Mês: junho 2016



Mecânico transforma peças de oficina em arte

Quem frequenta oficinas e vê aquele monte de peças jogadas acha que o único destino é o lixo – isso nem sempre é verdade. Há dez anos o técnico de motores e, agora, considerado por muitos um artista plástico, José Carlos Amaral, 58 anos, reutiliza essas peças e constrói pequenas e grandes esculturas em sucata.

Amaral conta que descobriu o talento após um pedido da filha caçula. “Ela estava brincando e me pediu pra fazer uma moto para a boneca dela. Resolvi fazer, aí as amiguinhas dela viram, quiseram também e eu fui fazendo várias”, conta sorridente.

Morador de Barboza Ferraz há vinte e cinco anos e dono de uma oficina herdada da família, Amaral constrói as peças por hobby. “Uso só as horas vagas do meu dia, ainda tenho que dar assistência aos motores e por isso falta tempo para me dedicar”, explica.

Arquivo pessoal - facebook

Artista plástico e uma de suas esculturas

Para fazer os modelos o artesão utiliza sucatas que não teriam mais serventia da oficina onde trabalha, como velas de automóveis, arame, pedaços de correntes de motosserra, parafusos, rolamentos e muita solda.

De acordo com a artista visual Renata Evelin Lira, 23, as referências artísticas aumentam a cada dia e a definição de arte se torna mais difícil. “Essa linguagem plástica sofreu mudanças ao longo da História da Arte, utilizando-se comumente de materiais como a argila, o gesso e o mármore desde a antiguidade clássica”, conta.

Lara conclui que a arte vem ganhando espaço, tanto no cenário mercadológico quanto nas questões culturais. “A arte contemporânea nos possibilita conhecer novos artistas, técnicas, linguagens, materiais e formas de realizá-la, entretanto, ao mesmo tempo em que nos abre vertentes, nos retrai de sua definição do que é, do que não é e do que pode vir a ser arte”.

Hoje a escultura não necessariamente se utiliza dos materiais citados acima. Embora eles sejam imprescindíveis para a compreensão da técnica, atualmente a escultura está intimamente ligada a materiais que permeiam o nosso cotidiano. É o que aconteceu com Amaral, o artista das peças da oficina mecânica.

As obras são conhecidas nacionalmente e internacionalmente. Amaral já esteve em Maringá algumas vezes, expondo na Feira Agropecuária Industrial de Maringá (Expoingá). O artista afirma ter mais de 1.500 peças já produzidas e espalhadas pelo país.

O mecânico conta que por dia faz de duas a três peças pequenas, já que as maiores demoram um pouco mais. O custo varia de R$20 a R$200. “Com o tempo me tornei ousado e comecei a aumentar as peças. Hoje faço cavalos e bois de mais de dois metros de comprimento”.

(Foto: Raphaela Kimberly)

Uma das esculturas do artista plástico

Para quem tiver interesse nas esculturas do artista, basta procurar por José Amaral no Facebook.

 

RAPHAELA KIMBERLY É ACADÊMICA DO 4° ANO DE JORNALISMO DA UNICESUMAR

 

 

 

 

 

 

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Feiras de vinil reúnem colecionadores em Maringá

Em uma de suas edições, a feira do vinil ocorreu no Shopping Cidade (Foto: divulgação)

Em uma de suas edições, a feira do vinil ocorreu no Shopping Cidade (Foto: divulgação)


O som inconfundível que sai da vitrola é o que atrai colecionadores dos discos de vinis. Os bolachões surgiram no final da década de 1940 e com o passar do tempo deram lugar a novas tecnologias, mas nem por isso deixaram de ter fãs. Em Maringá, os colecionadores se reuniram em dois clubes, o Disco Clube e o Clube do Vinil – ambos promovem feiras para trocar experiências, vender e comprar LPs.

Quem passa pelas feiras encontra vinis com preços bem acessíveis a partir de R$ 5. Já outros discos considerados raridades entre os colecionadores podem passar dos R$ 200. Além dos bolachões, as feiras contam com diversos objetos relacionados à música, desde camisetas de bandas e bótons até molduras para Lps. Algumas feiras também contam com diversas atrações musicais.

A feira do Clube do Vinil foi idealizada pelo jornalista Andye Iore e ocorre cada vez em um local diferente e também em horários alternados. “A gente criou a feira para ser um evento com aspecto cultural, nós tentamos fazer em lugares que incentivem a cultura local de Maringá”, conta.

