Autor: Francês



Governo beneficia – novamente – as concessionárias de pedágio

 

Mesmo com a caçada aos corruptos que têm as chaves dos cofres públicos, a facilitação governamental para os grandes grupos e empresas continua. Atende-se prioritariamente o interesse dos que podem pagar propina, restando para o povo apenas arroubos discursivos com ritmo marcado por eleições de dois em dois anos, e auxílios alimentares que mantém boa parte do eleitorado dependente, controlado penúria permanente.

O governo federal estendeu de 5 para 14 anos o prazo para as concessionárias de rodovias duplicarem as estradas. Jogou inclusive com vidas perdidas em rodovias que já deveriam estar modernizadas, pois o dinheiro não deixa de jorrar para os cofres dos pedagiadores, independentemente da crise que maltrata os brasileiros.

E a alegação das concessionárias para não fazer as obras nos prazos acordados: o BNDES não está liberando financiamentos! Ou seja, elas garimpam a bolsa popular e ainda exigem dinheiro público para cumprir o contratado!

Outra má nova anunciada pelo governo, em favor das milionárias pedagiadoras: o preço do pedágio só vai cair após o fim das obras. Dá para engolir tantas benesses?

A medida provisória (MP) com as regras para a reprogramação de investimentos em concessões rodoviárias federais foi publicada e as principais beneficiadas com a medida serão as concessionários das rodovias licitadas na terceira rodada de leilões do setor (entre 2013 e 2014), pela ex-presidente Dilma Rousseff: MS Via (BR-163, em Mato Grosso do Sul), Rota do Oeste (BR-163, em Mato Grosso), Concebra (BRs 060,153 e 262, em Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal) e MGO (BR-050, em Minas Gerais e Goiás).

O governo editou a MP com o argumento de que o novo cronograma assegura a manutenção da concessão e dos investimentos, que estão paralisados. O objetivo é evitar que as concessões de rodovias sejam devolvidas ou cassadas, por descumprimento do prazo de investimentos. Sem financiamento do BNDES, em meio à crise econômica e com algumas empresas investigadas pela operação Lava-Jato, a maioria das concessionárias não vai conseguir cumprir os prazos originais para a realização dos investimentos.

Em algumas situações, nenhuma obra foi executada. O governo cassou do Grupo Galvão a concessão de um trecho da BR-153 entre Goiás e Tocantins e a Invepar decidiu devolver o trecho de 936 quilômetros da rodovia BR-040 entre o Distrito Federal e Juiz de Fora (MG). A MP foi editada para evitar que isso volte a ocorrer. A empresa que optar por ampliar o prazo das obras não poderá devolver a concessão.

Por se tratar de uma medida provisória, as regras já estão em vigor, mas ainda precisam passar pelo Congresso Nacional. A concessionária poderá manifestar interesse em aderir à reprogramação de investimentos no prazo de um ano, contado a partir de hoje.O novo cronograma de investimentos nas rodovias será avaliado caso a caso pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Também será responsabilidade da autarquia definir o novo valor do pedágio, que só ocorrerá após o fim das obras.

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Vereadores aprovam a proibição do tráfego de carroças em Maringá

Na sessão ordinária da Câmara Municipal nesta terça-feira, os vereadores acabam de aprovar o projeto que proíbe o tráfego de carroças puxadas por animais na zona urbana do município.

A aprovação do projeto 1488 do vereador Flávio Mantovani, ocorreu em terceira discussão – redação final – que esteve suspensa por algumas sessões para ligeiras modificações pela Comissão de Constituição e Justiça. Foi mudada uma vírgula de lugar, e a palavra “proibida” substituída por “vedada”.

Para que entre em vigor, a proibição de carroças em Maringá precisará ser sancionada pelo prefeito Ulisses Maia e publicada no Diário Oficial local.

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O PT não tem plano B para 2018

Presidente nacional do Partido dos Trabalhadores, a senadora paranaense Gleisi Hoffmann acaba de afirmar em entrevista que o PT não tem plano B para a próxima eleição presidencial.

