Mês: maio 2016



Barbearias maringaenses ganham um novo estilo

Mesa de sinuca, vídeo game, canal de futebol, molduras na parede, espelhos diversos, objetos antigos, aperitivos e no rádio um rock dos anos sessenta, um ambiente retrô. Não entendeu? Esse é o novo cenário de algumas barbearias maringaenses. Pra quem acha que barbearia é onde apenas se faz barba, cabelo e bigode, se enganou: agora elas se transformaram em um espaço de entretenimento para os homens.

Essa onda começou na Europa há alguns anos e chegou a São Paulo em 2014, quando as primeiras barbearias paulistanas introduziram o chamado “estilo europeu” em seus estabelecimentos. Em Maringá chegou há pouco mais de um ano, mas o estilo contagiou os empresários da área, e hoje já existem várias barbearias pub na cidade.

Divulgação/Facebook

Divulgação/Facebook

Mas, o que fez as barbearias investirem em um estilo vintage conjugado a uma prestação de serviços de entretenimento? “Os homens passaram a se cuidar mais e a imitar os novos estilos europeus que voltaram a usar barba e cabelo dos anos de 1960″, explica Luan Henrique dos Santos, 23, gerente da primeira barbearia pub da cidade.

Para o economista Everton Dias Medeiros, esse novo estilo de barbearia trouxe uma inovação na prestação de serviço, o espaço passou a ser um ponto de encontro, onde além de oferecer os serviços tradicionais o cliente encontra entretenimento. “Essas barbearias conseguiram atender uma nova demanda dos homens  modernos, que encontraram nestes espaços um local de entretenimento atrelado com a necessidade estética”.

E com a vaidade do homem em alta, a procura por essas novas barbearias aumentou não só pelo corte, mas por revenderem shampoo, loções e óleos específicos para os cuidados com a barba. “Os homens passaram a procurar devido à barba grande estar na moda. Antigamente era barba lisa, hoje a pessoa já gosta do estilo lenhador”, afirma Luan. A tal barba de lenhador é aquela desenhada e grande.

As mudanças não ficaram só no ambiente – o que era antes um território exclusivamente masculino começou a ser invadido pelas mulheres. Débora Cristina tem 23 anos e conta que quis ser barbeira desde pequena, mas que primeiro se especializou no feminino e em seguida em design de barba e hoje em dia prefere só atender homens.

Mas a aceitação das mulheres barbeiras pelos homens ainda está sendo trabalhada. Cristina afirma que as mulheres estão tendo que se provar mais do que os homens, justamente pela desconfiança do cliente em como vai ficar no final. “É puro preconceito, mas vamos fazendo o trabalho e quebrando as barreiras diariamente”, avalia.

Para o economista Medeiros, essa nova mudança nas barbearias se torna uma alternativa importante na hora de explorar novos mercados nesse período de crise. “É na crise é que surgem as oportunidades de pensar literalmente em inovação”, revela.

 

Raphaela Kimberly é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar.

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Projeto oferece uma nova chance longe das drogas

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Ambiente livre é o que caracteriza o Projeto Vida de Maringá. Foto – Nayara Varini

O vício em drogas é uma doença que prejudica não só o dependente, mas atinge também a família e traz consequências para a sociedade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que no Brasil o índice seja de 3% de dependentes na população geral, ou seja, seis milhões de brasileiros.

Pensando nisso, o Projeto Vida, localizado no distrito de Iguatemi (10 km de Maringá) trabalha na recuperação de dependentes químicos, sem fins lucrativos, desde 1996. As pessoas que chegam até a entidade são chamadas de alunos e ficam instaladas por nove meses no local, tempo que os colaboradores do projeto dizem ser suficiente para que estes alunos se desintoxiquem das drogas e renasçam para uma nova vida.

