Mês: junho 2014



A importância do consumo sustentável

Autores demonstram preocupação com os meios de consumo irregular que provocam danos ao meio ambiente. No artigo “Ecologicamente correto para aliviar a consciência ou para mudar o mundo? Uma discussão sobre padrões de consumo” os autores Luiz Felipe Machdo Nascimento, Minelle Enéas da Silva, Marcio Luis Miron Jappe e Ana Paula Ferreira Alves discutem a efetividade das ações que visam à preservação ambiental, a partir de uma visão consciente, com apresentação de ações que produzam resultados significativos. Os autores afirmam que os processos produtivos devem ser eficazes, orientando o consumidor sobre o impacto socioambiental que determinado produto causa a natureza.

O artigo está publicado no portal de Revistas Científicas da Unicesumar –  “Revista em Agronegócio e Meio Ambiente”, Volume 7, Nº1, 2014. Os autores alegam que a educação é o principal impulsionador na mudança do consumo. Desta forma, cria-se uma nova forma de pensamento que, se colocado em prática, contribui com o consumo de forma sustentável.

Segundo os autores, outras instituições também orientam sobre a conscientização para um mundo melhor para os cidadãos. “Algumas organizações não governamentais (ONGs) ambientalistas, especialistas, governos e a própria mídia fazem campanhas e recomendações para que os cidadãos modifiquem seus hábitos quanto ao uso de água no banho, o consumo de energia dos equipamentos eletroeletrônicos, o uso das sacolas plásticas visando reduzir o volume de lixo, ou o uso de transporte público para reduzir os impactos no meio ambiente”, explicam no artigo.

Eles concluem que o discurso da sociedade está fixado em procurar os culpados. Alegam que devem ocorrer mudanças mais profundas na produção de produtos e também nas relações sociais entre vários atores sociais que vão propiciar uma visão mais consciente.

Celso Dutra é acadêmico do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

 

 

 

 

 

 

 

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O que é o amor

Imagino o amor como algo santo. E, por ser santo, é lindo.

Ele é cheio de vida – e é azul!

Tem cheiro de comida de vó no fogo e tem som de risos ao fundo…

O amor, eu acho, é como dançar livre – com ou sem música, onde qualquer espaço é espaço.

Deve ser como sentir o coração pulsar, respirar o ar da vida e ver uma borboleta voar.

Talvez, o tal amor é deitar no colo e ouvir um milhão de porquês como uma criança pequena.

É ter sempre o coração na mão e um beijo ainda não dado nos lábios.

Acho que ele, o amor, deve ser protegido como um tesouro de pirata roubado, mas também deve proteger como um pai preocupado.

Pode ser baixo, alto, loiro, moreno, careca ou cabeludo, contanto que seja amor.

Para amar é preciso olhar para o céu noturno e ver a lua ou olhar para o amanhecer e ver o sol.

O amor é nunca ir embora. E sempre dizer ‘Te Amo’ após o ‘Tchau’.

Fernanda Pedrone é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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Prefeitura de Paranavaí conserta ruas do Jardim Los Angeles

As ruas do Jardim Los Angeles, em Paranavaí, estavam esburacadas e moradores tinham dificuldades no acesso em suas casas. Em março deste ano, a prefeitura prometeu que no máximo em 90 dias as ruas estariam consertadas e as pessoas não teriam maiores problemas. Para o contentamento dos moradores do bairro, o prazo foi cumprido e, nesta semana,  as ruas já se encontram em ótimo estado. O Blog Geração de Notícias chamou a atenção para o problema com uma reportagem publicada no dia 14 de março.

Paranavaí - Buracos em ruas do Jardim Los Angeles são consertados

Paranavaí – Buracos em ruas do Jardim Los Angeles são consertados

Os buracos eram um problema que acompanhou o bairro desde a sua criação.

A falta de resolução deste fato deixou moradores impacientes, e alguns tiveram que fazer o “serviço” com as próprias mãos, jogando entulhos nos buracos.

Wesley Erzinger, 41, que na última reportagem disse que não conseguia entrar com o carro na garagem de sua própria casa, agora está satisfeito, pois as ruas foram consertadas.