Falando à BBC Brasil, Gleisi não fez rodeios: “Não temos plano B. Plano B para quê? Haddad? Jaques Wagner? Plano B é para perder a eleição? Nosso nome competitivo é o Lula e é com ele que vamos para a eleição”.

Em outras palavras, ela própria considera que sem Lula o PT não tem a menor chance de ganhar a presidência em 2018. Será uma luta possivelmente inglória a do partido, visto que os processos acumulados deverão impedir Lula – através da Lei da Ficha Limpa – de ser candidato.

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Terapia da”cura gay”: psicólogos conseguem autorização judicial

 

Uma liminar concedida pelo juiz federal da 14ª Vara do Distrito Federal, Waldemar Cláudio de Carvalho, abriu brecha para que psicólogos ofereçam a terapia de reversão sexual, conhecida como ‘cura gay’.

Esse tratamento é proibido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) desde 1999, mas a decisão atendeu a um pedido de psicóloga, Rozangela Alves Justino, em processo aberto contra o colegiado, que aplicou uma censura à profissional por oferecer a terapia aos seus pacientes.

No despacha o juiz considera: “A fim de interpretar a citada regra em conformidade com a Constituição, a melhor hermenêutica a ser conferida àquela resolução deve ser aquela no sentido de não provar o psicólogo de estudar ou atender àqueles que, voluntariamente, venham em busca de orientação acerca de sua sexualidade, sem qualquer forma de censura”.

Para o Conselho de Psicologia a decisão proferida na sexta-feira última abriria perigosa possibilidade de uso de terapias de reversão sexual. Também assinala que “A ação foi movida por um grupo de psicólogos defensores dessa prática, que representa uma violação dos direitos humanos e não tem qualquer embasamento científico”.

Os representantes do CFP reafirmaram que a homossexualidade não é considerada patologia, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) – entendimento reconhecido internacionalmente. Também alertaram que as terapias de reversão sexual não têm resolutividade, “como apontam estudos feitos pelas comunidades científicas nacional e internacional, além de provocarem sequelas e agravos ao sofrimento psíquico”.

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Richa assinará “duplicação” da PR 323

 

O governador Beto Richa estará em Umuarama no próximo dia 5 de outubro, presença promovida e fartamente divulgada por deputado local. Objetivo: assinar duplicação da PR 323 e melhorias para que o aeroporto local receba linha aérea.

 

Mais que compromisso de obras, o evento é um tanto maroto, com objetivo político, já que o governador quer ir para o Senado e o deputado à reeleição em 2018. E isso fica muito claro no que assinará. A duplicação da fatídica PR 323 – que já matou mais de 130 pessoas de 2014 – e recursos para melhorar e o aeroporto e levar aviões de carreira para linhas regulares a Umuarama.

 

Vamos analisar os benefícios: a duplicação que será assinada abrangerá o trecho da PR 323 entre Paiçandu e a ponte do Rio Ivaí – portanto muito longe de Umuarama.

A ampliação e melhorias no aeroporto municipal Orlando de Carvalho, em duas parcelas totalizando R$ 6,2 milhões, se fiaria em uma promessa da Azul em levar linha aérea regular à cidade. Nestes tempos de crise em que foram cortados voos até do aeroporto de Maringá para onde vem a maioria dos passageiros da região de Umuarama, dificilmente alguma empresa se interessará em descer aviões em cidade tão próxima pela simples razão da falta de retorno financeiro.

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Times e Le Monde focam a corrupção no Brasil

A corrupção no Brasil é notícia e análise nos principais jornais do mundo. Hoje o francês Le Monde destaca as últimas acusações do procurador-geral da República Rodrigo contra o presidente Michel Temer.

O jornal destaca que “a importante figura na luta contra a corrupção e um feroz caçador de políticos” lançou sua última flecha a poucos dias de deixar o cargo – no domingo. E que a acusação é grave, por enquadrar o presidente em exercício em “participação de uma organização criminosa” e “obstrução da justiça”, em um “Brasil transformado em um vaudeville* onde os casos de dinheiro sujo se tornaram tão frequentes que acabaram parecendo algo normal”. Considera inclusive a possibilidade de uma demissão de Temer.