O colecionador Eduardo Lemos diz que a paixão pelos bolachões não é de agora. Ele começou a montar sua coleção na década de 90. Hoje, o acervo de Lemos reúne cerca de 20 mil LPs. Lemos é um dos organizadores do Disco Clube, que promove feiras bimestrais no Sesc de Maringá. Segundo ele, a feira atrai todos os gostos musicais, mas dois gêneros ainda são os preferidos do público. “O que é mais procurado ainda são os LPs de rock e MPB clássica.  Mas, é difícil quem visita o evento e sai de mãos vazias, (as pessoas) sempre vão acabar encontrando algum item que desejava ter em seu acervo”, afirma Lemos.

A cada edição das feiras são expostos milhares de vinis, que atendem todo estilo de gênero musical. No entanto, Andye Iore ressalta que o colecionador precisa ter uma relação de carinho com o LP. “O vinil carece de mais cuidado que o CD. Eu conheço colecionadores que passam talco nos discos, passam flanela na capa do disco, tudo para não deixar poeira nem riscar”,  afirma.

O colecionador Eduardo Lemos (à esq.) mostra seu acervo ao DJ HP 76 (Foto: arquivo pessoal/ Eduardo Lemos)

O colecionador Eduardo Lemos (à esq.) mostra seu acervo ao DJ HP 76 (Foto: arquivo pessoal/ Eduardo Lemos)

E de cuidados Eduardo Lemos entende. “Evito colocar a mão, não armazeno empilhado para não haver desgaste nas capas. Também guardo os LPs em estantes, já limpos, com capas internas e externas novas”, diz.

Robespierre Tosatti é dono de um sebo em Maringá e é um dos integrantes do Disco Clube.  Para Tosatti, o vinil está ganhando espaço entre o público jovem. “O jovem acordou para o que tem dentro da casa dele, que é o vinil do pai dele. Aí de repente ele viu um vinil do Pink Floyd e ficou encantado com aquilo. Às vezes o pai ainda tem o aparelho (toca discos) e tem o vinil, então o jovem tem tudo á mão”, brinca o colecionador.

E foi vendo os vinis da família que a estudante de Publicidade e Propaganda Emanuella Siqueira se apaixonou pelos LPs. Ela conta que frequenta as feiras do vinil juntamente com o pai, mas o gosto pelo bolachão veio como influência do avô. “A minha família sempre foi muit­­o musical eu lembro que a gente sempre teve vitrola na cozinha, então, no café da manhã, sempre estava meu pai, minha mãe e meu irmão ouvindo algum vinil”,  lembra a estudante.

Ana Paula Candelório é acadêmica do 4º ano do curso de Jornalismo da UniCesumar

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Profissionais apostam em coaching

Muitas empresas apresentam dificuldade em encontrar profissionais que possuam capacidade para ocupar cargos que exigem conhecimento em áreas específicas. Por isso, para conquistar novas oportunidades no mercado é preciso estar bem preparado. Para isso, muitos profissionais recorrem ao processo de coaching, que tem como objetivo desenvolver novas habilidades por meio de técnicas e recursos aplicados […]

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Entrevista com Marcelo Archetti, do The Voice Brasil

Conseguir traçar um elo harmônico entre letras e melodias é, sem dúvidas, um grande desafio no meio musical. Para Marcelo Archetti, que é cantor, compositor e instrumentista, isso é tarefa fácil. O músico, nascido em Pato Branco (interior do Paraná), tem 25 anos e ganhou destaque ao participar da última edição do programa televisivo The Voice Brasil. Sua repercussão na internet foi notória e rapidamente fãs do Brasil inteiro puderam conferir mais de seu trabalho autoral. Com quase 40 mil seguidores no Facebook e mais de 25 mil no Instagram, Marcelo já carrega uma legião de fãs por todo o país. Além disso, compõe canções desde os 16 anos, contando hoje com mais de 50 músicas autorais, em inglês e português.

 

Você compõe desde jovem e já tem um grande repertório musical. Quando surgiu essa paixão pela música?

