Mês: setembro 2015



Vizinho Solidário faz sucesso em bairros de Maringá

 

O que era para ser apenas um projeto piloto, hoje já alcança vários bairros de Maringá. Assim pode ser definido o projeto “Vizinho Solidário”, que visa a melhorar a segurança e o relacionamento entre os moradores. O projeto, que já é comum em vários bairros de Londrina e Curitiba, vem fazendo sucesso nas Zonas 02 e 04, duas das principais regiões da cidade.

O primeiro local a instalar o projeto foi a Zona 02, no fim de 2012. A responsável por levar o projeto ao bairro foi a empresária e vice-presidente da associação de moradores, Gisele Nogueira de Oliveira, 31 anos. “Estava conversando com o presidente do Conselho Comunitário de Segurança de Maringá (Conseg), Antônio Tadeu Rodrigues, que me alertou que outras cidades já estavam com esse projeto. Ele perguntou o que eu achava de implantar na Zona 2. Foi aí que surgiu o interesse’’, explicou.

Depois de estudar o projeto e ver de perto como funciona o “Vizinho Solidário’’ em bairros de Londrina, Gisele resolveu trazer a ideia para Maringá. Uma simples conversa com alguns moradores mais antigos serviu para atrair as pessoas para a causa. A partir daí, a aceitação foi quase que imediata, tendo no primeiro ano mais de 50 casas cadastradas.

“Oriento todos. Explico a ação de cada pessoa, o perfil das pessoas que podem ser consideradas suspeitas e principalmente, o compromisso do projeto, que é cada morador, de forma bem simples, cuidar da moradia do outro, como se fosse algo seu”, conta a empresária, explicando que o único requisito para participar é a aquisição de um kit, composto de apito, placa e ímã de geladeira, com telefone da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros e dos outros moradores. Não há nenhum tipo de pagamento ou mensalidade.

Outro bairro de Maringá que também aderiu à ideia foi a Zona 04. Por lá, o projeto começou de forma mais tímida, mas não menos ativo. A dona de casa Andréia Damázio, 39, mora no local há mais de 20 anos e foi só elogios à iniciativa, que conheceu pelo “boca a boca”. “Gostei bastante desse vizinho solidário. Vi uns vizinhos comentando e a partir dai fui atrás de mais informações. Sinto que melhorou não só a segurança, mas também o relacionamento entre os moradores. Cada um se preocupa com a casa do outro como se fosse sua também”, explica a moradora.

Para os moradores de outros bairros que tenham interesse em participar, basta entrar em contato com o Conseg, que dará maiores informações sobre o projeto pelo fone: (44) 3025-9647 ou no endereço: Rua Basílio Sautchuk n.º 388 – Centro.

Victor Rossi é acadêmico do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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Cirurgia plástica pode viciar

O sedutor mercado da beleza atrai, a cada dia, mais pessoas com a promessa de soluções  ao alcance de um bisturi. É sempre válido corrigir ou melhorar algum aspecto físico que está afetando a autoestima. No entanto, quem deseja se submeter a uma cirurgia plástica, seja ela reconstrutiva ou estética, precisa estar ciente de que nem sempre o resultado final é o desejado. O cirurgião plástico Marcos Manzotti  concedeu entrevista e falou sobre  os assuntos polêmicos que envolvem a cirurgia plástica.

 

 – Existe um limite para esta ditadura da beleza?

Sim existe.  A cirurgia plástica traz o benefício estético e, desde que seja bem indicada, traz um resultado estético prazeroso para o paciente, aumentando a  auto estima. Com isso o paciente acaba procurando  outros lugares do corpo em que ele vai querer ajustar. Então a pessoa pode acabar se viciando, e há pessoas que não tem muito controle psicológico e acabam exagerando, fazendo procedimentos em cima de procedimentos. Exemplo disto é o que aconteceu  no caso da ex modelo Andressa Urach . Ela utilizou um preenchimento de longa duração, e também pode ter sido utilizado o PMMA que é um preenchimento permanente.  Eu vejo o  exemplo dela como um caso bem alternativo. Não é a nossa realidade do dia a dia de cirurgia plástica, porque existem alternativas muito melhores do que esses preenchimentos para se fazer no corpo, como por exemplo uma lipo escultura, que é o que a gente faz praticamente todo dia.  O paciente usa a gordura do próprio corpo, que não tem risco de rejeição, para remodelar o corpo. Só que o que aconteceu no caso da Andressa, é uma complicação que dizem que foi tardia, cinco anos depois que ela preencheu. Pode ter sido tardia, mas foi uma complicação grave que se chama Fasceíte necrotizante, uma bactéria que come por dentro da pele,  e causa aquelas necroses importantes.  Eu vejo todo esse exemplo como um caso em que o paciente procurou economizar. Economizou porque não fez nada no centro cirúrgico, foi em uma clínica de estética, não sei se foi cirurgião plástico que aplicou,  e além do mais a dosagem do produto foi inadequada. Então existe um limite sim. E o limite também se resume em  o paciente procurar um bom profissional  que irá indicar quais são as possibilidades de tratamento para aquele “defeitinho” que a pessoa acha que tem e qual o resultado melhor, na prática como aquilo vai ser melhorado.