Antes da reforma, uma das maiores reclamações dos moradores era que todas às vezes que chovia forte, o asfalto piorava e os buracos aumentavam.

Aparentemente tudo está em ordem, mas a população está na espera para ver se o asfalto realmente aguentará chuvas de maior intensidade.

Rodolpho Roncaglio é acadêmico do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

 

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O “filho” do Zé do Caixão

Corvo e crow são a mesma palavra, em diferentes línguas – português e inglês. Ambas remetem ao apelido do designer e funcionário público Marcel Lock. O jovem de 24 anos tem um estilo único e peculiar. Ele mora em Cianorte (70 km de Maringá) e se veste de acordo com o estilo gótico há cerca de 10 anos, o que assusta um pouco as pessoas que o veem, já que não é nada comum. Mas ele não se importa e afirma que se sente bem.

Marcel Lock, o Lorde Corvo, e seu caixão

Marcel Lock, o Lorde Corvo, e seu caixão

Lock, formado há pouco tempo, assustou os professores do curso de Design da Universidade Estadual de Maringá (UEM) ao apresentar no Trabalho de Conclusão de Curso um projeto de um caixão para transporte em aeronaves.

“Quando é preciso fazer esse tipo de transporte em aviões, sempre é feita uma adaptação para que dê certo e no Brasil há muita burocracia para isso, então eu tive a ideia de diminuir o transtorno criando um protótipo de um caixão próprio”, conta.

O caixão é o xodó do Lord Corvo. Além de personaliza-lo, o designer também o transformou em cama. Isso mesmo. Ele dorme todos os dias onde ninguém pretende estar tão cedo. “Por incrível que pareça eu me sinto melhor dormindo no caixão, porque é escuro, silencioso e ainda é bom para minha coluna”, explica Corvo. A ideia de dormir dentro do projeto de TCC  foi de uma amiga, que duvidou que ele teria coragem de fazê-lo. E ele provou que além de coragem sentia prazer ao descansar todas as noites ali.

Os amigos já acham normal o estilo do rapaz. A população de Cianorte estranha ainda, por mais que ele seja conhecido, o estilo do “filho” do Zé do Caixão. “Não é todo mundo que faz essa comparação (filho do Zé do Caixão), mas as que fazem não acho que seja de forma pejorativa”, analisa. A família dele mora em Rondônia, mas sabem do estilo de vida do jovem. “Eles se preocupam de uma forma positiva, se eu tenho algum tipo de depressão ou não, mas aceitam numa boa”, garante.

Na casa onde mora, Lord Corvo tem desenhos macabros, caveiras e pouca luz, já que gosta de escuro. Ele faz desenhos, muito bons por sinal, do que gosta e os pendura pelas paredes da casa. Já no trabalho como funcionário público, ele tenta diminuir um pouco o estilo, pois sabe que nem todo mundo se sente confortável. Como hobbie, Crow gosta de ir ao cemitério com os amigos. “Quando estou estressado gosto de ir sozinho, para pensar e me acalmar”, confessa.

Eliza Bondezan é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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Entrevista – “Coaching é a arte de transportar pessoas”

O presidente e reitor da Florida Christian University (FCU) Anthony Portigliatti

O presidente e reitor da Florida Christian University (FCU) Anthony Portigliatti

 

Em visita ao Brasil em janeiro, Anthony Portigliatti foi convidado para participar da Semana Pedagógica do Centro Universitário Cesumar (Unicesumar), em Maringá.

A universidade em que Portigiliatti é reitor tem sede em Orlando, nos Estados Unidos, e conta com mais de dois mil alunos participando de 48 cursos de graduação e pós-graduação.

Ele é responsável pela implantação do primeiro curso superior de Coaching no mundo, na Florida Christian University (FCU).

Na conversa, Portigliatti contou como é a técnica de coaching e como o treinamento auxilia as pessoas na busca por melhorias.

 

 

 

Como é a técnica do coaching?

