Autor: Francês



Carta ao Marechal da República

Nem de longe por seu idealismo e amor à Pátria, Marechal Manuel Deodoro da Fonseca, passaria que neste distante 15 de novembro de 2017 teríamos tão pouco a comemorar da derrubada da monarquia e proclamação da República Brasileira.

O orgulho cívico do Brasil está tão distante quanto o histórico ano de 1889. Nem nas escolas públicas os estudantes têm bons exemplos para reverenciar a bandeira e entoar os hinos da Nação Brasileira. Gerações de eleitores desinformados e líderes corruptos desvirtuaram completamente os objetivos e ideais republicanos.

Superamos a fase de “Republiqueta de Bananas”, é verdade, mas vivemos sob o império da “Lei de Gerson”, no qual o cidadão que reclama e que sofre geralmente está condicionado a procurar atalhos e vantagens em tudo, mesmo que ilegais.

Fomos o “País do Carnaval” – bancado pelo jogo do bicho -, mas não é mentalmente saudável andar pelo Rio onde não existe local a salvo de bandidos armados com metralhadoras e pistolas, e ainda, segundo ministro, contando com a conivência das polícias e dos comandos dos batalhões da PM.

Tivemos nossa época de “País do Futebol”, mas os 7 x 1 da Alemanha em território pátrio, os desfalques com as construções de estádios e as prisões de mandatários da CBF derrubaram muito do amor pela bola. Ah! Somos campeões olímpicos de futebol, mas as Olimpíadas também desandaram! As notícias, até hoje, lembram é da corrupção olímpica.

Nas manchetes internacionais agora somos o “País da Corrupção” dominado por autoridades, políticos e empresários muito corruptos. Do âmbito federal ao estadual e municipal. As manchetes a respeito das propinas e desfalques começaram por baixo, timidamente, e foram subindo: dinheiro em meias, em cuecas, bolsos, maletas, malas, apartamentos, paraísos fiscais no exterior, transformado em bois, propriedades, obras de arte, joias e por fim, em volume tão gigantesco (no Rio) que precisou ser transportado em frota de transporte de valores!

Salvo ações do juiz Sérgio Moro e alguns outros magistrados, e da ação elogiável da Polícia Federal, o que temos é o início de uma coleção de ladrões políticos presos. E em contrapartida, muitos ladrões políticos condenados, mas soltos (?).

A coisa errada avultou tanto que até os criminosos comuns criaram partido, o PCC que graças à corrupção estatal comanda o crime de dentro de horrendas e superlotadas penitenciárias. Há uma inversão de valores tão grande que nunca foram mortos tantos policiais, sem quem os defenda. E nunca se defenderam tanto os direitos de bandidos como atualmente: salário melhor que o da maioria dos trabalhadores, comidinha variada e saudável, banhos de sol, visitas íntimas, acesso a telefone celular e etc.!

Para fechar agradecendo-o, destaco que nosso país tropical, que era “abençoado por Deus” agora também é acossado por secas, raios, tempestades, ventanias e enchentes, mas a corrupção política ainda é o maior mal.

E fazendo uma comparação “esportiva-judiciária-política” para mostrar a que chegamos, lembramos o goleiro Gilmar dos Santos Neves que protegia o gol do Brasil com tanta eficiência que se tornou um herói, cedendo o nome de batismo para muitos de gerações seguintes, como o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Só que nesta geração, houve uma inversão que revolta a todos os brasileiros: enquanto aquele Gilmar rebatia ou agarrava protegendo o Brasil, este Gilmar de agora enrola… e solta.

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Boa ideia na administração pública: um secretário especialista para 10 prefeituras

Dez pequenos municípios paranaenses se uniram em torno de uma iniciativa inédita que deveria ser adotada como modelo pela administração pública. Juntos vão contratar um secretário especialista para gerir suas secretarias de Educação.

Está em andamento processo seletivo aberto para profissionais de todo o Brasil. O escolhido ganhará cerca de R$ 10 mil mensais do consórcio a partir janeiro para administrar a área educacional que atinge cerca de 80 mil pessoas das cidades de Cafeara, Centenário do Sul, Florestópolis, Guaraci, Jaguapitã, Lupionópolis, Miraselva, Primeiro de Maio, Porecatu e Prado Ferreira.

