Mês: novembro 2012



Educomunicação: entrevista com a especialista Talita Moretto

Cléber Gonçalves

Qual a relação entre mídia e educação? O educador domina o uso de métodos voltados a tal prática? Falar do uso dos meios de comunicação/informação no contexto educativo parece ser algo recente e não conhecido profundamente pelos profissionais de educação. Tal prática insere-se numa proposta que denomina-se Educomunicação, termo que indica o uso sistemático dos media, de modo a favorecer a formação crítica e autônoma dos educandos.

Talita Moretto é formada em jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa e atualmente é coordenadora do Projeto Vamos Ler – Programa Jornal e Educação -, além de  educomunicadora e blogueira. Ela expôs conhecimentos e visões acerca do fenômeno educomuticativo, uma contribuição para a prática de todos aqueles que exercem o magistério, independentemente do nível ou categoria do ensino.

 
 GN: A educomunicação, em geral, ainda foge do domínio de grande parte dos professores. O que é esse fenômeno e qual a sua importância?

Talita Moretto: Ouço muitas definições equivocadas sobre educomunicação. Muitos professores acreditam que, pelo simples fato de terem um exemplar de jornal em suas aulas, passarem um vídeo aos alunos, utilizarem a internet ou qualquer tecnologia, estão praticando educomunicação. E na verdade não estão. Práticas educomunicativas vão muito além disso. Eu poderia ficar por páginas escrevendo sobre o conceito, mas prefiro definir com uma sentença simples: “criar ecossistemas comunicativos em ambientes educativos, fazendo com que os jovens recuperem sua autonomia em relação à influência da mídia”.  Não adianta ter um instrumento midiático na sala de aula se o mesmo, no planejamento pedagógico, não cumprir sua função de promover a comunicação para e com o aluno, resultando então na formação crítica do cidadão. São poucas as escolas que já conseguem inserir a educomunicação em sua rotina. A maioria ainda não a entende ou não aceita.

Quem é o ‘maior responsável’ por promover a prática pedagógica por meio da mídia?

Acredito que existe mais de um. Esse processo envolve o diretor em uma ponta e o professor em outra. Se os responsáveis pela escola não derem o primeiro passo, que é levar a prática para a instituição e envolver a equipe pedagógica, e isso entra na parte de gestão da escola, o professor não entenderá que ele precisa desenvolver um trabalho deste tipo porque além de não enxergar a importância, não verá o mesmo como pertencente à sua escola. Claro que podemos discutir aqui a falta de investimento do governo, o atropelo de fases na implantação de projetos, o despreparo do profissional, mas o interesse da escola e, consequentemente, do professor em sala de aula, que percebe a importância de inovar sua prática didática, isso é essencial.

 

O Programa Jornal e Educação criado através do Comitê de Responsabilidade Social da Associação Nacional de Jornais (ANJ) é um importante veículo para divulgação dos programas. Na sua visão, faltam ações ao órgão para promover a discussão e os trabalhos envolvendo mídia?

A ANJ estimula seus associados a criarem Programas Jornal e Educação (PJE) porque acredita na relevância do acesso à informação para a formação da cidadania. Por isso implantou, através de seu comitê de responsabilidade, o PJE/ANJ, com o objetivo de dar suporte, fiscalizar e avaliar o desenvolvimento dos programas desenvolvidos pelos jornais filiados. Por meio do PJE/ANJ são promovidos encontros nacionais de coordenadores, são firmadas parcerias culturais com outros órgãos que desenvolvem trabalhos semelhantes, como forma de unir forças em prol de uma mudança coletiva, além de serem promovidos concursos para incentivar a discussão do tema liberdade de imprensa/liberdade de expressão entre os jovens. A linha metodológica a ser seguida é uma escolha individual e cada jornal é livre para desenvolver seu programa da forma que julgar ideal para seu público alvo. Neste sentido, não acredito que faltem ações ao órgão porque é responsabilidade de cada jornal zelar e colocar seus programas em prática, contando sempre com o suporte da ANJ. O que poderia haver é uma maior mobilização para conseguir apoio financeiro para o desenvolvimento dos programas em geral. Os PJEs são caros e só conseguem sair do papel se há parceria com a iniciativa privada, empresas que ajudam a financiar, mas essas parcerias são firmadas individualmente, cada jornal, cada programa busca as suas.