O preço da cirurgia plástica pode interferir na escolha por procedimentos ilegais que saem mais baratos?

Exatamente. O barato pode sair caro. Ao fazer em uma clínica sem hospital e guarnição, você está sendo submetida a um procedimento com maior risco de complicação, infecção. Podem acontecer também problemas alérgicos, o paciente talvez venha a precisar de uma UTI. E se você está em uma clínica,  não tem nenhum tipo de suporte, o que pode levar a um risco de morte para a pessoa. Por isso o barato pode sair caro sim, e no caso da Andressa saiu bem caro. Existem alternativas muito melhores, lógico que são mais caras porque envolve a terceirização, você acaba contratando não só o cirurgião plástico como também o serviço hospitalar, o serviço de anestesista, tudo dentro de um complexo hospitalar que oferece  recursos para minimizar os riscos de uma cirurgia. Então,  muito cuidado na hora de escolher o serviço a ser prestado. “Ah, eu tenho um defeitinho, o que devo fazer?”. O defeito é estético? Então procure um cirurgião plástico.  Não procure qualquer profissional fora da área da cirurgia plástica. Procure ver se o profissional que você escolheu é reconhecido pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica porque isso é muito importante.

– Existe uma idade certa para fazer a cirurgia?

Sim.  Existem vários tipos de cirurgias plásticas, tanto estéticas quanto reparadoras.  Para cada procedimento há  uma idade mínima. Para “orelha de abano” são sete anos,  prótese de mama no mínimo dezessete ou dezoito anos pois a paciente precisa já ter a mama formada.  Rinoplastia também entra nesta idade pois o nariz já está formado.  Preenchimentos minimamente invasivos como os enchimentos, botox  tem que ter uma idade mínima também, porque o próprio fabricante não recomenda que a gente use em idades muito inferiores ou avançadas  porque o produto nem foi testado, pois o estudo científico não envolveu pessoas mais jovens e nem muito idosas.

– Menores de idade precisam de autorização dos pais ou responsáveis?

O pai tem que estar sempre junto na consulta e com o cirurgião plástico e sempre a manifestação do desejo tem que partir  do próprio paciente e não o pai colocar na cabeça da criança e falar assim “ você deve fazer essa cirurgia de orelha de abano, porque você vai ser prejudicado na escola”. A própria criança tem que falar para o pai se está passando  vergonha por causa do tamanho da orelha.  A vontade tem que partir da criança e não pode ser alguma coisa que só venha dos pais.

– É comum o senhor atender pessoas mais jovens, adolescentes querendo mudar o corpo muito cedo?

Sim, a cirurgia plástica tem uma abordagem bem ampla de idade. Então existem pacientes jovens que procuram fazer cirurgias estéticas e a mais procurada é a orelha de abano. Há casos de procedimentos em pessoas idosas também , como as cirurgias de face e nariz. Então a amplitude de idade é muito grande.

– Quais são os principais riscos?

O risco ele é inerente ao paciente e ao procedimento. O risco cirúrgico, quando ele é ligado ao paciente, envolve hábitos de vida da pessoa (idade, se o paciente fuma, ingere bebida alcoólica, usa drogas, faz atividade física). O que se leva em consideração também são os problemas de saúde do próprio paciente – se ele tem diabetes, pressão alta, hipotireoidismo e assim vai. É examinado também se há riscos cardiológicos , pois todos os pacientes são obrigatoriamente avaliados em cardiologistas. Então os riscos existem e cabe ao cirurgião avaliar o risco e determinar se compensa ou não fazer a cirurgia.  Não só de acordo com o paciente, o risco também varia conforme a cirurgia.
Desde que você faça todo o protocolo de prevenção de infecção,   e os procedimentos devidos para evitar que o paciente tenha qualquer tipo de complicação, o risco acaba sendo baixo em todas as pessoas, desde que seja feito todas as intervenções necessárias para prevenir. O paciente que fuma tem que parar de fumar para fazer cirurgias plásticas? Sim.  Quem tem pressão alta e não controla? Só controlando ele vai conseguir fazer a cirurgia. Diabetes a mesma coisa.

– Como é a manutenção pós-cirurgia? O paciente tem que fazer muita atividade física depois?

