpo diretivo da UFRJ gastava em tudo e deixava praticamente à míngua o museu que estava sob sua responsabilidade direta. E é isso que se está evitando discutir: a responsabilidade. O reitor e o corpo diretivo da UFRJ são os responsáveis pela destruição do museu e do patrimônio dos brasileiros, e portanto devem ser presos até que se apurem todos os crimes motivados pela notória, ululante, incompetência administrativa.

Para ilustrar conto aqui um episódio que testemunhei no Exército Brasileiro. Embora pertencentes à Arma de Artilharia, fizemos exercícios de Infantaria, num campo de treinamento próximo a Curitiba. Foi uma semana difícil, com nosso fardamento em lama. Voltamos para o quartel e verificou-se que um dos alunos, candidato a oficial, havia perdido uma baioneta. Como a baioneta era patrimônio da União, o aluno teve que voltar ao campo para revirar a lama até encontrá-la, caso contrário, abriria-se um Inquérito Militar que poderia ter graves consequências para ele, inclusive prisão e consequente expulsão da tropa. Por sorte, o aluno de Artilharia, depois de muito procurar, encontrou a baioneta. Tínhamos pouco mais de 18 anos e ali aprendíamos a grande lição de preservação daquilo que é patrimônio do povo, comprado com o dinheiro do povo.

No caso do Museu, não perdeu-se apenas uma baioneta, mas boa parte da história dos brasileiros, um patrimônio composto por milhares de peças, danos irreparáveis num prédio histórico, enfim, a maior tragédia que se poderia imaginar praticada por inaptos contra a pátria brasileira. Ora, esses sujeitos precisam ser punidos e exemplarmente, inclusive como exemplos para que isso nunca mais se repita. É isso que esperamos do Ministério Público e autoridades, ou consertamos este país, ou estaremos sempre nas mãos desses ineptos incapazes, semelhantes a esses encastelados na UFRJ.

Em cana
Como é que é? Reitor e seus asseclas decidem não repassar grana para museu que pega fogo e estão  soltos! Em país sério, esse reitor da UFRJ, incompetente e relapso, estaria em cana.

Pilantras
Quando vão se tocar que a Lei Rouanet só favoreceu vagabundo neste país? Fechem o Ministério da Cultura.

Patetas
Ministros da Cultura, Educação e reitor da UFRJ: troféu patetas pro’cêis.

Um caso de niilismo
Se o Nada fosse candidato ao governo do Paraná, seria eleito.

Um caso de família
O sobrinho e a rosa, a disputa pelo que sobra.

Traída
A máquina do governo e a prefeitada traem vergonhosamente Cida Borghetti.

A amanta
Se somar os votos do PT no Paranã, Gleisa não ganha nem para vereadora.

Rato
Viva o Paraná, candidato sincero não esconde que é Rato.

Mais pilantragem no dólar
Nada afasta a hipótese de que os institutos de pesquisas estão sendo usados por especuladores para faturarem com a alta do dólar.

Na carceragem de Curitiba
Até a candidatura do detento 51 está no nome de um amigo.

Rios mortos
Curitiba é uma cidade limpa; é que o lixo todo está nos seus rios mortos.

O meteorito vive
Tu que aqui arribaste, Bendegó
Depois de atravessar o sideral espaço
Eis teu propósito, em infame desastre
Ver nossa história em cinzas e pó.

Sem norte
Mas, se a soma das dores nos tira o norte
É preciso arrumar o bem na atrocidade
A fim de que se ria para se fingir forte.

A música
“O homem que não tem a música dentro de si e que não se emociona com um concerto de doces acordes é capaz de traições, de conjuras e de rapinas.” – William Shakespeare, in “O Mercador de Veneza”.

Patientia, fratres.