É uma metodologia para te levar do estado atual em que você se encontra e transportar para o lugar desejado. O coach faz algumas perguntas abertas e assim é detectado o lugar desejado. A partir disso você realiza uma agenda programada e começa a tomar atitudes, tudo baseado no foco e nas metas traçadas, sempre em busca do seu objetivo. Então você para de se vitimizar e passa a ser muito mais responsável. Vai entender que você não tem culpa de nada, mas é responsável por tudo. Vai entender também que você pode ampliar a sua visão. Eu sempre conto uma historinha: tinha um jovem e um velhinho pescando. O senhor pegou um peixe muito grande e o devolveu na água. Ele repetiu a ação. O jovem ficou indignado. Quando o velha pega um peixe pequeno, ele fica todo feliz, guardou e já estava indo para a casa. O jovem foi questioná-lo por isso e o velho respondeu: a minha frigideira é pequena. Moral da história: qual é o tamanho da sua frigideira? Se vierem “peixes” grandes e se sua frigideira for pequena você terá que devolver. O coaching irá ampliar o tamanho da sua frigideira e reprograma para que você não se alto sabote, ou seja, para você não se vitimizar e ficar se justificando. Para que você entenda que depende exclusivamente de você.

O que é necessário para ser um profissional de coaching?

Passar por todo o processo. E, principalmente, entender como funciona e fazer uma certificação. Mas, basicamente, é ser treinado por alguém, gostar da prática e buscar uma certificação.

O primeiro curso superior de coaching foi da Florida Christian University. Como foi esse processo?

Foi muito difícil, altamente desafiante. Foi em 2006. Nós temos pessoas graduadas conosco que são show e estão revolucionando o mundo, principalmente aqui no Brasil. O curso vira a pessoa “no avesso” e faz uma faxina emocional. Nós temos o curso superior de bacharelado, mestrado e doutorado, mas também temos uma certificação. Você pode ser uma jornalista, por exemplo, e ter uma certificação coaching.

O que o coaching faz com as pessoas?

O coaching é a arte de transportar pessoas, no estado atual para o estado desejado. Ele vai potencializar o que tem de melhor dentro de cada um e vai fazer a pessoa visualizar claramente as suas metas e fazer que ela tenha resultados. O psicólogo te leva do subsolo ao térreo, quando você está na lama, mas o coaching te potencializa do térreo até a cobertura.

E quando uma pessoa atinge o objetivo proposto?

Você coloca metas e se desafia. Nós usamos muitas ferramentas para isso. Nós traçamos colunas com itens, por exemplo: família, saúde, profissional etc. Você tem que encontrar o equilibro entre todas essas colunas. Depois disso, você perde o medo e começa a se desafiar. O que vai mudar é a sua forma de percepção do que já está lá. Você deixa de se limitar.

 

Sabrina Morello é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

 

 

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Crônica – Jornalices

Parece que foi ontem, mas dois meses já se passaram. Lembro perfeitamente do momento que em avistei pela primeira vez aquela redação lotada, telefones tocando e o “clec clec” dos teclados. Alguém um dia me disse que isso é o tique dos “dedos nervosos”. E agora essa afirmação passou a fazer todo o sentido. Porque ser jornalista não é para qualquer um não, meus queridos. Antes de começar a louca realidade chamada estágio cheguei até a me questionar: “Será que estou fazendo certo?”.

É horrível ficar com essa sensação. Até bateu aquela vontade de desistir, mas sabe como é, tá no sangue. Jornalista de verdade adora uma adrenalina. Depois que assinei o contrato, respirei fundo e pensei: “Agora é para valer”. E posso dizer que aprendi um bocado sendo estagiária. Trabalhando no jornal, você passa a conhecer cada um dos seus colegas, as pessoas legais, os engraçadinhos que adoram fazer piada de tudo, e por fim, aqueles que são mais reservados. Ah, claro. Não podemos esquecer do chefe. A grande figura da redação, temida por todos. O recinto tranquilo e silencioso se transforma com a chegada dele. Você disfarça o sono, tenta ser simpático, mas a cara de quem foi dormir tarde te entrega de vez.

E a situação piora quando o fim de semana se aproxima. A pressão e cobrança só aumentam. Você quase tem um treco, faz cara feia. E só ouve o chefe falando: “Se vira, esse material tem que sair”. Você diminui o título, aumenta o texto, escolhe a foto e…. a pauta cai. E agora? Outra situação que é simplesmente irritante: computador que resolve dar pau do nada e te ferrar nos momentos mais importantes. Nessas horas, você quer xingar Deus e o mundo. Mas de verdade? Evite isso. Um conselho: salve tudo antes. Melhor coisa que se faz.