 

A paixão pela música começou desde muito cedo. Eu tenho alguns registros em vídeos e fotos que desde muito pequeno eu tenho contato com a música e com instrumentos. E devo isso principalmente a minha família, porque eles sempre me cercaram de muito conteúdo musical. Meu pai até conta que sempre colocava alguma música dos Beatles ou Rolling Stones para dormir (risos). Hoje em dia posso dizer que sou ainda mais apaixonado pela música, tendo em vista que eu estou participando dela de modo profissional. A partir do momento que comecei a compor as minhas próprias músicas, de ter o meu repertório, com certeza a paixão ficou ainda maior. É como diz Nitzesche ‘A vida sem música seria um erro’ e eu concordo com ele, acho que a música está em todos os lugares e é fundamental na vida de todo mundo.

 

Suas músicas possuem um estilo diferente do convencional, mesclando um acústico de rock/pop com o romantismo das baladas que marcaram o britpop sessentista. Quais são suas inspirações na hora de compor e criar melodias? Quais as bandas que influenciaram você a seguir essa pegada?

 

De fato, eu procuro mesclar bastante as músicas da década de 60 principalmente, passando pela década de 90 que tem materiais que me atraem bastante dessa época e alguns artistas da música atual também. Esse conjunto todo faz com que meu material seja diferente do convencional. Eu acredito que a composição vem muito mais da disciplina e do seu trabalho do que propriamente você contar com uma inspiração por algo ou alguém. E quando essa inspiração surge realmente é muito legal, as coisas fluem e a música começa a se desenrolar facilmente na minha cabeça de forma muito mais segura. Posso dizer que as bandas que mais me influenciaram foram as bandas inglesas desde Rolling Stones, The Beatles, Pink Floyd, como também grupos norte-americanos como The Birds, The Beach Boys. Da música atual eu escuto bastante Arctic Monkeys, Kings Of Leon, enfim são muitas influências que fazem a minha música ser como é.

 

Em meio a sua carreira musical você também se formou em Direito. Qual foi o momento em que você decidiu deixar de lado o diploma e se dedicar apenas a música?

 

Então, foi logo após minha formatura porque eu tinha colocado na minha cabeça que só iria me dedicar inteiramente à música a partir do momento que tivesse uma garantia, com a OAB, um plano B para seguir caso a carreira musical não desse certo (risos). Como em qualquer outra profissão é preciso ter muito foco e estudo, sem essa disciplina ninguém consegue alcançar nada que deseja. E eu realmente fiz uma escolha racional, pensada e que está trazendo bons frutos.

 

Marcelo Archetti (Foto: Nyck Maftum)

Marcelo Archetti (Foto: Nyck Maftum)

Você começou a carreira primeiro com uma banda a Stereotapes, e mais tarde formaram a banda Clappers. Agora que está seguindo carreira solo, quais são as principais dificuldades que você observou no mundo da música?

 

Primeiro, a falta de espaço para se apresentar o trabalho autoral, porque eu sinto que no Brasil ainda não existe uma cultura de grande apoio a quem faz as suas próprias músicas, por exemplo, espaços culturais para tocar como os pubs, barzinhos. Se tivéssemos mais acesso a programas culturais, instrumentos de qualidade com preço mais justo entre outras coisas, acredito que seria um estímulo a mais. Eu acho que se eles abrissem mais espaço para os músicos autorais, teríamos muito mais chance de mostrar nosso trabalho e de alcançar novos públicos, não ficando só restrito a cultura do cover. Outra dificuldade também é a questão do investimento que se precisa fazer no mundo da música e nem sempre é fácil, mas nada que um pouco de criatividade e a ferramenta que é a internet, não ajudem. E claro, a insegurança com relação ao futuro, principalmente no meio artístico, também é um mal que assombra a todos (risos).

 

Você esteve recentemente participando da quarta temporada do The Voice Brasil. Como foi a sensação de mostrar sua voz a milhares de pessoas?

 

No primeiro momento confesso que foi um pouco assustador imaginar que a minha voz seria ouvido por tantas pessoas Brasil a fora e até fora dele também (risos). Mas passada essa fase da apreensão sobre o que realmente poderia acontecer com relação a minha performance no programa, eu senti uma alegria muito grande em perceber que as pessoas tiveram uma receptividade muito boa em relação as minhas apresentações e que a minha voz foi muito bem aceita. Então, eu vivi os dois universos, primeiro o medo por não saber como seriam as coisas e depois eu pude respirar aliviado e feliz, percebendo a repercussão positiva que tive, muito além do que eu imaginava.

