Pedágio: Rolândia e Arapongas lançam o Tarifa Zero

A população de Presidente Castelo Branco afrouxou, mas a de Mandaguari se manteve firme contra a praça de pedágio que prejudica seus moradores e já está servindo de exemplo para cidades maiores. Está declarado em Rolândia e Arapongas o Movimento Tarifa Zero.

O objetivo é forçar a concessionária Viapar a conceder isenção na tarifa do pedágio para os moradores dos dois municípios.

A estratégia que começa com esse anúncio, será complementada por uma manifestação inicial, marcada para os próximos 15 dias.

É vergonhoso que prefeitos – onde estão as associações tipo Amusep? – deputados estaduais e federais se façam de cegos e surdos contra essa exploração que inclusive tolhe o direito de ir e vir das pessoas por estradas que elas pagaram e continuam pagando através de impostos.

Pior ainda: nossas rodovias não foram feitas pelas pedagiadoras e as tarifas que cobram são escorchantes, niveladas entre as mais caras do Brasil.

De acordo com cálculos de um vereador, só essa praça focada pelo movimento dos dois municípios sangra da economia local, em dinheiro vivo, por mês, mais de um milhão de reais.

O movimento também questionam a construção de um muro na chamada Estrada do Ceboleiro, acesso alternativo criado pelos moradores que cruzam a divisa entre os dois municípios, cumprindo trajeto onde o combustível custa menos que o pedágio.

Os vereadores de Rolândia solicitaram à prefeitura que reavalie o termo de cooperação firmado com a Viapar. A sugestão é para que, através de um possível acordo, apenas o próprio município tenha poder para fechar rotas paralelas.

A verdade é que cada prefeitura recebe percentual sobre o que a praça de pedágio fatura. Logo, as prefeituras são parceiras da Viapar e os prefeitos engordam os cofres do município faturando de seus cidadãos indiretamente, lá na rodovia.

O que o movimento popular precisa conferir é se o que o município fatura, compensa, em relação com o que cada um dos seus cidadãos é obrigado a deixar nas praças de pedágio. É preciso abrir as caixas-pretas das pedagiadoras e das prefeituras.

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