O que parece muito simples, na verdade é uma grande sacada. Primeiro por que os pequenos municípios têm deficiência de caixa e seus maiores gastos estão no custo de servidores e equipamentos. Segundo: o funcionário que não está amarrado à política municipal vai tocar as secretarias tecnicamente, livrando os prefeitos dos aborrecimentos de ter que distribuir favores reivindicados ou pedidos, e ainda de processos por ações suspeitas ou com falhas. Terceiro: os prefeitos estarão livres dos correligionários e amigos se digladiando pelo cargo.

Circunscrita por enquanto à Secretaria de Educação, a ideia é ótima e deveria abarcar outras secretarias municipais, também de outras prefeituras. Um profissional apolítico na Secretaria de Fazenda, por exemplo, com certeza proporcionaria ótimos resultados e salvaguarda para os cofres públicos, praticamente erradicando qualquer possibilidade de prejuízo e de futuras dores de cabeça para os prefeitos.

Qual prefeito mais que vai adotar essa ótima ideia?

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Desafio das Catedrais terá largada em Maringá

Terá início na Catedral Basílica Menor Nossa Senhora da Glória, dia 15 de dezembro, a quarta edição do Desafio das Catedrais, uma caminhada de 120 quilômetros com chegada na Catedral Metropolitana de Londrina.

A largada será às 19 horas, esperando-se que todos os participantes cumpram o percurso dividido em quatro etapas, em menos de 24 horas.

As inscrições estarão abertas até o próximo dia 10 e a comissão julgadora cobrará dos participantes, valores que proporcionarão montar a infraestrutura do evento: medalhas, camisetas, frutas, água, caldo de galinha, café colonial e outros alimentos servidos nos pontos de hidratação e descanso.

Não competitiva, a caminhada já tem roteiro por estradas rurais, vilarejos, áreas de matas, lavouras, compondo a viagem por ambientes bucólicos propícios à contemplação, como “uma jornada de reflexão e autoconhecimento”.

Segundo o organizador Arnaldo Amaral Filho, “Durante o trajeto, a gente faz uma visita ao nosso próprio eu. A experiência de 24h de caminhada testa os nossos limites, nos faz dominar ou controlar o medo, tira da zona de conforto e proporciona momentos especiais de autoanálise”.

Apesar do apelo reflexivo e espiritual, e da ligação entre as catedrais das maiores cidades do interior do Paraná, o evento é laico, aberto a pessoas de todas as crenças e religiões. Resguardadas proporções e percurso histórico, a intenção é firmar a promoção como uma espécie menor Caminho de Santiago de Compostela – conjunto de rotas na Europa percorridas por peregrinos desde o século IX e considerado Patrimônio da Humanidade.

Outro objetivo é o de obter futuramente apoio das prefeituras de Maringá e de Londrina para que essa caminhada que fomenta também o empreendedorismo rural, resgate e faça o registro da história de comunidades e personagens ao longo dos caminhos trilhados, descobrindo e compondo a história do principal eixo do Norte do Paraná.

As inscrições e informações estão disponíveis no site www.ticketagora.com.br e pelo telefone (43) 99976-6603.

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Vereadores discutem proibir a “ideologia de gênero” nas escolas

A Câmara Municipal de Arapongas estará no foco das notícias na próxima segunda-feira, quando seus vereadores discutirão projeto que proíbe apresentação e discussões sobre “ideologia e igualdade de gênero” nas escolas municipais da cidade. A proposta é do vereador Rubens Franzin Manoel, que na semana passada conseguiu a aprovação de outra matéria polêmica, a “escola sem partido” no município.

O legislador municipal defende que a escola deva ser livre de doutrinação política e ideológica, para que “ nossas crianças e jovens possam descobrir por si e através de suas famílias, o que devem seguir ou rejeitar”. O texto do projeto proíbe “distribuição, utilização, exposição, apresentação, recomendação, indicação e divulgação de livros, publicações, palestras, folders, cartazes, filmes, vídeos, faixas ou qualquer tipo de material, lúdico, didático ou paradidático, físico ou digital, contendo manifestação ou mensagem subliminar da igualdade (ideologia) de gênero nos locais públicos, privados de acesso ao público e entidades de ensino no município de Arapongas”.

