Mês: julho 2014



Entrevista: “Pilates é um treinamento corporal”

Originário dos anos 1920, o pilates conhecido e praticado na atualidade foi idealizado por Joseph Hubertus Pilates. O programa de exercícios envolve o condicionamento físico e mental e tem como objetivo melhorar o equilíbrio, a postura entre outros. Por conta do sucesso, a técnica acabou se disseminando pelo mundo e um de seus destinos foi o Brasil. Hoje é possível encontrar o pilates em academias e estúdios especializados. Atuando há quase 10 anos na área, o professor de educação física Anderson Camargo é referência em pilates em Maringá. Em entrevista ao Geração de Notícias, Camargo explicou sobre as várias vertentes da prática, os benefícios e outras curiosidades sobre o método.

Quais são as principais variações dessa técnica?
O pilates é um método de treinamento corporal que preconiza a postura, a respiração, força e flexibilidade e foi criado inicialmente sem nenhum acessório ou aparelho. Podemos dizer que é uma forma de treinar o corpo, de diferentes maneiras. Há a possibilidade de se praticar a atividade em estúdio com a ajuda de aparelhos específicos para cada tipo de exercício. Como exemplo, o Reformer, que é uma espécie de cama composta por um carrinho deslizante que se move sobre trilhos e é ligado a molas para oferecer resistência. Os exercícios praticados neste aparelho são para as coxas, abdome, quadril, peito e são muito benéficos para a coluna vertebral. Outros tipos de aparelhos muito conhecidos são o Cadillac, Combo chair e Barrel. É uma atividade que apresenta inúmeras possibilidades. Pode ser feita com aparelhos, bola ou mesmo no chão com alguns acessórios como arco, fita elástica. Já para quem quer praticar um exercício e relaxar ao mesmo tempo há uma técnica chamada water pilates praticada em piscinas.

Há alguma forma mais adequada de se praticar o Pilates?
Você pode ter os mesmos resultados em qualquer uma das variações. O que vai diferenciar é a forma como o exercício é executado, se houve um acompanhamento personalizado do profissional de educação física com o aluno. Porém, o aparelho de estúdio pode te dar alguns recursos que a outra variação por exemplo não traz. Para quem tem dificuldade de sustentar o peso do corpo, o aparelho poderá auxiliar nesse sentido, facilitando os movimentos. Já o pilates solo vai depender de um preparo maior da pessoa. A força do exercício é adquirida com o tempo, mas já nas primeiras aulas o aluno se sente bem disposto e acaba se adaptando ‘a nova realidade.

Qual é a diferença entre ioga e pilates?
Uma característica essencial que diferencia o Ioga é o aspecto religioso, filosófico. É uma técnica milenar de terapia complementar que combina posturas, técnicas respiratórias, meditação e relaxamento. A finalidade é promover equilíbrio físico, mental, psíquico e espiritual. Já o pilates tem um conceito mais fitness, de fortalecimento corporal. É um programa de exercícios que trabalha a conscientização corporal e a coordenação motora.

O pilates tem os mesmos efeitos da musculação?
A musculação vai dar um resultado exclusivo que é o ganho de massa muscular progressivo ou em grandes níveis. Esse é um fator que o pilates não apresenta, no entanto não quer dizer que a pessoa não vá ganhar um pouco de massa muscular também. Só que não será na mesma intensidade que uma atividade na academia. O objetivo principal é fortalecer o corpo. E isso é um ponto positivo, pois quem pratica o pilates fica melhor preparado e consegue ter um desempenho melhor na musculação. É recomendável que o pilates seja praticado no mínimo duas vezes por semana para que o aluno tenha um resultado mais rápido.

Em média, quanto tempo dura uma aula de Pilates?
Normalmente dura entre 45 a 60 minutos, até porque é uma atividade intensa. Mas existem também propostas de aulas de pilates mais enxutas, de no máximo 30 minutos, que buscam trabalhar mais a queima de gordura localizada e a definição do tônus muscular. Quem assiste à uma aula acha que é uma atividade parada, mas é justamente o contrário. O Pilates não tem saltos com impacto, grandes movimentações de flexão e agachamento, mas é muito eficaz se for feito da forma correta e sem pressa. Acima de tudo, o aluno deve ter consciência do exercício e benefícios que terá para o corpo e a mente.