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A negligência ateou fogo no Museu Nacional

Depois desse lamentável episódio do incêndio no Museu Nacional, falar e em arte e cultura neste país, que foi governado por pelo menos uma década por apedeutas e ignorantes, mais preocupados com em buscar “verbas” para uma nova “cultura” imposta e política, duvidosa em sua conceituação e estética, é ter que apelar para certo niilismo. Como sempre, depois do leite derramado, procuram-se os responsáveis, inicia-se o velho jogo de empurra envolvendo os notórios e mesmos suspeitos: Governo, Ministério da Cultura, universidade e seus órgãos cabides de emprego.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a responsável direta, que recebe recursos federais e que não priorizava o museu, diz que a culpa é do governo de plantão. Ora, todos nós sabemos que as universidades federais viraram palco de disputas políticas, instrumentalizadas que foram pelo PT e outros partidecos esquerdoides que mamam em suas muxibas tetas, que consideram o início da história brasileira nas greves do ABC, no final dos anos 1970. Tudo que veio antes não vale nadinha, principalmente se for ligado à monarquia.

O bombeiro é o culpado! – O trágico mesmo, é ver o esforço desses negligentes em culpar os bombeiros pelo incêndio, a falta d’água seria a verdadeira culpada e não o descaso dos incompetentes. Como não rir e chorar diante de uma tragédia.

Pão e água – A UFRJ tratava o museu a pão e água, recebia verbas e repassava quase nada para a manutenção.

Crocodilos – Os militontos choram lágrimas de crocodilo e se esquecem que o PT “administrou” por pelo menos 12 anos o Museu e nada fez para melhorá-lo.

Lambanças – Como sempre, as tragédias brasileiras são feitas numa cadeia de lambanças de incompetentes no governo.

Cultura de merda – Enquanto o Ministério da Cultura cuidava da sofrível “arte” nacional, esquecia de nossa história.

Bendegó – Diretor do museu Nacional informa: meteoritos, o de Bendegó inclusive, resistiram ao fogo. Seria piada se não fosse trágico.

Ratazanas – Alguns prefeitos especuladores imobiliários da Região Metropolitana de Curitiba adoram ratos.

Carceragem

E agora, ladrão…
Sem candidatura
A vida lhe será dura
Mofando na prisão.

Como se vive – “Viva de tal maneira que tu possas olhar nos olhos de qualquer um e mandá-lo à merda!” – Mencken

Setembro I – Para uma vida equilibrada, talvez menos dura, há de se guardar no coração encantos e flores. Do contrário, seremos amargos!

 

Setembro II

Saudai este tempo em que viveis
Belo é Setembro
Soberbo é o jardim
As cores vivas dos roseirais
Olhai, com o coração amai
Pois, quantas vezes ainda
Vossos passageiros olhos
Poderão vê-los mais!?

Patientia, fratres!

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Por que chora Schumacher?

O estado de saúde do ex-piloto alemão de Fórmula 1, Michael Schumacher (49) está envolto em mistérios desde o acidente de esqui em 2013, que lhe deixou em coma por muito tempo. Mas de acordo com informações da revista Paris Match, um membro da família do ex-piloto disse que escorre lágrimas silenciosas de emoção dos olhos de Schumacher quando ele contempla o Lago de Geneva (Lac Léman) e a natureza que lhe rodeia desde a janela de sua mansão na cidade suíça de Gland.

O Lago Léman ou Lago Lemano , que se chama Lac Léman na França e na Suíça, mas que é conhecido nalguns países como Lac de Genève, é um lago situado na França e na Suíça. É o maior lago da Europa Ocidental.

Schumacher também se emociona quando recebe estímulos com sons dos motores de carros de corrida por meio de fones de ouvido.

A revista francesa também informa que o ex-piloto segue sem poder caminhar e falar, embora apresente melhoras ao realizar os exercícios de reabilitação na piscina. Neste tempo todo, Shumacher está sendo acompanhado pela sua mulher Corinna Betsch, que ainda crê ser o estado do marido reversível. (tradução: Fernando Nandé).

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O filho do rato, a esposa e o sobrinho no Reino do Paraná

O povo do paranaense é vítima da maior armação eleitoral de toda sua história. Em conluio, os partidos locais  fizeram um grande acerto para manter os velhos clãs políticos dando as cartas neste reino distante, mas muito distante, dos pinheirais. Assim, sobra-nos escolher entre os piores, o menos ruim – sem sabermos se realmente vai ser escolhido quem vai governar de fato, posto que para tal acerto sabe-se lá o que foi compactuado nas frias madrugadas do Palácio Iguaçu: se é o marido da tia, ou o tio do sobrinho, ou o pai do júnior.