O vereador diz aceitar que os assuntos podem ser tratados pelos professores, desde que com neutralidade, total imparcialidade, mas preferencialmente deixando de aborda-los especificamente, uma vez que poderão estar interferindo na formação religiosa do aluno que precisa ter mantida sua integridade psicológica.

O presidente da APP Sindicato de Arapongas, Márcio Roberto Nogueira Diniz, já se posicionou contra o projeto, por entendê-lo como “censura aos profissionais da educação”. Disse, entre outras considerações que “não se pode silenciar as novas identidades que são produto da subjetividade e diversidade humana”. Mais:  “Estamos em tempos de grandes transformações e temos como educadores estar abertos ao diálogo. O desconhecido causa medo, mas o medo nunca nos levou a verdade e sim o entendimento através do debate sincero e do conhecimento”.

O desejo da comunidade deverá predominar durante a discussão da matéria, em concorrida sessão da Câmara de Arapongas na segunda-feira.

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Unicesumar realiza o III Hackathon de Idéias

A Unicesumar sedia amanhã e sábado, o III Hackathon de Ideias e MVP, evento promovido em parceria com o Sebrae.

A programação começará na sexta-feira às 19h com uma palestra no auditório Joaquim Lauer. Às 21 horas os acadêmicos dos cursos de TI da instituição vão iniciar o desenvolvimento do projeto no Bloco 7, criando soluções para um problema que será apresentado pela comissão organizadora.

O encerramento da competição está previsto para 17 horas de sábado, após os grupos apresentarem soluções desenvolvidas ao longo de 24 horas ininterruptas de trabalho. O resultado só será divulgado na segunda-feira após uma rodada de negócios com os dez melhores projetos, feito por uma banca avaliadora formada por empresários e entidades do setor de tecnologia da informação.

O coordenador do evento e professor da Unicesumar, Marcello Erick Bonfim, destaca a importância da participação dos acadêmicos preparados pela instituição: “Os alunos esperam ansiosos pelo nosso Hackathon porque é uma oportunidade de colocar em prática o que é estudado em sala de aula. É tal o interesse pelo evento que da atual edição vão participar quase 300 acadêmicos divididos em grupos de até seis membros”.

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Quadrilhas assaltam para roubar… passarinhos!

 

Criadores profissionais de passarinhos de canto estão sendo assaltados em vários pontos do país e principalmente na região de Londrina.

Nos últimos meses aumentaram as investidas dos marginais contra as coleções de criadores e estabelecimentos que comercializam aves que participam de torneios de canto em todo o Brasil, espécies de canários, Curió e Trinca Ferro. Estes últimos que possuem um canto alto e estão “na moda”, são os maiores alvos dos ladrões, já que algumas aves destacadas em torneios de canto podem valer até R$ 50 mil.

Em Londrina um criador teve a residência invadida por bandidos armados que o renderam junto com o filho de 9 anos e a esposa grávida. Levaram dez Trinca Ferro. Em Cambé, assalto semelhante foi registrado, assim como em outras cidades da região.

A polícia está investigando com a premissa de que as aves roubadas deverão ser reinseridas no mercado, e isso só poderá ser feito com o uso de novas anilhas fornecidas por órgão do Ibama.

De acordo com um criador, eles estão reforçando medidas de segurança, inclusive deixando aves premiadas em diferentes locais, o que dificulta o negócio e o prazer de criar passarinhos.

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Temer é o pior entre os piores

Avaliação do grupo internacional Eurásia sobre os sentimentos de cidadãos de diversos países com relação aos seus governantes, concluiu que o presidente do Brasil é o menos “amado” de todos.

E essa prospecção não resultou de avaliações discutíveis, mas de pesquisa com inequívocos percentuais. Segundo elas, Michel Temer tem menos apoio popular que presidentes quase ditadores, muito corruptos e até da Inglaterra questionadíssima por estar se separando do bloco europeu.

Aos números: Michel Temer tem apoio de apenas 3% dos brasileiros; o muito corrupto Jacob Zuma, da África do Sul: 18%; Nicolás Maduro, que colocou a Venezuela em sua maior crise, provocando inclusive a fuga por sobrevivência para o Brasil: 23%; o mexicano Enrique Peña Nieto, no país dominado pelas máfias que promovem grandes chacinas: 28%; a premiê britânica Theresa May, 31%; Donald Trump, 37% e o francês Emmanuel Macron, 45%.