 

Ainda sobre o The Voice Brasil, sabemos que programas neste estilo exercem uma grande pressão a todos os participantes. Qual foi o momento mais complicado dentro do reality para você?

 

Realmente, toda grande exposição traz junto uma pressão, porque o The Voice é um reality show de entretenimento em que as pessoas basicamente estão em casa julgando se gostam ou não de determinado cantor e não só da voz, mas também do estilo, performance de palco, se vão ou não com cara do músico (risos). É diferente de você ir a um show de um artista que conhece. Toda essa fase de julgamento é muito complicada para quem está indo lá cantar, pelo menos foi o que aconteceu comigo. Essa pressão foi muito grande no momento antes de eu subir ao palco, porque você não sabe se vai conseguir executar as coisas exatamente da forma como ensaiou, porque ali na hora você está com quatro jurados de peso em sua frente e com milhões de telespectadores vendo em casa. É difícil porque você não sabe se as pessoas de casa irão gostar ou não… É preciso respirar e tentar manter a calma.

 

Marcelo Archetti participou da última edição do The Voice Brasil

Marcelo Archetti participou da última edição do The Voice Brasil (Foto: Reprodução)

Após o programa quais foram as repercussões sobre a sua participação e o seu estilo musical?

 

Felizmente a minha repercussão foi muito positiva pós The Voice Brasil, de uma maneira até inesperada. Sou muito grato a tudo que aconteceu, porque apesar de ter sido uma participação curta, sinto que ela também foi muito intensa e as pessoas em casa sentiram toda a emotividade que eu quis passar com a minha forma de cantar, comprando esse meu estilo, mais introvertido. Acho que houve uma identificação muito grande e isso trouxe muito benefícios. Ao mesmo tempo em que fiquei pouco eu tive o azar e a sorte [risos] de enfrentar o Renato Viana nas batalhas, que ao final tornou-se campeão do programa. Nós fizemos um número tão bonito e as pessoas gostaram tanto, que a minha saída foi tida como uma saída injusta, ninguém entendeu porque eu estava fora do reality. Graças a isso elas passaram a buscar mais o meu trabalho na internet e viram que eu já era um artista que buscava o meu espaço, já tinha vários materiais disponíveis. É sempre um desafio quando se aparece num programa de grande repercussão, como o The Voice Brasil, interpretando músicas de outras pessoas, porque se torna muito complicado traçar o caminho de volta e fazer as pessoas gostarem das suas músicas. Nesse ponto eu fui muito feliz, porque como as pessoas sentiram falta de me ver no programa buscaram na internet, me conhecendo melhor e isso foi motivo de muita alegria.

 

Quais foram seus projetos após o programa e quais os planejamentos futuros?

 

Bom, logo após a minha saída do programa eu criei um projeto chamado ‘Ouça mais Marcelo’, para aproveitar essa onda das pessoas que queriam ouvir mais de mim. Então, fiz uma espécie de programa multiplataformas, em que eu postava uma lista de músicas na minha página do Facebook e depois as dez mais votadas, virariam vídeos de 15 segundos no Instagram, depois disso os cinco mais votados iriam para o Youtube. Então, esse jogo de plataformas foi muito interessante porque todas as redes sociais ficaram bem ativas nesse período. Agora eu estou concluindo a etapa que eu considero a mais importante, que é a conclusão do meu primeiro CD totalmente autoral, que foi gravado na cidade de Curitiba-Pr com um produtor muito renomado, que trabalhou com Maria Gadú e Tiago Iorc recentemente. O trabalho está muito bonito e eu espero poder lançar ele em julho e esperar para ver como vai ser a repercussão para o público. Mas volto a dizer que meu maior desafio é trazer todos que se identificaram com a minha voz, para estarem comigo nessa caminhada musical.

 

Marcelo Archetti é cantor, compositor e instrumentista.

Marcelo Archetti é cantor, compositor e instrumentista.

Talita Trento é acadêmica do 4º ano de Jornalismo da Unicesumar

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Projeto de estudantes de engenharia reforma casas para pessoas com deficiência

Caridade. É com essa palavra como lema que o projeto Reformar, criado pelo curso de Engenharia Civil da Unicesumar, não apenas tampa os buracos das paredes, troca as telhas quebradas, substitui as fiações elétricas, e pinta a casa, mas também, “reforma” a esperança de pessoas com deficiência física, alunos da Associação Norte Paranaense de Reabilitação (Anpr), melhorando a qualidade de vida das famílias escolhidas. O projeto é desenvolvido pelos acadêmicos do curso em parceria com estudantes universitários de outras instituições.