Para os sistemas de ensino e professores interessados em unir a comunicação ao contexto educativo, quais fontes, bibliografias e trabalhos que podem ser consultados?

No site do Núcleo de Comunicação e Educação da USP (NCE/USP) é disponibilizado bastante material sobre educomunicação, vários artigos do Ismar Soares, precursor no Brasil, falando inclusive sobre a gestão em educomunicação. Em seguida, sugiro a leitura da revista Educomunicar, lançada pela Rede CEP em 2009. Ela traz experiências reais de projetos que trabalham mídia e educação com jovens. É bem interessante e está disponível para download gratuito. Além disso, existe uma bibliografia bem ampla que ocuparia muito espaço se citada aqui. Então convido os leitores a visitarem meu blog (salaaberta.wordpress.com). Lá eu disponibilizo uma série de títulos para serem consultados, tanto livros, artigos, quanto sites de trabalhos, projetos e programas desenvolvidos a partir da interface mídia e educação. Os links para a Rede CEP e para o NCE/USP também podem ser encontrados lá.

 

 O Projeto Vamos Ler tem quanto tempo de existência?

O Vamos Ler, do Jornal da Manhã, existe desde março de 2008. Estamos entrando no quinto ano de ações.

Quais os principais aprendizados e resultados que você,     enquanto responsável, observou neste tempo?

Eu tenho que confessar que cresci junto com o programa. Desde que comecei, não parei de pesquisar, estudar, aprender, desenvolver e aplicar as práticas que desvendava. Sou formada em comunicação e fiz pós-graduação em educação, para atender e entender as duas áreas. De qualquer modo, pelo tempo e intensidade de minha atuação me considero especialista quando o assunto é mídia na educação, embora não tenha um título disso. O que observo é que para um programa ser bem sucedido não basta enviar os jornais para as escolas, mas é imprescindível um acompanhamento e uma sistematização de ações para que o instrumento cumpra sua proposta de tornar-se um material educativo através de seu conteúdo informacional. O aluno, em contato com a realidade através das notícias, tem a possibilidade de abrir os olhos para a sociedade em que vive, torna-se mais seletivo e crítico, aprende a comunicar-se com quem está ao seu redor. Claro que a leitura e a produção textual melhoram consideravelmente, isto já está intrínseco na proposta de um programa que também é de incentivo à leitura, mas ver esse jovem opinando sobre assuntos econômicos e sociais, por exemplo, entendendo as relações em sua comunidade, dialogando com seus pais e professores, e não mais apenas ouvindo passivamente o que lhe é dito; acompanhar a evolução desse aluno-espectador para um aluno-autor e perceber que realmente o conhecimento é construído de forma colaborativa entre aprendiz e mestre, este, acredito eu, é o resultado que todos que trabalham com PJEs, com educomunicação, com mídia em geral, almejam. E eu me deparo com esse resultado frequentemente.

Quais as dificuldades que os docentes enfrentam ao se interessarem pelo uso de mídia na sala de aula?

Eu diria que quem se interessa enfrenta dificuldades técnicas e estruturais. O problema, na verdade, é com quem não se interessa. O profissional que não vê, ou não aceita que a mídia e as tecnologias estão influenciando não somente a sociedade em que estamos inseridos, mas também a educação que fazemos, e que essas mesmas tecnologias fazem parte do cotidiano da juventude que, como todos costumam dizer, nasceu em um mundo midiático, que não é o mesmo mundo de quando o professor era aluno, esse educador tem grandes dificuldades quando resolve levar a mídia para suas aulas porque enfrenta muitos obstáculos consigo mesmo, o que dificulta até o preparo de um plano pedagógico.

 

Contato: [email protected]

Site do Projeto Vamos Ler: www.vamoslerjornaldamanha.com.br

Blog Sala Aberta: http://salaaberta.wordpress.com/

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Lady Gaga: show ótimo, alimentação cara

João Paulo Dantas

Após muito tempo de espera, finalmente a cantora Lady Gaga veio ao Brasil. A espera pelo show pode-se resumir a cansaço, muito cansaço. Cheguei ao show por volta das 11h, e já havia uma grande fila de fãs dando voltas no estádio do Morumbi.