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Aftosa: pecuária e indústria se posicionam contra campanha da FAEP e OCEPAR

Entidades paranaenses e nacionais representativas da bovinocultura e da indústria frigorífica estão se manifestando contrariamente à campanha da Federação de Agricultura do Estado do Paraná (FAEP) e da Organização das Cooperativas Paranaenses (OCEPAR) para antecipar o fim da vacinação contra a febre aftosa no Paraná.

Elas contestam inclusive a divulgação de uma informação “equivocada”, segundo a qual todos os segmentos da agropecuária estariam apoiando irrestritamente essa iniciativa que pode comprometer a sanidade do rebanho bovino do estado.

“Nós, entidades que efetivamente representam a pecuária, reivindicamos que o Estado siga o calendário do Plano Estratégico de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (PNEFA), traçado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que prevê a retirada da vacina no Paraná em 2021, junto com os estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O Mapa fez estudos de risco criteriosos para definir um calendário nacional de retirada da vacinação, visando declarar o Brasil zona “livre de febre aftosa sem vacinação”, e não entendemos o posicionamento de alguns segmentos que buscam a suspensão imediata da imunização, ainda que em desacordo com a classe produtiva diretamente afetada.

Na quinta-feira, 26 de outubro, ao dar início ao PNEFA, em Porto Velho (RO), o diretor do Departamento de Saúde Animal (DSA) do Mapa, Guilherme Marques, ressaltou que a decisão da retirada gradual da vacinação contra a aftosa já foi tomada e que “é preciso atender aos requisitos sanitários para obter o reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) de país livre da doença sem vacinação”.

Qual a vantagem?

Isolar o Paraná de outras regiões do País é vantajoso para quem? Alega a Faep que ganhariam os setores da suinocultura, avicultura e lácteo, com a abertura de novos mercados externos. Mas isso é verdade? Vejamos o exemplo de Santa Catarina, que parou a vacinação do seu rebanho em 2007 e nem por isso teve valorização do seu produto. Prova cabal é que o Estado reduziu em 3,4% suas exportações de suínos, entre 2007 e 2014, enquanto o Paraná aumentou em 16,22% (dados Secex/Decex/MDIC).

A vacinação contra aftosa tem sido uma garantia da sanidade de nossos rebanhos perante o mercado internacional. Não fosse assim, nossas exportações não viriam crescendo. Entre 2002 e 2016, dobramos as exportações de suínos, aves e bovinos in natura (dados da Secretaria de Comércio Exterior / Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e das carnes industrializadas tivemos o expressivo crescimento de 200%.

Importante lembrar que o isolamento do Estado do Paraná criaria barreiras para os nossos pecuaristas, que hoje recebem cerca de 30% de animais vindos de outras regiões para recria e engorda, o que derrubaria o processo de produção, com consequente dispensa de mão-de-obra, tanto no setor produtivo, quanto na indústria, causando ainda um grande problema para a melhoria genética, na aquisição de touros e matrizes e descolamentos para feiras e exposições.

Mais preocupante ainda são os danos que podem ocorrer para os produtores, caso a doença volte a aparecer. Em 2005, quando se registrou o último foco de aftosa no Estado, a cotação da arroba do boi despencou de R$ 90,00 para R$ 48,00, sem contar as centenas de cabeças sacrificadas. Ora, voltando a ocorrer algo semelhante, quem pagaria o ônus? As entidades que defendem o fim antecipado da vacinação, responderiam por isso?

Considerando que a transição de status sanitário contempla a posição geográfica e estrutural do país, fatores de risco, fronteiras internacionais, movimentação de rebanho, indicadores de comercialização e interesses comuns, nós, representantes das entidades que assinaram o manifesto entregue ao Governador Beto Richa, no dia 4 de outubro, solicitando cautela nesta decisão, requeremos que o Paraná cumpra o cronograma estabelecido pelo MAPA, altamente técnico e precavido quanto aos cuidados que se deve ter, depois de anos de luta do setor produtivo e órgãos sanitários, para que a aftosa seja definitivamente erradicada e o Brasil possa ser reconhecido como zona “livre de aftosa sem vacinação”.

