Flanelinhas invadem Maringá

Eles vêm principalmente de Sarandi, de outras cidades da região, também da periferia ou do lugar mais próximo onde podem se abrigar, pernoitar, tomar uma caninha ou fumar crack.

Existem também as exceções: aposentados e portadores de problemas físicos que preferem ganhar mais e com liberdade na rua, que em vagas oferecidas por supermercados e outras empresas que empregam idosos e deficientes – cujo número de vagas nunca é preenchido.

O problema que representam é grande e começa a aumentar agora com a volta do calor. A maioria tem passagem por delegacia de polícia e é formada por pessoas que não deveriam ficar vadiando à vontade nos locais de maior movimento, “cuidando” dos bens de cidadãos. São justamente pessoas com essas desqualificações que gostaríamos de ter longe dos nossos carros e motocicletas.

O fato de estarem permanentemente na rua, vivendo do expediente ilegal de atitudes coercitivas, desleais, é uma “garantia” de que os flanelinhas continuam problemas sem solução, para eles próprios e para a sociedade.

É só ir ao centro ou ocorrer evento que lá estão eles, às vezes bêbados, drogados, intimidadores, principalmente contra o sexo feminino. Se postam à frente das mulheres que descem dos carros, exibindo o olhar mais duro: “….sso cuidar?” Ou quando preguiçosos, à distância, assobiando, gritando: “…cuido aí?”

O centro da cidade está loteado por esses tipos. Nas imediações de bancos eles são um perigo. Quem garante que não participam de roubos, arrombamentos, ou como olheiros de bandidos? Você já soube de algum flanelinha que denunciou ou ajudou a capturar um arrombador ou ladrão de carro ou motocicleta?

Em Londrina vereadores se debruçam sobre o problema. Em Maringá os vereadores já tentaram e uma vereadora mais combativa, Edith Dias, pagou caro – mais de uma vez – para consertar estragos feitos em seu carro.

O próprio prefeito quando secretário da área social tentou combater o problema, acomodar os flanelinhas carentes. Agora com a caneta mão, e cheia, quem sabe encontra uma solução pelo menos paliativas, já que erradicar o problema é impossível. Mas pelo menos para minimizar o número de desocupados que explora e ameaça a segurança de maringaenses que pagam à prefeitura para estacionar em espaços públicos.

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