Começa a intervenção militar no Rio

 

O secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, será afastado ainda hoje. Para tentar vencer a guerra contra a poderosa e disseminada bandidagem assumirá um general do Exército.

O inesperado da mudança demonstra que as autoridades federais chegaram à conclusão de que a corrupção entranhada em todos os níveis oficiais do Rio não pode ser contida por um comando civil ou integrante das suas polícias.

Só mesmo um general, depois do possível afastamento também de coronéis, posicionado acima de todos e talhado pela rotina espartana da caserna, poderá quebrar a corrupção incrustada e tratar os traficantes como inimigos de guerra.

O general Walter Souza Braga Neto do Comando Militar do Leste, descrito como durão, incorruptível, terá autoridade como alta patente do Exército, para assumir o comando de todas as forças policiais disponíveis. Ele pretende enfeixar como uma só força, agindo em conjunto – atualmente obedecem a comandos distintos – os policiais civis, federais e militares. Essa organização das forças da lei vai fechar muitas brechas mantidas com dinheiro do tráfico e minar a força dos chefões que inclusive montaram QGs nos locais menos prováveis, as penitenciárias.

Marcada para vigorar até o último dia do ano, o resultado da intervenção militar na área de segurança pública poderá influir também eleitoralmente na população esgotada e traumatizada por tiroteios que quebram sua rotina diária, comandam a vida em comunidades e ameaçam com balaços até as crianças dentro de creches e escolas.

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