Mês: agosto 2015



Fotografia, o motor das redes sociais

É necessário apenas um click para que determinado momento fique eternizado. A fotografia é uma das maneiras mais antigas de guardar as lembranças e registrar momentos. Para algumas pessoas elas servem como arquivos do coração, para outras são apenas uma forma de expressar o que estão vivendo no momento. Por muito tempo ela pode ser vista no formato impresso e nos últimos anos ela se transformou em pixels nas telas dos computadores.

O processo digital permitiu um avanço na fotografia muito grande, e com a tecnologia surgiram também sites voltados para a divulgação da mesma. As redes sociais são as páginas em que mais as fotografias aparecem nos dias de hoje e são preferência entre os usuários.

“Quem observa uma foto pode decidir quanto quer se dedicar a ela: pode ser meio segundo, pode ser uma hora. Quem assiste a um vídeo, ainda que o veja parcialmente, tem de obedecer minimamente a um prazo estabelecido por seu autor, desta forma o vídeo demanda mais tempo de quem o produz e de quem o visualiza, por este motivo a fotografia tem se destacado a cada dia”, destaca a fotógrafa Márcia Leal.

No dia 26 de março de 2014, o Instagram – rede social baseada em publicações fotográficas – anunciou ter atingido o número de 200 milhões de usuários. Em um post comemorativo, o aplicativo afirmou ter passado da marca de 20 bilhões de fotos compartilhadas. “Revimos isso pensando sobre a beleza e a importância de tudo o que essa comunidade já criou”, diz o comunicado no site oficial.

Uma imagem vale mais que mil palavras, deve ser por este motivo que o aplicativo é a rede social do momento. Em outubro do ano passado, o instagram completou quatro anos e, desde de seu lançamento, os números não param de crescer. Criado pelo brasileiro Mike Krieger e o americano Kevin Systrom, a rede social de fotos estreou na App Store, em 2010 e, no mesmo dia, tornou-se o aplicativo mais baixado, chegando a 1 milhão de usuários em dezembro do mesmo ano.

Em 2012, uma semana após lançar uma versão do app para Android, o Facebook comprou o Instagram por US$ 1 bilhão. Dois anos depois, a base de usuários cresceu nada menos que seis vezes. No dia 10 de dezembro de 2014, a rede social anunciou a marca de 300 milhões de usuários ativos e se tornou popular especialmente pela criatividade das pessoas, famosas ou anônimas, que compartilham sua rotina de diversos ângulos. “Nos últimos quatro anos, o que começou com dois amigos e um sonho cresceu até se tornar uma comunidade mundial que compartilha mais de 70 milhões de fotos e vídeos diariamente”, escreveu Kevin Systrom, diretor executivo do Instagram, em seu blog.

Da forma em que as fotografias são postadas instantaneamente elas se tornaram o motor das redes sociais e um álbum aberto para o mundo. Todos os dias as timelines das redes sociais são inundadas com diferentes tipos de fotos que servem para alimentar o ego daqueles que postam e os olhos daqueles que apreciam.

Cristiane Gabino é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

Comente aqui


Stiletto, a dança da Anitta e Beyonce invade as academias

Andar de salto alto já é difícil, imagine dançar. Em Maringá, pelo menos duas academias já aderiram ao Stiletto, um mix de ritmos que une jazz e hip hop. Durante as aulas, as alunas não podem ”sair do salto”.  O Stiletto Dance tornou-se popular porque muitas celebridades do pop são adeptas, como as cantoras Beyoncé e Anitta.  Quem trouxe a novidade para Maringá foi a professora de dança Flávia Dias. “A procura por este ritmo é um sucesso. Todas as mulheres querem, principalmente as ‘baladeiras de plantão’, pois além de ensinar a dançar de salto, o Stiletto desperta a feminilidade”, ressalta Flávia.

Nesta dança, movimentos leves e sutis são realizados, usando os ombros, quadris, mãos, pés, com uma “pegada sensual” e proporcionando também postura e equilíbrio.