O ritmo de um jornal é intenso. A toda hora há pessoas chegando, saindo e de repente começa aquele zum zum zum. Tic tac, tic tac. Você olha para a o relógio e parece que o tempo não passa. Pior ainda se for numa segunda-feira. Mas não adianta reclamar, espernear, isso não vai resolver o problema. No começo você pode se sentir meio deslocado naquela imensidão, perdido e pensar: “Meu Deus, o que eu tô fazendo aqui?”. Tudo bem, faz parte. Quer uma dica? Tente ficar calmo. Ok, pode parecer meio impossível, mas depois você se acostuma. E o tempo passou rápido demais, hoje estou aqui escrevendo essa crônica, para deixar registradas as ótimas experiências que vivenciei nesse pouco tempo. Conheci grandes colegas e amadureci como pessoa. Aprendi a ser mais determinada. E a cada dia, admiro mais essa profissão. Ser jornalista não é simplesmente saber escrever, mas é dar voz aos que precisam, ser solidário, humano. Importar-se com o próximo. Transmitir a verdade.

Luiza Recco é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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Do Rio Grande do Norte para o mundo

Há tempos que o empreendedorismo deixou de ser moda e passou a ser essencial para jovens que desejam ter sucesso em seus negócios. Samuel Gondim é um desses jovens que busca, além de independência no trabalho, crescimento pessoal e realização profissional. Ele tem apenas 25 anos, é formado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, criou a Mandaca.ru, a primeira aceleradora de empresas do seu estado e foi um dos ganhadores do prêmio “Jovens Inspiradores” da revista Veja.

 

Como começou sua caminhada no empreendedorismo?
Foi quando eu entrei na faculdade. Escolhi o curso de Engenharia de Produção porque estava muito intrínseco pra mim, dentro de casa, porque meu pai é engenheiro. Em 2009, quando entrei, tive a oportunidade de ter contato com a empresa júnior e, consequentemente, com as matérias de empreendedorismo que tinha no curso. Não sei se era latente, se eu já tinha facilidade ou não, mas eu gostava. Não sei se tenho facilidade, mas eu gosto. Acho que faço meu tempo durar até mais, porque me dedico muito, não vejo a hora passar quando estou envolvido com atividades que envolvam negócios. Gostei quando comecei com a empresa júnior,  consultoria, e montei meu próprio negócio, a SGS consultoria empresarial. Depois, fomos para a PWC, um mercado maior de consultoria, e voltei para o próprio negócio porque não estava satisfeito de estar na maior empresa de consultoria, porque não me dava a liberdade de fazer as coisas do meu jeito. Pedi demissão.

O que te impulsionou a ser empreendedor?
Eu não gosto muito de subordinação. Nunca gostei da parte acadêmica,  da faculdade. Eu gosto muito mais da parte prática, de extensão, de fazer acontecer, pegar a teoria que eu preciso aprender mesmo e colocar na prática. O que me deixa motivado é ver o planejamento sair do papel. Às vezes nós fazemos um cronograma de 9 meses na empresa e, quando está no oitavo mês, você vê que tudo o que planejou foi saindo aos poucos do papel e foi dando certo, o que me motiva bastante. A palavra certa seria liberdade, poder fazer do jeito que eu acredito que dá certo. Temos diversas situações hoje, na consultoria, onde essa situação poderia ser resolvida de formas diferentes por outras pessoas, mas eu gosto do meu jeito. Quando eu apresento uma solução a galera se motiva também e vira um time, acaba uma coisa puxando a outra. É possível juntar algo que eu gosto de fazer, com liberdade, com a liderança e com motivação das pessoas. Hoje temos 17 pessoas na empresa. Uma delas, a Camila, é responsável por toda a minha linha de franquias e estou aqui tranquilo, sei que ela está lá cuidando. Mas para isso temos que dar condições de trabalho bem capacitado, tem que dar treinamento, motivação, fazer vestir a camisa, oferecer um plano de crescimento dentro da empresa… Assim você vai criando os profissionais que precisa ter dentro da equipe. Não temos que ter medo de investir na capacitação profissional pensando que é um investimento perdido.