Gostaríamos de salientar a existência de um bom relacionamento do setor com o Governo do Paraná, ADAPAR e SEAB. Aprovamos e aplaudimos todo investimento que o Governo vier a fazer para aparelhar a ADAPAR, para que possamos ser exemplo de sanidade para o Brasil e exterior.

SOCIEDADE RURAL DO PARANÁ / SOCIEDADE RURAL DE MARINGÁ

(representando outras 38 entidades estaduais e nacionais)

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Senador quer plebiscito para liberar armas de fogos a civis

“O Estatuto do Desarmamento desarmou homens e mulheres de bem e oficializou a profissão dos bandidos. Hoje, os bandidos estão à vontade; eles é que estão sendo protegidos”, “Quem não quer ter o direito de defender seu filho, sua família, sua propriedade? Se a população brasileira entender que as pessoas têm esse direito, o Estatuto do Desarmamento já está revogado”.

Essas são as frases de trabalho do senador Wilder Morais (PP-GO), autor de matéria e de um grande esforço para revogar o Estatuto do Desarmamento, lei 10.086 em vigor desde 2023. Seu último apelo está baseado em estatística mostrando que em 2016 foram emitidas pela Polícia Federal e pelo Exército Brasileiro, 20.575 licenças de porte de arma, contra 7.215 registros em 2015.

O projeto de decreto legislativo do senador está em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), e segundo enquete no portal e-Cidadania até o último dia 18, o projeto teve o apoio de 246 mil pessoas contra 11 mil votos “não”.

Wilder propõe um plebiscito junto com as eleições de 2018, no qual o cidadão responderia a três perguntas: se deve haver porte de armas para quem reside na área rural, se o Estatuto do Desarmamento deve ser revogado para permitir o porte de armas ou se a permissão deve ser apenas para a posse de armas.

Desde 2003, quando o Estatuto do) entrou em vigor, a população civil é proibida de andar armada – porte –, exceto alguns funcionários públicos e seguranças privados em serviço. O porte também é permitido a quem comprovar a necessidade, como moradores de áreas rurais que precisam caçar para sobreviver. Além disso, é preciso ter mais de 25 anos, fazer exames psicológicos e técnicos e apresentar certidão negativa de antecedentes criminais.

O senador Wilder Morais também é autor do Estatuto do Armamento (PLS 378/2017), apresentado em outubro, depois da grande repercussão da proposta de plebiscito. O texto autoriza o porte de armas aos cidadãos maiores de 18 anos, desde que comprovadas as mesmas condições atuais. Também mantém obrigatório o registro da arma, que passa a ter validade de dez anos, em vez dos três anos previstos na legislação atual. Questionado sobre o risco de atentados como o de Las Vegas, que matou 58 pessoas e feriu 550, Wilder argumentou que o episódio poderia ocorrer independente da liberação do porte de armas, com o uso de bombas ou outros artefatos empregados por terroristas.

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A hipocrisia atrapalha o combate à criminalidade no Brasil

Ex-ministro da Justiça, o magistrado Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou hoje durante seminário sobre segurança pública na Câmara dos Deputados, que o Brasil toma “medidas pífias” contra o crime organizado, em um país onde a “hipocrisia” atrapalha o combate à criminalidade.

Especialista que atuou na área da segurança em São Paulo e em Brasília, o ministro do STF afirmou: “Hipocrisia, porque nós confundimos no Brasil, a partir da redemocratização, nós confundimos autoridade com autoritarismo. Ficou uma marca de que exercer a autoridade, exercer segurança pública fortemente, é questão de autoritarismo, de ditadura”.

Moraes defendeu a necessidade imediata da liberação de mais recursos para a área de segurança: “Educação e saúde têm destinação obrigatória, orçamentos. A segurança, que também é muito importante, não tem”.

O ministro bateu firme no endurecimento contra o banditismo: “Ou nós vamos decidir realmente que as medidas que nós temos para o combate ao crime organizado violento são medidas pífias, ou nós vamos continuar nessa hipocrisia”.

Para o atual ministro da Justiça, Torquato Jardim, também participando do seminário, as estratégias do governo federal da área de segurança pública precisam promover um “estrangulamento” das atividades do crime organizado. E complementou: “Tão importante quanto pensar numa legislação é pensar que meios prover o sistema de repressão ao crime, com meios e tecnologia para ganhar a guerra da logística. Para não haver o abastecimento da droga, do cigarro, da munição”.

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