Na academia em que Flávia é professora, são aproximadamente 15 alunas que participam todas as semanas das aulas de Stiletto. A recepcionista Sônia Teixeira faz parte do grupo. Há pouco mais de dois meses, ela começou a frequentar as aulas. Para Sônia, os benefícios vão além do que a estética de ter um corpo bonito.  “É isso que o Stiletto proporciona para a gente, pessoas comuns, donas de casas que ao entrarem na academia se transformam em divas em cima do salto. Nossa autoestima ‘vai lá em cima’”, garante.

A estudante Patrícia Souza é uma das alunas mais novas – começou a praticar o Stiletto há um mês.  De acordo com ela, a aula foi uma oportunidade para tirar o salto do armário e cair na dança.  “A gente aprende a caminhar melhor e ter mais confiança. Aprender a dançar em cima do salto alto sem escorregar é um desafio. Esta aula é como se fosse um ensaio pré-balada”, avalia.

A  professora de dança Flávia Dias ressalta que, para dançar Stiletto, o salto tem que ser confortável.  “Para quem está se acostumando com a dança, o recomendável é que venha com um sapato que não machuque o pé. Não precisa ser um salto de vinte centímetros, pode ser um de dez. O importante é fazer os movimentos sem se machucar”, explica.

Nádia Viviane é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

Comente aqui


Cães também vão para a academia

 

Você já parou para imaginar como seria uma academia para cachorros? A ideia parece estranha e bem curiosa, mas em Maringá já é possível encontrar essa novidade, que está ganhando espaço em todos os lugares e é sucesso nos Estados Unidos. O que antes era exclusivo para os seres humanos, atualmente, também é uma realidade para a “turma do latido”.

Cachorros que não praticam exercícios ficam estressados, latem com frequência e alguns chegam a apresentar algumas práticas incômodas como morder as patas. São vários sintomas que podem ser detectados em cães que não praticam nenhuma atividade, por isso, o sedentarismo no animal deve ser evitado. Praticar exercícios físicos é extremamente importante para melhorar a qualidade de vida, bem como promover a manutenção da saúde – assim como para os humanos, essa lei também serve para os cachorros.

A médica veterinária Patrícia Cavalca ressalta que os cães também necessitam de praticar alguma atividade, não necessariamente diária, mas pelo menos com uma frequência semanal. “Os exercícios ajudam eles a se acalmarem, auxiliam na parte da obediência e também contribuem para eles ficarem mais tranquilos em casa, pois gastam as energias na atividade”, conta.

Os humanos, na maioria das vezes, costumam procurar exercícios físicos no quais se identificam e se sintam bem praticando. Para cada objetivo individual é recomendo um tipo de atividade mais adequada –  e o mesmo acontece com os cachorros. Para cada tamanho de cão existe um tipo de exercício. Os menores, geralmente, são mais agitados e precisam queimar mais energia e é a partir disso que entra a importância do trabalho desenvolvido pelas academias.

De acordo com a médica veterinária, a diferença entre os exercícios para cada porte de cachorro não é em relação ao tamanho, mas sim em relação ao grau de energia do animal. “Às vezes, um animal pequeno tem mais energia e vai gastar mais energia também do que um animal maior que é um pouco mais parado, tem energia mais baixa. Então, esse cão vai fazer menos atividade, dependendo do grau de energia dele”, explica.

A estudante Lara Carolina Saganski, dona da dálmata Pandora, decidiu há 8 meses colocar a cachorra em uma academia para cães em Maringá. Segundo ela, essa ação foi muito importante já que o dálmata é um animal que tem muita energia. “A gente não conseguia suprir essa energia toda dela em casa e depois que resolvemos colocar Pandora aqui, já conseguimos perceber que ela desenvolveu o olfato, a audição, está mais inteligente”, conta. A estudante salienta que, agora, Pandora é uma cachorra um pouco mais calma e mais comportada e que essas qualidades foram desenvolvidas depois que a dálmata começou a frequentar a academia para cães.

Amanda Zulai é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

Comente aqui


Palmilhas ajudam a corrigir postura na prática esportiva

 

A prática de qualquer atividade física é considerada uma das alternativas mais eficientes na buscar da saúde. No entanto, boa parte dos atletas amadores nunca leva em consideração as consequências negativas que a prática esportiva descuidada pode trazer, principalmente, à coluna. É aí que surge a podoposturologia, área da fisioterapia que reeduca a estrutura do corpo através de palmilhas feitas sob medida.