Você sente falta desse tipo de comprometimento das pessoas em geral?
Demais. Eu acho que esses jovens confiam demais que eles vão crescer de qualquer jeito. Pensam assim: “Eu tenho 25 anos, está na fase de eu curtir, depois 30, vou estar organicamente crescendo dentro da empresa e chegar em um cargo que dá pra me manter”. Mas não é o suficiente, não é uma forma lógica de se pensar. Acho que você precisa mostrar um resultado muito além do que é esperado e aí ser reconhecido por isso. É possível chegar bem mais longe se abrirmos mão de algumas coisinhas hoje e realmente nos dedicarmos um pouco mais. Cinco minutos, uma hora, duas horas a mais naquilo que você foi contratado para fazer. Tem uma frase que diz assim: “se você faz só e somente só aquilo que você foi contratado para fazer, você vai ganhar só e somente só aquilo que te pagaram na sua contratação”. Então você vai ser um operacional. Se não pensar em nível estratégico, em fazer a empresa crescer, pensar como se você fosse o dono, se responder à pergunta “se eu fosse dono, estaria fazendo dessa mesma forma?” e a resposta quase sempre é “não”. Então, se a pessoa não faz diferente, se não vive como dono da empresa que está trabalhando, nunca vai conseguir chegar a ser dono desta empresa.

Você acredita na sorte?
Eu acho que a sorte no meu caso existiu. Eu consegui aprovar a proposta da “Mandaca.ru” na primeira vez para um investidor. Eu tive sorte somada a competência de conseguir vender, mas poderia ter tido a competência na segunda, terceira, quarta, mas foi na primeira. Também a sorte somada à competência de ter passado no processo seletivo da PWC, que hoje lastreia. Eu sou novo, tenho 25 anos, se alguém pergunta “Quem é você?”, eu fui trainee da consultoria PWC, então lastreia. Acho que a sorte existe, mas sem competência não vai a lugar nenhum, é loteria.

Acreditar na ideia é muito importante, mas o que é preciso ponderar quando se pensa em investir em alguma ideia?
É um processo de avaliação de uma banca para investir em uma ideia. Se você vier apresentar a sua para mim, eu vou querer saber o setor com que sua ideia trabalha. O problema é real, existe? É de muita mais gente? A solução que você propõe é viável? A escalabilidade que a sua solução tem pode ir para vários lugares? A monetização, qual o plano financeiro? E a equipe, quem é seu sócio? Cada uma tem suas peculiaridades e precisa ter uma gestão de risco, porque é uma soma de dinheiro investido. Algumas quebram, mas outras pagam a conta dessas que quebraram.

Como funciona a Mandaca.ru?
A aceleradora ganha dinheiro de duas formas: ou vendendo a participação acionária que tem ou de lucros das startups e isso é uma frequência de ano a ano, semestre a semestre. Quando a aceleradora entra com valores de 5 mil  a 20 mil reais, ela pega 30 por cento de sociedade do negócio. Quando divide o lucro, nós pegamos 30 por cento do lucro. Mas é cíclico, demora um pouquinho.

Quais são as características que o empreendedor precisa ter?
Uma que eu gosto bastante é a resiliência, tem que ter condições de abrir mão de um fim de semana, de uma vontade própria, de um bem material. A outra seria a capacidade de execução, o cara tem que ser muito rápido e muito fera em articulação. Às vezes o empreendedor não tem condições de fazer tudo, mas precisa ter de convencer a alguém sentar do lado dele e fazer para ele. A capacidade de liderança e a inspiração. Capacidade de identificar oportunidades do mercado tradicional e trazer estas como forma de negócio.

Como foi ganhar o prêmio “Jovens Inspiradores” da revista Veja?
Foi muito legal. Foi algo que me cansou, me consumiu saúde e tempo, para eu fazer alguma coisa para alguém. Então foi uma premiação que chancelou o esforço, eu fiquei muito feliz. Se você ver o vídeo no youtube dos quatro vencedores, o primeiro levantou tranquilamente e foi pro palco, a outra arrumou o cabelo e subiu. Quando me chamaram, eu quase dei uma cambalhota, acabei com todo o protocolo, passei mal, gritei, joguei cadeira, fiquei doido. Agora eu passo uma temporada em Harvard, como parte do prêmio, fico dois meses por lá. E o mais legal disso foi que o prêmio deu visibilidade para eu estar hoje aqui e inspirar alguém.