Encontrei todo tipo de gente, com todo tipo de figurino. Encontrei um jovem garoto com um salto que beirava os 30 centímetros, enquanto outro estava vestido de sereia, ou outro envolvido a um papel celofane.

Enquanto esperavam, os fãs cantavam e dançavam as músicas da “mother monster”, como é conhecida a cantora.

O estudante João Paulo Lopez, 18, foi um dos fãs que chegaram às 23h de sábado para conseguir um bom local na fila. “Cheguei cedo para conseguir a monster pit (local onde os fãs ficam mais próximos da cantora), dormimos aqui, é bem cansativo, mas vale a pena”, contou. Após a longa espera, por volta das 16h30 os portões do estádio foram abertos, não houve qualquer tipo de tumulto.

Bebida e comida a preços aviltantes
Os fãs sentiam sede, inclusive eu, porém, as garrafas de água compradas na parte de fora do estádio, por R$ 3 , não podiam ser levadas para dentro do estádio. Lá dentro, a sede persistia, mas neste caso, um copo de água custava R$ 6, enquanto uma lata de cerveja não saía por menos de R$ 8 – já um mero pacote de batata frita custava nada menos que R$ 10, mas os fãs não desanimavam.

 

Shows de abertura foram rápidos

Por volta das 19h, começou o primeiro show da noite. A abertura ficou por conta da performer Lady Starlight, que fez uma apresentação um tanto quanto estranha, com traços até mesmo macabros. Neste momento do show, os fãs pareciam exaustos e desanimados, muitos ficavam sentados na pista enquanto a performer fazia sua rápida apresentação.

Quando o relógio marcou 19h30, a segunda banda de abertura dava as caras: The Darkness, uma banda de glam/hard rock, nascida nos anos 2000. Assim que começou o show da banda inglesa, começou uma forte chuva no Morumbi, condição que não desanimou os fanáticos que aguardavam por Lady Gaga. A música que mais levantou a galera foi I Believe in a Thing Called Love.

A diva começa o espetáculo

O show da banda inglesa durou cerca de uma hora e, finalmente, às 21h, Lady Gaga finalmente aparecia no palco, com um visual extravagante, montada em um cavalo negro e brilhante, abrindo o show com Highway Unicorn (Road To Love), momento em que os 50 mil fãs presentes no estádio foram à loucura.

Nas quatro primeiras músicas do show, Lady Gaga não mostrou o rosto, uma vez que usava uma máscara. Ao final da música Bad Romance, a quarta da setlist, Gaga finalmente interagiu com a plateia: “Gaga… Gaga… Gaga Galera, Gaga Galera”, brincou a cantora, levando os fãs ao êxtase.

Lady Gaga cantou mais algumas músicas totalmente performáticas, com danças extremamente sensuais. Após tantos movimentos, a cantora tira um momento para descansar e conversar com os fãs.

Objeto atinge a cantora no rosto

Após cantar Bad Kids, a cantora chamou dois fãs para subir ao palco, e ganhou presentes. Aí começa a declaração da cantora pelo Brasil: “Vocês sabem que não precisam comprar presentes para mim, vocês são meu presente…”, disse. Ela mal consegue terminar sua declaração, e é acertada na cabeça por um objeto não identificado arremessado por um fã.

Logo a plateia parece ensaiar uma vaia – Gaga se levanta e diz: “Não, não façam isso, está tudo bem. Eu estou bem”, disse a cantora, levantando a voz, e levando novamente o público à loucura.

Depois do inoportuno momento, Gaga começa o momento mais emocionante do show, quando deixa de lado suas extravagâncias e faz o seu melhor: cantar apenas acompanhada de um piano, ao som de Hair, The Queen, música esta que cantou apenas no Brasil (a música não está na setlist) e Princess Die, canção que fez em homenagem à Princesa Diana.

