Mês: novembro 2014



Incubadora Tecnológica apoia empreendedorismo

Há 14 anos, a Incubadora Tecnológica de Maringá ajuda no empreendedorismo maringaense. Com suporte técnico, treina empreendedores de várias áreas do conhecimento. É uma sociedade civil sem fins lucrativos. Formada por meio de um convênio entre entidades, empresas civis e governamentais que ajudam no seu desenvolvimento.

Segundo o vice-presidente da incubadora de Maringá, José Roberto Pinheiro de Melo, a Universidade Estadual de Maringá (UEM) é um parceiro, inclusive a sede da incubadora fica no bloco 14 da instituição. “Além dessa instituição de ensino, o Centro Universitário de Maringá, UniCesumar também é nosso parceiro”. O professor cita ainda outros parceiros. “Temos a Federação das Indústrias do Paraná (FIEP), sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico do Estado do Paraná (Sindimetal- Pr), Prefeitura de Maringá, Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), Instituto de Desenvolvimento Regional (IDR) e O Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).”

Até 2005, a incubadora, atendia somente projetos na área da informática. De acordo com Pinheiro, ainda nesse ano a oportunidade foi estendida para outros campos do mercado de trabalho. “Outras atividades que também tem suas bases tecnológicas foram incluídas para oferecer mais oportunidades a pessoas que querem empreender em seus ramos de atividades. As áreas de incubação incluídas são: metal mecânica, biotecnologia, agrárias e engenharia civil,” diz.

A oportunidade da incubação é para os novos empreendedores. Esses querem oferecer produtos e serviços concorrendo diretamente no mercado de trabalho, que exige o mínimo de conhecimento no que se faz. Uma das empresas assessoradas pela incubadora é a “Echo Tech Soluções para internet”, cujo sócio proprietário, Fabio Pinto, 27 anos, afirma que a ajuda da incubadora aos pequenos empresários é muito importante. “Como o nosso projeto é de alto risco financeiro, precisamos de apoio tecnológico para minimizar os riscos que todo empreendimento traz,” diz. Segundo ele, há dois anos, a empresa desenvolve sistemas para internet. Um exemplo é a “redevitrine.com” desenvolvida por eles.

Outra empresa que buscou auxílio científico na incubadora é a Skintech. Claudemir Gracindo, 51 anos explica como iniciou seu projeto. “Iniciamos um projeto como incubados externos e com as instalações no IBC criamos uma empresa especificamente para desenvolvimento de inovação tecnológica no nosso ramo,” explica. O sócio comenta ainda que o ramo de atividade produtiva da empresa é, “Trabalhamos com polimetros, plásticos e seus insumos, atuamos no mercado nacional e internacional,” diz.

Segundo, Fábio César Cruzes, 46 anos, da empresa “A8 Metal Concept” a redução dos custos de produção é um dos fatores principais das vantagens apoiadas pela incubadora. “Principalmente para uma indústria nascente que tem como objetivo apresentar novos produtos no mercado,” diz. César finaliza que o começo não foi fácil. “Foi preciso muito investimento, recursos próprios para alavancar a empresa. E o apoio da incubadora foi fundamental, porque ela aceitou a nossa proposta de inovação,” diz. Hoje, com 10 colaboradores, a empresa oferece inovações tecnológicas no mercado.

As grandes empresas, indústrias que já atuam no mercado e queiram desenvolver um novo produto, também podem participar. Independente de seus produtos principais. Mas, é preciso cumprir as regras da Incubadora Tecnológica de Maringá apresentando o plano de negócios para análise e possível aprovação.

Celso Dutra é acadêmico do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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