“Eu acredito que o aluno não deve ficar restrito apenas na sala da aula, ele deve aplicar o seu aprendizado fora da sala de aula, e uma das formas é um projeto de extensão, e qual a melhor forma de aplicar na prática, a não ser ajudando o próximo?”, questiona Julio Fiess, coordenador do curso. “O objetivo do projeto é criar profissionais engenheiros com responsabilidade social e introduzir uma semente de cidadania na cabeça dos acadêmicos.”

Além de dar uma casa acessível para a pessoa que tem a deficiência, o projeto visa a dar esperança à essas famílias. “Queremos mostrar um mundo diferente do que eles estão acostumados a viver. A maioria dessas famílias, quando a gente chega, não tem esperança nenhuma, não só de ter uma casa reformada, mas de ter uma vida digna. Damos condições psicológicas para a pessoa ir atrás do que a família precisa”, completa Janiffer Emanuela Francisco, 27, acadêmica do 5° ano de engenharia Civil e organizadora voluntária.

A seleção das famílias inicia-se com a indicação da pela assistente social da Anpr de quatro famílias que têm necessidades financeiras e que precisam de reformas e/ou ampliação de suas casas, adequando a estrutura da residência ás necessidades do dia a dia do deficiente físico.

“Buscamos uma família que precise e que esteja disposta a receber a ajuda. Além disso, tem que ser proprietária da casa. Atendendo a esses critérios, a gente abraça a família”, explica Janiffer.
Diferentemente dos anos anteriores, desta vez os futuros engenheiros civis vão construir uma casa inteira. A família beneficiada é a de Jair Bueno do Nascimento, 64, freteiro. A filha dele, Marina Aparecida Borges do Nascimento, 27 anos, têm deficiência física e mental. Atualmente eles moram em uma casa de aluguel e por isso não pode ser reformada. Mas Jair tem um terreno comprado há 7 anos, e é lá que os acadêmicos vão construir a nova casa para a família.

 

Jair Nascimento e a filha Marina Aparecida Borges do Nascimento são os escolhidos deste ano pelo projeto "Reformar". (Foto; divulgação Reformar).

Jair Nascimento e a filha Marina Aparecida Borges do Nascimento são os escolhidos deste ano pelo projeto “Reformar”. (Foto; divulgação Reformar).

“Somos movidos a desafios. Este ano tínhamos a opção de somente reformar uma casa, ou demolir uma casa de madeira e construir novamente, e a ultima era construir a casa do zero. O terreno tem boas condições construtivas e não há necessidades de grandes movimentações de terra”, explica Fiess sobre a escolha da construção da residência de Nascimento.

Além de colocar a “mão na massa”, os participantes têm a função de encontrar apoiadores em outras universidades e de outros cursos que ficam com a responsabilidade de arrecadar recursos financeiros, vender rifas e buscar apoio de comerciantes. “Fomos á uma indústria que fabrica telhados de aço e ganhamos todo o telhado da casa, são 110m² de telhas com isolamento acústico, que custaria para um propriatário algo em torno de R$ 14 mil reais”, comemora Fiess.

Atualmente, os acadêmicos estão precisando de doação de materiais de construção e de mão de obra. Para receber mais informações do projeto e de como doar, basta entrar em contato com a coordenação de engenharia civil da Unicesumar pelo telefone (44) 3027-6360.

Leticia Amadei Toregeani é acadêmica do 4° ano de jornalismo da Unicesumar.

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Mulheres são as mais atingidas pela Disfunção Temporomandibular

DTM. Uma sigla de três letras, que poucos conhecem, mas que pode estar presente na vida de muitas pessoas, sendo a principal causa do incômodo alheio. Quem já teve dores de cabeça crônicas, na face e na região da boca e até certo desconforto na hora de comer, deve prestar bastante atenção. Esses são os principais sinais da Disfunção Temporomandibular, conhecida como a DTM.

Com estudos relativamente novos na área da saúde, essa disfunção ataca mundialmente 3% da população ao ano. Só no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial (SBDOF) existem 2 milhões de pessoas portadores da doença.