Você já chegou onde queria chegar? O que você espera do futuro?
Não, não cheguei onde eu quero. Mas não falando em questão financeira, isso nunca me motivou. Não é a grana que me move, é a capacidade de fazer uma mudança, gerar um resultado, inspirar outras pessoas para fazer algo, mudar uma realidade, provar que resultado provém de trabalho e é simples a equação. Tem muito trabalho para fazer ainda e, quem sabe, replicar nosso negócio aqui também.

 Isabella Cornicelli é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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Adote um hobbie

Sorriso cativante, cabelos ao vento, nas mãos uma câmera e na cabeça um filme recheado de imagens mágicas. Aos 15 anos de idade, gostava de carregar consigo, pelas ruas da cidade canção, a antiga câmera compacta digital da mãe. Hoje com 20 anos, Isabella Angioletto estuda Comunicação&Multimeios na Universidade Estadual de Maringá – e é apaixonada por fotografia. É seu hobby.

O nome é americano, mas a atividade é mundial. ‘Hobby’ é toda atividade livre que consiste em manifestar um passatempo desenvolvido sozinho ou coletivamente. É como um refúgio espiritual depois do dia cansativo de trabalho e estudos, uma verdadeira válvula de escape dentro da arte, do esporte, artesanato, entre outros.

Muitas são as pessoas que encontram nos  hobbies algum tipo de satisfação pessoal e, também, um fator de esquecimento das preocupações. É o caso de Isabela, que é atraída pelo poder da fotografia de eternizar expressões, momentos e pessoas.

A garota do sorriso cativante conta que nunca deixou sua câmera mais de cinco dias parada. “É raro falar ‘vou sair pra fotografar hoje’, na verdade o que acontece é sempre o contrário. Costumo sair e levar a câmera e, sem perceber, acabo fazendo fotos do lugar que estou e de algo ou pessoas interessantes que estejam lá para ser registradas”, relata.

Mais acanhado, Arthur Mendeiros, 23 anos, diz que achou no desenho uma forma de libertar-se da dura rotina. Por trabalhar como advogado seis dias por semana, oito horas por dia, acaba se envolvendo com problemas – dele e dos outros. “Muitas vezes é exaustivo. Gosto da minha profissão, mas, confesso só relaxo quando rabisco em um pedaço de papel. Passo horas desenhando e, quando dou por mim, acabo fazendo Arte.”, comenta.

E é arte mesmo. Os desenhos de Mendeiros retratam rostos com os seus mínimos detalhes. Segundo ele, só não seguiu a profissão artística por não sentir confiança financeira e, por conta disso, optou pela faculdade de Direito.

A psicóloga Francinne Rosa explica que ao praticarmos alguma atividade que nos traga prazer, temos a oportunidade de tirar da cabeça pensamentos que nos causam preocupação. Quando há a pratica de um hobby, a pessoa pode ter momentos prazerosos, distanciando-se de todo e qualquer estresse. Além de claro, beneficiar o cérebro.

Já Isabella, resolveu arriscar: de hobby, a fotografia virou profissão resolveu arriscar. De hobby passou para profissão. Foi só depois de estudar e praticar muito que hoje se denomina como fotógrafa e se orgulha em dizer que trabalha com o que mais ama.

 Fernanda Pedrone é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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Cemitério de Paranavaí guarda muitas histórias

Paranavaí conta com dois cemitérios dentro da cidade, o cemitério municipal e o cemitério do Jardim São Jorge. O cemitério municipal é o mais velho da cidade, com 67 anos de existência. Porém, uma curiosidade sobre ele é que quando sua inauguração foi feita, em 1947, ele ainda pertencia e era controlado pela prefeitura de Mandaguari. Apenas três anos depois, em 1950, é que o livro de controle de sepulturas foi para Paranavaí.

