‘Teje preso, teje sorto”

 

A soltura de Eike Batista, rico com grife que também chafurdou na corrupção envolvendo governos, políticos e empresários, confirma a escalada do popular “teje preso, teje sorto”: migrou do compadrio interiorano para os altos tribunais do Brasil.

Eike recuperou a peruca, ganhou um adereço eletrônico na canela e ainda neste domingo promove regabofe milionário na gaiola de ouro, uma mansão no Rio, onde ficará “confinado”. Segue a esteira de Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral, solta por ser mãe de filhos pequenos, uma barbaridade que ecoa principalmente nos presídios femininos.

Dependendo do nível dos libertados, eles podem, ou não, ser estornados à prisão. Que o diga o descapitalizado goleiro Bruno, cuja libertação causou grita popular. Derrotado por 3 x 1 no tribunal, voltou para a prisão, mas já pleiteando nova disputa buscando a liberdade. Adriana Ancelmo trilha o mesmo caminho, mas quem se livrou através do popular “Dr. Pinote” foi o bandidão carioca conhecido como Gegê do Mangue. Condenado a 47 anos de prisão, foi libertado provisoriamente em janeiro não deu chance a qualquer reconsideração por cochilo judicial: estabeleceu-se no Paraguai e está sendo procurado por ter liderado o assalto violento e milionário em Ciudad Del Este.

Com esse festival de “teje sorto” até o maior nome preso por corrupção dupla – Mensalão e Lava Jato – ex ministro e ex deputado José Dirceu, que segundo ele próprio morreria cumprindo pena, acaba de entrever nova brecha e passa o final de semana orando para todos os santos de plantão acessíveis a transgressores. É que a posição de um juiz – em mais um dos muitos recursos apresentados – acendeu uma luz amarela: vai decidir na próxima semana.

Se José Dirceu for solto, mesmo com tornozeleira, será desmoralizante. Ou ele terá entregado o ouro, tornando-se colaborativo com a lei, delator.

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Estudantes do Santa Cruz respondem carta de professores grevistas

Alunos do Ensino Médio de um dos colégios mais tradicionais do País, o Santa Cruz da capital paulista, divulgaram hoje resposta – que deveria orgulhar seus pais e o colégio – a carta dos professores que aderiram à “greve geral” marcada para amanhã (28).

Nela os alunos reconhecem os méritos do colégio e dos professores que os prepararam inclusive com as competências necessárias para entrar no debate político e assinalam: “Apesar disso, seria impossível não nos posicionarmos frente ao que consideramos uma visão equivocada, com prováveis consequências catastróficas para o País como um todo”.

Os alunos abordam o conteúdo da Carta Aberta escrita pelos professores, salientam reconhecer o direito à greve e à livre manifestação de ideias, mas observam: “… porém acreditamos que o posicionamento contra a Reforma da Previdência seja profundamente equivocado. Além disso, a Carta passa ao largo das questões centrais envolvidas, apelando para noções generalistas de “justiça social”. Pauta-se em um maniqueísmo exacerbado e parte, desde a 1ª linha, do pressuposto de que as reformas propostas pelo Governo Federal são ruins para o país e, especialmente, para os mais pobres.”

Na opinião dos alunos “Essa forma de pensar apenas simplifica e empobrece o debate. Com o objetivo de justificar a decisão dos professores, a argumentação esconde-se atrás de uma suposta “proteção de direitos”, defende a manutenção do status quo e falha em criticar aspectos objetivos da proposta de reforma. Acontece que um direito ser garantido por lei não garante o orçamento necessário para cumpri-lo. Sendo assim, a Carta defende que se mantenha o rombo crescente da Previdência. Esse rombo foi, segundo dados do próprio Governo Federal, de cerca de 300 bilhões de reais ano passado (5% do PIB), e tende a crescer conforme a população envelhece. Isso impede tanto a estabilidade fiscal como maiores investimentos em outros setores.

Em um país que, falando de Previdência, estão postas duas opções: a Reforma proposta pelo Governo ou o sistema atual, defender a segunda opção é usar o discurso da defesa de direitos para, na realidade, defender privilégios. Dentre estes privilégios, há por exemplo o fato de funcionários públicos se aposentarem fora do RGPS (recebendo o equivalente a seus salários anteriores, ignorando o teto de 5.300 reais que vale para todos os outros trabalhadores). Ademais, o modelo atual permite que os mais ricos se aposentem mais cedo, já que têm muito mais facilidade para contribuir para a Previdência, criando casos absurdos e indefensáveis, como o fato de o presidente Michel Temer ter se aposentado como promotor público aos 55 anos de idade.”