A fisioterapeuta Daniela Saldanha Witting explica que esse problema ocorre na articulação que é responsável pela abertura e fechamento da boca, e dentre os seus principais sintomas está à dor orofacial.

“Essa dor orofacial acontece na boca, nos maxilares e até nos dentes. Por causa da inflamação de vasos e nervos, se cria uma pressão que produz uma dor muito forte nos dentes. Isso gera angústia e, às vezes, até depressão no portador”, explica.

 

A DTM afeta a mandibula e até os dentes causando dor crônica. (Foto: reprodução)

A DTM afeta a mandibula e até os dentes causando dor crônica. (Foto: reprodução)

Como é uma doença muito nova e que ainda está sendo pesquisada, não existe um padrão que identifique como se prevenir, mas Daniela comenta as causas mais comuns. “Vão desde lesões feitas por movimentos desnecessários que fazemos com a boca, nos quais habituamos, seja em mascar chiclete ou roer as unhas. Até mesmo o bruxismo e o ranger dos dentes também são fatores que podem desencadear a DTM”, diz.

Ninguém está imune de ser mais uma vítima dessa disfunção. Idade e gênero não importam. No entanto, de acordo com a SBDOF, em uma pesquisa no Brasil, entre todos os casos relatados, 70% são mulheres, mesmo que os motivos dessa maior incidência não estejam completamente esclarecidos.

A estudante Patrícia Machado, 17, descobriu ser portadora dessa doença, desde que fez o diagnostico há três anos.

“Eu mal conseguia dormir com essa dor incômoda na cabeça. Até mesmo na hora do almoço era horrível. Tentava mastigar e dava a impressão de estar arrancando um dente”, comenta a jovem.

As dores só diminuíram consideravelmente após o tratamento, que envolve vários campos de atuação na área da saúde, como odontologistas, fonoaudiólogos e fisioterapeutas.

Visando isso, a clínica de Odontologia da Unicesumar em parceria com outros cursos da instituição tem um projeto aberto para a comunidade, com o objetivo de auxiliar nesse problema. Segundo o doutor odontologista e coordenador geral do projeto “Endorfe”– Equipe Multidisciplinar de Dor Orofacial – Wagner Simm, é importante unir vários campos da saúde para a melhora do paciente. “A equipe de odontologia é indicada para os casos de pacientes que costumam ranger os dentes e com algumas sessões, aplicamos placas de mordida. Outros pacientes, com ajuda de exercícios fonoaudiólogos, treinam a ‘postura’ da mandíbula e fazem o fortalecimento dos músculos. Já por meio da fisioterapia, são trabalhadas técnicas de laser para melhorar a cicatrização dos tecidos e a mobilidade”, comenta.

Quem quiser participar do projeto para tratar a DTM deve comparecer na Unicesumar e assinar a ficha de inscrição que está na bancada da clinica de fisioterapia. Após isso, o paciente será chamado para uma consulta na clinica de odontologia da instituição, onde passará por exames inicias para então, começar as sessões de tratamento.

Serviço:

Unicesumar – Avenida Guedner, 1610, Jardim Aclimação – telefone: (44) 3027-6360.

 

Vilson Ferreira de Castro Junior é acadêmico do 4°ano de Jornalismo da Unicesumar.

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Vendedor cria centenas de canários no quintal de casa

Quem passa em frente a uma casa amarela na rua Palmyra Tel, no Jardim Verônica, em Maringá, fica curioso ao ouvir tantos cantos de pássaros. Amarelos, verdes, brancos, coloridos, o imóvel do vendedor José Francisco Sardoneli, 56, é repleto de canários. Atualmente são cerca de 300 aves matrizes, ou seja, reprodutoras da espécie que vivem […]

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Roupas para deficientes ganham o mercado

Moda inclusiva tornou-se um dos diversos desafios do segmento, pois não depende só da beleza, mas visa também à estética funcional, sempre aliada à peça ergonomicamente projetada para todos os tipos de necessidade. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 10% da população é formada por pessoas com deficiência (PcD).

Em se tratando de moda, quando se pensa em inclusão o trabalho torna-se desafiador. Pensando nisso, a estilista e professora Leny Pereira, de Cianorte (a 79 km de Maringá), desenvolveu roupas para pessoas com deficiência física. As peças confeccionadas pela estilista vão desde roupas casuais até as mais formais como um vestido de noiva.