Luiza Recco é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do Unicesumar

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Faturamento de comércio eletrônico sobe 25% em um ano

Chegar em casa depois de um dia exaustivo de trabalho, ligar o smartphone e fazer compras no mercado, sem precisar sair do sofá, já não é mais um sonho. Para a alegria dos adeptos de tecnologias, o E-commerce (ou comércio eletrônico), compra e venda de produtos e serviços pela internet, está avançando cada vez mais no Brasil.
Uma pesquisa realizada pela E-bit, empresa especializada em informação no setor, constatou que o faturamento do comércio eletrônico no Brasil somou 28 bilhões de reais em 2013, alta de 25% em relação ao ano anterior.

Quem está aproveitando esse crescimento são as micros e pequenas empresas do mercado. O proprietário da Liminha Doce, loja virtual de moda feminina infantil, Mário José Lima, 44 anos, optou por investir nesse ramo em busca de aumentar os lucros. “Trabalho com um público diferenciado. Para montar uma loja física teria de ser em uma área nobre e o custo seria muito alto”, explica.

A comodidade de comprar com qualquer dispositivo eletrônico que tenha conexão à internet é um dos principais fatores que influenciam no crescimento do comércio eletrônico. Para o gerente de projetos de uma empresa de desenvolvimento de websites e e-commerce Michel Tsuboi, os benefícios são tanto para os clientes, quanto para os empresários. “É uma loja funcionando 24 horas por dia sem precisar pagar nenhum funcionário para que isso aconteça.”

É preciso sempre ficar atendo as novidades do mundo virtual. Alguns serviços, segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), podem agregar valor e credibilidade para a sua loja na internet. Confira quais são:

Cesta de Compra
O cliente pode escolher vários produtos antes de finalizar a compra. No mundo real, é o mesmo que “separa essa peça para mim”. Assim, o cliente compra vários produtos em apenas uma única transação.

Site Associado
Outros sites comercializam seus produtos e ganham comissão pelas vendas. Essa ferramenta aumenta o alcance do site com baixo custo.

Listas
As pessoas criam listas de presentes que gostariam de ganhar e os convidados comprarão os produtos mais adequados para presentear.

Gold Box
Descontos “secretos” que uma loja virtual pode disponibilizar para o cliente. Pode ser feito com produtos parados em estoque.

Novidades e recomendações
A loja oferece produtos específicos de acordo com o perfil do consumidor, com base no perfil, histórico de vendas e pesquisas.

Filtro
O site permite que a loja virtual ofereça filtros, com objetivo de auxiliar o cliente a ver produtos similares ao que está pesquisando.

Mais comprados
Ranking dos produtos mais comprados, normalmente com a tendência da época. Essa ferramenta é uma estratégia de compra não planejada ou por impulso.

Vale Presente ou Cupom
Esse serviço permite que uma pessoa presenteie outra com um link de presente comprado ou com um código para a pessoa escolher o item que quiser.

Busca
O mecanismo facilita a busca dos produtos desejados pelos clientes.

Opinião
As pessoas comentam e trocam informações sobre os produtos e serviços da sua loja virtual. Além de mostrar transparência da loja, permite integração com o cliente. E, claro, esse serviço deve ser monitorado pela loja diariamente.

Sabrina Morello é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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Uso de radares móveis faz aumentar número de multas em Paranavaí

A utilização do radar móvel em Paranavaí é polêmica desde o primeiro dia em que o sistema foi adotado. Desde que foi inserido, em novembro de 2012, até 18 de julho deste ano já são 24.258 multas. Os números de 2012 e 2013 foram registrados com apenas um radar em funcionamento, enquanto em 2014 são dois.

Em todo o ano de 2013 foram 9.679 multas registradas, número já considerado alto pela população. Porém, neste ano, o número já foi superado em apenas sete meses. Com dois radares em funcionamento pela cidade, são 11.646 infrações registradas em Paranavaí por excesso de velocidade.

