Mês: julho 2016



Sociedade civil organizada fiscaliza órgãos públicos de Maringá

Em tempos de panelaço e manifestações pelos quatro cantos do país, muita gente vêm se achando bom entendedor de política , opinando aqui, pedindo por impeachment acolá. Todo mundo tem o direito e o dever de exercer a sua cidadania . Mas, enquanto muitas pessoas se preocupam exclusivamente em culpar determinado partido político pela corrupção que assola o país, e criticar o desempenho do governo federal, aqui em Maringá um grupo apartidário desenvolve um trabalho de prevenção neste sentido. É o Observatório Social de Maringá.Lançado em 2006, o Observatório Social de Maringá tem como objetivo evitar o desvio de dinheiro público e garantir a aplicação correta dos recursos. Estima-se que, aproximadamente, setenta milhões de reais tenham sido poupados por meio da fiscalização contínua e atenta realizada pelo Observatório.

Atualmente, o grupo exerce um papel importante no município e garantiu seu espaço. Mas, nem sempre foi assim. O primeiro presidente do Observatório, Ariovaldo Costa Paulo, explica quais foram os desafios enfrentados no início. “A maior dificuldade foi com relação à aceitação, principalmente dos vereadores. Eles alegavam que o Observatório era um trampolim político, e que nós queríamos ser candidatos. Mas com o tempo eles perceberam que era um projeto sério, e que nós só queremos que o dinheiro seja bem aplicado”.

O Observatório Social fiscaliza a Prefeitura de Maringá, a Câmara dos Vereadores e a Universidade Estadual de Maringá, além da Prefeitura de Sarandi. A advogada e atual presidente do Observatório Social de Maringá, Fábia Sacco, explica como são feitos os trabalhos de acompanhamento do órgão. “A proposta é não deixar que o desvio aconteça. Quando encontramos alguma irregularidade como pagamento indevido, contratação de serviços que não são devidamente prestados, nós fazemos um ofício e encaminhamos ao controle interno do órgão que está sendo fiscalizado.”

Atualmente, o Observatório Social de Maringá conquistou credibilidade. O presidente da Câmara dos Vereadores de Maringá, Chico Caiana, reconhece e respeita o trabalho desenvolvido pelo grupo. “O Observatório tem contribuído para que os gestores, tanto do executivo quanto do legislativo, tenham mais responsabilidade ainda. Nós percebemos que a sociedade está preocupada com os trabalhos que estão sendo desenvolvidos. Eu enalteço o trabalho feito pelo Observatório, mesmo tendo algumas divergências.”

O Observatório Social de Maringá inspirou vários outros estados do Brasil. Atualmente, mais de 70 municípios atuam da mesma forma de acompanhamento, fiscalização e intervenção do dinheiro público. Além disso, autoridades da Colombia visitaram Maringá e também resolveram adotar essa ideia.

Para saber mais sobre o trabalho desenvolvido pelo Observatório Social de Maringá acesse o site www.observatoriosocialmaringa.org.br.

Lethícia Conegero é acadêmica do 4º ano do curso de Jornalismo da Unicesumar. 

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Mercado Pet de Maringá aposta em creches caninas

Na busca por inovação no mercado pet, é possível encontrar de tudo para os animais de estimação: alimentação, roupas, brinquedos… E até creches exclusivas para cachorros. Em Maringá, a proprietária e médica veterinária do Pet Creche Geovana Cavalaro tem apostado nesse novo segmento desde julho do ano passado.

O Pet Creche oferece serviços de hospedagem para cães, consultório veterinário, banho, tosa e embelezamento. Além disso, possui hidratações e massagens que são feitas em um setor separado.

Geovana comenta que os donos precisam deixar seus cães até as 9h (para trabalhar a parte da interação com os outros “albergados”), junto com a própria ração e os medicamentos que utilizam. Durante a manhã, os animais realizam exercícios para gastar energia, estimulando os pets com brincadeiras de bolinha, corridas e brinquedos. No almoço, os cães são separados para a alimentação e após a refeição descansam durante uma hora e meia.

Foto: Caio Rosa

Foto: Caio Rosa

A tarde as atividades são retomadas com jogos, como pegar os petiscos que ficam escondidos. “Antes do animal começar a rotina, marcamos uma avaliação para o cliente conhecer o serviço e vamos identificar se as vacinas do cão estão em dia e se vai ter algo que vai impedir a participação”, conta a veterinária.

Rafael Sakurá, gerente do Pet Creche, comenta que o local é importante para socialização dos animais e para entender que há níveis diferentes de energia para conviver junto com outros animais e isso ajuda também na convivência com os seres humanos.

Marcos de Souza não tem tempo para brincar com o cachorro pela falta de espaço na casa e a creche resolveu seu problema, criando uma rotina para o seu animal gastar as energias, levando o pet todas as manhãs.

O custo para deixar o cachorro na creche é em média R$ 45, mas também há os pacotes semanais e mensais. Para mais informações sobre o Pet Creche acesse http://www.petcrehe.com.br

Caio Rosa é acadêmico do 4º ano do curso de Jornalismo da Unicesumar

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