Os estudantes se posicionam: “Não nos enganemos; ir contra a reforma da Previdência é também defender que um funcionário público continue recebendo em média três vezes mais do que um trabalhador regular (Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados), e que a média de aposentadoria no Judiciário, de 25.700 reais, não seja alterada. Dinheiro esse que poderia ser revertido para outras áreas fundamentais, nas quais o investimento governamental é raquítico, como por exemplo saneamento básico, saúde e educação.

Além disso, o Brasil já gasta uma porcentagem maior do PIB em Previdência do que a média da OCDE, mesmo sendo um país relativamente jovem. Com o envelhecimento do país, que ocorre a passos largos, segundo o IBGE, os improcedentes 13% do PIB gastos pelo Brasil só tendem a aumentar. Não obstante, o número proporcional de pessoas economicamente ativas tende a diminuir. Ou seja, enquanto a expectativa de r5evida só aumenta e a população em geral só envelhece, parece razoável aos professores que as regras se mantenham as mesmas.

Ao dificultar a aposentadoria por tempo de contribuição, a Reforma Previdenciária contribui para a diminuição da desigualdade no Brasil, visto que, no geral, quem se aposenta antes dos 65 anos são os mais ricos, em decorrência da dificuldade dos mais pobres de serem empregados com carteira assinada de maneira regular. Segundo o DataPrev, o valor médio concedido por tempo de contribuição é de mais de 2 salários mínimos, enquanto o concedido por idade supera por pouco a faixa de 1 salário mínimo.”

E terminam criticando os professores por defenderem antigos privilégios irresponsáveis e injustos: “A posição defendida pelos professores falha em apresentar embasamento técnico e econômico. Defender políticas públicas pautadas em ideais de “justiça” e “defesa dos mais pobres” é meio caminho andado para a irresponsabilidade fiscal. Essa irresponsabilidade fiscal, muito presente nos governos da ex-presidente Dilma, gera inflação, que pune majoritariamente os menos favorecidos. Em conclusão, parece evidente que, apesar das mudanças propostas apresentarem vários defeitos de origem, forma e conteúdo, as reformas em curso conduzidas pelo atual governo estão em geral no caminho correto de um arcabouço regulatório e legal mais moderno que reduz burocracias, fomenta crescimento e principalmente elimina privilégios construídos ao longo de décadas e que são, além de injustos, completamente insustentáveis do ponto de vista das finanças públicas.”

 

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Músicos OFUC ganham bolsas para estudar na Itália

 

A qualidade da Orquestra Filarmônica Unicesumar alcança o exterior e chega a um dos berços da boa música, a Itália. Três integrantes da OFUC foram selecionados para estudar em uma das escolas musicais mais tradicionais daquele país.

 

O maestro Davi Oliveira, o spalla Pedro Henrique Leal e a violoncelista e chefe de naipe Camila Rocha ganharam bolsa de estudos do conceituado Conservatório Statale Cesare Pollini, da cidade de Pádova.

 

Eles alcançaram esse prêmio através do Festival de Música Sonata realizado anualmente em Francisco Beltrão, uma parceria firmada com o Departamento de Culturas e Artes da Unicesumar (DCA), a Escola de Música Sonata de Beltrão e o Rotary Club.

 

De acordo com o maestro Davi Oliveira, o aprendizado na Itália será fundamental para o desenvolvimento da Orquestra Filarmônica Unicesumar. “Vamos participar intensamente das atividades da orquestra local, somando experiências no berço da música erudita e todo o aprendizado será aplicado na OFUC”.

 

Para dar ideia da importância do conservatório italiano no panorama da música erudita, ele foi fundado em 1878 e a cidade é reconhecida por sua história secular de cultura e de música, além de berço de Santo Antonio de Pádua.

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Mobilização petista pode adiar depoimento de Lula

A Polícia Federal está tão preocupada com a grande mobilização prevista pelo PT para o depoimento de Lula, dia 3 em Curitiba, que trabalha a possibilidade de solicitar postergação dessa data ao juiz Sérgio Moro.

