Celulares no comando do crime

 

 

Fuzis e pistolas fazem grandes estragos, mas a arma mais perigosa nas mãos dos bandidos é o telefone celular. O aparelhinho encontrado aos montões nas prisões, proporciona cadeias de comando que não se rompem quando os chefes são trancafiados.

Graças ao comunicador – e pelo jeito existe uma tomada de energia em cada cela – os bandidos estão aperfeiçoando a organização e o comando, transformando bandos desordenados em exércitos organizados, onde os seus integrantes ao invés de ficarem à vontade, pagam mensalidade a organização criminosa e têm o dia a dia agendado: hoje um assalto, amanhã um furto, um assassinato, tráfico, “julgamentos” dos que saem da linha, remessa de “lucros” para contas que só os chefões comandam, etc.

Dessa forma que no Rio de Janeiro, somente neste ano já foram mortos mais de 100 PMs. E Santa Catarina viveu uma infernal semana passada, com ataques a delegacias e queima de veículos públicos e particulares.

Na semana passada a polícia desmantelou uma quadrilha e chegou ao seu chefe responsável por ordenar e coordenar assaltos e outros crimes em várias cidades da região. O homem é um preso da Penitenciária Estadual de Londrina.

Também no final da semana uma revista à prisão de Ibiporã – fosse outro local caberia uma loja de assistência técnica – onde estão 135 detentos, apreendeu 95 aparelhos celulares. E os detentos não os utilizavam apenas para falar com familiares. Cada telefone custa caro e precisa produzir!

Na cidade também foram detidos vários menores, e maiores, por lançarem aparelhos celulares – junto com serras, brocas, drogas – para dentro do presídio, como ocorre em outras cidades paranaense. Muitos são reincidentes, inclusive maiores de idade flagrados lançando apenas celulares – lançamento que resulta em punições muito leves.

Os celulares se transformaram em um grande negócio para carcereiros corruptos e presos. E não há quem explique, até agora, por quais razões as autoridades não instalaram os tais sistemas que impedem os sinais de celulares pelo menos nas penitenciárias onde os chefões e chefinhos continuam “trabalhando” e comandando organizações criminosas cada vez mais ativas e violentas, ameaçando inclusive cidades inteiras como já ocorreu em São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo!

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