Nail bar prova que álcool e esmaltes se misturam

Um lugar exclusivo para elas onde o conforto é primordial. Fazer as unhas se tornou uma prática muito diferente depois da chegada dos nail bars. Esse negócio é literalmente o que a tradução indica: um espaço onde há diversos serviços de manicure e pedicure disponíveis, aliado com a oferta de bebidas.

Nada de barulho de secador de cabelo ou cheiro de química. Os nail bars se diferem dos salões de beleza principalmente por ser um local calmo, com música e um ambiente diferenciado. Segundo o Sebrae, o conceito desse tipo de estabelecimento nasceu nos Estados Unidos e ganhou adaptações na Europa. A ideia é unir um ambiente descolado com uma prestação de serviço qualificada.

No Brasil, o primeiro nail bar surgiu em 2011, em São Paulo. Já aqui na Cidade Canção, existe um único estabelecimento com esse conceito, que funciona há quase um ano. O local atrai a clientela por meio da decoração, do conforto e dos milhares de esmaltes oferecidos. São mais de mil opções entre modelos nacionais e internacionais dispostos em prateleiras, que deixam a mulherada super em dúvida na hora de escolher um.

Além do básico que é fazer as unhas, o nail bar oferta dezenas de serviços nessa área, como ofurô com pétalas de rosa para os pés. Essa e as demais opções ficam expostas em um cardápio. Nele, também há opções de bebidas, onde a cliente pode optar entre café, cerveja, sucos, espumantes e drinks, além de alguns petiscos.

Nail bar prova que álcool e esmaltes se misturam

De acordo com a porcelanista Edileuza Ferreira, 38 anos, o momento mais demorado é o da escolha da cor, mas sempre tem os preferidos. Para ela, trabalhar em um nail bar é algo único, pois é bem diferente de todas as experiências que já teve.

A empresária Nidi Vida Leal, 52 anos, decidiu implantar esse conceito em Maringá depois de conhecer um nail bar em Curitiba. Ela se apaixonou pela ideia e resolveu embarcar na aventura de abrir o primeiro da cidade. “Trouxe esse conceito para as mulheres virem relaxar um pouco. Todas elas falavam que tinham as barbearias exclusivas para os homens, agora tem um lugar só nosso, que as mulheres podem vir, fazer a unha, tomar um drink, trazer uma amiga, bater um papo”, detalhou Nidi.

Foi pensando em bater um papo, relaxar e sair com as unhas bonitas que a maquiadora Michele Palma, 29 anos, trouxe a família e até uma cliente dela para o nail bar. Elas foram em seis pessoas conhecer o estabelecimento. “Uma amiga indicou, falou que as meninas arrasam e que o lugar era super bonito. Estou provando e acho que nós precisávamos de algo assim”, contou.

Amanda Burali, 18 anos, que estava no local pela primeira vez, também aprovou o serviço. “Eu achei bem interessante, porque é um lugar diferente, ninguém mais tem. Acho que é bem atrativo. O drinks e o atendimento são bem diferenciados”, revela.

Os preços do estabelecimento variam. Fazer as mãos, por exemplo, custa R$ 24. Mas há diversos outros serviços, como os que utilizam os esmaltes internacionais, cujos valores aumentam. As bebidas também são oferecidas por um preço à parte. De acordo com o Sebrae, o investimento nesse tipo de negócio é de cerca de R$ 200 mil.

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Para receber o retorno esperado é preciso investir em mão de obra qualificada. No nail bar de Maringá trabalham cinco funcionárias entre designers de unha e porcelanistas. O que elas e a proprietária do local relatam é que muitas mulheres ainda não sabem o que significa um nail bar. Muitas confundem com esmalteria, ou seja, um lugar onde apenas são vendidos os esmaltes. Por isso, a principal estratégia do negócio é o investimento na divulgação. As redes sociais como o Facebook e o Instagram estão sendo um grande aliado na popularização do nail bar. “As mulheres estão vindo, conhecendo e gostando. Elas fazem um pouco de confusão entre salão de beleza e nail bar, então estamos divulgando bastante e elas estão vindo e amando”, expôs Nidi.

Nailena Faian é acadêmica do 4º ano de Jornalismo da UniCesumar

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