A informação, surgida hoje na capital, assinala que a presença de 50 mil manifestantes defronte o prédio da Justiça Federal – além de possíveis manifestantes do lado contrário – poderá comprometer a segurança não só do prédio, mas também dos próprios manifestantes.

Para montar uma estratégia à altura do número esperado de petistas, a PF pretende sugerir a Moro um adiamento da oitiva do ex-presidente, pelo menos a partir do próximo dia 10. E espera contar com tropas do exército para manter um cerco de segurança para autoridades, comunidade e manifestantes.

Procurado há pouco, o juiz Sérgio Moro disse que não recebeu nenhuma reivindicação da Polícia Federal nesse sentido.

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Cães e gatos: condomínios devem suspender proibições

Muitos condomínios de Maringá ainda insistem em manter regras ilegais visando dificultar e até proibir que moradores possuam e circulem com seus animais domésticos, principalmente cães e gatos.

Algumas dessas regras são irracionais: independentemente do tamanho do cão, exigem que o proprietário deve carrega-lo no colo, quando no elevador ou áreas comuns. Mais: que mesmo manso o animal deva usar focinheira.

Veja bem: obrigar os tutores a levar os cães no colo ou apenas pelas escadas é inconstitucional e se configura como constrangimento ilegal (Art. 146 do Decreto-lei Nº 2.848/40) e maus-tratos (Art. 146 do Decreto-lei Nº 2.848/40). O direito de ir e vir do tutor acompanhado do cão (considerado sua “propriedade pela lei”) está garantido pela Constituição no Art. 5º, e não há norma de condomínio que possa confrontá-lo.

Outro erro de condomínio é o de estabelecer que os cães podem circular, mas não “permanecer” nas áreas comuns. Novamente, o Art. 5° da Constituição assegura o direito de ir e vir, e insistir contra essa prática também é constrangimento ilegal. O síndico não pode obrigar ninguém a colocar focinheira nos animais dóceisindependentemente do porte. Esse tipo de norma, comum nas convenções, causa desconforto desnecessário ao cão, e configurando crueldade e crime de maus-tratos (Art. 32 da Lei Nº9.605/98 e art. 3º, I do Decreto Nº24.645/34).

Mas os tutores também têm obrigações para garantir a convivência pacífica. Cães agressivos devem usar focinheira (Art. 10 da Lei Nº 4.591/64 e Art. 1.277, Art. 1.335 e Art. 1.336, IV da Lei Nº 10.406/02) e, mesmo se forem dóceis, não podem ficar soltos nem em guias longas, para não atentar contra a segurança dos demais. Se o animal sujar, quem deve recolher e limpar, deve ser o proprietário – isso não é tarefa para funcionário.

Implicar com latidos e miados é improcedente, afinal esse é o meio de comunicação dos animais. Mas quando o barulho é excessivo, pode ser sinal de maus-tratos e abandono. Nesse caso, o tutor pode ser acusado de maus-tratos (Art. 32 da Lei Nº9.605/98 e art. 3º, I do Decreto Nº24.645/34).

Sobre procedimentos do dono de um animal para defender seus direitos e aconselhável que primeiro tente conversar com os vizinhos e o síndico. Se não der certo, registre ocorrência por constrangimento ilegal (Art. 146 do Decreto-lei Nº 2.848/40) na delegacia mais próxima. No caso de proibição de cães no condomínio, considere entrar com uma ação judicial cautelar em caráter liminar, para garantir a permanência dele. A ação judicial extraordinária desqualifica a decisão do síndico e da assembleia.

Quanto à proibição do cão em elevador, entre com uma ação criminal por maus-tratos (Art. 32 da Lei Nº9.605/98 e art. 3º, I do Decreto Nº24.645/34). Faça o mesmo no caso de obrigação do uso de focinheira.

Se o síndico insistir que o tutor deve carregar animais moradores ou visitantes no colo nas áreas comuns do condomínio, peça indenização por danos morais por constrangimento ilegal (Art. 146 do Decreto-lei Nº 2.848/40).

Qualquer dúvida, consulte na internet a cartilha sobre animais em condomínios, editada pela Anda.

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Frigoríficos: Polícia Federal indicia 63 pessoas

A Polícia Federal indiciou 63 pessoas do Paraná e de outros estados por irregularidades no comércio de carne no Brasil. Entre os indiciados estão agentes de inspeção sanitária, fiscais agropecuários federais, chefes de unidades de inspeção, proprietários e funcionários de frigoríficos e representantes regionais do Ministério da Agricultura.