Os três são representantes da velha política no Paraná e sabiam que o povo não aceitaria esse vício de continuidade, principalmente em tempos de caça às bruxas, então, esse acerto prévio partidário se colocou como única opção de salvamento desses clãs que muito já abusaram da paciência dos paranaenses.

É um antigo teatro, uma fábula burlesca e troncha, que coloca esses clãs aparentemente em campos opostos, os quais encenam brigas que não existem, pois o objetivo não é lutar pelo povo, mas garantir para a família as sinecuras e tetas dos cargos. Assim, temos a certeza que graves problemas do Estado, por mais que prometam, não vão ser resolvidos nunca, porque todos estão acertados inclusive com os mesmos suspeitos apoiadores de sempre, notórios parceiros do tesouro estadual, cada vez mais vazio, ávido pelo suor dos paranaenses – elevados ao posto de bobos da corte – na majoração dos impostos, taxas, verdadeiras tachas no bolso do vulgo, e pedágios. Mas há de se perguntar sobre os outros candidatos. Ora, são os outros, como exige essa peça bufa, sem o devido sangue azul, possuindo densidade eleitoral de uma pena sobre o oceano.

Ontem, foi dado prosseguimento ao roteiro, com a divulgação da pesquisa do Ibope, que mostra para governador do Paraná Ratinho Junior (PSD) com 33% das intenções de voto. A atual governadora, Cida Borghetti (PP), 15%, João Arruda (MDB), com 5%, Dr. Rosinha (PT), com 3%; e Piva, do PSOL, com 2%. No senado, aparecem na frente o senador Roberto Requião (MDB) e o ex-governador Beto Richa (PSDB). Assim, vai caminhar essa comédia de final já conhecido e trágico, qualquer um que ganhe é a garantia da sobrevivência familiar, com os devidos arranjos pós-eleições, em que cada um ocupará seu lugar no reino até o próximo pleito no reinado.

A cara-de-pau do PT
O programa de governo do PT é de uma cara-de-pau sem tamanho. Promete tudo que deveria ter feito nos 12 anos em que roubou descaradamente os brasileiros.

Ataque de gás
Esse povo que come brócoli poderia nos poupar nos cafés da cidade. O Brasil é signatário do tratado internacional que veta bombas de gás. Zolivre!

Ladrões pedem respeito
A inversão de valores e princípios éticos chegou a tal ponto neste país, que ladrões, proxeneta, corruptos e indecentes se julgam no direito de exigir respeito do povo que roubam e esfolam.

Consideração
Considero meus amigos de verdade aqueles que não concordam sempre comigo e são capazes de discutir seus pontos de vista educadamente com argumentos sinceros e lógicos. O mundo das ideias precisa de discordâncias, caso contrário este planeta seria de uma chatice sem tamanho!

A falência da escola
Ao tratar indisciplinados com benevolência, ao esquecer que a disciplina é inerente ao processo educativo, ao imaginar crianças e adolescentes capazes de decisões sempre sensatas e justas, ao doutrinar em vez de ensinar, e ao chamar para si problemas que não são seus – logicamente, sem resolvê-los – a escola perde sua finalidade principal, que é a de educar para a vida. Por isso essa tragédia em nosso ensino, se é que podemos chamá-lo assim.

A falência de Calígula
Falido, o imperador romano Calígula mandou taxar as casas de tolerância e o imposto era pago por cópula. Chegou até transformar o palácio em inferninho e cobrava dos frequentadores. Não contente e ainda quebrado, resolveu cobrar imposto de todos que se aventuravam fazer amor, inclusive marido e mulher. Vamos taxar Brasília.

As lebres e o leão morto
Tão corruptos quanto Maluf, deputados jogam para o eleitorado em busca da reeleição, afinal, até uma lebre insulta um leão morto.

Pólio
Cientistas alemães alertaram, em 2013, que o vírus da pólio ressurgia na guerra da Síria e se alastraria. Não deu outra.

Jabuti cansada
Essa Marina das Selvas é um jabuti cansado. Ela não fala, se arrasta.

