Mês: maio 2014



Positivo

“Positivo”

É que desde que eu me conheço por gente, meus planos nunca deram certo. Imprevisível seria meu pseudônimo, caso o tivesse. Mas de todas as incertezas da vida, jamais imaginaria que você viesse assim.
Acontece que depois de ter passado o primeiro susto e ter engolido à força todas as letras dessa palavra “P-o-s-i-t-i-v-o”, acabei me acostumando com a ideia, e acredite: gostando dela. E eu até rio mentalmente quando me dizem: “Você deve estar assustada”, já que estão acertando em cheio. Estou assustadoramente feliz.
Vi você há alguns dias, tinha exatamente 13,6 mm. Mas que tamanho tem isso? Não tenho pretensão de querer decifrar em números o tamanho dos sentimentos que você me causa.
Por enquanto só quero que saiba que te perdoo por todos os enjoos que me fez ter, pelas noites de nervoso sem dormir, pelos remédios, ultrassom inesperado, por cansar-me de tudo e de nada, por me fazer parar com meu querido ansiolítico e estar acabando com a minha imparcialidade de jornalista (mamãe chorou na sessão da Câmara de Vereadores na semana passada e emocionar-se com políticos é o cúmulo da sensibilidade).

Mas ainda são dois meses, então, te desculpo também pelos inúmeros outros enjoos que vou ter, pelas dores da gravidez inteira – e depois dela também. Pelo resto da vida de noites nunca mais dormidas como antes, pelas fraldas sujas, pela vida completamente mudada. Perdoo-te por me fazer te amar demais ao ponto de já imaginar fazendo aniversário, dando os primeiros passos e, depois, correndo pela casa. Lambuzando-se com a papinha, fazendo arte, falando sem parar.
Só sei que tudo o que vem passando por este “coração-de-maria-mole” (no sentido mais mole da palavra) é infinitamente menor do que a certeza do amor que eu – já – sinto por você. É, definitivamente, a certeza que cura todas as incertezas que vieram, e que virão.

PS: Parece clichê, mas não queria que você tivesse o trauma de ter uma mãe jornalista que nunca escreveu um texto sobre a gravidez.

Isabela Cornicelli é acadêmica do 4º de Jornalismo do UniCesumar

1 Comentário


Paranavaí vai implantar binário em mais duas avenidas

A Prefeitura de Paranavaí pretende implantar o sistema binário em mais duas vias da cidade – as avenidas Rio Grande do Norte e Pernambuco, no centro. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (22) pelo diretor da Diretoria de Trânsito (Ditran) da cidade, Gilmar Narciso Lopes.

As avenidas deverão ter sentido único e serão instalados radares de velocidade em ambas. Ainda não há prazo para que estas mudanças sejam feitas, pois é preciso esperar a aprovação de licitação.

Já funcionando

Outras vias da cidade já sofreram mudanças para a adoção do sistema binário. São elas: Souza Naves, Amapá, Piauí, Marechal Cândido Rondon, Bahia, Rio Grande do Sul e Paraná. O objetivo das mudanças é melhorar o fluxo de carros, garantir maior segurança e aumentar o movimento do comércio.

O diretor da Ditran disse que, até o momento, as mudanças foram bem aceitas pela população e que não houve necessidade de fazer alterações no projeto. “Até agora ninguém veio reclamar. Muito pelo contrário, comerciantes e pedestres tem elogiado as mudanças que foram feitas”, afirma Lopes.

Sistema Binário - Inversão Rua Souza Naves e Rua Piaui

foto 3

Seja de carro ou a pé, o produtor Ronaldo Frutuozo acredita que melhoras aconteceram. “As mudanças ajudaram no trânsito e facilitaram para quem está andando na rua. O sistema binário é bom e necessário, mas as mudanças não devem parar por aí”, ressalta.

Entretanto, as mudanças não agradaram a todos. A auxiliar administrativa Cássia Solange Machado disse que o estacionamento de motos foi retirado da rua ao lado da loja em que trabalha e colocado em uma praça há duas quadras.

Para Cássia, o resultado não foi bom. “O número de pessoas passando pelas ruas aumentou, mas na semana passada quatro motos foram roubadas, inclusive duas de pessoas que trabalham aqui na loja. E graças às mudanças agora temos que pagar para deixar os carros perto da loja”, reclama.