Atualmente, mais de 35 mil pessoas estão enterradas no cemitério municipal, e não há mais vagas. É por isso que o cemitério municipal recanto da saudade, que fica no Jardim São Jorge e já tem mil pessoas enterradas, foi construído. Mas, apesar de não existirem vagas, muitas sepulturas estão abandonadas, segundo Amílcar Pereira dos Santos, 61, que trabalha no cemitério de Paranavaí há 38 anos.

Lápide com arte sobre aviões no Cemitério de Paranavaí (foto: Rodolpho Roncaglio)

Lápide com arte sobre aviões no Cemitério de Paranavaí (foto: Rodolpho Roncaglio)

Amílcar é mineiro, mas mora em Paranavaí desde 1974. Sobre os túmulos, ele conta que um dos mais visitados é um que tem um avião desenhado nos ladrilhos, que chama muita atenção, pois fica logo na entrada do cemitério. Todos que passam ficam curiosos para saber o real motivo do desenho, que segundo o servidor, é porque a pessoa gostava muito de aviões, e por ironia do destino, morreu numa queda de uma aeronave.

Ainda sobre os túmulos, existem dois muito antigos. O primeiro é o túmulo da “dona” Procópia, que faleceu em 1948 com 102 anos. A placa de seu túmulo foi roubada, mas como Amílcar participou do enterro, lembra que este é o mais velho. O segundo é o túmulo de Ozório da Cruz Machado, que faleceu em 1949.

Sobre os roubos, Amílcar ressalta que nunca ninguém mexeu nos túmulos ao ponto de vilipendiarem os corpos. O que acontece comumente são os roubos das peças de bronze, como no caso citado acima. Outro problema é que algumas pessoas aproveitam o espaço para usar drogas. “De vez em quando alguns meninos aparecem nos cantos do cemitério fumando. Eles não dão trabalho, mas fico preocupado com essas situações”, explica.

O administrador do cemitério conta que quando começou a trabalhar no local, devido à falta de profissionais, ajudava os médicos nas autópsias, e que, apesar de tudo que já presenciou e pelos muitos anos de trabalho, nunca viu nada de anormal no lugar. “Existem lendas que as pessoas contam que viram ou sentiram coisas diferentes aqui. Trabalho no cemitério há 38 anos e isso nunca aconteceu comigo, e olha que já fiz enterro às dez da noite”, recorda.

Segundo o servidor, este enterro às dez da noite foi por extrema necessidade. O corpo veio do Mato Grosso, mas demorou muito para sair da cidade, e quando chegou a Paranavaí, já fazia três dias que a pessoa tinha morrido. Como havia sido uma morte em acidente de trânsito, não era possível esperar mais, tinha que ser feito à noite.

Um momento marcante na vida de Amílcar foi um funeral nos anos 90. “Uma mulher morreu de câncer de mama, e na hora do sepultamento o filho de nove anos se ajoelhou e fez uma declaração para a mãe. Tinha umas 300 pessoas naquele momento, e todos se comoveram e começaram a chorar. A dor era muito grande do menino. Esse me marcou demais”, relembra. Amílcar confessa que chorou também.

Com os 38 anos de serviços prestados e muitas estórias e momentos vividos no cemitério municipal de Paranavaí, Amílcar afirma que o seu desejo é ser enterrado neste lugar: “Ainda não tenho meu lugar reservado, mas minha vontade é ser enterrado aqui, neste lugar que tanto tempo vivi e trabalhei”, afirma.

 Rodolpho Roncaglio é acadêmico do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

 

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A magia além da mágica

Mágico Renner (foto:divulgação)

Mágico Renner (foto:divulgação)

Ainda na infância, Renier Alexandre, mais conhecido como Mágico Renner, percebeu que sua vocação era divertir todos que estivessem ao seu redor.
Sua paixão pela mágica e as experiências que acumulou ao longo da vida fez com que o artista aperfeiçoasse suas apresentações e impressionasse ainda mais o público.
Em maio, o mágico esteve em Maringá para ministrar uma palestra e conversou com a equipe do Geração de Notícias. Confira:
De onde surgiu a ideia de ser mágico?
 
