Mídias digitais são alternativa para jovens empreendedores

Investir em um novo negócio não é tarefa fácil. Inserir uma marca ou produto em determinado setor exige pesquisa, determinação, espírito empreendedor e, principalmente, persistência, já que nem sempre o empreendimento dá certo logo de primeira. É por isso que muitos jovens têm recorrido à web na hora de empreender. Não apenas pela vantagem dos custos reduzidos, mas pela abrangência e repercussão que a internet é capaz de alcançar no cenário atual.

Pensando em dez anos atrás, somente grandes empresas eram capazes de comercializar um serviço ou produto na internet. Hoje, com o avanço da tecnologia e mídias digitais, qualquer membro de uma rede tem a possibilidade de utilizá-la para dar início a um empreendimento.

Bianca Virgilio, 20 anos, é estudante de Moda e enxergou a internet como uma possibilidade rentável antes mesmo de concluir a metade da graduação. Ela uniu os conhecimentos adquiridos na faculdade com a experiência do irmão, que é analista de sistemas, para desenvolver uma loja virtual e comercializar acessórios de prata. A loja, criada em fevereiro de 2016, também ganhou uma conta no Instagram, canal em que seriam feitas as divulgações.

Apesar da grande contribuição da internet, Bianca conta que, com o tempo, as vendas passaram a se tornar presenciais. A loja virtual acabou ficando em segundo plano e o Instagram serve como meio de divulgar e se comunicar com as clientes que acompanham as novidades da marca. “Hoje, minha maior venda é presencial e o Instagram é na verdade uma forma de divulgação”. Segundo ela, o que atrapalha as vendas online é o valor do frete que, muitas vezes, acaba saindo mais caro do que o próprio produto e a vontade do público em ver as peças ao vivo. “As pessoas têm muita vontade de experimentar o produto antes de comprar”, observa. Apesar disso, Bianca afirma que a rede favorece a comunicação com o público, que a procura pelo WhatsApp ou envia mensagens pelo próprio Instagram.

Essa nova maneira de empreender abre portas não só para os comerciantes, mas também gera espaço para profissionais que utilizam a comunicação para impulsionar as vendas e a visibilidade dessas empresas. Ademir Freitas, 29, é social media e trabalha com produção de conteúdo, análise, anúncios, planejamento e campanha para redes sociais. Segundo ele, as marcas, finalmente, estão se dando conta de que a internet pode ser um ótimo meio de divulgação. “Antes, havia receio, talvez pela falta de conhecimento, mas não tem como nadar contra. Tudo é digital, tudo é online hoje em dia”, afirma.

Freitas ainda conta que gosta muito quando os formatos online trazem uma imagem positiva, além do comercial. “Trabalhar na internet é isso: impactar pessoas com um conteúdo que agregue e que se identifiquem, mesmo que o propósito, no fim das contas, seja vender”.

Ana Carolina Prado, acadêmica do 4º ano de Jornalismo

Comente aqui


Maringá tem queda no número de acidentes em três anos

Desde o início deste ano, Maringá registou 20 mortes por acidente de trânsito no perímetro urbano. Somente no dia 26 de fevereiro foram registrados 12 acidentes – oito envolveram motocicletas, e ninguém morreu.

De acordo com relatório da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), os condutores de motocicletas foram os que mais morreram por conta dos acidentes. Ao todo foram 11 mortes de motociclistas, seguido dos pedestres com seis mortes. Ainda conforme o relatório, de todas as mortes registradas até o momento, 19 são vítimas do sexo masculino, com idade variando entre 30 e 59 anos.

Luana Gabriela, de 21 anos, é uma das vítimas do trânsito maringaense. Ela já sofreu quatro acidentes na cidade, três deles foram com moto. Segundo ela, é difícil pilotar em Maringá, pois, o trânsito está cada vez mais violento. “É muita desatenção por parte dos motoristas e dos pedestres em geral”, salientou.

Para Luana, ainda é preciso modificar muita coisa na cidade. “Melhorar a sinalização, as condições de algumas ruas e avenidas, ajudaria a diminuir os acidentes. Outra questão seria reforçar programas de conscientização para pedestres e motoristas.”