É só a gente perguntar: de  onde vem aquela gordurinha extra que está sobrando? Veio de um erro alimentar. Veio porque está comendo mais do que está gastando e isso acumula gordura.  É assim que funciona.  Se o paciente está acostumado a comer errado e faz uma cirurgia plástica e continua comendo errado , achando que aquela cirurgia vai estacionar o corpo naquela forma para o resto da vida, ela está pensado de uma forma muito enganada.  A pessoa tem que ter consciência de que foi o hábito de vida que levou ao acúmulo de gordura em forma não estética no corpo. Isso pode ser ajustado na lipoaspiração. Tudo isso ocasiona uma melhora da auto estima na pessoa e, para ajudar a manter, o paciente tem que correr atrás, ir na academia, fazer atividade física.  Com a melhora da auto estima, essas pessoas procuram ficar mais saudáveis . A cirurgia envolve também o aspecto psicológico  que mexe com a autoestima do paciente.  Você tira os excessos de gorduras que muitas vezes a academia não consegue resolver. Dois anos na academia e continua com pneuzinho, e a cirurgia vai ajeitar, dá uma arredondada no bumbum, então o paciente fica com o corpo melhor. Depois de fazer a cirurgia o que acontece, o paciente vai pra academia com um corpo completamente remodelado. Para ele fica mais fácil depois que faz a lipoaspiração manter do que antes de chegar naquele corpo.

Nádia Viviane é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar.

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Internet na infância pode trazer problemas para toda a vida

Conectar e começar. Esse é o lema do pequeno Pedro Boni, 11 anos, que passa a maior parte do tempo livre nas redes sociais e em jogos online. O interesse dele pela internet começou antes dos cinco anos, quando ainda estava na pré-escola.  Hoje, mesmo com pouca idade e já com muitas responsabilidades escolares, o menino sempre arruma um tempo para fazer o que mais gosta. “Está bem corrido na escola, porque tenho que fazer uma matéria seguida da outra e, como sábado e domingo são os únicos dias que eu posso ficar no computador, então eu fico o dia todo”, comenta.

A pesquisa Gerações Interativas Brasil – Crianças e Jovens diante das Telas realizada em 2012 pela Fundação Telefônica Vivo, apontou que, de duas mil crianças entrevistadas, mais da metade utilizam o computador, e sem a presença de um adulto.

Segundo a pedagoga Yandara Sá Gomes, o uso contínuo do computador pode trazer sequelas para a vida toda. O excesso de tempo que essa criança fica na internet possibilita a perda nos relacionamentos presenciais. “A criança se exclui até mesmo das orientações da vida, do dia a dia. Se o pai não quiser ter surpresas desagradáveis no futuro, é importante que ele não limite só um tempo, mas que tenha controle do que o filho acessa na internet”, orienta Yandara.

A economista e mãe do garoto, Roseli Martins, 54 anos, comenta que a facilidade de se jogar em casa conectado com outros amigos prende ainda mais a atenção de Pedro na tela do computador. Para ela, dividir horários tem sido uma das soluções. “Eu procuro deixar ele um pouco na televisão, ver um filme, ler, porque se não fica o tempo todo no computador”, explica a economista.

Para a psicóloga Kézia Nakagawa, a criança vive em um mundo de descobertas, nessa fase tudo é novo e fantasioso, e a internet provem ainda mais esse paralelo. O imediatismo dessa geração contribui para que a criança esteja o tempo todo conectada e informada sobre o mundo ao redor. “Hoje, tudo o que as crianças têm curiosidade em saber ou ver, elas podem acessar na internet. E nesses acessos eles têm inúmeras variedades, como jogos, conversas com colegas, vídeos. Tudo em relação aos interesses deles”.

E entre os “pode, não pode”, não ultrapassar a linha tênue entro o saudável e o abusivo é a principal barreira enfrentada pelos pais. O maior prejuízo de permitir que a criança fique muito tempo conectada na internet, segundo Yandára, é que a criança não aprende a conviver com outras crianças na vida real, no mundo real, e consequentemente, não aprende a compartilhar e aprender empiricamente todas as experiências que a infância propõe. Por outro lado, a psicóloga não tira o benefício de que a internet pode proporcionar um enorme desenvolvimento ao mundo, mas sempre orienta o bom uso. “A internet é benéfica para o mundo, não adianta querer crucificar. Porém, temos de fazer o uso sensato dela, tanto nosso como das crianças”, completa Yandára.

Portanto, não adianta apenas proibir. A mãe de Pedro, Roseli, entende que não tem como excluir o filho desse meio, e que mesmo com as contribuições que a rede e a tecnologia trazem ao presente e ao futuro do garoto, o lado ruim de tudo isso, em alguns momentos, fala mais alto, “às vezes até ajuda quando ele precisa pesquisar algo para os trabalhos da escola, mas esse “Face” é uma tragédia, não é? Ele tira as brincadeiras, tira o Pedro da ‘rede social’ de amigos, tira ele de muita coisa”.

Priscila Stadler é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do uniCesumar

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Escritório virtual e coworking são opções baratas

Para quem está começando um negócio sozinho, pode ser difícil montar – e manter – um espaço profissional de trabalho. São gastos com aluguel, água, energia elétrica, telefonia, internet, além de ser necessário comprar os móveis, equipamentos e os objetos de decoração antes de abrir o espaço para receber o público. Em Maringá, no entanto, existem opções mais baratas para os profissionais liberais: o coworking e o escritório virtual.