“Com a implantação do sistema binário em algumas vias os motoristas tendem a andar mais rápido. Nossa intenção é controlar a velocidade nas ruas e disciplinar de forma punitiva os motoristas a respeitarem as placas de trânsito”, afirma o diretor da Diretoria de Trânsito (Ditran) de Paranavaí, Gilmar Narciso Lopes. Lopes também acredita que ter dois radares funcionando ao mesmo tempo é um dos motivos do aumento no número de infrações registradas pelo radar móvel.

Uma reclamação é quase unânime quando o assunto é o radar móvel: a falta de sinalização. O vendedor Reinaldo Ferreira da Silva, 49 anos, reclama da maneira como o radar é utilizado. “Não é possível identificar o radar, pois não há sinalização nenhuma”, diz.

O gerente administrativo Rogério Moura de Vicente, 41, reclama que o horário em que os radares são colocados não tem a intenção de ajudar o trânsito da cidade. “As quatro multas que tomei foram de manhã em horário de trabalho. De madrugada, nas avenidas perigosas ele não funciona, mas de manhã quando as pessoas estão saindo para o trabalho, funciona”, lamenta Rogério.

Lei
Sobre a sinalização, o diretor da Ditran afirma que ela não é necessária. “Desde 2011 o código de trânsito afirma que não há necessidade de sinalização nos radares. Se houver sinalização, os motoristas andarão de forma moderada nas ruas com radares e nas outras não”, explica Lopes.

As histórias de Silva e Vicente são parecidas. Ambos já tomaram quatro multas pelo radar, e em horários parecidos. Enquanto o primeiro foi flagrado a 70 km/h às 9 da manhã, o segundo foi pego andando a 63 km/h pelo equipamento, às 9:41. Os dois foram multados na Avenida Heitor de Alencar Furtado, onde o limite de velocidade (60 km/h) também é motivo de reclamação. “É a avenida de entrada da cidade, não pode ser com limite tão baixo. Em outras cidades vemos que o limite é de 70 km/h”, reclama Silva.

A prefeitura quer aumentar é aumentar o número de radares na cidade – móveis ou fixos. Isto ainda não aconteceu devido à falta de dinheiro, mas projetos já foram aprovados. “Serão colocadas lombadas eletrônicas e radares fixos em um prazo máximo de dois anos, caso não haja nenhum problema. Só está faltando o dinheiro para ser aplicado na compra”, garante o diretor da Ditran.

MULTAS POR EXCESSO DE VELOCIDADE EM PARANAVAÍ EM 2014
9.197 são médias – quatro pontos na Carteira de Habilitação e multas de R$ 85,13.
2.334 são graves – cinco pontos na Carteira de Habilitação e multas de R$ 127,69.
114 são gravíssimas – sete pontos na Carteira de Habilitação e multas de R$ 191,54.

Rodolpho Roncaglio é acadêmico do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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Atenção para a “cárie de mamadeira”

São tão pequenininhos, antes dos seis meses nem aparecem, mas mesmo assim, desde muito cedo os dentes dos bebês precisam de cuidados especiais para não serem vítimas das cáries de mamadeira.

A cárie de mamadeira está relacionada principalmente à ingestão de líquidos açucarados durante a noite. “A criança adormece, o número e a frequência das deglutições diminuem assim como o fluxo salivar, responsável por banhar e proteger os dentes das bactérias”, explica o dentista Luigi Franchesco. “A associação desses elementos mais o tempo longo em que a criança permanece dormindo, são suficientes para o enfraquecimento das superfícies dentais”.

De acordo com Franchesco, a dentição decídua [a de leite] não tem recebido a mesma atenção dispensada à dentição permanente. “Por não se tratar de um dente permanente, muitos pais neglicenciam os cuidados nessa primeira fase da dentição, com a desculpa de que virá outro dente para substituí-lo”, conta.
Existem outros fatores que podem determinar o aparecimento dessas cáries, como adoçar a chupeta para que a criança se acalme, o consumo excessivo de ácidos e Coca-Cola, etc.