Já o New York Times, em editorial publicado hoje, analisa porquê a luta do Brasil contra a corrupção mergulhou o país em um caos. Aponta que Luiz Inácio Lula da Silva, seis anos após deixar a presidência do Brasil como uma figura amplamente popular, agora enfrenta uma condenação, alguns processos em andamentos e uma forte rejeição de determinado segmento da população que antigamente o adorava.

O Times ressalta que Lula já foi um herói nacional cujo apoio foi suficiente para decidir as eleições por duas vezes consecutivas e depois eleger sua sucessora mais duas vezes, mas agora sua candidatura presidencial de 2018 parece incerta. Analisa que não apenas Lula mudou de uns anos para cá: “O Brasil também mudou ao redor dele”.

*Vaudeville, segundo o dicionário, é uma espécie de comédia ligeira, ancorada em intrigas e equívocos.

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Flanelinhas invadem Maringá

Eles vêm principalmente de Sarandi, de outras cidades da região, também da periferia ou do lugar mais próximo onde podem se abrigar, pernoitar, tomar uma caninha ou fumar crack.

Existem também as exceções: aposentados e portadores de problemas físicos que preferem ganhar mais e com liberdade na rua, que em vagas oferecidas por supermercados e outras empresas que empregam idosos e deficientes – cujo número de vagas nunca é preenchido.

O problema que representam é grande e começa a aumentar agora com a volta do calor. A maioria tem passagem por delegacia de polícia e é formada por pessoas que não deveriam ficar vadiando à vontade nos locais de maior movimento, “cuidando” dos bens de cidadãos. São justamente pessoas com essas desqualificações que gostaríamos de ter longe dos nossos carros e motocicletas.

O fato de estarem permanentemente na rua, vivendo do expediente ilegal de atitudes coercitivas, desleais, é uma “garantia” de que os flanelinhas continuam problemas sem solução, para eles próprios e para a sociedade.

É só ir ao centro ou ocorrer evento que lá estão eles, às vezes bêbados, drogados, intimidadores, principalmente contra o sexo feminino. Se postam à frente das mulheres que descem dos carros, exibindo o olhar mais duro: “….sso cuidar?” Ou quando preguiçosos, à distância, assobiando, gritando: “…cuido aí?”

O centro da cidade está loteado por esses tipos. Nas imediações de bancos eles são um perigo. Quem garante que não participam de roubos, arrombamentos, ou como olheiros de bandidos? Você já soube de algum flanelinha que denunciou ou ajudou a capturar um arrombador ou ladrão de carro ou motocicleta?

Em Londrina vereadores se debruçam sobre o problema. Em Maringá os vereadores já tentaram e uma vereadora mais combativa, Edith Dias, pagou caro – mais de uma vez – para consertar estragos feitos em seu carro.

O próprio prefeito quando secretário da área social tentou combater o problema, acomodar os flanelinhas carentes. Agora com a caneta mão, e cheia, quem sabe encontra uma solução pelo menos paliativas, já que erradicar o problema é impossível. Mas pelo menos para minimizar o número de desocupados que explora e ameaça a segurança de maringaenses que pagam à prefeitura para estacionar em espaços públicos.

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Senador Requião ataca candidatura de Álvaro Dias

 

Senador que pratica comunicação de baixíssimo nível quando se refere aos que considera adversários políticos, tomando sempre a iniciativa da provocação, Roberto Requião (PMDB) abriu sua sacola de maldades no twitter para tentar diminuir o senador Álvaro Dias, candidato do Podemos – e do Paraná – à Presidência da República.

Em uma série de posts Requião qualifica o Podemos como “partideco” e sugere o caminho da forca ao partido do senador Alvaro Dias no Paraná. Ocorre que Requião tenta cooptar – e não consegue – Osmar Dias (atualmente no PDT e a caminho do Podemos), nome forte que com certeza aliançará com o irmão Álvaro.