Luiz Fernando Moreli, um dos sócios do Espaço Office, empresa que oferece os dois serviços, afirma que economia é considerável. “O custo chega a ser quatro vezes menor do que em um escritório tradicional”, diz. Outra vantagem é a economia de tempo. “Em vez de pagar um monte de boletos com água, energia, telefone, internet, funcionários, o nosso cliente paga só um boleto, o da estrutura.”

Para aquelas pessoas que podem trabalhar em casa, mas precisam de um espaço mais profissional para receber os clientes ou fazer reuniões, o escritório virtual é uma alternativa. Trata-se de um espaço com estrutura física de uma sala executiva – incluindo o mobiliário –, que o profissional pode alugar por hora, por dia ou por mês. Se quiser, também pode contratar os serviços de secretaria e recebimento de correspondência: ele tem direito a um número de telefone exclusivo e os recados são passados por e-mail ou SMS.

Entre os problemas que podem incomodar quem trabalha em casa está o isolamento. “Às vezes o profissional deixa de ter contato com outras pessoas, como acontece dentro de uma empresa com mais funcionários”, explica Luiz Moreli. Além disso, o próprio trabalho no ambiente da casa pode ser prejudicado, porque podem surgir interrupções ou mesmo distrações do próprio profissional com coisas não relacionadas ao trabalho.

A solução para quem tem dificuldade com esses problemas pode estar no coworking, um espaço compartilhado de trabalho. “Em vez de uma sala, a pessoa tem uma mesa”, explica o sócio do Espaço Office. Nesse ambiente, trabalham várias pessoas, de diferentes especialidades. “O espírito do coworking é muito legal, um anima o outro e, às vezes você encontra alguém que faz uma atividade que complementa o seu trabalho e daí pode surgir uma parceria”, completa.

A onda é compartilhar

Foi nesse “espírito do coworking” que surgiu “A Onda”, um projeto de compartilhamento de conhecimentos. O empreendedor Thiago Melo trabalhava como desenvolvedor em um espaço compartilhado de trabalho e achou interessante a sinergia, a colaboração entre as pessoas que dividiam o mesmo espaço. “O coworking é uma coisa fantástica. No primeiro dia que eu cheguei lá, eu fechei negócio”, conta.

Daí surgiu a ideia de promover o compartilhamento de conhecimentos e habilidades entre pessoas de uma mesma área: programação e desenvolvimento. A proposta se baseia em três eixos: share, learn and code (compartilhamento, aprendizado e o desenvolvimento). Melo afirma que o compartilhamento é importante para os profissionais dessa área, porque eles geralmente são autônomos e se conhecem muito pouco. “Por exemplo: às vezes eu precisava de um desenvolvedor de alguma área específica, mas os que eu conhecia já estavam todos alocados em outros projetos.”

Ele também defende que o compartilhamento de ideias pode ajudar a melhorar a qualidade dos serviços oferecidos. “Se você compartilhar uma ideia, e ela for realmente boa, você vai encontrar gente para te ajudar; e se a ideia não for boa, você vai falhar rápido. A ideia é essa: falhar rápido, porque você não vai perder tempo, nem dinheiro e você tem um processo de aprendizado muito mais rápido, para você iniciar de novo o projeto.”

O segundo eixo é o aprendizado. “A onda” é um projeto que acontece, até agora, por meio de meetups, onde são promovidas formações para os profissionais do setor e onde eles podem trocar conhecimentos. A terceira base é o desenvolvimento, que se refere à efetiva melhoria na qualidade dos serviços oferecidos, decorrente da troca de experiências e aprendizado. O objetivo é incentivar a inovação e tornar os profissionais mais conscientes do valor do trabalho que eles oferecem, tornando Maringá referência em desenvolvimento.

Taís Nakakura é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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Entre o bem e o mal: a tecnologia aproxima ou distancia as pessoas?

O celular é má companhia, de acordo com o estudo realizado pela Universidade de Essex, na Inglaterra, em 2014. Na pesquisa (The Journal of Social and Personal Relationships) foi questionado em que grau a simples presença de telefones celulares afeta as conversas, os relacionamentos e os sentimentos  daqueles que buscam estreitar laços por meio de app’s – como os populares Whatsapp, Tinder, Adote um cara e Happn. Em um dos experimentos, um grupo de 74 participantes foi dividido em duplas para conversar durante 10 minutos – metade das duplas conversou sem um celular e a outra metade usou o aparelho. Alguns encontraram extrema facilidade em se relacionar com outras pessoas via smartphone, enquanto quem estava conversando pessoalmente sentiu-se incomodado e com falta de entusiasmo na comunicação.