O show transcorreu sem maiores problemas, as grandes performances continuaram, os pés se cansavam, e os fãs pareciam aguentar as dores sem maiores problemas. Ao final do show, conversei novamente com João Paulo Lopez, aquele, que estava presente na monster pit. “Definitivamente, o melhor show da minha vida, totalmente ao vivo. Uma pena que não consegui ir ao palco”.

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Maringaense vai viajar a pé de Maringá a Londrina

Pedro Grava

Imagine percorrer o trecho Maringá – Londrina. Tranquilo né? Mas e se essa viagem fosse a pé ? Esse é o desafio de Ayrton Ângelo da Silva Filho, 41, gerente de projetos, que há 15 anos sonha em completar esse percurso, caminhando, em um único dia.

O desafio já tem data marcada, 22 de dezembro deste ano, à meia noite. Mas até a escolha do dia tem um motivo especial. “O dia 21 de dezembro será o dia mais longo do ano, devido ao solstício de verão, onde a luz do sol irá iluminar a terra por mais tempo, assim para a minha segurança vou ser visto na estrada por mais tempo, porém, cai em uma sexta-feira, o que complica um pouco. Então escolhi o dia 22, que também será um dia longo, apenas alguns minutos de diferença do dia 21”, revela Filho.

O sonho pode ser antigo, mas a idealização, preparação e realização é recente. Em novembro de 2011 Filho tomou atitude que iria realmente realizar o desafio, no dia 30 de dezembro começou as pesquisas e preparação, com o objetivo de começar este ano fazendo atividade física.

Ano novo, vida nova e hábitos novos. “ O desafio começou com a quebra de hábitos. Eu estava obeso, muito acima do peso e com certos problemas de saúde, como diabete. Precisei mudar meus hábitos, tanto alimentares quanto rotinas de exercício”, diz Filho.

O primeiro mês a preparação foi mais leve, apenas se adaptando aos novos hábitos e leves caminhadas. Em fevereiro, Filho começou a realizar treinos com um personal. “Sozinho não iria conseguir, precisava de um especialista para preparar meus treinos e me acompanhar. Conversei com o personal e perguntei se topava o desafio de me preparar, na hora ele disse que sim”, diz Filho.

Em todo os seis meses de preparação, até agora, Filho já perdeu 20kg e gastou mais de 2 mil reais em materiais, como roupas adequadas, tênis, meia, monitor cardíaco, entre outros. “Para comprar um tênis bom e adequado, tive que descobrir qual o tipo de pisada que eu tenho, pesquisando descobri que existem três tipos diferentes. Vou comprar também uma meia especial que calça melhor o pé e melhora o atrito evitando bolhas. Muita gente pode achar frescura, mas não é, na hora realmente faz a diferença”, diz Filho.

Além do dinheiro, Filho também já gastou muito tempo se dedicando aos treinos. Já foram mais de mil quilômetros percorridos durantes todo os 124 treinos de preparação (até o dia da entrevista). O ritmo dos treinos é puxado, seis vezes por semana ele levanta às 6h30 para treinar no Bosque II, além dos “longões” uma vez por mês. “Uma pessoa normalmente caminha com uma velocidade média de 5km/h. Nos ‘longões’ que são os treinos mais longos, caminho 20 quilômetros em uma velocidade média de 7km/h. Esse tipo de treino serve para ir se acostumando com as caminhadas mais longas, e sentir melhor como vai ser realmente no dia”, diz Filho.

Para o educador físico, Alcesti Ferreira, o tempo está a favor do gerente de projetos. “Normalmente um atleta leva em média 4 meses para se preparar para uma maratona, o Ayrton vai ter um ano para essa preparação. Outro fator importante é a motivação dele, se não desistiu até agora e está seguindo a planilha de treinos elaborada por um profissional, tem grandes chances de completar o desafio”, diz Ferrreira.

Com apenas poucos meses para chegar o dia do desafio, o gerente de projetos, já planeja algumas ações para divulgar o feito e prezar pela sua segurança. Em setembro ele pretende produzir um informativo e entrar em contato com a Viapar para que o informativo seja distribuídos no dia nas praças de pedágios. Outra preocupação é com o apoio durante o percurso, desde pontos para hidratação e alimentação, para isso ele irá contar com amigos que já manifestaram o interesse em ajudar.