O dentista ressalta que, para evitar a cárie de mamadeira, é importante que a mãe não adicione açúcar ao leite da mamadeira e evite que a criança durma logo depois de mamar. “Deve-se ainda escovar o dente da criança depois de cada mamadeira, e antes de dormir a escovação deve ser reforçada com um pouco de pasta de dente, já que o período da noite é o mais crítico para o surgimento de cáries”, alerta

A limpeza dos dentes, gengiva e da língua pode ser feita com pano úmido, dedeira ou escova seguindo as orientações do odontopediatra, sempre com os movimentos da escova de maneira delicada e sem pressa. Luigi ainda ressalta a atenção dos pais na hora de escolher a escova. “O tamanho da cabeça da escova deve ser proporcional a boca do bebê ou criança, e com as cerdas extramacias ou macias”, orienta.

Já nos bebês que têm o aleitamento materno e ainda não têm dentes, não é necessário fazer a limpeza. O dentista explica que o leite materno protege toda a cavidade oral. “A higiene oral deve começar com o aparecimento do primeiro dente de leite”, destaca.

Isabella Cornicelli é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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Crônica – Parabéns, você conseguiu!

Não há nada melhor do que se sentir livre, independente. E todo jovem, quando chega aos 18 anos, não pensa em outra coisa. A expectativa maior é tirar a habilitação. Quem já passou por isso, assim como eu, sabe que não estou exagerando. Nada te desanima, você está determinado a realizar esse sonho a todo custo.

E de repente, você se depara num novo ambiente, com várias pessoas, que partilham do mesmo desejo e que estão ansiosos e ao mesmo com medo. É incrível como uma simples experiência pode mexer tanto com o ser humano. É um mix de sentimentos. Para quebrar o gelo inicial, você tenta se enturmar, puxar assunto, mas a sua cabeça está lá longe. É inevitável. Nessas horas queremos pular todas as etapas da auto escola e já sair dirigindo como pessoas experientes. E quando não somos aprovados em algo, parece o fim do mundo para os jovens. Nos sentimos tão decepcionados e despreparados. Mas, na verdade, ninguém nasce sabendo de tudo. Cada dia é uma nova experiência, um novo aprendizado.

O tempo passa voando e finalmente chega o tão esperado dia: o exame final. Todos os meses de estudo e preparação se resumem à aquele momento. Nunca imaginei que esperar fosse tão ruim. E se tratando de algo tão importante, como a primeira habilitação, tudo piora. As horas passam e nada de chamarem o seu nome. Até que, de longe, você avista um homem, de expressão séria e todo uniformizado que se aproxima e te chama para o teste. Você levanta e pensa: “É agora ou nunca, Deus me ajude”.

No caminho, o professor da autoescola te olha confiante, torcendo para que tudo saia perfeito. Ao entrar no carro, fechei os olhos, respirei fundo e pensei: “Eu consigo”. Tudo ia bem, até que chegou a hora do teste decisivo, o exame na rua. Ninguém gosta de ser testado, muito menos sabendo que está sendo avaliado e que você tem que ser ágil pois o tempo está rolando. É uma verdadeira pressão. A cada movimento errado, o instrutor faz uma observação no caderninho. “O que será que ele tanto escreve?”.

Você torce para a situação não piorar, até que de repente, ele pede para estacionar. A princípio, não parece algo tão complicado assim. Mas no exame, tudo pode acontecer. Ele te dá uma chance, duas, três. Até que o tempo acaba e você olha desesperado. Implorando por uma nova oportunidade. E no meio disso tudo, você tenta manter a calma, pensar positivo. Mas nada mais adianta naquele momento.

Ao retornar à central, chega outro momento difícil, saber o resultado.  O instrutor chama o professor da autoescola para uma conversa. Até que os dois se aproximam e instrutor te olha de uma forma não muito agradável e começa a descrever todo o seu teste. Você já pensa: “Pronto, não passei”. Até que de repente, quando eu já havia me descabelado e perdido as esperanças, ouço baixinho: “Está aprovada”.

No instante seguinte, não sabia se gritava ou chorava de alegria. Que alívio. A recompensa vem logo depois, o abraço do professor, que tanto te apoiou nessa jornada e que agora está orgulhoso pela sua vitória. Parabéns, você conseguiu. Pode comemorar.

Luiza Recco é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

 

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