Mais de 2.500 diplomas estão esquecidos em departamento da UEM

Um dos documentos mais importantes na vida de alguém, que deseja seguir uma carreira profissional, é o diploma. Mas, por incrível que pareça, há milhares de formados que esquecem de retirar o documento. Na Universidade Estadual de Maringá (UEM), há quase dois mil e quinhentos diplomas esquecidos.

No Departamento de Assuntos Acadêmicos (DAA) da universidade, existem muitos diplomas que não foram retirados, alguns há mais de 48 anos. Os documentos são de ex-estudantes da UEM.

Até 2010 os diplomas eram entregues três meses após a colação de grau, talvez por isso, o esquecimento. Só em 2011, os documentos começaram a ser entregues quando os acadêmicos colavam grau.

Para o chefe da Divisão de Registro de Diplomas da UEM, Vilson Francisco Jacob, é difícil apontar uma única causa para a situação. “Várias situações podem explicar esse fenômeno: graduados que desistiram de atuar na área em que se formaram; ex-alunos que utilizaram apenas o certificado de conclusão de curso para comprovarem titulação; falecimento; mudança de endereço; ou esquecimento mesmo”, explicou.

A UEM, que foi fundada em 1969, já formou mais de 60 mil alunos de graduação e oito mil de pós-graduação. Entre os diplomas esquecidos, há pelo menos 400 só da especialização.

Entre os diplomas mais antigos estão os do curso de Ciências Econômicas, datados do período entre 1969 e 1975, quando ainda eram registrados na Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Hoje, o departamento tenta localizar os donos. Com as redes sociais ficou muito mais fácil. Segundo Jacob, muitos ficam surpresos de não terem ido buscar o diploma antes.

Segundo a lei nº 4.553, de 27/12/02 “é dever do Poder Público a gestão documental e a proteção especial a documentos de arquivos, como instrumento de apoio à administração, à cultura, ao desenvolvimento científico e como elementos de prova e informação”. Mesmo a lei nº 12.682, de 9/7/12 permitindo a digitalização de documentos e armazenamento em ambiente eletrônico, exige que “os registros públicos originais, ainda que digitalizados, deverão ser preservados”.

Como não podem ser descartados, os diplomas aguardam até que os donos apareçam ou até o surgimento de alguma lei que diga que esses documentos não são mais válidos.

Ana Paula Foltran, acadêmica do 4º ano de jornalismo

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