Por mais que seja evidente o grande número de acidentes ocorrido no início de 2017, a quantidade de mortes vem diminuindo ao longo dos últimos anos. Em 2010 foram registrados 81. De lá para cá, o número diminuiu: nos três últimos anos, os acidentes com mortes não ultrapassaram 50 ocorrências.

Alessandro Alves, acadêmico do 4º ano de jornalismo

Comente aqui


Cresce o número de brasileiros que recorrem à cirurgia plástica

O número de pessoas que busca corrigir algumas imperfeições no corpo é grande. Algumas optam por produtos de beleza e rejuvenescedores, enquanto outras preferem seguir o caminho da cirurgia plástica. Não é todo mundo que concorda, mas adotar cirurgia plástica, em alguns casos, pode ajudar a elevar a autoestima do indivíduo. Mulheres e homens não hesitam em seguir esse caminho. Buscam novos métodos para corrigir imperfeições do corpo e consequentemente sentir-se bem. Além do valor estético, as cirurgias podem devolver a personalidade e identidade perdidas em casos crônicos.

Em 2013, de acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps), o Brasil foi responsável por 1,49 milhão de cirurgias plásticas. Atualmente, conforme pesquisa realizada pela Isaps, esse número teve uma queda por conta da crise econômica. Independentemente disso, o Brasil ainda permanece no ranking de países que mais fazem cirurgia plástica no mundo.

Em Maringá, existem diversas clínicas que realizam esse tipo de cirurgia, e várias pessoas que já realizaram esse método não se arrependem.  Um dos mais procurados é o implante para aumentar os seios. A designer gráfico Djulyene Wurmeister, de 23 anos, fez essa cirurgia e diz que, pelo resultado, ela faria tudo de novo. Ela realizou a operação no ano passado e a recuperação foi tranquila.

Além do implante de seios, outro tipo de cirurgia que é bastante procurada é lipoaspiração. Em 2016, de acordo com Isaps, chegou a quase 183 mil a procura por esse método. A pedagoga Amanda Peçanha de 23 anos, conta que uma das cirurgias que gostaria de realizar é justamente essa. “Se eu tiver a oportunidade, quero fazer a cirurgia para um auto estima mais elevado, faria uma lipoaspiração e uma cirurgia nos seios. Faria as duas no mesmo dia, pensando na recuperação de uma vez só.”

Essa busca por cirurgias não é só das mulheres. Hoje, diversos homens também estão atrás de realizar esse procedimento. De acordo com o cirurgião plástico Carlos Uebel, diretor da Isaps, 35% dos procedimentos estéticos atualmente são realizados pelo público masculino, e a lipoaspiração, remoção do excesso de pele nas pálpebras e micro implante capilar, para corrigir a calvície, são os preferidos.

Para realizar as cirurgias plásticas, alguns cuidados devem ser tomados: boa alimentação, parar de fumar 30 dias antes, parar com o uso de anticoncepcionais, evitar o sol, entre outras precauções.

A cirurgia plástica é um método alternativo que pode proporcionar bem-estar a quem se submete ao procedimento. O psicanalista Sigmund Freud escreve que o eu não corresponde àquilo que o sujeito pensa sobre si ou como ele se avalia, mas está associado a uma série de outros processos, inclusive inconscientes.  Para a psicóloga Denise Portinari, o indivíduo modifica o comportamento e valoriza aspectos corporais.

Bruna Gabriel, estudante do 4º ano de jornalismo

Comente aqui


Pintor maringaense faz quadros com cinzas humanas

As artes visuais têm papel fundamental não só na concepção artística, mas, também, nos registros históricos de aspectos sociais, econômicos e culturais. Com o advento da fotografia, os pintores – em específico – ‘liberam-se’ de questões estéticas ou da necessidade de reprodução fidedigna do que se passa.

