Mês: abril 2014



ONG de Maringá recebe três pedidos de busca de animais por dia

Russo foi encontrado em uma rua de Maringá, cheio de pulgas e bichos-do-pé. Abandonado pela mãe, ele passou frio e fome até ser encontrado por uma ONG que cuida desse tipo de caso. Russo é um simpático e hiperativo vira-lata e sua história é a mesma de centenas de cães e gatos que vagam sem casa nem carinho pela Cidade Canção. Só o professor universitário Ozório Matsuda, voluntário e coordenador da equipe do Ozorio – que trabalha em parceria com a ONG Anjos dos Animais, recebe, em média, três pedidos diários de recolhimento de cães e gatos abandonados.

Na página da equipe da rede social Facebook, os voluntários relatam que os animais sofrem constantes ameaças caso não fiquem com eles. Segundo informações da equipe, “vou abandoná-lo na rodovia”, “ONG é tudo igual, não serve para nada” e “vou deixá-los na rua” são os mais comuns.

Matsuda transformou sua própria casa em abrigo. Mesmo que provisoriamente, hoje vivem 28 animais no lar. Ao longo de quatro anos de trabalho voluntário, o professor estima que tenha ajudado cerca de 400 animais. Ele afirma que os voluntários sempre precisam de ajuda. “Qualquer ação é bem-vinda: pagar uma castração, doar um pacote de ração e também o trabalho voluntário”, afirma.

Um dos quesitos para adotar um animal é estar disposto a realizar uma posse responsável. A médica veterinária Fernanda Zimmermann lembra de que é preciso estar ciente que um cão vive em média 13 anos. “Em todos esses anos, é necessário levar o animal para passear, visitar o veterinário regularmente, alimentar, dar banho e, principalmente, dar muita atenção e carinho”.

Doações

Uma forma de aliviar a lotação dos abrigos são as feiras de doações de animais. A Equipe do Ozorio promove todos os sábados uma feirinha de adoção, ao 12h30 às 17h, no estacionamento do Shopping Cidade, localizado na Avenida Tuiuti, na Vila Nova. “Geralmente são adotados apenas quatro animais por feira”, conta Ozorio.

Maltratar é crime

Qualquer pessoa que testemunhe agressões contra animais deve ir até a delegacia da Polícia Civil mais próxima e realizar um Termo Circunstanciado, espécie de Boletim de Ocorrência (BO). Segundo o Wesley Macedo de Souza, advogado da Socpam (Sociedade Protetora dos Animais), abandono também é considerado violência. “Aquele que abandona o animal de estimação incorre no crime de maus tratos previsto no art. 32 da Lei nº 9.605/1998, podendo sofrer pena de três meses a um ano, além de multa. E caso o animal venha morra por causa do abandono, a pena é majorada de um sexto a um terço”, alerta o advogado.

Sabrina Morello é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do uniCesumar

2 Comentários


Prevenção diminui acidentes em obras de Maringá

O número de acidentes de trabalho na construção civil em Maringá vem caindo ano a ano. Dados do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e do Mobiliário de Maringá (Sintracom) apontam que, apenas nos anos de 2012 e 2013, a queda no total de ocorrências chega a 41%. Já no primeiro trimestre de 2014, o número de acidentes registrados caiu 50% em relação ao mesmo período do ano passado.

Trabalhadores em obra de Maringá (foto: Celso Dutra)

Trabalhadores em obra de Maringá (foto: Celso Dutra)

O levantamento mostra que as quedas respondem pela maioria dos acidentes fatais, seguidas por esmagamentos. Em 2012, aconteceram seis mortes em obras; em 2013, foram cinco. Neste ano, entre janeiro e março, uma morte foi registrada na construção civil em Maringá.

Ações de prevenção e alerta aos acidentes são consideradas as responsáveis pela melhora nos números em Maringá.

“Realizamos campanhas educativas principalmente para conscientizar os trabalhadores da importância de usar os equipamentos de segurança”, explica o técnico de segurança do Sintracom, Márcio Cardoso.

Além disso, o Comitê de Incentivo à Formalidade da Construção Civil faz vistorias nas obras para combater o trabalho informal.

“Visitamos os canteiros de obras espalhados pela cidade para combater o trabalho informal”, conta Cardoso. As empresas privadas e instituições públicas contribuem com campanhas de prevenção de acidentes.

Operários

Segundo dados do Ministério Público, o número de trabalhadores na construção civil em Maringá  é de 11.411 profissionais.

 

Celso Dutra é acadêmico do 4º ano de Jornalismo do Unicesumar

Comente aqui


Parque do Ingá ainda depende de licitação para funcionar 100%

As licitações para que entidades assumam os serviços no Parque do Ingá, um dos principais pontos turísticos e de lazer de Maringá, ainda não têm data de conclusão. Fechado em 2009, após macacos-prego que vivem no local aparecerem mortos, e reaberto dois anos depois, o parque ainda não está com todas as atrações e equipamentos disponíveis para o público.

Parque do Ingá é uma das principais opções de lazer dos moradores de Maringá e região

Parque do Ingá é uma das principais opções de lazer dos moradores de Maringá e região (foto: Luiza Recco)

O plano de manejo, datado de 2005, prevê diversas opções de lazer no parque, entre elas tirolesa, locação de bicicletas e pedalinhos. Segundo informações da Secretaria Municipal de Comunicação (Secom) da prefeitura, a licitação para as obras de revitalização do Parque do Ingá foi lançada ainda em 2009.  A assessora de comunicação da prefeitura, Taís Pismel, contou que foram lançadas duas licitações: uma para construir os espaços de lazer e serviços; a outra, para conter a erosão do parque.

Depois de todas as estruturas prontas e da obra de drenagem para a contenção da erosão, foi aberta outra licitação para terceirizar a administração das atrações e serviços do parque. Entretanto, essa licitação não teve interessados. Por conta disso, a Prefeitura optou por fazer uma licitação diferente para cada área do parque – uma para a lanchonete, uma para o museu, uma para o arborismo, etc. No entanto, a assessoria da Prefeitura não soube informar como está o andamento dessas licitações, nem se há uma previsão de data na qual o Parque do Ingá estará com todos os serviços funcionando plenamente.

(Luiza Recco – acadêmica do 4º ano de Jornalismo do Cesumar)

Comente aqui