Fundador do projeto, o pastor Antônio Aparecido Januário explica que além da recuperação do aluno, um dos principais objetivos é a reintegração dele na sociedade. “O tratamento realizado aqui é de desintoxicação física e também espiritual. Aqui nós temos no período da manhã uma palestra devocional, depois o aluno realiza a sua terapia ocupacional, que pode ser trabalhar no horto, no jardim, com os animais e também nas tarefas da casa. Todo trabalho aqui é feito por eles mesmos, para que quando saírem daqui consiga enfrentar lá fora”, explica.

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Cuidar dos animais também faz parte das tarefas diárias dos alunos. Foto – Nayara Varini

Algumas famílias acabam se distanciando dos alunos por conta do desgaste físico e emocional, porém a psicóloga do Projeto Vida, Maísa Reis, afirma que a adesão da família neste tratamento psicoterápico com o aluno é fundamental. “Um dos principais recursos do nosso projeto é a reintegração da família com o aluno neste tratamento, para que essa família participe ativamente das visitas e dos eventos e dê apoio a ele neste momento, pois quando estiver recuperado, ele sentirá que pode contar com a família para qualquer problema que possa vir enfrentar”, diz.

No total são 640 m² de estrutura, com ambientes arejados e mobiliados com doações, onde os alunos ficam livres e realizam suas tarefas diárias. Além de receberem o acompanhamento com profissionais qualificados, os alunos aprendem a palavra de Deus, que é considerada a chave mestra deste projeto, por meio de muitas orações e do amor ao próximo.

Muitos ex-alunos acabam virando funcionários do projeto, auxiliando quem ainda precisa vencer essa batalha contra as drogas. Esse foi o caso do Pastor Alexandre, 50, que já foi dependente de cocaína e crack e hoje é cuidador e monitor social do projeto. “Eu cheguei aqui sem nenhum valor moral e espiritual, e encontrei no projeto um ambiente favorável para que eu pudesse ter uma vida diferente, aprendi uma maneira diferente de pensar e de agir em relação a mim e às pessoas que convivo. Minha recuperação foi muito positiva e hoje eu posso com certeza ajudar a quem enfrenta essa dificuldade”, revela.

De alma lavada e coração tranquilo, o Pastor Alexandre recomenda que o dependente químico busque auxilio. “Procure os órgãos de saúde, procure as comunidades terapêuticas, não deixe para amanhã, procure hoje já. Eu já estive no lugar dessas pessoas e sei que podemos nos livrar deste mal”, alerta.

Para quem precisa de ajuda ou deseja fazer uma doação para o projeto, basta ligar para (44) 3034-8700 ou acessar www.projetovidamaringa.com.br.

Nayara Varini é aluna do 4 ano de jornalismo da Unicesumar.

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Veganismo é tema de piquenique em Maringá

Consumo sem carne no cardápio. Já pensou em se tornar vegetariano? Para quem não conhece, a categoria é dividida em quatro grupos e é uma prática adotada por pessoas que não consomem nenhum tipo de alimento derivado de animais. De acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira, os grupos são divididos em veganos e vegetarianos. O […]

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Lojas do centro descobrem o Jardim Alvorada

Loteado na década de 1960, o Jardim Alvorada fica na região norte de Maringá e tem mais de 350 mil habitantes. É conhecido pelos maringaenses como Alvorada City devido a independência financeira – o comércio tem diversas opções de lojas, que oferecem desde sapatos e roupas até alimentação, além de contar com serviços de saúde e outros equipamentos públicos. Toda essa vocação de bairro com vida própria foi descoberta por lojistas que costumavam privilegiar o centro da cidade, mas que agora abrem filiais no Alvorada.

“O Alvorada sempre foi forte nisso, tem vários mercados, rede bancaria, lojas de calçados e confecção”, explica Mohamad Ali Awada Sobrinho, presidente do Conselho de Comércio e Serviços da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim). “Isso é positivo para um bairro populoso e muito próximo ao centro de Maringá.” Awada explica que a ida dos negócios do centro traz ao de bairro uma vitalidade nova. “As lojas mais antigas do bairro sentiram que deveriam mudar o atendimento, a placa, a estrutura da loja, as mercadorias para se tornar mais competitivas”, afirma.