Todos os indiciados são investigados na operação carne fraca e são acusados de concussão, corrupção passiva, crime contra a ordem econômica, emprego de processo proibido ou uso de substância proibida, falsidade de atestado médico, adulteração de produtos alimentícios, organização criminosa, peculato, prevaricação, uso de documento falso e violação de sigilo funcional.

Segundo o relatório, foram indiciados somente os investigados presos preventivamente, mas ainda há fatos a serem apurados que poderão fazer que outras pessoas sejam incluídas. O documento cita que “Os indícios e provas colhidos ao longo da operação permitem concluir pela existência de uma organização criminosa atuante dentro da estrutura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tanto no estado do Paraná como em outros estados, há fortes evidências das mesmas práticas nefastas pelo menos nos estados de Goiás e Minas Gerais”.

A Operação Carne Fraca foi deflagrada em 17 de março e investiga suposta corrupção por agentes públicos responsáveis por fiscalizar a qualidade e a segurança alimentar de produtos agropecuários. Segundo a PF, esses fiscais agropecuários recebiam propina de empresas para liberar a emissão de certificados sanitários sem a fiscalização efetiva da carne. A partir da troca de favores entre empresários e os fiscais, o esquema permitia a comercialização de produtos com várias irregularidades, como prazo de validade vencido e uso de substâncias para adulterar a qualidade da carne.

No total, 21 frigoríficos são investigados na operação. Além disso, o Ministério da Agricultura afastou 33 fiscais de suas atividades. O processo tramita sob sigilo na 14ª Vara Federal, em Curitiba. Com informações da Agência Brasil.

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Feira de artigos piratas afunda o comércio em Paranavaí

 

 

Agravando mais a crise, o comercio da região de Paranavaí ainda acaba de ser prejudicado por uma promoção que derrubou as vendas em 18% no mês de março – comparado com o mesmo mês de 2016.

 

Foi a Feira do Brás, realizada entre 10 e 19 do mês passado, “o maior derramamento de produtos contrabandeados e falsificados na história de Paranavaí”, afirma o presidente da Associação Comercial e Empresarial da cidade, José Roberto Viotto.

 

Para Viotto, foi lastimável a prefeitura ter autorizado a feira sem consulta prévia à ACIAP, pois além de levarem o dinheiro dos compradores, os comerciantes de São Paulo ainda os ludibriaram. Um exemplo: tênis de marca que valeria R$ 200 foi vendido por R$ 100. Mas não vale nem R$ 50, visto que é falsificado e não tem a mínima qualidade ou durabilidade. E ao contrário do que ocorreria se a compra fosse feita no comércio local, o comprador não tem sequer a quem reclamar.

 

Na avaliação do presidente da ACIAP também foram prejudicados o poder público que com impostos mantém os serviços como saúde, educação, assistência social, habitação, etc.:  “A Receita Federal constatou que uma grande quantidade dos produtos era contrabandeada, entrou no país de forma ilegal, não houve pagamento de impostos”.

 

Outra consequência já sentida no comércio local: o dinheiro que entraria na circulação local foi embora, caiu o movimento das lojas – principalmente do vestuário – e muitos funcionários começam a ser cortados.

 

Outras promoções danosas para comércios locais são as do tipo feira de ponta de estoque que trazem carretas e mais carretas de artigos, principalmente de vestuário, da mesma origem, os comerciantes da paulista 25 de Março, geralmente usando “laranjas” locais. São mercadorias de péssima qualidade e falsificações. O objetivo é vender muito, e sumir, para fugir das reclamações.

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Deserções fazem Cuba suspender envio de médicos para o Brasil

 

Do governo que é modelo admirado pela esquerda brasileira, os próprios cubanos fogem na primeira oportunidade. Esse é o motivo pelo qual o governo de Cuba acaba de suspender o envio de 710 profissionais treinados para trabalhar no Programa Mais Médicos.

 

O grupo deveria desembarcar no Brasil ainda neste mês, mas Cuba não enviou os profissionais ao constatar que aumentou acima do esperado – apesar das famílias retidas – o número de médicos que após os 3 anos de contrato se recusam a voltar.

 

Atualmente 88 profissionais recorreram à Justiça para permanecer no Brasil, enquanto outros permanecem ilegalmente e outros já fugiram para outros países.