Rodolpho Roncaglio é acadêmico do 4º ano do curso de Jornalismo do Unicesumar

Comente aqui


Imposição ou função natural? O papel da mulher na sociedade

 Mãe, esposa e dona de casa. Não é difícil encontrar uma mulher que, no decorrer da vida, acumulou essas funções. Desde cedo, meninos ganham carrinhos e meninas ganham panelas, e há quem diga que a educação de homens e mulheres define as obrigações futuras da classe feminina e masculina. Se de um lado as feministas batem o pé e afirmam que essa é uma opressão silenciosa, de outro algumas mulheres não concordam com essa afirmação.

É o caso da estudante Maria Celeste Leal, 20, que apesar de não tem sido criada para ser apenas dona de casa, nunca se sentiu menosprezada por conhecer, desde pequena, as atribuições que carrega por ser mulher. “Não creio que seja uma cultura machista a mulher ser dona de casa, mas o cuidar da casa e dos filhos é algo quase de instinto. É só pegar qualquer animalzinho. A fêmea sempre cuida dos filhos enquanto o macho cuida da caça”, justifica.

Ao contrário de Maria Celeste, Gabriele Remus Santolin, 19, acredita firmemente que a cultura de “meninas brincam de casinha” oprime a mulher. “Desde a infância fui criada com a frase de que “tenho que ajudar porque sou menina” enquanto meu irmão era livre pra fazer o que bem entendia. Sempre questionava e ouvia resposta nesse estilo: você precisa aprender para quando se casar”, lembra a estudante. Gabriele, assim como tantas outras que dividem essa mesma opinião, diz se sentir oprimida. “Vou me casar. Não vou aderir ao trabalho de empregada do meu futuro marido.”

A pesquisadora em assuntos de gênero e sexualidade, Eliane Maio, ressalta que simples divisões na infância ajudam a determinar o papel de homens e mulheres na sociedade. “O menino vai ganhar brinquedo para o público, meninas para o privado: tanquinho, ferrinho, panelinha. Então você, menina, já tem o destino marcado que é cuidar da casa. Você, menino, tem o destino que é ir pra luta.” Eliane, também psicóloga e sexóloga, ainda dá uma sugestão para reverter essa situação. “Educar para a igualdade. Quando tem que limpar a sala de aula, todos têm que limpar a sala de aula. Todos e todas”, explica.

Conhecido mundialmente, o feminismo já traçou inúmeras batalhas buscando a igualdade de gênero. A cientista social Rosiany Silva explica que a luta das mulheres já quebrou várias barreiras, mas que ainda há muito para se conquistar. “O feminismo é uma luta hist[orica das mulheres pela sua dignidade na sociedade. Principalmente na família, as mulheres sempre vieram em uma segunda conotação. Ela está sempre em um cargo inferior. A nossa sociedade é machista e o feminismo vem para contrapor isso. Hoje, de forma mais amena. No Brasil, o feminismo é uma luta a mais.”

 Priscila Dias é acadêmica do 4º ano do curso de Jornalismo do UniCesumar

Comente aqui


Músico maringaense comemora 20 anos de carreira com lançamento de DVD

A música é uma arte indispensável pra muita gente, principalmente para quem trabalha com isso. A equipe do Geração de Notícias conversou com o cantor, compositor e músico maringaense Daniel Malker.

Quem é Daniel Malker?
Daniel Malker é meu nome mesmo. Muita gente acha que eu inventei esse nome artístico, mas meu nome é Daniel Malker Motta de Souza, tenho 32 anos, e comecei a tocar piano com 8 anos. Montei uma banda com 12 anos, depois outra chamada “Afrodizia” que fez um relativo sucesso nacional. Era uma banda de reggae com músicas autorais e foi assim que eu entrei no cenário nacional de música, como cantor e compositor desta banda.
Em seguida, eu parti para a minha carreira solo gravando dois discos: um inteiro em português e outro inteiro em inglês. Hoje eu trabalho como produtor também, nos estúdios da Music Brothers, onde faço toda a produção de áudio, criação de jingles, vinhetas e gravações de outros artistas.

Daniel Malker lança DVD para comemorar 20 anos de estrada

Daniel Malker lança DVD para comemorar 20 anos de estrada

Quando você percebeu que a música estava virando profissão?
Desde muito cedo. Meu primeiro cachê como músico contratado foi com 15 anos, então lá se vão 20 anos de carreira.