Leny conta que desenvolver as peças para pessoas com deficiência física, não só eleva a autoestima, como também ajuda a promover os estudos da motricidade do corpo humano, por meio das técnicas de modelagem.

Leny pereira mostra modelo para noivas (foto: reprodução facebook)

Leny pereira mostra modelo para noivas (foto: reprodução facebook)

Existe uma grande diferença entre produzir uma roupa comum e uma peça específica para quem possui algum tipo de deficiência. De acordo com a designer de moda Renata Manzini, a grande dificuldade na produção está na modelagem pois cada pessoa com deficiência tem um corpo diferente do outro e isso interfere na modelagem. “Um exemplo disso é se pegarmos uma pessoa que está em uma cadeira de rodas, desde que nasceu por uma má formação genética, nesse caso ela requer uma modelagem específica e diferente daquela que sofreu um acidente e ficou paraplégica”, afirma.

Para a confecção das peças também são necessários estudos e pesquisas para entender o corpo e a mobilidade das pessoas, para que partir desse ponto, se desenvolva roupas ou ate mesmo acessórios que possam facilitar não só na hora de se vestir mas também na locomoção e que tragam um visual de elegância.

Moda inclusiva é diferente não só na modelagem mas também nos preços, pois tais peças necessitam de matérias diferentes. “Essas peças necessitam de um fecho e costuras diferenciadas das tradicionais para proporcionar maior conforto ao usuário, e isso é automaticamente revertido no curto final”, explica Renata.

Estudos já comprovaram que com roupas especificas, os deficientes se sentem melhor e isso influencia no seu tratamento. “Antes eles utilizavam apenas roupas grandes e desproporcionais, o que os deixavam com vergonha. A partir do momento em que se teve uma modelagem específica para esse público, pode se constatar uma grande melhora no tratamento”, completa a estilista Leny.

 

Luan Comitre é acadêmico do 4º ano de Jornalismo da UniCesumar.

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Animais exóticos podem ser ótima companhia

Ao contrário do que muita gente pensa, animais exóticos não são aqueles bichos totalmente estranhos ou diferentes. Um animal é exótico em determinado lugar quando ele não faz parte da fauna original desse local. Na maioria das vezes, esses animais são retirados do seu habitat e introduzidos em outros por ação do ser humano.

Engana-se quem pensa que apenas os “peludinhos” conquistam o carinho do homem. Existe uma lista grande de animais com penas, escamas, cascos, que podem ser ótimas opções como mascote.

Até mesmo as temidas serpentes podem ser dóceis e independentes e se tornarem boas companheiras. Quem pode afirmar isso é o estudante de biologia Gabriel Giacomini, 21, que adotou há cerca de três anos duas serpentes: a jiboia Lilith e a kingsnake Anne. As cobras já são consideradas parte da família.

Giacomini conta que a paixão por animais vem desde a infância e isso o ajudou na hora de escolher qual curso fazer. A biologia aumentou seu interesse por animais exóticos, logo deixou de lado os onipresentes cães e gatos e decidiu adotar serpentes como mascotes. “Sempre gostei muito de animais, mas as cobras me fascinavam desde criança. Aos nove anos de idade já falava com meu pai sobre adotar uma cobra de estimação, mas isso só foi possível anos depois”, conta.

O estudante menciona que serpentes são bichos independentes e fáceis de cuidar. “Eu sou preguiçoso e as serpentes também. Elas não soltam pelos, não fazem barulho, não fazem bagunça e não precisam de alimentação diária”, enumera.

A jiboia Lilith é companheira do estudante Gabriel (Foto: reprodução Facebook)

A jiboia Lilith é companheira do estudante Gabriel (Foto: reprodução Facebook)

Como todo animal, os exóticos também adoecem e precisam de cuidados e orientação do veterinário.

Alguns profissionais se especializam em cuidar apenas de animais diferentes, como é o caso da veterinária Jussara Leonardo que é mestre em produção animal. Ela ressalta que os donos de animais exóticos precisam prestar muita atenção nos mascotes e observar sempre o estado desses animais, cuidar do bem estar. “Geralmente os donos conhecem muito bem seus companheiros e conseguem facilmente perceber algum fator que esteja incomodando o animal. Enfermidades e infecções acontecem sempre e a princípio o dono do bichinho é que vai detectar, em seguida é preciso levar ao veterinário especializado, para que possam ser realizados exames característicos e específicos para cada grupo de animal”, destaca.