A gerente da Lojas Mil, Neids Fontis dos Santos, 43, explica as vantagens do Alvorada sobre o centro. “O bairro é bom para ter comércio, o movimento é muito bom por causa do estacionamento, tem as pessoas que moram aqui na redondeza e facilita o acesso á loja”, diz.

Foto: Leticia Amadei

Foto: Leticia Amadei

Até quem não mora no bairro vem ao Alvorada para fazer compras. Elisa Telis, funcionária da área de finanças, conta que prefere ir até o bairro atrás das lojas. “O Jardim Alvorada virou um polo comercial, mais fácil de estacionar, tem mais variedade, bancos, supermercados, lojas boas… No centro a gente tem que pagar estacionamento e o fluxo de trânsito é muito grande”, explica.

Rosimery Aparecida Lobos, gerente de vendas da B1, conta que a loja abriu uma filial no Alvorada há pouco tempo. “O bairro é antigo e populoso, é como se fosse uma cidade. Além disso, aqui a loja oferece estacionamento próprio.”

Leticia Amadei é acadêmica do 4º ano de Jornalismo da Unicesumar

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Metalúrgico descobre nos cabelos outra vocação

Ele aprendeu a trabalhar com metais pesados, mexendo aqui, modelando ali e o resultado final é uma peça para tratores ou para máquina colheitadeira. Ele é metalúrgico, mas, tem outra profissão. A outra profissão é algo bem mais sutil e delicado. Reinaldo Joaquim Laranjeira, 47 anos, é cabeleireiro e diz ter verdadeira paixão por cuidar das madeixas alheias.

Laranjeira segue lidando com ferros e soldas, profissão que abraçou em Maringá há 22 anos – a atividade toma a maior parte do dia. Entretanto, a partir das 18 horas durante a semana, e por todo sábado e domingo, ele se dedica apenas a uma coisa: cuidar dos cabelos da clientela.

O metalúrgico-cabeleireiro diz que começou a prestar atenção nos cabelos quando tinha 6 anos, e a primeira vítima de suas tesouras foi o pai. “Minha mãe cortava o cabelo dele e ela enjoou. Eu ficava olhando, aí um dia ela pediu para eu cortar. Cortei a primeira vez e ele gostou. Depois comecei a cortar o cabelo dos meus irmãos e passei a gostar e me interessar por cabelos”, conta.

Apesar de começar tão cedo, o cabeleireiro foi “cair de cabeça” na profissão bem mais tarde, aos 30 anos. Isso porque ele passou a infância em Pérola e nem chegou a concluir o ensino médio. Na adolescência veio morar em Maringá e por indicação de um primo, começou a trabalhar na fábrica metalúrgica, onde atua até hoje. E acabou deixando de lado a ideia de trabalhar como cabeleireiro. “Eu deveria ter me aperfeiçoado e entrado na área (cabeleireiro) antes, mas como eu entrei em outro trabalho eu abandonei meu sonho”, diz Laranjeira.

Ele voltou a se interessar pela área de cuidados com os cabelos quando, em 1997, foi cortar o cabelo num salão e virou funcionário da cabeleireira. E começou para não mais parar, se aperfeiçoou, fez cursos e tem o próprio salão no Conjunto Champagnat em Maringá. O filho mais velho e a mulher também seguiram a paixão de Laranjeira e hoje trabalham no salão. Maycon Douglas Barbosa Laranjeira, 19, faz corte e alisamento em cabelos femininos e masculinos, o que já é a especialidade do pai. O rapaz conta que teve muita influência do pai e pretende se especializar na área de tratamento para cabelos. “Vendo meu pai trabalhando me deu muita vontade de trabalhar ao lado dele. Pretendo investir no ramo e quero me especializar fora do país”, afirma.