Amigos ou inimigos? Aliados ou vilões? Os smartphones praticamente se transformaram em uma parte do corpo do ser humano, como se fossem uma extensão dos nossos membros. E não apenas como ferramenta de trabalho ou entretenimento. As pessoas, cada vez mais, buscam outras pessoas por meio de aplicativos, seja para se livrar da solidão ou para encontrar um grande amor. Mas isto é saudável? É correto buscar “contato humano” sem ter “contato humano”?

“A evidência dos dois experimentos indica que a simples presença de telefones celulares inibe o desenvolvimento da proximidade e confiança interpessoais e reduz os níveis de empatia e compreensão das duplas”, afirmam os autores do estudo, os norte-americanos Andrew K. Przybylski e Netta Weinstein.

“Todos nos sentimos rejeitados quando, no meio da conversa, alguém prefere atender o telefone em vez de ignorá-lo. Parece que quem está do outro lado da tela tem prioridade, é mais importante do que quem está pessoalmente ali. Entretanto, em casos de pessoas com síndromes e que não encontram maneiras de interagir com o mundo, a tecnologia – e consequentemente os celulares e aplicativos – são os ‘mocinhos’ da história. Basta saber como, quando e onde utilizar. O que não pode existir é a total dependência de tais ferramentas e abandono do real contato humano”, afirma a psicóloga Eliane Rocha de Almeida.

Unindo o contato humano e tecnologia, nem só de likes e emojis vive o homem. Diego Henrique Sartório, 25, estudante de Direito, confessa que tudo começou com o Tinder. Mas que o match – ato de deslizar o dedo para a esquerda quando está interessado em alguém – foi apenas o primeiro passo. “A gente ficou conversando por vários dias. Quase desisti de me encontrar com ela porque sempre tive problemas em lidar com a rejeição. Meus amigos ficaram ‘me enchendo’ e acabei marcando um encontro num barzinho aqui de Maringá. Estamos juntos há cinco meses”, conta o estudante, que namora com estudante Ana Luiza dos Santos, 21.

“Quando eu comecei a trabalhar com tecnologia, já tinha ao certo o que queria fazer da minha vida: influenciar pessoas”, é o que conta Rodrigo Dias Ribeiro, gerente de Projetos e Analista de Sistemas. Indo contra a maré do retrógado pensamento de que as pessoas que trabalham com tecnologia – como os programadores – são “nerds” reclusos, que trocam com facilidade uma noitada com os amigos por uma rodada de Call of Duty, Dias trabalha com desenvolvimento de aplicativos para smartphones e tablets por acreditar – e gostar – do “contato tech a tech” com as pessoas.

 

“Os aplicativos não são os ‘caras maus’, do jeito que as pessoas pintam. Claro que, tudo que é usado em excesso faz mal, como álcool, remédios, comida e tudo mais. Com os celulares não é diferente. O bom uso é recomendado, vai de cada um. Mas nós, que trabalhamos com eles, acreditamos que são maneiras de facilitar a vida das pessoas, torna-las mais prazerosa. Olha o bem que a tecnologia faz para a medicina e para o setor agrário. Com as relações interpessoais, também é assim. Acredito e vejo que é assim”, analisa.

Maximilian Augusto Vitorin, programador e desenvolvedor web, acredita na praticidade dos aplicativos. “Eles são ferramentas diárias para toda e qualquer coisa. Nós não nascemos sabendo de nada e daí, vemos em necessidades, oportunidades que precisam de uma solução lógica. Com os apps é do mesmo jeito. Os caras desenvolvem uma ideia a partir de um problema que ele ou as outras pessoas têm. As vezes a necessidade é de relaxar, daí vem os games. Ou de sair com alguém, o que proporciona os aplicativos de namoro. Mas se não tem usabilidade e atitude do usuário, não adianta. O aplicativo não faz milagre”, explica o programador.

Entre mocinhos e bandidos, salvam-se todos. Aproximar pessoas, diminuir fronteiras e servir de ponte para o desenvolvimento das relações humanas é o grande propósito da tecnologia. Se algo está errado, o bom senso relacionado à quantidade e à qualidade de tempo devem ser revistos. “Apontar a tecnologia e aplicativos como culpados pelo estresse e mau comportamento das pessoas, seria dar um passo para atrás a todos os avanços alcançados desde que o mundo é mundo”, diz Virorin.

 

Tinder, o Santo “casamenteiro” do século XXI

 

Nada de promessa, nem de reza. Talvez ajude, mas nos dias de hoje, muitos procuram a “alma gêmea” – ou a transa da noite – por meio do aplicativo. A popularidade é incontestável: o aplicativo tem cerca de 100 milhões de usuários ativos no mundo inteiro – sendo que 10%, pertence ao Brasil, segundo pesquisa da Global Web Index (GWI). O app foi criado em 2012, por alunos da Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos.

Justin Mateen, 28, cofundador e diretor de marketing do Tinder, em entrevista ao portal de notícias UOL, em maio deste ano, acredita que o aplicativo faz sucesso, pois facilita a socialização das pessoas.