Com o passar do tempo, os aparatos tecnológicos foram se aprimorando, propiciando a execução da arte a partir de ferramentas específicas e digitais, mas, ainda sim, é possível encontrar pintores que se valem dos mais diversos equipamentos – desde tipos de pincéis, até a composição das tintas. Há, porém, um estilo de pintura que se baseia, mais do que na escola artística, na própria composição das tintas: a pouco conhecida picto crematória.

Essa arte consiste, basicamente, em utilizar as cinzas humanas, oriundas de funerais com cremação, como material de pintura para um quadro. De acordo com o professor do Instituo Federal do Paraná (IFPR) Árife Amaral Melo, em artigo publicado, a arte picto crematoria vai muito além de um cultivo de memória, já que pode ser encomendado pelo próprio morto, quando ainda vivo, ou por entes queridos.

“A obra picto crematória não se configura tão somente como um cultivo da memória dos antepassados, mas também uma forma de expressão dos que vivem e projetam suas aspirações e concepções de mundo através da composição desses diversos tipos de memoriais”, pontuou.

Em Maringá, José Adalberto Boh Firmino da Silva, 71, é um adepto desse tipo de arte. Formado pela Escola Panamericana de Artes, Boh – apelido que foi recentemente incorporado ao RG do pintor – desenvolveu um estilo próprio de pintar: dos retratos fidedignos às paisagens minuciosamente pensadas e criadas por ele próprio.

O artista adaptou-se a pintar utilizando tinta acrílico, hábito que iniciou ainda na Fama Filmes – onde, por tempos, trabalhou com um estojo de tinta acrílica de Samuel Bitencourt, a quem Boh dá o título de “emérito professor na vida”. Diferentemente da tinta a óleo, a pintura por tinta acrílica é feita por camadas de cores, e não por mistura, como a tradicional tinta a óleo.

Por mais que a tinta não seja muito usual, o pintor desenvolveu uma forma de utilizá-la e, também, aprimorá-la junto ao pó de mármore, garantindo relevo às obras e tornando-as mais reais.

Ainda que não muito utilizada, a tinta acrílica ainda é estoque de pintores que se desafiam em materiais diferentes. Todavia, Boh diz ter extrapolado as barreiras do comum. Fez, através da arte, um ser-humano “renascer” em uma paisagem. “Perguntaram a mim se eu podia fazer um quadro com as cinzas de um falecido. Eu disse: ‘Por que não?’. Fiz das cinzas de um morto uma nova tela, uma paisagem cheia de vida”, relatou orgulhoso.

O pintor relatou ainda que, em seu ponto de vista, esse tipo de arte tem papel fundamental não só para os familiares, mas também para o morto. “A pessoa morre três vezes. Quando ela para de respirar e deixa a vida. Quando ela é enterrada e seu corpo não está mais aqui. Quando ela é esquecida e sua presença deixa de pairar sobre nós. A terceira morte é mais dolorida e com as pinturas de cinzas, tento não deixar isso acontecer”, enfatizou.

 

Victor Duarte Faria, acadêmico do 4º ano de jornalismo

Comente aqui


TOC: transtorno que leva à agonia e ao desespero

Aquele quadro torto no meio da casa. O confete vermelho no meio dos azuis. O pedacinho de pele solta no canto do dedo. São coisas que trazem um certo desconforto que, quando questionado, muitas vezes são acompanhados da frase “ah, é que eu tenho um pouco de TOC”.

O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) é caracterizado essencialmente por comportamentos repetitivos. Segundo a psicóloga Bárbara Cossettin, “as ideias obsessivas são manifestadas em forma de pensamentos, representações ou impulsos repetitivos e estereotipados. Geralmente, incomodam muito o sujeito acometido pelo TOC, já que a consciência é mantida e o sujeito reconhece a presença dos pensamentos obsessivos que surgem mesmo contra a sua vontade”.