A música é um trabalho?
Sempre vi como um trabalho. Às vezes ela não é trabalho no sentido de que a gente tem em mente que trabalho é uma coisa ruim, difícil. Talvez algo que aconteça é que eu sinto tanto prazer no que eu faço que não parece que estou trabalhando, e acredito que isso aconteça com a maioria dos artistas. Mas é um trabalho sim e às vezes é muito estressante, desgastante, porque exige uma demanda física e psíquica muito grande pra cumprir os shows, produzir, gravar. E quando você entra nesse ritmo de produção se torna um trabalho como qualquer outro.

No que você está trabalhando agora?
Além da parte de produção, eu estou trabalhando no meu DVD. Este ano eu faço 20 anos de carreira e queria comemorar gravando um DVD. Ele está focado em um público especifico, uma galera mais madura, diferente dos trabalhos que eu tinha feito anteriormente. É um trabalho em formato mais acústico, pra um público um pouco mais velho, dos 23 anos pra frente, que já tem um conhecimento musical, basicamente voltado para um público internacional também, de releituras de sucessos.

Como vai ser o lançamento desse DVD, você já tem algo em mente?
Nós vamos fazer um show para convidados, acredito que vai ser no meio do ano. Estamos nos preparando, estou fazendo as pré-produções, alguns arranjos, reunindo o pessoal da banda. E, por enquanto, estamos soltando alguns vídeos no meu canal do Youtube para a galera ver que tipo de som vai estar no DVD. Eu estou colocando muita coisa que acredito ser parte da minha vida, que ao longo dos anos eu fui absorvendo. Vamos ver no que vai dar.

Como você se vê daqui a 20 anos?
Eu me imagino tocando ainda, obviamente, não consigo me imaginar sem a música. Eu imagino que até lá o País também mude comigo, assim como o cenário musical, porque acredito que a música é um ciclo. Eu espero estar feliz, estar tocando, ter o meu filho tocando comigo –até lá eu quero ter filhos – constituir uma família bem musical e continuar a fazer o que eu gosto, para as pessoas, com dedicação, carinho, amor, que é o que eu mais gosto de fazer na minha vida.

Isabella Cornicelli é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar.

Comente aqui


Facebook elimina 20 mil perfis por dia da rede social

O Facebook elimina dos seus serviços cerca de 20 mil perfis ao dia. Destes, uma grande parte é de crianças que não têm a idade mínima (13 anos) exigida para ingressar na rede social. A ação, que à primeira vista parece arbitrária e antipática, vem de uma constatação simples: é preciso um certo grau de amadurecimento para fazer uso da rede e, com isso, evitar riscos. Por outro lado, o número de perfis eliminados não chega nem a 10% das novas páginas criadas diariamente na rede (quase 320 mil).

Michel Novais, de apenas 11 anos, tem em seu perfil do Facebook 212 amigos adicionados – entretanto, diz não conhecer a maioria. O publicitário Pedro Novais, pai do garoto, diz ficar preocupado com a situação e, por isso, fiscaliza cada site visitado pelo filho. “Eu tenho quase 40 anos, e sou ciente dos riscos que meu filho corre. Bullying, pedofilia, depressão ainda na infância e adolescência. Tudo isso pode acontecer aqui na minha frente caso eu não fique esperto”, diz.

A psicóloga Juana Machado explica que é indispensável a monitoração dos pais em relação à internet e das tantas redes sociais utilizados pelas crianças, uma vez que, é perigoso deixa-las em meio de tantas informações. “Tudo parece ‘cor-de-rosa’ nesse período, já que ela não tem nenhuma criticidade desenvolvida. Nada parece perigoso e é dessa maneira que a criança é explorada tanto pelas publicidades massivas quanto por pessoas de má fé, como pedófilos”, esclarece.

Fundado em 2004 por Mark Zuckerberg, nos Estados Unidos, o Facebook tem, atualmente, cerca de 1,11 bilhão de usuários ativos mensais. Por ser uma rede social que fornece grande facilidade de comunicação e publicidade eficaz, o Facebook atrai públicos diversos, até mesmo crianças de idade entre 9 à 13 anos.
Segundo uma pesquisa realizada em dezembro de 2013, pela empresa cibersegurança AVG com 5.423 entrevistados online em nove países, inclusive o Brasil, cerca de 54% das crianças são adeptas à rede social.

Fernanda Pedrone é acadêmica do 4ª ano do curso de Jornalismo do UniCesumar.

Comente aqui