De origem francesa, a técnica chama a atenção por tratar de um novo conceito na fisioterapia, voltado mais para o tratamento de dores nas articulações e coluna. Enfim, a podoposturologia vem ajudando a trazer o conforto para aqueles que sofrem com dores na coluna durante qualquer prática esportiva.

Apesar do nome complicado, a técnica busca mostrar, de forma clara e precisa, qualquer tipo de problema postural. Uma das formas de saber se você sofre com este problema durante a prática de atividade física é uma visita ao fisioterapeuta. Especialista na área, o fisioterapeuta maringaense Marcelo Ruy explica qual deve ser o procedimento correto na hora de procurar este método.

“O profissional da fisioterapia vai fazer algumas avaliações, com a utilização de imagens e vídeos que poderão ajudar a saber o que cada pessoa tem de déficit para corrigir. Daí, damos início à produção da palmilha para o paciente”, explica Ruy.

A palmilha é produzida artesanalmente, sendo montada, recortada e lixada para dar conforto e praticidade para o paciente, que escolhe o modelo de acordo com o tipo do calçado que utiliza no dia a dia ou da alteração postural encontrada na avaliação. Por último, a palmilha é aquecida na prensa térmica, que deixa o molde correto do pé do paciente

O estudante Pablo Ramon, 21, utiliza as palmilhas há pouco mais de dois anos. Ele conta que sofria de dores constantes nas costas quando praticava qualquer tipo de esporte e que o problema só foi solucionado depois que passou a usar as palmilhas posturais.

”Desde que comecei a utilizar a palmilha, sinto que forço bem menos na hora de pisar, o corpo parece mais balanceado na hora de andar e praticar qualquer esporte. O incômodo que sentia na coluna deu uma boa aliviada, até melhorou meu desempenho na hora de jogar bola, por exemplo”, conta o estudante, satisfeito com o resultado.

Victor Rossi é acadêmico do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

Comente aqui


“Vira homem, moleque” e outras frases aparentemente inocentes

 

“Isso é coisa de mulherzinha.”

“Engole o choro, porque homem não chora.”

“Engrossa a voz e fala direito.”

Com as devidas variações semânticas que cada uma das frases permite, não há como negar que, pelo menos uma vez na vida, todos os homens já ouviram algo parecido. Frases como as citadas no início dessa reportagem são, aparentemente, inofensivas – podem partir de um pai bravo, ou do avô estressado, funcionando como uma bronca despretensiosa. Mas, na realidade, estimulam nas crianças comportamentos machistas e homofóbicos que vão acompanhá-las pelo resto da vida.

Em tempos onde os debates sobre igualdade de gênero estão a todo vapor, vale a pena repensar cada palavra dita aos pequenos da nova geração? Para a psicóloga Lílian Watanabe, especialista em comportamento infantil, vale. Para ela, é preciso reestruturar a cultura machista que envolve a educação exercida em vários lares doces lares. “Os pais não costumam se policiar ao aplicar essas frases porque é uma questão cultural: ouviram isso de seus pais, e por aí vai. É um ciclo vicioso, que provoca sequelas emocionais nas crianças.”

Mas, como mudar esse tipo de comportamento? Lílian atribui essa dificuldade à pouca importância que pais e cuidadores dão à bronca: “quando brigamos com nossos pequenos, não somos 100% pedagógicos, isso é fato. Antes de se repensar no que falamos na hora da bronca, é preciso reaprender que este não é um momento de ira, mas sim de correção”. Em resumo: a bronca precisa ser pensada.

O bancário Marcelo de Araújo, 35, é pai de duas crianças: uma menina de 6 anos e um menino de 9. Ele reconhece que, mesmo sem querer, acaba sendo machista com os filhos – em especial com o menino. “Não adianta, a gente sempre vê nosso menino como um reflexo do que somos. Então, às vezes é impossível não dar uma ‘bronquinha’ de um jeito machista. Mas não é por mal, de jeito nenhum.”