Roberto, que não quis identificar o verdadeiro nome, 20, diz que sente como se algo o dilacerasse por dentro, caso não faça algo na ordem ou do jeito certo. “O TOC me faz ser muito ansioso. Traz mania de perfeccionismo em certas coisas. Se eu não fizer do jeito ‘certo’, parece que tem um liquidificador me moendo por dentro. E isso me atrapalha. Principalmente nas relações com outras pessoas”, afirma Roberto, que destaca também a sensação de impotência: “Já perdi horário para o trabalho, para a faculdade. É um saco, pois você não consegue controlar sua vontade”.

O TOC é diferente de uma mania ou tique. Incomodar-se com um quadro torto ou um livro do lado errado, muitas vezes não é um sintoma. O transtorno se caracteriza quando algo do tipo incomoda a pessoa em um nível excessivo. O quadro diferencial de uma mania está no processo de ansiedade que a atividade gera na pessoa e na intensidade e frequência que a características se apresenta.

A estudante universitária Márcia Souza, 23, foi diagnosticada com TOC, e disse que quem percebeu o transtorno foi a mãe, que observou vários costumes na rotina da filha. “Meia, eu só consigo usar a branca. Até hoje não consegui mudar isso. Se eu sair com uma calça e bota, ninguém vai ver a meia, mas mesmo assim, eu não posso usar de outra cor.” O dia de Márcia sempre seguia uma rotina desde o início da manhã. “Eu levantava cedo e tudo seguia a sequência: guardar o pijama, arrumar a cama, e etc.”

A maioria dos atos compulsivos está ligada à limpeza (da casa, trabalho e do próprio corpo), verificações repetidas para evitar a ocorrência de uma situação que poderia se tornar perigosa, como trancar portas ou verificar fechamento da válvula de gás. A estudante Nicole Cordeiro, 18, diz que muitas de suas manias vieram de algum medo particular. No caso de Nicole, o medo de ficar doente ou contrair um vírus resultou na mania de limpeza. “Eu sempre lavei bem minhas mãos. Tudo que eu ia usar, talher, prato, copo, eu tinha que passar uma água. Eu passava por medo de ter alguma sujeira, mas, também, por medo de não ter sido bem enxaguado e eu me intoxicar. Ambientes com muita gente, salas fechadas, sem ventilação com todo mundo respirando o mesmo ar, também me deixam desesperada por conta dos vírus”.

Bárbara diz que os tiques também podem se apresentar de forma mista, com ideias obsessivas e atos compulsivos. A pessoa sente-se aprisionada por um padrão de pensamentos e comportamentos repetitivos, desagradáveis e difíceis de evitar produzindo maior ansiedade. Depois do ato compulsivo existe uma sensação de alívio que logo será terminada com o aparecimento de outro pensamento obsessivo.

Nicole afirma que teve até alguns padrões que não faziam sentindo. “Eu piscava milhares de vezes quando via algum reflexo ou algo que emitisse luz, como televisão, relógio digital, celular ou algum metal que estivesse brilhando. Eu olhava e piscava várias vezes, não tinha um número certo, mas sempre precisava piscar em números pares”.

É possível transformar o TOC em algo positivo. Com o tratamento correto, à base de medicamentos e acompanhamento psicológico, é possível diminuir o incômodo causado pelo transtorno. No caso da Márcia, após um ano de tratamento, boa parte do transtorno e da ansiedade acabou, dando lugar à organização, mas dessa vez, não compulsiva.

“Muitas pessoas sentem dificuldade em entender que não é frescura. Já me forçaram a deixar a tampa do detergente aberta, dizendo que ‘não tem problema ficar assim’, mas para mim tinha. Já tiraram sarro muitas vezes”, desabafa Márcia.

É preciso ter em mente que TOC é um transtorno, é algo sério. Dizer que se incomoda com terrenos irregulares não significa que você sofra de TOC. “É importante não julgar uma pessoa por se importar com isso, você pode ficar incomodado, mas tem a opção de seguir em frente, elas não”, conclui a psicóloga.