Se por acaso alguém estiver fazendo o percurso durante o dia 22 de dezembro e vir alguém no acostamento todo equipado e caminhando, dê uma buzinadinha de incentivo.

Veja, nos links abaixo, como está sendo o treinamento de Silva Filho para a viagem:

Para acessar o blog do treinador Luciano Andrade, clique aqui.

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Arena Pantanal busca sustentabilidade para Copa 2014

Brasil, única nação pentacampeã mundial, e apresentada por Jorge Ben Jor, como um país bonito por natureza. E para fazer justiça ao rótulo de maior campeão da competição e de nação abençoada por Deus, deve mostrar que é possível realizar um evento desta grandeza com baixo impacto ambiental.

crédito: Pedro Henrique Grava

Operários trabalhando na Arena Pantanal

Na Arena Pantanal, estádio de Cuiabá, uma das cidades-sede da Copa do Mundo FIFA de 2014, o conceito de sustentabilidade já entrou em campo antes mesmo da bola rolar. A preocupação começou ainda no projeto que foi premiado com a medalha de ouro na categoria Empreendimentos Públicos do The Americas Property Awards 2010.

Segundo João Paulo Curvo, engenheiro responsável pela obra, este tipo de construção será uma tendência. “O conceito de sustentabilidade está sendo espalhado em diversos setores, na construção civil especificamente tem se tornado praticamente uma ‘exigência’ nos novos projetos”.

O cronograma de obras do estádio cuiabano está em dia e dentro do prazo [47% concluídas], mas chama a atenção também a presença de um conjunto de itens para a redução do consumo energético e para o armazenamento e reuso da água das chuvas, além da arborização interna e no seu entorno.

O projeto da Arena Pantanal pode ser considerado modelo no que se refere à responsabilidade socioambiental. Como revela Curvo, a obra está em busca de uma certificação internacional. “Por priorizarmos conceitos de sustentabilidade, a Arena Pantanal é um dos quatro estádios brasileiros que estão em busca da obtenção da certificação LEED [Liderança em Design de Energia e Meio Ambiente, na sigla em inglês]. Este certificado é emitido pela Green Building Council”, conta.

 

crédito: Pedro Henrique Grava

Caminhão fazendo o controle de qualidade do ar

 

O engenheiro ainda revela que o projeto do estádio mato-grossense serviu de exemplo para mudar algumas exigências para o financiamento público das obras para a Copa de 2014. “Nosso estádio sempre apresentou, desde o projeto, a preocupação com a sustentabilidade. Após um tempo, tornou-se exigência esse item para os consórcios que requererem financiamento público para a construção dos estádios. De certa forma, servimos de padrão”.

 

Sustentabilidade

Para colocar em prática todos estes conceitos de obra sustentável, a construção da Arena Pantanal inclui várias ações como o reaproveitamento da água, captação e tratamento de esgoto, coleta seletiva de materiais, limpeza sistemática dos veículos que atuam no canteiro de obras. A preocupação estendeu-se ao reaproveitamento do material obtido com a demolição do antigo estádio- todo o material de alvenaria foi reciclado e adicionado na aterragem do solo.  Segundo Curvo este é um dos critérios para obtenção do certificado “É necessário utilizar cerca de 20% de material reciclável na obra”.

Projeto Copa Verde

Cuiabá deve ser uma das primeiras cidades-sedes a neutralizar todo o carbono emitido na construção do novo estádio para o Mundial FIFA de 2014.

Serão plantadas 1,4 milhão de árvores em pontos onde há degradação, ao longo das margens dos rios Cuiabá, Paraguai e São Lourenço, formadores do Pantanal.

 

Ficha Técnica do Estádio (fonte: Agecopa)

Custo do estádio R$ 342 milhões e mais R$ 13 milhões em aditivos
Obras no entorno do estádio R$ 140 milhões
Custo do projeto básico R$ 14,2 milhões
Placar, TI e arquibancadas removíveis R$ 85 milhões
Nome oficial: Arena Pantanal / Estádio José Fragelli

Capacidade:                   43.600 espectadores

 

crédito: Pedro Henrique Grava

Arquibancada principal em contrução

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