Mês: agosto 2012



Projeto de judô em Mandaguaçu promove socialização entre crianças

Meiryellen Formigoni

Há aproximadamente 10 meses, o projeto que incentiva a prática de judo entre as crianças do município de Mandaguaçu vem atendendo cerca de 80 meninos e meninas da cidade. O Secretário de Esportes, Gilvan Marcelino de Souza conta que Mandaguaçu decidiu implantar a prática de judô porque o esporte é olímpico e, além disso, traz outros objetivos e benefícios agregados. “Em meio a tantas artes marciais, o judô chamou a nossa atenção pela filosofia que prega. Mesmo sendo uma luta, o principal fundamento é o respeito ao próximo. E isso é muito importante para as crianças”, explica.

O professor de judô, Jorge Yokoyama destaca que um dos benefícios que a arte marcial traz é a socialização entre as crianças. “Elas fazem amizades durante o treino e também aprendem a ter disciplina”, afirma.  “Avaliamos a técnica, prática, disciplina e a média escolar. As crianças devem levar o boletim da escola para o professor de judô, garantindo que as notas estejam boas.”

A Prefeitura disponibiliza espaço, equipamentos e contrata professores para a prática do esporte.  Os kimonos utilizados durante as aulas foram disponibilizados pelo Departamento de Esporte do município,  com a ajuda de parceiros.

Passados 3 meses de aulas, se a criança já estiver com um bom desempenho, ela passa pelo chamado “Exame de Faixa”, no qual se apresenta para a conquista de outro nível no esporte. C ada faixa tem uma idade específica, ou seja, se a criança passar no exame mas não tiver a idade certa, ela não troca de faixa.

Para participar das aulas, os pais dos interessados devev comparecer no Departamento de Esporte (na Av. Ney Braga, no Ginásio de Esportes Barbosão), e preencher o formulário ou então disponibilizar uma autorização para a criança iniciar as aulas. A Secretaria de Esportes adverte que  crianças carentes têm preferência na matrícula.

As aulas acontecem de segunda à sexta feira, no período da manhã (das 9h30 às 11h) e no período da tarde (das 15h30 às 17h).

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Consumo de café traz benefícios à saúde

Eloíse Fernandes

Durante muito tempo acreditou-se que o consumo do café era prejudicial à saúde, e que a cafeína presente no grão provocava agitação, tirava o sono, causava dor de cabeça, insônia e até doenças do estômago e infartos.  Entretanto, especialistas ressaltam que, quando consumida com moderação, a bebida pode se tornar uma aliada da saúde.

A nutricionista Milena Costa vai além e garante que, consumido sem exageros, o café traz inúmeros benefícios ao organismo – um deles é a prevenção de algumas doenças. “O café auxilia no combate a doenças coronarianas, proporciona efeitos antidepressivos, reduz o risco do Mal de Parkinson e também atua na prevenção de alguns tipos de câncer”, diz Milena.

A nutricionista destaca que o café estimula o sistema nervoso central e a circulação cerebral, sendo utilizado por muitas pessoas para aumentar o estado de alerta mental e a concentração. “A cafeína é a responsável pelo estado de alerta que o café proporciona. Mas existem pessoas mais sensíveis à cafeína e, para estas, o ideal é que consumam a bebida até as 16 horas, para que não perturbe o sono. M mas isso irá depender de cada organismo”, salienta.

O policial militar aposentado José Luiz Santos, 45 anos, comprova o “efeito insônia” da bebida. “Eu e meus companheiros sempre combinávamos de levar uma garrafa de café para afastar o sono nas madrugadas de plantão, e sempre dava certo”, garante.

Segundo a nutricionista, o café ajuda ainda a diminuir os níveis de açúcar do sangue, podendo ser um aliado para pessoas com diabetes. Mas ela ressalta que todos esses benefícios ocorrem quando há um consumo moderado, já que grande quantidade de cafeína pode fazer mal à saúde. “Como qualquer outro alimento, o fundamental é a moderação. É tido como moderado o consumo de 400 a 500 miligramas de cafeína por dia, que equivalem a quatro xícaras de café”, diz.

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Sobram vagas de trabalho para deficientes, mas falta acessibilidade e qualificação

Aline Boone

A Agência do Trabalhador de Maringá enfrenta dificuldades para preencher as diversas vagas oferecidas para pessoas com deficiência física. O motivo é a falta de acessibilidade em muitas das empresas para receber essas pessoas, com lugares adequados e formas de trabalho que se adaptem à deficiência de cada um. Além disso, a falta de experiência e qualificação dos próprios portadores de deficiência também dificulta o preenchimento das vagas.

Em Maringá, as empresas estão buscando mão de obra de deficientes físicos, isso graças a exigência da lei número 8.2013.91, que prevê que empresas com 100 ou mais empregados devem ter de dois a cinco por cento de vagas destinadas a pessoas com alguma necessidade especial. O número de vagas aumenta com o desenvolvimento das empresas da cidade.

Segundo dados do IBGE, o número de deficientes físicos em Maringá passa de 67 mil pessoas, um número grande comparado com as 56 vagas disponibilizadas na Agência do Trabalhador. As oportunidades de emprego para deficientes físicos vêm crescendo em Maringá e mudando a vida dessas pessoas.

As vagas são para funções compatíveis às limitações físicas dos deficientes. O que falta, no entanto, é gente para assumir essas vagas.   “Ambos os lados tem problema de qualificação. Às vezes conseguimos a pessoa adequada para a vaga, só que a empresa não está apta para receber essa pessoa, falta de acessibilidade”, afirma a responsável pelo programa de inclusão social da Agência do Trabalhador de Maringá, Ana Carmen Dias.

Ana alerta que os deficientes devem se qualificar como qualquer outra pessoa, pois esse passo o é importante para que eles conquistem a vaga que procuram. “O mercado de trabalho está abrindo mais as portas para essas pessoas, só que elas ainda precisam avançar mais para que haja qualificação de todas as partes”, afirma.

Carlos Eduardo Rossi, 39, tem paralisia cerebral e trabalhou por 4 anos e 7 meses na biblioteca de uma instituição de ensino da cidade. “Foi meu primeiro trabalho, eu não tinha experiência nenhuma, fui aprendendo ao longo do tempo”, recorda. “Mas além da falta de experiência, tive medo de não me adaptar e principalmente das pessoas não entenderem o que eu falava.”.

Para Rossi, o contato com o público o ajudou a melhorar sua fala. “Foi uma adaptação para mim, uma terapia, uma conquista, eu vejo que tinha muito jovem que nunca teve um contato com pessoas com deficiência como a minha, ficavam meio cismados. Foi um aprendizado tanto para mim quanto para eles”, afirma Carlos, que agora se prepara para assumir um cargo público na Secretaria de Educação da Prefeitura de Maringá.

Com Ana Paula Silva, 23, que sofreu paralisia e não movimenta a mão direita, não foi diferente. Ela já havia trabalhado, mas em outra função. Trabalhando há três anos em uma biblioteca, Ana antes tinha um emprego no setor de Recursos Humanos de uma fábrica de gelatina. Ela soube da vaga na biblioteca pelo programa da Agência do Trabalhador. “A minha deficiência me incomoda um pouco no que eu faço, porque tenho que guardar livro com uma mão só, tenho dificuldade nisso”, conta.

Para a bibliotecária, o deficiente tem que correr atrás de qualificação. “Só porque aconteceu isso comigo não tenho que ficar parada, o mundo não para por isso, se a pessoa pensar assim vai estar discriminado ela mesma”, afirma Ana Paula.

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