Já com a filha, o bancário tem uma relação mais tolerante, afinal, para as meninas, “as coisas são um pouco mais fáceis, pelo menos durante a infância”. Ele conta que “não é tão estranho ver uma menina brincando de carrinho, ou gostando do Mickey. Mas menino, se gosta de rosa ou brinca de boneca, o povo já fala. Tento equilibrar isso nos meus filhos, mas é preciso estar atento. Não quero nenhum deles sofrendo preconceitos por coisas assim”.

Para a psicóloga Lílian Watanabe, o desestímulo a comportamentos sexistas é algo que virá aos poucos, “com o tempo, de forma gradativa”. Porém, os pais precisam ter essa atenção. “Isso tudo não é papo de feminista, até mesmo porque as meninas acabam sendo machistas também. Trabalhar questões assim com os filhos é uma questão que vai além do comportamento sexual: fundamenta valores como a tolerância e a autenticidade nos pequenos”. Valores que, por sinal, estão bem em falta na nossa sociedade.

Thiago Bulhões é acadêmico do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

Comente aqui


Lousa digital: uma aliada pouco explorada

Todos guardam em sua memória da sala de aula a presença significativa do quadro negro. Em uma época na qual as inovações tecnológicas estão em constante crescimento, não é mais possível prever o prazo de validade de alguns produtos. Quem se beneficia com essa constante transformação é a educação – as escolas estão trocando quadros de giz ou de canetão pela lousa digital. Lousa digital? Trata-se de uma tela imensa de computador, porém mais inteligente, pois é sensível ao toque.  Mesmo que muitos países ainda não tenham se adaptado a esse sistema, em Maringá uma escola já se utiliza desse método interativo.

A publicitária Letícia Sturion, 22, é estudante de inglês e na escola de línguas em que está matriculada já é usado esse método digital. Letícia diz que a lousa ajudou no entendimento e desenvolvimento do conteúdo. “É uma forma mais rápida e interessante de trazer novos exemplos e explicações do que está sendo aprendido. Podem-se explorar novos conteúdos de assuntos atuais”, analisa. Além disso, a estudante ressalta que a forma que os professores passam o conteúdo melhorou. “A explicação é mais clara para nós e os exemplos apresentados são diferentes dos livros. O aluno aprende mais como utilizar expressões (no caso do inglês) em determinados contextos”.

A professora e jornalista Bruna Gusmão diz que ambos os métodos – quadro negro e lousa digital – são necessários para passar o conteúdo aos alunos. “A lousa digital ajuda na interação do aluno caso seja bem utilizada. Não adianta eu preparar determinada aula e passar para o aluno sem que haja explicação. Acho que os métodos de ensino continuam os mesmos, só muda a maneira como é passado o conteúdo”, diz Bruna.

A professora acredita que ambos os suportes são interessantes. “Às vezes, você precisa escrever algo no quadro. Lógico que hoje, usando a lousa interativa, o aluno participa mais das atividades, faz com que ele levante e interaja. Então, eu acho mais interessante”, avalia.

Quando se observa a lousa digital é possível perceber as suas semelhanças em relação à lousa tradicional e à televisão. As vantagens da lousa são muitas, pois quem elabora o conteúdo pode filtrar e interagir com os alunos conforme o conteúdo é apresentado.

“Prefiro fazer uma mistura dos dois métodos”, diz a pedagoga Vilma Ramari, 55. Ela acredita que não se pode jogar o método antigo fora, até porque em algum momento o quadro negro deu certo. Ela alerta ainda que os professores devem estar abertos às novas atualizações, afinal, a educação está em constante aperfeiçoamento. Em relação ao aprendizado dos alunos, a pedagoga ressalta que, atualmente, as crianças já nascem nesse mundo tecnológico. Porém, cabe ao município e ao estado dar condições para que os professores possam acompanhar esse ritmo. “Temos que trazer para dentro da sala de aula um pouco do mundo deles e sempre nos atualizarmos. Apesar de que mesmo com toda essa tecnologia, é fundamental o corpo a corpo para não perder esse lado afetivo de professor aluno”, ressalta Vilma.

