Mês: abril 2015



Isis Stocco: “Atratividade não era o meu forte”

Com 22 anos de idade, 1,74 m e 53 kg, a maringaense Isis Stocco, Miss Paraná 2013, diz que estar no Miss Brasil foi um sonho realizado e o que mais a deixou feliz foi ver que o Paraná “parou” no dia do concurso para torcer pela sua miss. Isis conquistou os títulos de Miss Paraná 2013, Miss Maringá 2012, Miss Teenager World 2009, Miss Teenager Paraná 2009 e Miss Teenager Maringá 2009. Foram cinco anos de dedicação, disciplina e trabalho árduo para conquistar o título de Miss Paraná. Agora ela deve continuar a cursar o quarto ano de direito na Universidade Estadual de Maringá (UEM). No concurso Miss Brasil, entre as 25 candidatas, Isis foi uma das quatro misses que não precisou perder peso para participar do evento final. Apenas começando a carreira, ela contou que tem muito medo, pois o mercado é exigente. E garante que a concorrência é muito grande, mas há espaço para todo bom profissional.

Desde pequena, você sonhava com a carreira nas passarelas?
Não imaginava que um dia chegaria aonde estou pelo simples fato de ter sido uma criança sem atrativos. Só comecei a perceber que tinha potencial logo após os 15 anos, quando tirei o aparelho fixo dos dentes.

No Concurso Miss Brasil ,como é a preparação e o processo de seleção?
Foi muito intensa, pois todo dia eu tinha uma rotina de preparação física com personal trainner, clínica de estética, nutricionista, aulas de passarela, dança e oratória. Fora isso, ainda trabalho e estudo. A seleção no Miss Brasil é feita por um júri técnico, algumas personalidades que convivem 20 dias conosco (misses estaduais), durante o confinamento. Eles observam tudo, desde o nosso jeito de nos arrumar, andar, até como nos portamos à mesa.

Quais foram as dificuldades que você encontrou para chegar ao Miss Brasil?
A maior dificuldade foi acreditar que era possível estar lá. Quando concorri ao Miss Maringá, sonhava estar um dia no Miss Brasil, mas me indagava: no meio de tantas meninas lindas que moram no Paraná, por que eu seria a escolhida? Foi um sonho realizado.

O pensamento fixo pelo corpo ideal pode trazer várias conseqüências especialmente aos adolescentes, como a Anorexia e bulimia, consideradas transtornos alimentares. Como as pessoas que sonham com a carreira das passarelas podem ter o corpo ideal sem precisar recorrer a esses transtornos? Para manter o corpo em dia, você faz exercícios ou tem algum cardápio?
Acredito que manter o equilíbrio mental é essencial. Quando estamos ansiosas, costumamos comer muito. A dica é sempre manter a calma e dar um passo de cada vez. Não tente atropelar as coisas, não tente perder 10 kg em uma semana. O nosso corpo é uma máquina incrível que deve ser alimentada de forma correta para que possa trabalhar certo. Eu sou adepta da corrida já faz um ano, e prefiro consumir produtos de origem natural e também sempre uso as escadas para me exercitar.

Você está cursando Direito na UEM. Como pretende conciliar a profissão de advogada com a carreira de modelo?
Eu frequento as aulas integralmente e estudo para todas as provas, mas com muitos compromissos, infelizmente não consigo dar cem por cento de mim na faculdade. Acredito que tudo tem sua hora. Como perdi muita aula, estou correndo atrás da matéria e das provas perdidas. De qualquer forma, ainda tenho meus compromissos perante à sociedade e eventos a participar. Neste momento me dedico mais à carreira de modelo e miss. Afinal, juventude a gente só tem uma, não é? Depois que tudo isso passar, terei tempo de me dedicar para passar em um concurso público, quem sabe magistratura.

Nádia Viviane é acadêmica do 4º ano d Jornalismo do UniCesumar

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Entrevista com o líbero Tiago Brendle

Resumidamente, o vôlei é um esporte que tem como objetivo colocar a bola no chão quando se ataca. Mas existe uma posição que faz exatamente o contrário. O líbero tem a função de defender a bola e impedir que caia no próprio campo, proporcionando o contra ataque da equipe. E é nessa posição que Tiago Brendle, 29 anos, se destacou na temporada 2014/15 da Superliga de vôlei jogando pelo Ziober Maringá. Temporada que lhe rendeu a convocação para a seleção brasileira que disputará a Liga Mundial. Em entrevista exclusiva, o jogador avalia a temporada que se encerrou, comenta sobre a cidade, o time e a torcida maringaense, e claro, sobre a seleção. Confira:

Como você avalia sua participação e do Ziober Maringá Vôlei na Superliga 2014/15?
Desde o primeiro momento em que fechei com a equipe, estabeleci como objetivo individual que esta seria uma grande temporada, que faria absolutamente tudo para crescer e me destacar. Buscava ajudar a equipe a chegar ao seu ponto máximo dentro da competição e chamar a atenção pelo voleibol apresentado. Enquanto equipe, não conseguimos alcançar nosso objetivo que era a semifinal. Enquanto atleta, consegui o objetivo da convocação [para a seleção brasileira].