“Essencialmente, promovemos uma apresentação entre duas pessoas. Não estamos dizendo como você deve usar o Tinder. É comum que as pessoas usem para achar parceiros. No entanto, pode ser para um relacionamento amoroso, amizade ou para fazer negócios. Quando você vai a uma festa ou a um café, ninguém chega para você e diz: ‘estou aqui para achar uma mulher’ ou ‘estou aqui apenas para fazer amigos’. São os usuários que definem como usar a ferramenta”, afirma o diretor.

Andreia Melero é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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Pediculose, uma praga milenar

A infestação por piolhos atinge a humanidade há milhares de anos, normalmente muitas pessoas acreditam que esta praga está associada à pobreza e a falta de higiene. Mas ao contrário do que muitos pensam todas as classes sociais estão vulneráveis a sofrer deste mal.  Os piolhos são insetos pequenos que se instalam na maioria das vezes na cabeça do homem provocando uma doença chamada pediculose. Alimentam-se exclusivamente de sangue e optam por viver em locais quentes, escuros e úmidos, além disso, depositam seus ovos nos fios de cabelo.

“É um problema muito mais comum do que você imagina”, diz o biólogo Júlio Vianna Barbosa, da Fundação Oswaldo Cruz. “De cada dez crianças, provavelmente três ou quatro terão piolho.” Ainda segundo o biólogo crianças com idade entre quatro e 12 anos são as que mais passam pelo problema, em adultos é mais raro. Com o clima quente a proliferação desta doença  fica mais favorável a acontecer.

Em Maringá de acordo com a secretária da educação Solange Lopes não há dados exatos sobre o índice de manifestação, porém, na Rede Municipal de Ensino rotineiramente as unidades fazem  um trabalho educativo sobre o tema, alertando os profissionais da educação e os pais sobre a possibilidade deste problema comprometer a saúde e o rendimento escolar dos alunos, orientando-os quanto às causas, sintomas e possibilidade de tratamento.

“É importante esclarecer que jamais um aluno ou a família dele são expostos a situações constrangedoras ou excludentes em casos de ocorrência da pediculose. Quando necessário, a família é orientada a buscar atendimento e tratamento nas Unidades Básicas de Saúde do Município”, garante a secretária de educação de Maringá, Solange Lopes.

“A partir do momento que identificamos algum caso nós imediatamente encaminhamos um bilhete para os pais. Também trabalhamos com a conscientização de todos, tanto da criança quanto do responsável, através de cartazes e reuniões de pais e mestres” afirma Lucília Tomazini Hoffmeifter diretora da Escola Municipal Campos Sales  de Maringá. Cabeça com cabeça ou pelo uso comum de alguns objetos como escovas de cabelo ou mesmo bonés, estas são algumas das formas de se “pegar” piolho.

“O mecanismo de hipersensibilidade que se instala em torno de 10 dias após a infecção é responsável pela maioria das manifestação clinicas. Além da coceira podem haver sinais de escoriação e infecção secundária como repercussão ganglionar regional”, destaca a dermatologista Andreza G. Vieira. Segundo a especialista um piolho em fase adulta tem um ciclo de vida de aproximadamente um mês, e fora do organismo humano consegue sobreviver entre uma e duas semanas.

“O tratamento ideal para eliminar esta praga, depende do local e a extensão do acontecimento do parasita. Pode ser realizado com shampoo e até mesmo através de medicação oral. As lêndeas devem ser removidas com pente fino, após passar vinagre diluindo em 50 % com água morna. Em todos os casos de pediculose é imprescindível examinar e tratar os contactantes”, conclui a dermatologista.

Cristiane Gabino é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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De 1930 para os dias atuais: o turbante virou sucesso entre as mulheres

 

As mulheres vivem procurando novas tendências, tanto de roupas e sapatos, como também de cabelos. As novidades do mundo da moda são lançadas pelos desfiles fashion. Porém, atualmente, as blogueiras ganharam espaço na web e também começaram a servir de inspiração para milhares de seguidoras. E uma das tendências que está ganhando destaque, em especial, entre as blogueiras nacionais e internacionais, é o turbante. O acessório em questão são aqueles lenços amarrados na cabeça das mulheres, que garantem um visual cheio de estilo.

A professora de moda da Unicesumar Letícia Freitas conta que os turbantes são muito antigos na civilização e que remetem à história africana e do oriente. De acordo com ela, o uso do turbante começou aproximadamente, em 1930, com o estilista Paul Poiret, bastante conhecido no século passado, que trouxe a novidade para as grandes estrelas hollywoodianas. Letícia conta que no Brasil, quem disseminou essa moda foi a Carmem Miranda e acabou ficando muito famosa por causa deles. “Durante a Segunda Guerra, as mulheres começaram a usar os turbantes para disfarçar os cabelos que não podiam ser bem tratados como antigamente, porque neste período o acesso aos produtos de beleza era limitado e o turbante era usado para esconder os cabelos mal tratados”, explica.