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Reinaldo Laranjeira monitora o filho Maycon nos cuidados com uma cliente. Crédito: Ana Paula Candelório

Já a mulher, Fátima Barbosa de Souza, 42, está a somente três meses trabalhando no salão como manicure e garante que já fez suas clientes. Ela abraçou o sonho do marido, mas afirma que foi algo inesperado. “Quando conheci o Reinaldo ele não mexia com cabelo, eu nem imaginava que um dia ele ia ter o próprio salão”, revela.

O negócio familiar conquista as clientes que acabam se tornando amigas da família. Maria Aparecida Oliveira, 46, é cliente há três anos, e mesmo morando longe do salão, diz não aceitar outro cabeleireiro. “O Reinaldo entende um pouco cada tipo de cabelo e o meu ele acertou. Quando isso acontece você não troca mais de cabeleireiro”, explica Maria. Já Patrícia Cristina Oliveira, 30, conheceu Reinaldo por indicação de uma amiga, virou cliente e atualmente trabalha no salão como designer de sobrancelhas há cerca de um ano. “Vim, comecei a pintar o cabelo, fazer hidratação, escova e a gente foi se conhecendo, conversando e veio a ideia de trabalhar com ele”, recorda.

O cabeleireiro tem salão fixo, mas isso não o impede de atender clientes de outras cidades e até outros Estados. “Algumas amigas minhas de infância ficaram sabendo que eu era cabeleireiro, aí elas me adicionaram no whatsapp e a gente começou a conversar. Comecei a passar para elas alguns produtos que tenho no salão”, revela. Laranjeira tem clientes no Rio de Janeiro, Marechal Cândido Rondon e Curitiba.

Parece loucura ter um cabeleireiro a distância. Mas para Eni Aparecida Damas, 47, moradora de Cândido Rondon, isso não é problema. Ela é uma das amigas de infância que, anos mais tarde, descobriu que Laranjeira se tornou cabeleireiro. “O que me fez ter um cabeleireiro há mais de 350 km de distância é a confiança e o resultado no tratamento”, explica. “Até minhas amigas começaram a perguntar o que eu estava usando (nos cabelos).”

Mesmo com a satisfação no que faz, Laranjeira admite que ter dois empregos não é tarefa fácil, porém não é impossível. “É bem estranho ter dois empregos tão distintos. Muita gente não entende como um metalúrgico que mexe com peças de trator pode chegar na área da beleza. Eu consigo fazer as duas coisas e acho que a capacidade de uma pessoa pode ir além”, ensina o cabeleireiro-metalúrgico.

Mesmo com certas dificuldades, a motivação e a satisfação é o que faz muitas pessoas manter dois empregos. Para o consultor empresarial Roberto Rinaldo, 53, ter dois empregos não é problema desde que um não afete o outro. “Acho que isso faz você aperfeiçoar e ganhar mais. Ganhando mais e fazendo o que gosta, as pessoas trabalham mais motivadas”, diz Rinaldo.

O cabeleireiro pensa em futuramente deixar a área metalúrgica e se dedicar ao salão em tempo integral. Para o consultor empresarial, Laranjeira está sendo empreendedor. “Era um sonho desse homem e agora chegou o momento dele ir para esse ramo de atividade que é ser cabeleireiro. Agora, ele precisa aprofundar mais o conhecimento na profissão e então estará preparado para o mercado.”

Ana Paula Candelório é acadêmica do 4° ano de Jornalismo do Unicesumar

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Primeira luderia do Paraná fica em Maringá

Jogo da vida, banco imobiliário, dama e xadrez são jogos clássicos que fazem parte da infância de muitas pessoas. Mas mesmo na fase adulta, muitos continuam se aventurando nesse passatempo. Pensando nesses apaixonados por jogos, três mulheres da mesma família resolveram abrir uma luderia em Maringá: um bar especializado em jogos de tabuleiro que alia […]

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Amigo imaginário é comum entre crianças

Um estudo realizado pelo Instituto de Educação em Londres revelou que 65% das crianças têm um amigo imaginário. O mesmo estudo apontou que o contato com o amigo imaginário acontece em qualquer época da infância.

