capital e trabalho



CNI está no tempo da máquina a vapor

Já dissemos que o sistema sindical brasileiro, laboral e patronal, foi pensado por Vargas inspirado no modelo fascista de Mussolini, sempre tutelado e vigiado pelo Estado, inclusive em sua manutenção financeira baseada em contribuições compulsórias.

Assim, os sindicatos, as federações e confederações por décadas formaram “parceiros” do governo, transformando sindicalistas, patrões e empregados, em agentes facilitadores das relações capital e trabalho, ou seja, pelegos favoráveis sempre ao governo, qualquer governo, pois dele dependiam para manter suas mega-estruturas sindicais “profissionalizadas”.

Um esquema bem tranquilo para os envolvidos. Em caso de conflito, a Justiça do Trabalho (Estado) resolvia e resolve as pendengas nos famosos dissídios coletivos e tudo termina em música e tapinhas nas costas.

Felizmente, essa contribuição compulsória acabou para os sindicatos de trabalhadores, com o fim do Imposto Sindical. Agora, cada sindicato laboral se vira por conta para sobreviver, como é comum nos países livres e democráticos.

Por outro lado, a estrutura sindical patronal e suas respectivas federações e confederações – a da Indústria (CNI), principalmente – resistem e esperneiam pela manutenção das contribuições compulsórias das empresas e afirmam que o Sistema S (Sesi, Senai, Senac, etc) precisa dessa grana para sobreviver, etc, etc… Que isso prejudica as pequenas empresas e ameaça os trabalhadores… Balelas, se há alguma ameça é contra as mamatas e os cabides de emprego.

A CNI parece ainda não ter entendido como funciona o capitalismo moderno, que repudia qualquer intromissão de governos na organização sindical, principalmente na patronal. O recado é simples, que se virem por conta e risco, que se reinventem, mas larguem as tetas do Estado e seus cafunés.

Insistir nessas contribuições compulsórias e tutela estatal para manter esse modelo do início do Século passado é mais do que atraso, é apostar na manutenção de um mercado viciado e improdutivo, pois não é livre. Em pleno Século XXI não é mais possível setores atrasados do empresariado brasileiro seguirem modelos do início da Era Industrial, das máquinas a vapor. Os tempos são outros.

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Canalhas
Soube que os canalhas voltaram a falar mal de mim. Aleluia! Estava muito preocupado. Nada pior nesta vida do que um canalha falando bem de você!

Nos presídios
Enquanto todos não forem vingados, o que inicia um processo interminável, as facções criminosas continuarão se matando, e de forma cruel, pois é vingança, essa é a lei das prisões, a antiga “vendetta” dos grupos criminosos.

Disciplina
Os manuais do politicamente imbecilizado aboliram a palavra disciplina das instituições que precisam da disciplina para seu bom funcionamento. Assim, temos prisões em que presos mandam; escolas em que alunos mandam; famílias em que adolescentes e crianças mandam.

A massa
“Nem só o padeiro manobra a massa. Portanto, não é massa ser massa, sê diferente, com personalidade, meu jovem! Não sejas um maria-vai-com-as-outras!” – Palavras do pensamento profundo do mestre Xunda, no Congresso dos Jovens Padeiros, realizado na cidade de Pisa, Itália.

O baile
“O baile não era dançado como agora agarrado de um todo! Era agarrado na ponta do dedo (…) bem longe um do outro (…) pra não bater o calor”, depoimento anotado por Ruy Wachowicz in Paraná, Sudoeste: ocupação e colonização.

Cavalo baio
“Eu tinha um cavalo baio, muito namorador, mais do que eu, ha, ha! O cavalo era mardoso. Quando ele escapava ia lá na casa da moça e eu tinha que ir lá buscar. Era sortá e ia mesmo. Era ele que fazia conhecimento”, depoimento anotado por Ruy Wachowicz in Paraná, Sudoeste: ocupação e colonização.

Apontamento
Aquela estrela
Que te apontei
Tem o teu nome
É lá que estás
É lá que estarei.

Cantigas
As cantigas que faço, senhora minha
Canto-as em tua janela
Escuta, é para encanto de tuas horas
Para bons sonhos, minha senhora.

Matutares
O bom matuto matuta
E se soubesse escrever
Seria doutor em Filosofia.

Acidente
Coração atropelado
Por olhos incandescentes
Bendito acidente!

 

 

Patientia, fratres!

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