Mágico Renner – É uma história bem ampla e vou tentar resumir. A vida é feita de escolhas, e até os 23 anos da minha vida eu fiz escolhas que não me levaram a lugar algum. Não é só a escolha, é a escolha daquilo que você vai fazer com cada decisão, e eu escolhi voltar a estudar e fazer um cursinho pré-vestibular. No cursinho, conheci uma garota. A gente se envolveu, namorou e o pai dela era mágico há 40 anos. Ele me ensinou tudo que eu sei. Por causa de uma escolha me tornei mágico, palestrante, empresário e engenheiro.
Você é formado em engenharia de minas. É um contraste entre a sua profissão atual e a sua formação acadêmica.
 
Mágico Renner – Costumo dizer que todo mundo na vida tem que ter um hobby, e a engenharia tem sido um bom hobby. Amo a engenharia e tenho certeza da escolha do meu curso, mas a vida me deu outra oportunidade. Quando me formei, em 2010, na Universidade Federal de Minas Gerais, eu tinha participado recentemente do programa “Qual é o seu talento?”. Minha carreira estava em uma ascensão muito grande e eu precisava segurar mais um ano para ver onde ia dar. Para cada decisão que a gente toma felizmente (ou infelizmente) existem várias outras renúncias. Imagino ter tomado a melhor decisão. Amo a engenharia, mas a vida acabou me jogando pra outro lado e estou muito feliz.
Em seu site você diz que apresenta um novo conceito de mágica. Qual é o seu diferencial?
 
Mágico Renner – Desde que comecei foi tudo muito natural. Sempre gostei muito de mágica. Eu sou do tempo do vídeocassete. Para quem não sabe o que é, no videocassete existia uma fita que você gravava o que passava na TV pra assistir depois. Eu tinha uma fita cassete e todas as vezes que assistia mágica na TV eu colocava pra gravar. Quando comecei a fazer mágica achei que seria um mágico clássico, um mágico sério. Juro que achei. Só que meu jeito extrovertido de ser começou a mostrar que a mágica era muito mais que um segredo ou de uma apresentação com efeito. Eu divertia as pessoas e tinha uma mensagem para levar através da mágica. Hoje, eu falo que a minha intenção enquanto mágico não é enganar ninguém, não é mostrar um segredo que as pessoas não sabem. A minha intenção é usar a mágica e o amor para divertir as pessoas, encantá-las e levar uma mensagem muito além daquilo que elas imaginam. Existe algo mais para mostrar com a mágica além da mágica.
E como você começou a ministrar palestras?
 
Mágico Renner – Eu sempre soube onde eu queria chegar. A gente precisa de um foco na vida. Para quem não sabe aonde quer chegar eu costumo dizer que qualquer lugar serve, ele se contenta com qualquer situação. Comecei com festas infantis, depois me desafiei a fazer mágica para adultos, eram mais elaboradas, mais inteligentes, passava uma mensagem mais exigente, essas mensagens exigiam mais de mim. Depois comecei a atender empresas e com o tempo essas empresas começaram a pedir temas corporativos para os shows. Sorri para as oportunidades que foram aparecendo e comecei a desenvolver temas que atendiam aos interesses das empresas e das companhias. Por fim, o Carlos Abla me conheceu. Ele era superintendente da Câmara dos Dirigentes e Lojistas de Minas Gerais e estava organizando um evento, me levou para fazer um show corporativo porque os filhos dele gostavam de mim. Contei a minha história de vida para ele e quando o olhei, ele estava emocionado, com os olhos cheios d’água. Ele chorou, ficou meio sem graça, limpou o rosto e disse que precisava me lançar como palestrante. Comecei a contar as minhas idéias, o porque de ter vencido mesmo fazendo tudo errado a vida inteira e ele me deu essa alavancada. Em maio de 2011 ele me contratou pra fazer, pela primeira vez, [a palestra] “A Fórmula Mágica do Sucesso”. Outros clientes foram assistindo, gostando, e a gente está especificando mais em comportamento humano. Nós vamos amenizar os problemas para que esses seres humanos sejam felizes e vivam bem, as empresas alcancem seus objetivos e eu fico feliz de ajudar todo mundo.
Priscila Dias é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar
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