Segundo o senador peemedebista, esse “Partideco de aluguel tenta montar altar com supostos santos para simular veneração de prostitutas da política? Outra vez não Paraná!”. E mais: faz troça do “Palanque do Phodemos e seus candidatos no Paraná?”

Também para tripudiar o partido de Álvaro Dias, Requião lança seu mote de campanha, em site e redes sociais, para 2018: “Podemos reconstruir o nosso estado outra vez”.

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Celulares no comando do crime

 

 

Fuzis e pistolas fazem grandes estragos, mas a arma mais perigosa nas mãos dos bandidos é o telefone celular. O aparelhinho encontrado aos montões nas prisões, proporciona cadeias de comando que não se rompem quando os chefes são trancafiados.

Graças ao comunicador – e pelo jeito existe uma tomada de energia em cada cela – os bandidos estão aperfeiçoando a organização e o comando, transformando bandos desordenados em exércitos organizados, onde os seus integrantes ao invés de ficarem à vontade, pagam mensalidade a organização criminosa e têm o dia a dia agendado: hoje um assalto, amanhã um furto, um assassinato, tráfico, “julgamentos” dos que saem da linha, remessa de “lucros” para contas que só os chefões comandam, etc.

Dessa forma que no Rio de Janeiro, somente neste ano já foram mortos mais de 100 PMs. E Santa Catarina viveu uma infernal semana passada, com ataques a delegacias e queima de veículos públicos e particulares.

Na semana passada a polícia desmantelou uma quadrilha e chegou ao seu chefe responsável por ordenar e coordenar assaltos e outros crimes em várias cidades da região. O homem é um preso da Penitenciária Estadual de Londrina.

Também no final da semana uma revista à prisão de Ibiporã – fosse outro local caberia uma loja de assistência técnica – onde estão 135 detentos, apreendeu 95 aparelhos celulares. E os detentos não os utilizavam apenas para falar com familiares. Cada telefone custa caro e precisa produzir!

Na cidade também foram detidos vários menores, e maiores, por lançarem aparelhos celulares – junto com serras, brocas, drogas – para dentro do presídio, como ocorre em outras cidades paranaense. Muitos são reincidentes, inclusive maiores de idade flagrados lançando apenas celulares – lançamento que resulta em punições muito leves.

Os celulares se transformaram em um grande negócio para carcereiros corruptos e presos. E não há quem explique, até agora, por quais razões as autoridades não instalaram os tais sistemas que impedem os sinais de celulares pelo menos nas penitenciárias onde os chefões e chefinhos continuam “trabalhando” e comandando organizações criminosas cada vez mais ativas e violentas, ameaçando inclusive cidades inteiras como já ocorreu em São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo!

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Bolsonaro vem aí?

 

O crescimento da candidatura do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) à presidência da República  já ultrapassou os limites mais otimistas, mapeando claramente o desejo de mudança contra o que existe por aí.

Representante explícito dos militares, do combate duro à corrupção e inimigo declarado dos que tentam mudar os valores da família e da sociedade, Bolsonaro cresce principalmente como candidato dos jovens.

Pouco acompanhando a política por considera-la suja, contaminada, por simpatia ao discurso do pau é pau e pedra é pedra, os jovens aceitam como lógicas as propostas diretas, sem o dourar de pílulas tão comuns neste reino de enrolação assentado na “Lei de Gerson”. Para o candidato oposto à ternura é preciso endurecer contra todo tipo de bandido, inclusive voltando a armar o cidadão hoje está indefeso até dentro de seu lar.

Entendem os jovens e os descontentes com o lamaçal de corrupção que é preciso dar uma guinada radical e transformadora. Sinal dessa insatisfação crescente acabam de ser detectados no Rio Grande do Sul, Estado de opiniões fortes. A  última pesquisa de opinião indica que 21,9% dos cidadãos hoje votariam em Bolsonaro. Ele passou Lula que estacionou em 18,1% e deixou o tucano João Dória (outra tendência por não se mostrar contaminado) em terceiro lugar com 13,1%.

Enquanto isso o presidente Michel Temer, no tobogã da impopularidade, alimenta ainda mais a insatisfação popular: 86,1% ainda com percurso a percorrer.

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