 

Agora sem apoio do governo petista que pressionaria os profissionais para o cumprimento do retorno, o governo cubano argumenta que a permanência dos profissionais no Brasil não estaria em conformidade com o acordo de cooperação firmado.

 

No trato firmado entre Brasil e Cuba, boa parte dos salários dos médicos é paga diretamente para o governo da ilha, ajudando a manter o atual regime militarista cubano.

 

No ano passado o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou a intenção de reduzir em 4 mil o número de cubanos no Brasil, já que a ideia é substituí-los de forma gradual por profissionais brasileiros, através de convocações em editais trimestrais.

 

Atualmente, trabalham no programa 10,4 mil cubanos – mil a menos do que no ano passado. Embora em número menor, eles continuam representando a grande força do Mais Médicos.

 

O gatilho para o impasse ocorreu há três semanas com a divulgação de uma reportagem sobre 84 ações de médicos cubanos reivindicando o direito de permanecer no Brasil e no programa. Na ótica do governo cubano, esse posicionamento pode “alastrar-se” entre outros médicos.

 

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Depoimento de Lula a Moro ganha expectativa de duelo

Quem tem mais idade lembra aqueles filmes de faroeste em que bandido e mocinho marcavam duelo! Quem tem menos idade, as brigas marcadas através das redes sociais, como ocorreu dias atrás defronte o Colégio Gastão Vidigal e a polícia teve que intervir.

 

Pois bem. Sem revólveres, socos e puxões de cabelos, um “duelo” marcado para o próximo dia 3 às 14 horas na Justiça Federal em Curitiba, entre o juiz Sérgio Moro, figura maior do Judiciário que passa o Brasil a limpo, e o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, ícone petista denunciado por muitos dedos, ganha tintas mais fortes a cada dia que passa.

 

Lula, todos sabem, vem fugindo de Moro como o diabo foge da cruz. Tenta manter um latifúndio entre ele e o magistrado, mas o que os aproxima é um sítio, em Atibaia, um tríplex no Guarujá, e irregularidades do Instituto Lula, usado para tentar mecanizar recursos de fontes ilegais, públicas.

 

Por enquanto é certo que o depoimento será presencial. O que não se sabe é se o magistrado poderá agregar no encontro as últimas do empresário Marcelo Odebrecht, grupo do qual Lula era uma espécie de garoto-propaganda que não só atraía outros governos para obras, como também dava uma mãozinha para liberação de recursos através do nosso BRDE.

 

As últimas de Marcelo podem complicar Lula: ele é o “Amigo” citado nas planilhas e e-mails do departamento de propinas da empresa. E “Italiano” seu ex-ministro Antonio Palocci, que foi o portador de dinheiro, em espécie, dirigido para os bolsos do petista.

 

E Palocci, tal como José Dirceu, só tem uma saída para salvar o próprio couro de uma prisão demorada: delação premiada. Se delatar, obrigatoriamente entregará o cabeça da organização assim descrita, segunda-feira, pelo prefeito João Dória, de São Paulo: “O maior roubo institucionalizado da história da humanidade. O maior assalto a uma empresa pública do mundo, a Petrobras, R$ 8 bilhões foram surrupiados da Petrobras no governo do PT”.

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Maioria acredita que direitos humanos atrapalham o combate ao crime

 

Fazendo coro a pesquisas nacionais, uma prospecção mais profunda realizada no violento Rio de Janeiro levantou que para 73% dos cariocas, os direitos humanos atrapalham o combate ao crime, e na visão de 56% deles, quem é a favor de tais garantias só está defendendo bandidos.

Além disso, 79% dos moradores do Rio de Janeiro acreditam que haveria redução no número de delitos se as penas fossem mais rigorosas. Entretanto, apenas 25% dos habitantes da capital fluminense consideram que dar carta branca à polícia para matar bandidos seria uma saída eficaz para resolver esse problema.

Os dados são do estudo Olho por olho? – O que pensam os cariocas sobre “Bandido bom é bandido morto”, feito pelo Centro de Estudos de Segurança e Cidadania da Universidade Candido Mendes, sob coordenação dos pesquisadores Julita Lemgruber, Leonarda Musumeci e Ignacio Cano.