 Mariana Bortolo é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

Comente aqui


Beijo: carinho que faz bem à alma

Um beijo aqui, outro ali. Beijo molhado, no rosto, na mão, na testa, ou onde surge arrepio. Beijo na boca. Como já cantava Marisa Monte “beija eu, beija eu, beija eu, me beija”, não importa o tipo, o ato de beijar sempre será conhecido como uma das ações mais íntimas na demonstração de afeto que o ser humano tem como necessidade.

O simples gesto, o beijo, causa mudanças no corpo de quem oferece e recebe, porque o cérebro libera inúmeras “substâncias do bem”, como a dopamina, ligada às emoções, a endorfina, ligada ao prazer, e oxitocina que é ligada à união.  Esses são hormônios responsáveis pelo prazer, por isso a médica infectologista maringaense Simone Bonafé garante que beijar faz bem. “O beijo é uma coisa gostosa, ter intimidade com uma pessoa. Você fica mais feliz quando está com alguém. Além de falar, que movimenta 29 músculos e queima calorias”, disse a médica.

De acordo com um estudo de 2007, do psicólogo Gordon Gallup citado em reportagem da revista Seleções, o ato de beijar é uma forma de trocar, por meio do subconsciente e dos sentidos, informações necessárias sobre a pessoa beijada para saber se ela é ou não o par ideal.  Se não fosse por necessidade, o mundo já teria implantado culturalmente esse ato tão significante. No mínimo 90% da população mundial segue a cultura da troca de beijos. O índice não é exato porque culturas costumam ser sempre diferenciadas, ainda assim, com tanta gente se beijando por aí, o neurologista e autor da psicanálise Sigismund Freud, acreditava que o gesto de beijar em si pode ser considerado instintivo e não cultural.

A psicóloga e sexóloga Eliane Rose Maio revelou que, apesar do beijo fazer parte da cultura ocidental como forma de afeto, sempre há intenções que vão além em cada um deles. “Na região Sul do País, aqui em Maringá, o beijo na boca é um ato de carinho, tesão e amor pela pessoa que está sendo beijada”, explica a psicóloga.

O ser humano não é a única espécie que beija, mas segundo o etólogo inglês Desmond Morris, eles são os únicos que têm os lábios que se dobram para fora e que têm cor diferenciada do restante da pele, porque a epiderme é a mais fina do corpo e muitas células nervosas sensoriais concentram-se neles.

Há inúmeras vantagens na hora de beijar, mas Simone Bonafé ressalta que sempre é preciso ter alguns cuidados na troca do carinho. “O beijo não traz tantas doenças como o sexo sem preservativo, mas a gente pode ter algumas contaminações. Principalmente doenças infecciosas, virais e bacterianas. Existe a doença do beijo. É uma doença infecciosa causada por um vírus, que não necessariamente só as pessoas que beijaram vão desenvolvê-la. É uma doença transmitida por gotículas e é mais comum na adolescência”, alertou a médica.

A sexóloga Eliane Maio também destaca que é preciso precaução ao demonstrar e escolher a quem oferecer essa forma de afeto. “Para que a pessoa tenha consciência do seu corpo, que ela tenha autonomia. Para que o beijo seja extremamente agradável, não forçado, que faça bem para essa pessoa”, disse. O estudante e auxiliar administrativo João Gonçalves, 21, recomendou e garantiu o bem que esse gesto de carinho pode proporcionar.

“Beijar o pai, mãe, avós. É sempre bom dar um beijinho, principalmente quando é aquela pessoa que você ama. Aquele beijo quente, molhado, aquele beijo gostoso e apaixonado”, revelou o estudante.

Para aqueles que ainda não dominam a arte do beijo ou desejam aprender algumas técnicas, o mercado oferece vários livros para dar “aquela ajudinha”. Mas o autor do livro “Dossiê do Beijo, 484 formas de beijar”, Pedro Paulo Carneiro, depois de pesquisar sobre o assunto por mais de 10 anos no Brasil e em outros 40 países, disse acreditar que acima de técnicas para que um beijo seja bom é preciso envolvimento entre as pessoas.

Mariana Kateivas é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

Comente aqui