Qual o jogo mais te marcou enquanto vestia a camisa do Ziober Maringá?
Sem dúvida o segundo jogo das quartas de final, Ziober contra o Sesi, no Chico Neto, sendo 3 a 1 a nosso favor. Muita emoção. Foi um grande espetáculo. Jogo bonito, duro, torcida vibrando, ginásio cheio e todos vitoriosos ao final, partindo com um sorriso no rosto, vislumbrando a próxima batalha.

Nos jogos do Ziober Maringá Vôlei a torcida começou a pedir você na seleção brasileira cantando o coro: “ão ão ão, o Brendle é seleção.” Como era ouvir isso dentro da quadra? Isso te motivava ainda mais?
Essa situação se apresentou na primeira partida das quartas de final, em São Paulo, na Vila Leopoldina. Me preparei muito para o jogo, recrutando absolutamente tudo para ter o maior desempenho possível, afinal, era playoff. Ao pisar na quadra, escuto nossa torcida puxar o canto. Me arrepiei inteiro, passou uma onda energética por todo o meu corpo e em seguida veio o pensamento: “vou jogar muita bola, vou para a guerra confiante e muito mais forte, começou, vou me apresentar e orgulhar essa massa”.

No último dia 13 saiu a lista de convocados da seleção brasileira para a disputa da Liga Mundial e você foi um dos líberos chamados. Acredita que essa “pressão” da torcida maringaense pedindo você na seleção possa ter de alguma forma, influenciado na decisão da comissão técnica da seleção na convocação?
Eles são muito experientes em convocações e não se deixam influenciar. Estavam me acompanhando e avaliando há um tempo.

Publicamente você já tinha reconhecido que esperava essa chance na seleção faz algum tempo. Finalmente tem sua chance. O que pretende agora? Como aproveitar esta oportunidade da melhor maneira possível?
Eu tenho feito boas Superligas nos últimos anos. Sempre aparecendo muito bem nas estatísticas, em todos os anos. Levando em conta que uma convocação de seleção brasileira deve estar diretamente ligada a atuação e desempenho dentro do campeonato, posso dizer que aguardava uma oportunidade. Esta surgiu, então agora o trabalho continua para a conquista do espaço e crescimento dentro da seleção.

Você já defendeu inúmeras seleções de base no Brasil. Pela idade, jogou com nomes como Lucão e Bruninho, que habitualmente são titulares na seleção brasileira. Como é sua relação com eles? Acha que seu estilo de jogo se encaixa bem com o deles?
Somos da mesma geração e jogamos juntos em algumas seleções e muito como adversários na Superliga. Eles tiveram oportunidade cedo, se fixaram e são excelentes em suas funções. Nossas trajetórias são diferentes, porém agora, que nos encontramos, dará muito certo.

Ricardinho, atualmente levantador do Ziober Maringá Vôlei, e Bernardinho, técnico da seleção brasileira masculina de vôlei principal, são dois dos nomes mais importantes da história do vôlei mundial. Se sente privilegiado por ter a oportunidade de trabalhar com os dois?
Com certeza. Os dois podem ser considerados fenômenos dentro de suas funções. Entendo como privilégio a oportunidade de poder trabalhar junto e incorporar e aprender o que cada um tem de melhor. Quando se encontra exemplos positivos deve-se aproveitar para crescer.

Nos playoffs o Ziober Maringá enfrentou o Sesi, que tem como líbero Serginho “Escadinha”, considerado por muitos o melhor líbero de todos os tempos. E agora vocês vão treinar juntos e fazer um duelo particular pela vaga. O que você acha disso tudo?
O Serginho foi durante muitos anos o melhor líbero do mundo. Ele realmente é um jogador diferenciado que marcou esta posição na história do voleibol. Disputaremos uma vaga, sendo que meu foco é apresentar meu melhor voleibol e deixar a decisão de escolha para os responsáveis.

Suas últimas temporadas pelo Montes Claros / Monte Cristo foram muito boas, mas você não foi lembrado pelo Bernardinho. Acredita que ter vindo para Maringá, ter chegado aos playoffs da liga, pesou para esta convocação?
Minhas últimas três temporadas foram muito boas, sendo que a mais recente foi a melhor. Ter alcançado os playoffs este ano, diferente das anteriores, contribuiu para atrair maior atenção dos responsáveis pela seleção.