De acordo com a pesquisa, a maioria dos cariocas (60%) discorda da frase “bandido bom é bandido morto”. Dos 37% que concordam com ela, 38% pensam que a pena de morte deveria ser determinada pela Justiça; 31% acham que a polícia deveria poder assassinar os criminosos; e 6% opinam que a vítima, os familiares dela ou as pessoas em geral devem ter esse poder.

A renda também é um diferencial, conforme a pesquisa. Uma pessoa que ganha mais de cinco salários mínimos por mês tem 47% a menos de chance de apoiar a frase do que aquelas com renda inferior a essa.

O estupro é o crime mais cotado para resultar em pena de morte segundo aqueles que são favoráveis à pena de morte – 94,3% defendem a execução dos que praticaram esse delito. Ele é seguido por homicídio (89%), corrupção (45,2%), tráfico de drogas (44,1%), violência contra a mulher (37,5%) e roubo com arma de fogo (31,2%). Para 22% dos entrevistados, o linchamentos de criminosos é uma prática benéfica.

Entre as religiões mais populares, os evangélicos são os que mais rejeitam o justiçamento social. A chance de os que acreditam em religiões afrobrasileiras concordarem com a frase “bandido bom é bandido morto” é 134% maior, e a dos católicos, 38% maior que a de pessoas de outras religiões ou sem religião.

A socióloga Julita Lemgruber, ex-diretora do Sistema Penitenciário do Rio de Janeiro, ressaltou as posições contraditórias dos cariocas. “Ao mesmo tempo que 73% acreditam que os direitos humanos atrapalham a luta contra o crime, 70% não acreditam que a polícia deva receber carta branca para matar. Enquanto alguns apoiam pena de morte, a maioria não é favorável à execução extrajudicial. A pesquisa deve ser olhada nessas nuances. Não há uma visão muito consolidada das pessoas sobre o assunto”.

 

Ainda que não haja um consenso, é preciso reforçar o debate sobre direitos humanos, seja por meio de campanhas públicas, seja por meio de aulas sobre o assunto em escolas, destacou Julita. “A criminalidade está crescendo no país. Então, é necessário conciliar a luta contra o crime com os direitos humanos. Ou todos terão seus direitos respeitados, ou ninguém terá”.

Os moradores do Rio dão à Justiça brasileira uma nota média de 3,5, em uma escala de zero a dez. Na visão de 64% deles, a chance de um criminoso ser punido por seus atos é baixa ou muito baixa. Mesmo assim, 79% acreditam que o endurecimento de penas diminuiria a criminalidade, e 86% defendem a redução da maioridade penal.

A Polícia Civil, por seu turno, recebeu nota média de 5,8; e a Polícia Militar, de 4,9. No entanto, 69% dos cariocas acham que os agentes não sabem distinguir trabalhadores de bandidos, e 62% avaliam que a polícia do Rio é violenta demais.

Segundo Julita Lemgruber, a má avaliação do Judiciário decorre do baixo índice de resolução de crimes. Dos quase 60 mil homicídios que ocorrem por ano no Brasil, menos de 10% são solucionados. “É evidente que há uma sensação generalizada de que a impunidade é muito grande. Não é possível que o crime mais grave tenha um percentual tão baixo de esclarecimento”, declarou a socióloga.

Sem isentar a Justiça, ela apontou que os principais responsáveis por esse cenário são as polícias, que não investigam corretamente as ocorrências. Porém, a culpa, em geral, não é dessas corporações, pois raramente os agentes têm materiais básicos condições de trabalho adequadas. Outro ponto que precisa mudar, para Julita, é a maior atenção dispensada às vítimas das elites em comparação às que integram estratos mais pobres da sociedade.

No olhar de 49% dos habitantes do Rio de Janeiro, um sujeito vira bandido por causas de natureza individual: “índole” (24%), escolha pessoal (24%) ou características descritas em campo aberto como “mente fraca”, “burrice”, “falta de caráter”, “falta de vergonha na cara”, “maldade” e “safadeza”, entre outras.

Já para 45% dos cariocas, os motivos do ingresso no crime são ambientais: falta de oportunidade (19%); más companhias (14%); problemas familiares (10%) e, residualmente, circunstâncias sociais como falta de dinheiro, educação deficiente e falta de apoio do Estado ou da sociedade.

4,5% dos entrevistados ainda apontaram motivações espirituais, como falta de religião e falta de Deus no coração.

Fonte: Conjur

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