Gabriel Brunini, acadêmico do 4º ano de jornalismo 

Comente aqui


Bicicletas ganham espaço nas ruas maringaenses

Andar de bicicleta é uma eficiente alternativa para acabar com o excessivo número de carros nos trânsito das cidades, aumentando a qualidade de vida dos moradores. As bicicletas vêm ganhando cada vez mais espaço, graças ao seu potencial diferenciado em relação às modalidades coletivas. As viagens urbanas feitas com a bicicleta são, além do trajeto casa-trabalho, também para serviços e lazer. O usuário ganha tempo, há fluidez no trânsito e diminuição da poluição sonora e do ar.

Em Maringá, há muitas pessoas adeptas do sistema cicloviário da cidade. A Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo (SEPLAN), responsável pela mobilidade, diz que não há um número exato de ciclistas na cidade.  Mas segundo a “Pesquisa com Ciclistas como Suporte ao Planejamento Cicloviário: Estudo em Maringá/PR”, disponibilizada pelo SEPLAN, que entrevistou 155 ciclistas de Maringá, 66% das pessoas disseram que utilizam a bicicleta por ser um transporte saudável.

O estudante Mateus Quesada Zibordi Vido,17, utiliza a bicicleta todos os dias, pelo mesmo motivo, no trajeto para a escola. Nos finais de semana, anda pelas ciclovias para ter um pouco de lazer. Maringá conta com 26,4 km de ciclovias e ciclofaixas e, segundo o SEPLAN, a cidade conta com 21,3 km de pistas projetadas e 4,8 km de percurso ainda estão em execução.

Em compensação, segundo a pesquisa “Proposta Metodológica para Definição de Rede Cicloviária: um estudo de caso de Maringá/PR”, a cidade apresentou alto potencial para obter uma rede de infraestruturas cicloviárias, tendo a possibilidade de ter mais 95 km de ciclovias interligando os bairros.

O ilustrador Marcelo Goto, 27, utiliza as ciclovias de Maringá diariamente para ir ao trabalho. Para ele, o meio de transporte é mais rápido e prático que os outros. “Poderiam ter pensado em uma ciclovia para a avenida Morangueira, já que estão reformando. Lá, o fluxo de carros e caminhões é muito grande, gerando risco para os ciclistas”, sugere o ilustrador.

Isabela Soares, acadêmica do 4º de Jornalismo

Comente aqui


O ex-metalúrgico que virou barbeiro de raiz

João Panasolo é um morador de Maringá que foi corajoso ao deixar um trabalho estável para realizar um sonho. Depois de dez anos trabalhando numa metalúrgica em São Paulo, ele deixou tudo e veio para o Paraná com o objetivo de abrir uma barbearia. Panasolo não se intimidou com o futuro incerto nem com as críticas da família. Hoje, comemora o sucesso da mudança.

Com uma barbearia “à moda antiga”, Panasolo, de 68 anos, conta com uma clientela fiel e que não dispensa a velha maneira de fazer barba, cabelo e bigode. Esses clientes dispensam os aparatos modernos e convidativos das barbearias atuais e mantêm a agenda (aquela no caderninho, nada de agenda no celular) de Panasolo sempre cheia, sendo atendidos num ambiente reservado e por um ex-metalúrgico e hoje especialista em cortes de cabelo.

Quando João abriu sua barbearia, há 15 anos, no Jardim Alvorada (Zona Norte de Maringá), as coisas eram diferentes. Os principais obstáculos eram as ruas de terra e o salão modesto. Mesmo assim, os homens da região se interessaram pela novidade, pois não precisariam mais ir a barbearias distantes. Assim, Panasolo ganhou clientes que tem até hoje.  “Fico muito feliz por todos esses anos. As pessoas continuam vindo aqui porque gostam do meu trabalho. Isso me deixa contente, pois sempre tento fazer o meu melhor”, afirmou o barbeiro.

Um dos resultados da mudança de vida e do sonho de ter uma barbearia realizado é ver os filhos e netos formados. João Panasolo se orgulha de ter contribuído com a formação superior deles. “Foi preciso muito esforço e coragem, mas ter ajudado a formar meus filhos e netos, e conseguir tudo o que tenho hoje, compensa todo o trabalho”, concluiu o barbeiro.