A professora conta que com o passar do tempo, a tendência dos turbantes continuou com alguns adeptos e hoje em dia, por causa das últimas temporadas em desfiles internacionais, o acessório chegou com força total. “Grandes nomes da moda internacional e nacional, como a Iódice, apostaram na tendência e trouxeram de volta os turbantes para as passarelas”, diz. Letícia ainda ressalta que as personalidades influenciam na moda e que tudo o que o indivíduo vê na novela, ele acaba reproduzindo na vida real também.

Em Maringá, a professora diz que já é possível ver pessoas usando essa tendência. “Alguns são mais discretos, outros um pouco mais elaborados, depende muito da personalidade da pessoa”, destaca. Para Letícia, uma dica básica para usar os turbantes e se sentir bem é “cada um dentro do seu estilo”.

Os turbantes são bastante democráticos e podem ser encontrados em diversas cores, modelos e estilos. A costureira e estudante de moda Rogéria Tavares, 21, diz que o segredo da amarração do turbante no cabelo é esconder bem as pontas do lenço, o que garante um acabamento mais bonito. “Cada amarração que a pessoa fizer vai ficar com efeito diferente. É difícil você conseguir fazer a mesma amarração, sempre fica um pouco diferenciado”, conta.

A estudante Juliana Silva Ribeiro, 19, conta que logo quando começou a perceber a tendência dos turbantes, achava estranho e pensava que nunca iria usar. Porém, com o sucesso do acessório entre as celebridades e blogueiras de moda, Juliana começou a se interessar pelo estilo que a peça oferecia ao visual. “Hoje eu uso sempre. É muito simples e fácil. Quando não estou muito inspirada para arrumar o cabelo, acabo usando o turbante por causa da praticidade”, finaliza.

Amanda Zulai é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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Varejo na internet se destaca pela praticidade dos negócios

 

Conhecida por ser um terreno favorável a todo tipo de inovação – desde as respeitáveis até as mais absurdas – a internet também oferece possibilidades para quem pretende montar um negócio. A ferramenta mais conhecida para isso é o uso das lojas virtuais (também chamadas de e-commerces), sites cujo lançamento e manutenção demandam tempo e dinheiro. Mas existem outras formas, práticas e baratas, de disponibilizar produtos ao público que navega na web em busca de fazer umas comprinhas.

O universitário Joel Silva se aventurou pelo terreno dos sites de comércio eletrônico varejista ao estender, para dentro da rede, a oferta dos produtos vendidos na loja em que trabalha – especializada em acessórios para a casa. Ele afirma que o negócio tem dado certo. “As vendas começaram tímidas, mas foram crescendo em um espaço até curto de tempo. Esse mês, a lojinha na internet vai chegar aos R$ 5 mil de faturamento”, comemora.

A plataforma escolhida por Silva para iniciar as atividades dentro da web é o Mercado Livre, principal portal dedicado à compra e venda de produtos, sejam eles novos ou usados. Segundo levantamento realizado pela consultoria comScore, em julho deste ano, o Mercado Livre foi o e-commerce mais acessado da rede, com 30,6 milhões de visitas de usuários que buscavam fazer compras online. Silva atribui o sucesso do Mercado Livre à praticidade que o portal oferece para quem quer fazer suas vendas.  “É muito tranquilo hospedar os itens lá. Basta fazer um cadastro e está pronto. Nossa loja tem 100 produtos, e isso ajuda a construir a reputação do vendedor, que na minha opinião é o principal fator de compra para o consumidor que busca varejo por lá”, comenta.

A verdade é que o varejo domina a internet no Brasil. No levantamento realizado pela comScore em julho, também foi descoberto que sites de comércio eletrônico respondem por 58,3 milhões de cliques de um total de 77,3 milhões. Ou seja, 75,4% das visitas efetuadas nesse período foram a e-commerces.

Para o economista Ronaldo Bulhões, doutor em Economia na Gestão de Negócios, esses movimentos de compra e venda são importantes.  “Eles desenvolvem e ampliam o comércio eletrônico”, analisa. “Além do mais, como todos os fenômenos nascidos na internet, essas ferramentas vão, aos poucos, se adaptando ainda mais às necessidades dos consumidores, ganhando relevância e fidelidade da parte dos que ainda não cederam a essa forma de comércio”.

Thiago Bulhões é acadêmico de Jornalismo do UniCesumar

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Manual LGBT completa cinco anos

Há cinco anos era lançado o Manual de Comunicação LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), com o objetivo de educar a sociedade e a imprensa para reduzir ou eliminar o uso inadequado e preconceituoso de termos que afetam a dignidade do grupo. Muita coisa mudou nesse meio tempo, inclusive a sigla, que atualmente já inclui os transexuais, transgêneros e simpatizantes (LGBTTTs).