A veterinária reforça a importância do contato do animal com o dono. “Mesmo o animal sendo exótico ele precisa ter uma relação com o proprietário. Ainda que se acredite que um réptil, por exemplo, possa não ser tão amoroso como um cachorro, é importante ter contato. O animal espera por isso. E quando essa relação passa despercebida, o dono perde a oportunidade de observá-lo, atrasando muitas vezes a ida ao veterinário por conta de algum sintoma que não prestou atenção.”

Jussara alerta para a legalização dos animais exóticos no Brasil. “Nós não podemos criar animais nativos, que são da nossa fauna. Isso é ponto pacífico. Não podemos. Mas os animais que são exóticos, aqueles que vieram de outros países, outras regiões, esses podemos criar. Eu posso criar até um tigre, desde que eu me comprometa com o bem estar dele e peça uma autorização para os órgãos competentes”, alerta.

Amanda Guimarães é acadêmica do 4º ano do curso de Jornalismo da UniCesumar.

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Estilos e cores são marcas registradas dos grafiteiros

É impossível andar pela cidade sem reparar nos rabiscos coloridos estampados nas paredes, no portão do Cine Teatro Plaza, na fachada do Centro de Ação Cultural, no viaduto, na praça. Essa é Maringá, uma cidade de artistas, grafiteiros cheios de ideias, identidade e personalidade. E a arte diz muito, ou tudo sobre o artista. Cada grafiteiro possui um estilo de desenho, seja pelas cores, formas ou representações. É uma maneira de “assinar” a obra. É possível reconhecer um grafiteiro por meio de seus desenhos. Em determinados pontos de Maringá, algumas artes chamam a atenção, e para quem conhece o trabalho dos grafiteiros, é fácil identificar o autor.

Se você encontra, por exemplo, desenhos de olhos e anatomia, vai saber de cara que o autor do grafite é o Isaac Kassiano Moraes, que tem 30 anos e é grafiteiro há 16 anos. Natural de Cianorte, ele é formado em Design de Interiores e o grafite é a sua verdadeira paixão. De acordo com ele, os olhos exprimem a ideia de “olhar para todas as direções”. Já a anatomia é por gostar de pessoas e querer entendê-las por meio dos gestos. Esses traços acabaram se tornando a assinatura do artista.

Para Moraes existe algo de incrível por trás do grafite. “O fascínio e a magia estão em você perceber que aquilo que extraiu de você, volta. Volta de maneira inesperada, através de uma palavra, de uma expressão, de um convite, de um pensamento. A arte sempre volta para o artista. Aquele elo entre você e a sua manifestação. E o grafite me proporciona tudo isso”, analisa.

Isaac Kassiano grafitando. Montagem feita por Max Miranda

Isaac Kassiano grafitando. Montagem feita por Max Miranda

Rene Meyring tem 35 anos e é professor de grafite há 17 anos. Ele ensina a arte para jovens a partir de 12 anos. Isaac Kassiano foi um dos alunos de Meyrinig. “O grafite me proporciona um prazer tão grande que eu quis que outras pessoas pudessem sentir também, foi aí que comecei a dar aula”, diz Meyring. Para identificar a arte dele? Cores. Muitas cores.

De acordo com a professora de artes Larissa Ribeiro, o grafite é uma das vertentes do Hip Hop, movimento cultural que surgiu no fim da década de 60. É a chamada “cultura das ruas”. O termo “grafite” vem de “grafito”, palavra italiana que significa escritura em carvão. O grafite moderno utiliza látex e spray na produção dos desenhos.

Inspirados pela necessidade de se expressar e ocupar um lugar nos espaços públicos, os amantes do grafite integram o meio urbano com a arte em variadas formas. As pinturas que marcam e colorem as paredes das cidades expressam algo mais do que apenas traços e riscos. Têm significados e sentimentos que vão além do que se pode ver.

É importante sempre lembrar que o grafite é uma ação completamente diferente da pichação: enquanto um é uma forma de expressão artística, a outra está relacionada ao vandalismo.

 Lethícia Conegero é acadêmica do 4º ano de Jornalismo da Unicesumar

 

 

 

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