A seleção brasileira sempre se reúne em Saquarema (RJ) onde praticamente se respira vôlei 24 horas por dia. Até onde esse ambiente pode contribuir para aperfeiçoar seu jogo?
Participei de seis ciclos de seleções brasileiras em Saquarema, no Centro de Desenvolvimento de Voleibol. Conheço muito bem o lugar e posso afirmar que a preparação realizada ali apresenta muito ganho, muitos benefícios. Aproveitarei ao máximo para o meu crescimento.

A fase final da Liga Mundial e os Jogos Pan-Americanos vão coincidir no calendário deste ano. Se pudesse escolher, qual competição você gostaria de disputar?
Quem irá decidir esta questão é a comissão, porém, minha meta é jogar efetivamente, de titular, uma competição internacional.

Estamos na reta final deste ciclo olímpico, faltam menos de 500 dias para Rio-2016. Normalmente a seleção convoca apenas um líbero. Onde você se vê na corrida por esta vaga?
Eu planejo jogar [as Olimpíadas] Rio – 2016 há muitos anos. Mesmo parecendo longe de onde me encontrava, trabalhava, focava e me aperfeiçoava para quando chegasse o momento, a oportunidade, estivesse pronto. Na disputa me vejo em iguais ou melhores condições.

Você também já revelou que tem o sonho de jogar no exterior. Em que país gostaria de jogar?
Tenho 29 anos e joguei 11 temporadas no Brasil, que é um ótimo campeonato. Porém, o desafio, o diferente, é atraente. Existem campeonatos fortes que gostaria de disputar, como o Italiano, o Russo, o Polonês. Essas experiências enriquecem a carreira do atleta e contribuem para seu crescimento, pois existem características diferentes no voleibol de cada país.

A crise financeira inegavelmente chegou ao vôlei. Muitos times perderam patrocinadores e estão passando por reestruturações e alguns jogadores negociam com o exterior. Você fica em Maringá para a próxima temporada? Qual o seu desejo?
Vivi uma temporada muito boa em Maringá, então gostaria de poder ficar. A situação financeira da modalidade nunca foi fácil e no presente está ainda mais difícil. Então, no mercado do voleibol que está em movimento, decidirei meu futuro.

Como você define a torcida de Maringá? Tem algum recado que você queira deixar para eles?
Gostei muito da torcida maringaense. Muito presente, positiva, fiel, educada. Das 11 temporadas e muitas equipes em que atuei a torcida de Maringá está entre as duas melhores. Nunca irei esquecer o que vivi no Chico Neto e nesta bela cidade. Agradeço o apoio, o incentivo, o reconhecimento e a valorização que recebi desta comunidade. Respeito muito esta cidade e sintam-se orgulhosos pelo que são.

Giovanni Froeming é acadêmico do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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Alunos de Jornalismo do UniCesumar são premiados no Sangue Novo

Três trabalhos de alunos do curso de Jornalismo da Unicesumar estão entre os premiados na noite de quinta-feira (26) no “Prêmio Sangue Novo de Jornalismo”, realizado todos os anos pelo Sindicato dos Jornalistas do Estado do Paraná. Foram dois primeiros lugares e um terceiro.

Os primeiros lugares foram conquistados com os trabalhos “Rádio Jornal”, com o projeto “Jornal da RUC”, desenvolvido pelos alunos do 4° ano de Jornalismo e “Reportagem para Rádio”, do ex-aluno Pedro Alvarez Real, com a matéria “O retrato do crack em Maringá”, ambas realizadas sob a orientação do professor e coordenador do curso, Vinícius Dorne.

Já na categoria “Reportagem Escrita em Meio Digital”, o aluno Victor Simião ficou com o 3° lugar com a matéria “Na Rua Paulo Leminski, o poeta é outro”, orientada pela professora Rosane Barros.

“É uma satisfação muito grande para todos os professores, ver que nossos alunos estão conquistando seu espaço antes mesmo de saírem da faculdade. O Sangue Novo premia o talento de cada um e mostra que o trabalho desenvolvido é de alta qualidade. É uma vitória primeiramente deles, pelo conteúdo, organização e dedicação, mas nos sentimos todos vitoriosos com esse prêmio”, diz Dorne.

Sobre o Prêmio

O Prêmio Sangue Novo é destinado aos estudantes de jornalismo e instituições de ensino do Paraná, e tem por objetivo promover a inovação e a valorização da produção estudantil através do reconhecimento dos trabalhos desenvolvidos dentro das instituições. Os trabalhos são julgados por profissionais com ampla experiência em suas áreas de atuação.

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