Para a psicóloga Ana Carolina Fiori, é extremamente importante que as pessoas possam trabalhar com o que realmente gostem de fazer. “Quando a pessoa tem um sonho, um objetivo, ela se sente capaz de superar todos os obstáculos e realizar seus desejos”, explica.

Bruno Albertini, acadêmico do 4º ano de Jornalismo

Comente aqui


Maringá recebe universitários de várias cidades do Brasil

Não dá para negar que a maior dúvida de quem termina o ensino médio é escolher a faculdade e a área que vai cursar. Em alguns casos, a cidade por ser pequena, acaba não tendo infraestrutura para ter o curso escolhido pelo aluno, e ele acaba tendo de optar entre ficar no seu município ou enfrentar o desafio de morar em um lugar novo.

Com o passar do tempo, Maringá se tornou um polo educacional e chama atenção de diversas pessoas espalhadas pelo Brasil que buscam a tão sonhada graduação. Hoje, o município tem aproximadamente 50 mil universitários que se dividem em instituições públicas e privadas.

Para estudante de biomedicina, Ana Carolina Galeazzi, 21, um dos maiores desafios, depois de sair da casa dos pais em Chapadão do Sul, no Mato Grosso do Sul, foi a adaptação. “Foi difícil para me acostumar à nova realidade. Estava longe da família, amigos, vim para cá praticamente sozinha. O que me ajudou nessa fase foi a faculdade, que me mantinha ocupada. Hoje estou acostumada”, conta Ana.

Um estudo realizado pela Macroplan em 2015, entre 100 cidades brasileiras com mais de 266 mil habitantes, apontou Maringá como a melhor cidade do país. Levando em consideração a saúde, educação e cultura, segurança, saneamento e sustentabilidade. A cidade teve 0,731, em uma escala de 0 a 1.

Esse foi um dos motivos que fizeram a estudante de odontologia, Ingra Mariana Rosa,19, deixar Manoel Ribas (aproximadamente 176 quilômetros de Maringá) para fazer a graduação na Cidade Canção. “Quando fui escolher a faculdade para cursar, vim conhecer Maringá. Adorei as pessoas por elas serem muito educadas e a cidade ser organizada e calma”, explica Ingra.

Depois de concluir a graduação é inevitável não pensar nos próximos passos a serem seguidos: voltar para a casa dos pais ou continuar em Maringá? Para universitária Ana Carolina, a decisão já está praticamente tomada. “Pretendo ficar aqui se receber uma proposta boa de trabalho, mas os meus planos são de voltar para minha cidade e tentar algo na minha área lá”, conta a estudante.

Thainara Cruz, acadêmica do 4º ano de Jornalismo 

Comente aqui


Instituto de Maringá promove políticas públicas para o envelhecimento ativo

A população de pessoas mais velhas no mundo continua crescendo em um ritmo sem precedentes. Hoje, 8,5% das pessoas em todo o mundo (617 milhões) têm mais de 65 anos. De acordo com um novo relatório, chamado “An Aging World: 2015 (Um mundo em envelhecimento: 2015)”, esta porcentagem deve aumentar cerca de 17% em 2050, chegando a 1,6 bilhões de pessoas.

Entretanto, a estrutura para atender esses idosos, hoje, não tem acompanhado esse crescimento. Apesar de parecer algo fisiológico, envelhecer necessita de preparo e de políticas públicas para atender os mais velhos.

Percebendo a falta de preparo e de ações que mobilizassem a qualidade de vida para os idosos, a fisioterapeuta Simone Fernandes tomou a iniciativa de procurar pessoas interessadas em propor projetos para estimular a criação dessas políticas públicas para atender o envelhecimento ativo.

Ela e outras pessoas criaram o Instituto Longevidade em agosto de 2015. Simone, que sempre teve uma boa relação com os avós, sentia a necessidade de proporcionar um envelhecimento tranquilo para os todos os idosos. Segundo ela, hoje existem muitas ações de assistencialismo, mas nada relacionado ao envelhecimento ativo.

