Presidente paraguaio contrabandeia cigarros para o Brasil

 

 

 

Com altos impostos incidindo sobre marcas legalizadas, também para desestimular o consumo e cobrir um pouco do alto custo dos fumantes para a saúde pública no Brasil, o mercado brasileiro é dominado por cigarros contrabandeados do vizinho Paraguai.

O volume do contrabando é tão grande que mais de 57% do mercado paranaense é dominado pelo fumo paraguaio, com destaque para a marca Eight, fabricada em indústria do presidente paraguaio Horacio Cartes, a Tabacalera del Este.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha levantou que 86% dos brasileiros da região Sul acreditam na ligação entre o contrabando de cigarros e o crime organizado. O contrabando é feito por quadrilhas especializadas também em roubo de veículos pequenos e carretas, já que quando há apreensão, a polícia apreende, definitivamente, o veículo de transporte.

A ação dessas quadrilhas é facilitada pela grande extensão da fronteira fluvial e seca, além da corrupção. Para 66% dos moradores do Sul, as autoridades brasileiras são falhas na fiscalização, e 74% acreditam que o Paraguai também é incompetente, na verdade pouco se empenhando contra os veículos roubados e na exportação ilegal de produtos pirateados. E para 71% dos brasileiros, o contrabando ocorre por que autoridades dos dois lados lucram com essas atividades ilegais.
Se no Paraná 57% dos cigarros fumados são do contrabando, no Brasil esse percentual também é muito expressivo: 45%, todos fluindo principalmente pelas fronteiras do Mato Grosso do Sul e do Paraná.

Dois exemplos da força do contrabando estão na segunda e na terceira maiores cidades do Paraná, Londrina e Maringá: cada uma tem, pelo menos, 100 pontos de venda dos cigarros contrabandeados que tem a preferência dos fumantes das classes trabalhadoras, por custarem até 50% menos que as marcas regularizadas.

 

Somente de janeiro a maio deste ano a Polícia Rodoviária Federal, a quem não cabe a tarefa de estancar esse fluxo, apreendeu em estradas do Norte do Paraná, mais de 1,9 milhão de marços de cigarros. Nesse volume de cigarros, muitos veículos também variam suas cargas com maconha, cocaína, armas e munições, negócios paralelos para armar e proporcionar maiores lucros às quadrilhas, aumentando a violência.
O maior problema para combater o tráfico, segundo Edson Vismona, presidente do Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) é que ele é rendoso e beneficia principalmente a fonte, o Paraguai. Hoje as fronteiras estão mais vigiadas do que nunca, por forças especiais que esquadrinham o céu, terra e rios com Vants. Mas se sabe que quando um carregamento é apreendido, no mínimo outros 100 estão passando para o Brasil.

2 comentários sobre “Presidente paraguaio contrabandeia cigarros para o Brasil

  1. JOSÉ MARCOS BADDINI 14 de junho de 2017 19:42

    Ninguém mais respeita o Brasil…
    Até o presidente do Paraguai sabe que aqui tem impunidade.

  2. Miltom 17 de junho de 2017 11:31

    Desculpe, mas fiquei com a impressao que o titulo do artigo e o texto estao dissociados.
    Sds., Miltom.

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