A psicóloga Ieda Benedetti, formada pela Universidade Estadual de Maringá, atua com psicologia clínica e escolar e é docente da Faculdade de Presidente Prudente (FAPEPE). Ieda afirma que a alta porcentagem apresentada na pesquisa é confirmada nos casos clínicos, entretanto, a idade mais comum para uma criança ter um amigo imaginário é entre os 4 e 6 anos. Para a psicóloga, essa criação da mente das crianças tem papel importante no desenvolvimento, que pode ser preocupante ou não. Isso porque, segundo ela, pode ser apenas uma maneira encontrada pela criança para expor pensamentos e questionamentos internos ou anunciar casos graves de psicose. Sendo assim, há amigos imaginários em diversos graus, representando patologias mais ou menos graves, ou apenas personalidades criativas.

No universo infantil, há muitos desses colegas invisíveis. Em desenhos animados como “Mansão Foster para amigos imaginários” ou “Charlie e Lola” os companheiros imaginários são a figura de melhor amigo e parceiro das crianças. O estudante Guilherme Stela, 16 anos, conta que assistia esses desenhos quando era criança e que sua criação tinha características parecidas com o que via na TV. “Eu tinha um amigo imaginário e o nome dele era ‘Finsel’. Ele tinha 12 anos, morava nas nuvens, era ruivo e casado com a felicidade”, lembra.

amigo imaginário

Crédito: Blog La Mente es Maravillosa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Guilherme recorda que o colega já chegou a causar problemas na escola e brigas com amigos reais. Finsel brincava com o menino e até conversava com ele no meio de outras pessoas, esses diálogos ou brincadeiras “sozinho” faziam Guilherme sofrer repressões dos colegas reais, que diziam que Finsel não existia enquanto ele tentava provar que o companheiro invisível estava ali.

Acreditar que o amigo imaginário existe é fantasia das crianças. Segundo a psicopedagoga formada pela Universidade Estadual de Maringá e que trabalha em uma escola de Nova Esperança, Neide Donini, nem elas conseguem ver aquele amigo, apenas mergulham no mundo da fantasia e imaginam a presença dele. Para perceber se uma criança está mergulhada demais no mundo da fantasia, segundo a psicopedagoga, basta perceber se ela brinca sozinha com frequência, preferindo filmes e desenhos muitos diferentes e que envolvam muita imaginação. Ela alerta ainda que a conversa é um fator de extrema importância para conhecer a criança.

Um estudo de 2005 da Universidade de Lund, na Suécia, mostrou que as meninas têm 60% de chances de ter um amigo imaginário, enquanto os meninos têm apenas 40%. Mas segundo a psicóloga Ieda Benedetti, a realidade das clínicas não é essa. Para ela, tanto meninas como meninos tem criações imaginárias com a mesma frequência. Ela acredita que o fator que mais varia é a idade, e que os pais não devem se preocupar se o amigo aparecer entre quatro e seis anos, já que essa é a faixa-etária considerada normal.

Em casa, amigos imaginários estão intimamente ligados a filhos únicos e crianças que têm que lidar com a mãe grávida. Segundo os especialistas, os colegas invisíveis além de fazer companhia para as crianças, ajudam elas a expressarem o que estão sentindo sobre uma situação nova, como a gravidez da mãe, por exemplo.

Já na escola, o mundo lúdico em que vivem os amigos imaginários impede a criança de interagir com outras e é ai que está o problema. Segundo a psicopedagoga Neide Domini, esse isolamento causado pelo companheiro irreal pode até prejudicar a aprendizagem, já que, para ela, o entrosamento entre as crianças é essencial para o aprendizado.

 

Lais Moser é acadêmica do 4º ano de Jornalismo do UniCesumar

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