A cada salto, time de cheerleading busca apoio para torneio nacional

Com o mesmo objetivo da cena esportiva americana, os Cheerleaders Epidemia, equipe pioneira do Estado, surgiu em 2011, incentivando os atletas durante os jogos a levantar a torcida por meio de acrobacias, lançamentos, dança, elevações, pirâmides e saltos.

O time se destacou durante os Jogos Inter Atléticas (Joia) do mesmo ano e se tornaram referência de torcida da atlética de Engenharias e Arquitetura da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Atualmente é um dos destaques no maior evento esportivo do Sul do Brasil, o Engenharíadas Paranaense, com a 2ª colocação no Desafio de Cheerleading.

Thiago Henrique, estudante de Arquitetura e Urbanismo, começou como atleta em março de 2015 e hoje é vice-presidente dos Cheerleaders Epidemia. Ele contou que a equipe surgiu quando cinco meninas estavam dispostas a animar a torcida e chamar a galera para vibrar nas quadras. Atualmente, o time conta em média com 30, com treinos todos os domingos.

Para o estudante, o time tem como propósito competir e apresentar fora do Estado, mas ainda enfrentam obstáculos com a ausência de patrocinadores, dificultando o trabalho em levantar dinheiro com transporte, taxa de inscrição e hospedagem. “Conseguir parceiros com incentivo financeiro para que apoiem o esporte em Maringá ainda é nossa maior dificuldade”, conta Thiago.

Cheerleaders Epidemia se apresentam no Engenharíadas Paranaense 2016 (Foto: Loan Rocha)

Cheerleaders Epidemia se apresentam no Engenharíadas Paranaense 2016 (Foto: Loan Rocha)

A estudante de Engenharia Civil Joyce Bender entrou para a equipe em 2013 com o intuito de ajudar a evoluir o Cheerleading e acabar com a concepção de que o time era apenas a dança, sensualidade e pompom. “Mesmo sem conhecer muito sobre o esporte, queria incrementar as apresentações com acrobacias e fui ensinando o que sabia e que tinha aprendido quando trabalhei no circo”, acrescenta.

Joyce comentou que este ano foi um divisor de águas na história da equipe. O time até então treinava e se apresentava sem nenhuma técnica e segurança. Os participantes resolveram colocar a mão no bolso e, com o dinheiro arrecadado, recorreram a profissionais do Rio de Janeiro para apoio. O investimento deu resultado: este é o primeiro ano em que os Cheerleaders Epidemia têm qualificação técnica para participar do campeonato nacional.

Marina Pietrobon, estudante de Arquitetura, tentou entrar na equipe há um ano, mas não conseguia treinar, por conta de um rompimento no tornozelo. Ela foi liberada somente em abril deste ano para participar da equipe, como suporte para as bases laterais. “Quando entrei vi que as coisas eram bem diferentes, as rotinas de treinos são bem pesadas e o que parece ser só uma dancinha bonita, na verdade é um conjunto de técnicas onde tudo é avaliado, principalmente a execução e até o jeito de andar”, conta.

Para conhecer mais o trabalho do Cheerleaders Epidemia acesse a Fanpage: http://www.facebook.com.br/cheerleadersepidemia.

Caio Rosa é acadêmico do 4 ano de Jornalismo da Unicesumar.

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