Farroupilha
Nada mudou: “O governo tem feito Tratados com potências estrangeiras contrários aos interesses e dignidade da Nação; faz pesar sobre o povo gravosos impostos; faz leis sem utilidade pública e deixa de fazer outras de vital interesse para o país” (Manifesto Farroupilha; 1835-1845)

Fumo de rolo

Dedilhado de viola
Cigarro de palha
Um céu apinhado de bunda-lumes
E corrupto na prisão
Eh, vida caipora
Eita, fumo bão!

Patientia, fratres meis.

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A ditadura da vaidade estética chega à política

O Brasil é campeão em cirurgias plásticas. Aqui, qualquer guria de 16 anos é explorada pelos modismos e entra no bisturi por besteiras e com risco até mesmo de morte: um nariz assim assado; um umbigo nada assanhado; um peito de ovo frito; ou um olho de peixe morto; uma bunda que imita tábua. Falo da mulheres, mas há tempo que a marmanjada também apela para transformações estéticas para lá de desnecessárias, numa luta inglória contra o natural envelhecimento.
O objetivo dessa lucrativa indústria da vaidade é apelar para o falso porém estético, sem se importar com quem estabelece padrões de beleza. Pobres mentes imersas na vaidade, soubessem história, saberiam que a humanidade sempre experimenta as artificialidades e tende a retornar ao natural.
Chegará o dia que o bonito, o estético, será apenas o natural, como sempre foi. Daí, minha nega, o estrago já estará feito e o negócio será optar por cirurgias para desfazer antigas vaidades e gastar mais uma grana preta. E quer saber, não vai ficar bom.
Na política, principalmente depois do primeiro debate da Band, muito se falou do aspecto físico do candidato a presidente Alvaro Dias. Ora, é notória a preocupação de Alvaro com a estética, pois ela sempre fez parte de seu apelo em busca de votos junto ao eleitorado feminino. Sou testemunha disso, quando ainda criança, testemunhei um comício em que o então vereador Alvaro Dias arrancava suspiros das mocinhas que iriam votar pela primeira vez. Talvez, Alvaro no intento de manter o juvenil visual, tenha exagerado e hoje, o que lhe ressaltava a imagem, atrapalha, pois se presta mais atenção na sua figura do que nas suas razoáveis propostas de governo.

Pobre povo do Paraná
Os medíocres partidos do Paraná nos empurraram pelo menos três candidatos teleguiados por seus clãs políticos: uma madame e dois piás pançudos mimados: um sobrinho e outro júnior.

Safadeza de pai para filho
Em levantamento feito pela Folha de S. Paulo, verifica-se que há pelo menos 60 candidatos no Brasil pertencentes à dinastias políticas, naquele negócio de passar, geralmente, a safadeza como um legado para os filhos e parentes.

Famílias que mandam na política
O Brasil tem pelo menos 20 grandes clãs políticos, informa a Folha. O mais conhecido é o da Família Sarney. Aqui no Paraná, também os há, mas ainda em fase embrionária se comparados aos mais antigos em atividade no Brasil, como os Barros, no Norte do Paraná e os Requião e Richa, na capital do Estado.

Desonra no Tribunal
Desembargador teria aceitado R$ 300 mil para liberar suspeito, no TO. Aqui, um cargo no governo para a filha é o suficiente.

Vergonha
“Perderam a vergonha no Brasil, praticam crimes com naturalidade”, juiz Marcelo Bretas, em entrevista ao Estadão.

O “gópi” da ONU
Foi gópi. Dos 18 membros do Comitê da ONU que diz ter se solidarizado com o condenado Lula, somente dois lambe-sacos assinaram a petição.

O “gópi” da ONU
Nessas condições, uma liminar da ONU vale tanto quanto um peido n’água.

Poema azul

Um hoje extremamente azul celeste
E aquela vontade que ao espírito veste
De transformar tudo em verso

O mundo carece de poesia
Que cante cada amanhecer
Principalmente os hojes azulados em doirado

E tu, que vi nesta manhã incógnita na rua,
Com os olhos banhados na aurora da esperança
Terás aqui o registro da luz de teu sorriso amanhecido

E a Paz, que é boa senhora e vilipendiada sempre,
Ganhará neste matinal céu de Inverno
Versos que rogam aos homens o Seu sagrado nome.

 

Patientia, fratres meis.

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