“Quando eu comecei a trabalhar como fisioterapeuta, não encontrava nos idosos esse cuidado que eu sempre tive com meus avôs. Via muitos idosos sofrendo. Ora porque não tinham família, ora porque não haviam criado um vínculo familiar. Independente do motivo, eu encontrava um idoso que precisava de auxilio”, justifica.

Segundo a fisioterapeuta, há cerca de 600 idosos na fila aguardando para serem institucionalizados, já que todas as entidades estão com lotação máxima. Entretanto, ela defende que nem todos necessitariam de asilamento em tempo integral. “O que talvez eles precisem é de um centro de convivência ou algo para fazer durante o dia”, afirma.

Com o apoio a educação, saúde e pesquisa, o Instituto firmou uma parceria com o movimento Lab 60+. O objetivo é atrair pessoas que têm ideias sobre projetos e ações que podem melhorar a qualidade de vida e proporcionar um envelhecimento ativo.
Simone reforça que falta espaço para o idoso se inserir. Aliado ao movimento Lab 60+, o Instituto promove diversos projetos para que os mais velhos participem. “Existem projetos como o ‘Amigo do Idoso’, ‘Mãos na Terra’, ‘Histórias da Longevidade’, entre outros ligados à saúde e espiritualidade”, relata.

Todos esses projetos se devem à conexão de pessoas que se interessam em fazer algo para mudar a vida dos idosos. “Quem tiver um projeto pode participar das reuniões, vai contribuir muito e, se tudo der certo, podemos colocar em prática. Está aberto para todas as pessoas apresentarem propostas”, convida.
Os encontros são realizados na primeira terça-feira de cada mês, às 19h, no Serviço Social do Comércio (Sesc), na Av. Duque de Caxias, 1517.

Ana Paula Foltran, acadêmica do 4º ano de Jornalismo

Comente aqui


Safra de soja chega a mais de 19,4 milhões de toneladas e bate recorde histórico de produtividade no Paraná

O Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) confirmou que a produção paranaense de soja foi recorde na safra 2016/2017. A pesquisa realizada mostra uma produção de 19,4 milhões de toneladas de soja em uma área de 5,26 milhões de hectares. A safra desse ano, em comparação com a anterior, teve um aumento de 17%, já que, na safra passada, foram colhidas 16,5 milhões de toneladas de soja em uma área de 5,28 milhões de hectares. A safra não atingiu números tão altos por conta do excesso de chuva, no início de 2016.

Os bons resultados foram alcançados em todo o Brasil. O Paraná é o segundo maior produtor de soja, atrás somente do Mato Grosso, que   produziu mais de 31 milhões de toneladas de soja em 2017. O total corresponde a 11% a mais do que a safra passada, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Alta produtividade 

No norte paranaense, mais precisamente em Rolândia, 76Km de Maringá, o produtor Albertino Branco colheu cerca de 210 sacas de soja por alqueire, um “número  espetacular”, segundo ele,  já que a média nacional é de 80 sacas por alqueire. Para Branco, os bons resultados se devem à implantação de uma agricultura sustentável, a ILPF, Integração Lavoura Pecuária Floresta ou Sistema Agrossilvipastoril, que é uma modalidade de integração com componentes agrícola, pecuário e florestal, em rotação ou sucessão, na mesma área. O fortalecimento do solo é o principal benefício dessa integração.

Reta final

Os trabalhos de colheita já estão quase encerrados no Paraná. Já foram colhidos mais de 99% da área semeada. Os produtores paranaenses comercializaram cerca de 37% do total produzido até o momento, valor equivalente a 7,1 milhões de toneladas de soja. No mesmo período do ano anterior havia sido comercializado 59% da safra, equivalente a 9,8 milhões de toneladas. Esse menor volume de vendas se deve principalmente aos preços, inferiores aos do ano passado. Essa queda é resultado do excesso de produção da soja. Em abril de 2016, a saca de 60 quilos era comercializada no Paraná por cerca de R$ 66, e  hoje  pode ser vendida  a R$ 56.

Caroline Wisch, acadêmica do 4º ano de jornalismo

Comente aqui