No manual há orientação para jornalistas, radialistas, publicitários, relações públicas, bibliotecários, entre outros. E também, busca incentivar a produção de reportagens, artigos e entrevistas que abordem a diversidade sexual e justiça social, além de criar uma ferramenta capaz de auxiliar a cobertura jornalística com relação às temáticas LGBT. O documento traz informações sobre as expressões técnicas de redação dos temas relacionados a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Mas anos depois, os erros persistem.

“É comum ver repórteres ou notícias que constroem a seguinte narrativa: ‘morreu o travesti’. O correto nesse caso é ‘a travesti’”, afirma a  professora e psicóloga de diversidade sexual na Universidade Estadual de Maringá (UEM), Eliane Rose Maio. “O manual é um apoio na luta contra a homofobia. A luta tem que ser constante, pois ainda há muita discriminação, muitas vezes até por parte dos professores”, conclui Eliane Maio.

No dia a dia é muito comum se ouvir a utilização inadequada de certos termos. Por exemplo, é incorreto ou preconceituoso usar o termo ‘homossexualismo’? O ideal é dizer ‘ opção sexual’ ou ‘orientação sexual’? O que significa pansexual e intersexual? Para uma sociedade que só agora começa a derrubar tabus em torno do tema, dúvidas como essas são frequentes.

Marcos Paulo Borges, 20, homossexual e estudante de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário de Maringá (UniCesumar) diz que o problema não está nas palavras, e sim na maneira de se dizer. “O tom, o modo e até o local em que a pessoa usa certas palavras pode denotar preconceito. Se o meu amigo me chama de ‘bicha’ ou ‘viado’ é diferente de alguém que não conheço me tratar dessa maneira”, afirma. Ele diz que ouvir certos termos de uma pessoa desconhecida soa preconceituoso mesmo que não tenha sido essa intenção.

Já o estudante Alair Lemes de Andrade, 22, diz que a forma de tratamento pode depender do homossexual. “Geralmente, essa questão de chamar outras pessoas por certos nomes depende do local e das relações sociais que o gay tem. Não concordo com isso e, portanto, não me relaciono com pessoas que mantêm esse hábito de falar gírias gays”, afirma.

“Acho necessária a criação do manual porque eu, por exemplo, fico perdida com tantos nomes (transexual, travesti, transgênero, entre outros) e acabo usando o  termo errado para fazer relação aos LGBT”, afirma Andressa Thainara Carvalho, 21, Designer de Interiores. Ela diz que a falta de informação dela se deve ao fato de não ter tido curiosidade de ler mais sobre o assunto.

Um dos donos do site Maringay, portal da comunidade LGBT de Maringá, Luiz Modesto, afirma que o manual tenta renovar os conceitos, de maneira que as pessoas não usem linguagem que diminua os LGBT. “O grupo tem uma história de preconceito e a sociedade sempre foi patriarcal, machista e homofóbica.” Ele diz que o manual serve para explicar alguns termos desconhecidos e, assim, diminuir o preconceito. “Só o manual, porém, não ajuda. É necessário educação livre de pensamentos machistas e homofóbicos e, principalmente, da boa vontade da sociedade para acolher as informações contidas no manual”, afirma.

Mônica Monteiro é acadêmica de Jornalismo do UniCesumar

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Associação de artesanato mais antiga da cidade completa 33 anos

A Artemar é a mais antiga associação de artesanato de Maringá. Fundada em 1982, a entidade tem como objetivo criar um espaço onde os artesãos podem exercer a criatividade.

“Temos estrutura, com sede própria. Levamos anos, mas conseguimos construir, com sacrifício, e que possui alguns equipamentos”, comenta Leonil Lara, 66, artesão e diretor da Artemar.

Segundo Lara, a associação também tem por compromisso exibir os produtos em eventos pelo Estado e pelo País. “Há algum tempo estivemos em Bonito, no Mato Grosso do Sul, no Festival de Inverno. Quando tem evento fora, são selecionados os melhores produtos. Em torno de 20 a 25 associados  participam”, diz.

A prefeitura também contribui para cursos gratuitos aos artesãos, em parceria com o Sebrae (Serviço Brasileiro de apoio às Micro e Pequenas Empresas). Entre as atividades oferecidas estão cursos de gestão, administração, finanças, marketing, gestão visual de lojas, vendas, diversas oficinas e cultura da cooperação. “Os cursos, palestras, oficinas foram excelentes. Aprendemos muito, diariamente colocamos em prática os saberes que nos foram repassados”, revela a professora de Educação Física e atualmente artesã, Marie Sakamoto Nishio, 61.

Para alguns, sobreviver somente do artesanato em Maringá é praticamente impossível. “A gente tem altos e baixos, nem tudo é maravilha. Por exemplo, de dezembro a abril, ficamos praticamente parados”, conta Lara.

“O artesanato, nas atuais condições, é um complemento à renda familiar. Ainda necessitamos ter outra atividade”, diz Marie Nishio.

Juliana Duenha é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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