Uma proposta para Maringá abraçar

O prefeito de Londrina encaminha para a Câmara Municipal uma proposta de lei que deveria ser apresentada, discutida e votada também pelos vereadores de Maringá: a proibição de comercialização e de consumo de bebidas alcoólicas em vias e logradouros públicos.

Cidade novidadeira, de altos padrões, Maringá não pode se omitir dessa proposta que já virou lei em Recife, Campo Grande, Passo Fundo, Chapecó, Lages, no Paraná em Prudentópolis e Umuarama, e em todo o estado do Acre.

Através dela nossos diligentes vereadores e prefeito poderão demonstrar sua preocupação com milhares de jovens, a maioria menor de idade, iniciada no alcoolismo – e em muitas coisas mais – pelo oportunismo industrial e comercial que oferece 24 horas por dia, vasto mostruário de bebidas adocicadas no self service alcoólico das “lojas de conveniência”. Também vivem desses jovens os vendedores ilegais de bebidas alcoólicas e de “tubões”, cujos veículos são bares ambulantes presentes em locais públicos e nas imediações de eventos.

Pessoal da polícia e do SAMU que é chamado constantemente para resolver problemas decorrentes desses embalos, perturbações da ordem pública, citam brigas e acidentes onde envolvidos exalam cheiro de álcool, sendo comum a presença de menores.

Os pontos de maior ocorrência de excessos por bebedeira são a praça da catedral, entorno da Vila Olímpica, imediações de lojas de conveniência dos postos de abastecimento de combustíveis, pistas de caminhada e academias da terceira idade, etc.

Se houver apresentação da matéria, vai proporcionar uma queda de braço entre autoridades eleitas para prescrever e garantir o que melhor e necessário para a população, e o interesse comercial amparado no discurso de que gera recursos, empregos, que haverá demissões, etc.

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